História Young God-MALEC - Capítulo 2


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Luke Graymark, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Robert Lightwood, Simon Lewis
Tags Ação, Barbaria, Conteúdo Adulto, Homossexualidade, Malec, Roma Antiga, Romance, Violencia
Visualizações 86
Palavras 2.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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🔮Oi Babes🔮

Olha eu brotando aqui🌱.

Bom,para que vocês não fiquem perdidos logo de cara,eu prefiro explicar isso aqui do que esperar chegar até as notas finais para compreendem.

Na Roma Antiga,quem tinha um alto cargo exercido no exército ou alguma posição privilegiada no governo,tinham diferentes formas de tratamento que não serão alteradas,mas que precisam ser colocadas para dar mais ressalva a história.

*Legatus:Significa governador.Todos tinham a obrigação de chamar o governador de sua cidade por esse nome.Transpirava poder e ordem naquela época,então não faria muito sentido alterar esse termo.

*Dominus:Significa "Chefe".Essa palavra era usada por todos os subalternos que serviam aos governadores.

Dadas as explicações,hora do capítulo,sim?

Vejo vocês nas notas finais.

Boa leitura😇

Capítulo 2 - The weakness of an imposing


Fanfic / Fanfiction Young God-MALEC - Capítulo 2 - The weakness of an imposing

 Todos os espectadores gritavam.Se levantavam de seus assentos tamanha a euforia presente ali.O sol brilhava com intensidade naquela época do ano.Todos os homens,mulheres e crianças não pareciam se preocupar com o calor.Olhavam com a emoção presente dos seus olhos,implorando e gritando por mais uma atração de violência e sangue no meio da Arena.Exposto ao sol,o sangue recém derramado ali começava a secar, lentamente devido ao fluxo que escorria e jorrava.Toda a grande quantidade do líquido escarlate era jorrado de um corpo jogado no meio da arena,caído em meio a areia.A poucos metros de si,uma cabeça tinha os olhos assustadoramente abertos,arregalados em horror.


Mais um prisioneiro perdeu a vida.


O Leão que arrancara sua cabeça com um rápido movimento já havia sido retirado,com os pelos dourados banhados em sangue,assim como a face do animal.O homem não teve tempo de cravar a espada enferrujada no felino.Rápido demais para os espectadores,mas a sede de violência foi saciada.


No alto da arena,separados de toda a população,olhos azuis observavam a cena com um certo prazer.Todo o seu foco estava voltado para a arena,e não para os outros nobres lastimando a perda - ou comemorando o ganho - de uma grande quantidade de moedas em apostas.


Jogos de arena sempre foram os seus preferidos.A morte que viu,presenciou e executou a olhos nus para que todos vissem.Ele esperava horror por parte das pessoas,mas o prazer sempre permanecia em cada um dos olhos quem assistiam a carnificina.


Governava uma cidade feita por pessoas violentas e frívolas,que gostavam de sangue e violência como ele.


Alexander gostava disso.


-Ainda não compreendi o seu prazer em ver tanto sangue.-Uma voz feminina o tomou de seus pensamentos.No acento ao lado,uma jovem de esvoaçantes vestes roxas olhava para o corpo ser retirado da arena.O nariz arrebitado da moça franziu em nojo.O pingente vermelho sangue brilhava em seu colo devido ao sol,enquanto alguns fios soltos das tranças de seus cabelos longos balançavam a brisa quente da tarde.Feições delicadas,mascaradas pela imensidão valente dos olhos escuros e lábios escarlates pela breve quantidade de vinho ingerido.A beleza dela impressionou a todos que chegavam a compara-la a personificação de Vênus entre os homens.


 Alec riu.


-Não é algo que uma dama como você deva compreender,querida irmã.-Respondeu,vendo a moça revirar os olhos.


-Ainda posso enfrentar você em um duelo de espadas.Não se esqueça disso.-Replicou a mais nova,provocando um sorriso em Alec.Isabelle era uma das poucas pessoas que conseguia provocar alguma reação positiva vinda dele,já que muitos estavam acostumados com sua costumeira postura fria e rígida.


Legatus,Dominus e Comandante.Cargos que não exigiam doçura ou atitudes afáveis.Todo o Império Romano sabia da rigidez do Legatus Alexander.Membros de seu exército temiam sua ira e respeitavam sua mente estratégica.Ninguém ousava questionar sua autoridade.Em vinte e oito anos de vida,muitas era as pessoas que perguntavam como um homem tão jovem ocupou um cargo tão importante em pouco tempo.A maioria dessas perguntas era seguida de um olhar invejoso por parte de outros nobres que ocupavam o mesmo cargo.Colecionava vitórias e as mais sangrentas histórias.Seus irmãos não gostavam do fato do mais velho ter um histórico tão sangrento com tão pouca idade,mas se calavam logo em seguida.


Alec tinha certeza do que fazia.


Mas ainda sim,achavam que tantas responsabilidades pesavam para ele.


Não haviam forças ou estômago para olhar o rastro severo de sangue secar na areia,jorrando em quantidade reduzida da cabeça arranacada.Encarava as feições duras,rígidas e belas do irmão mais velho,sem ter humor para ver os outros nobres a encararem descaradamente ou escutar conversas irrelevantes com cheiro do vinho que bebia mesclado ao mau-hálito.


Agradecia aos deuses por Simon detestar jogos de Arena.


-Jonathan chega a cidade nos últimos raios de sol,não é mesmo?-Perguntou,mudando rapidamente de assunto.


Alexander assentiu,voltando a atenção para a irmã enquanto não começava o segundo ato.


-Precisamos discutir algumas estratégias de batalha,mas não é algo totalmente importante,vai depender da situação das barreiras ao Norte.-Explicou,dando o cálice com rasa quantidade de vinho para um dos servos ali perto com um único gesto,negando mais da bebida com um aceno.-Santiago tem uma nova remersa de escravos para mostrar.Hodge precisa de ajuda com os futuros soldados.


Izzy revirou as íris escuras.


-Ainda precisa treinar mais uma legião de crápulas sem modos ou costumes.É péssimo visitá-lo com eles rodando aos montes nos corredores.


-A morte seria plausível para aquele que ousasse tocá-la,sabe disso muito bem.-Disse,vendo a mais nova suspirar aliviada e segurar a mão grande e calejada de Alec com sua palma delicada.Um breve sorriso tomou seu rosto.- Se não se sentir bem,posso encaminhar uma carruagem para Roma agora mesmo.


Isabelle suspirou,negando.


-Quero ficar mais um pouco com o meu irmão,mesmo que para isso,ver pessoas sendo mortas seja necessário.-Justificou inclinando-se brevemente em seu acento,descansando a cabeça no ombro largo do mais velho,sentindo um breve sono repentino a atingir.Alec aspirou o cheiro dos longos fios negros carinhosamente.Ainda era a mesma essência floral que soava mais como uma parte da morena;Suave,mesclada a inúmeras flores silvestres que banhavam a pele da mais nova desde que ela,Jace e ele brincavam nos jardins da casa em Capua.


Simon tinha sorte em ter Izzy em sua vida.


Os tambores soaram,fazendo com que o contato fraternal fosse cortado delicadamente.Como Legatus,era sua obrigação comandar os jogos em sua própria cidade.


Ligados por uma única corrente,três homens entravam cambaleando,fechando as pálpebras devido ao intenso sol e ao tempo que permaneceram nas masmorras.Os corpos estavam sujos e magros,podendo facilmente contar as costelas de cada um deles.Dois soldados jogaram espadas enferrujadas aos seus pés,quebrando a corrente que os ligava e saindo do campo rapidamente.O Leão que antes fora retirado dali - cujo continuava com a pelagem dourada banhada pelo líquido escarlate - voltava,tentando se livrar das fortes correntes que o prendiam.O público tinha animação evidente,enquanto os prisioneiros tinham o medo evidente mesmo de tão longe.


Se levantou do acento com pesar,tomando a frente do camarote e ficando no campo de visão do público.Seu braço direito foi levantado,e aos poucos,a multidão ficava calada,esperando ansiosa pelo único gesto que determinaria o destino do de suas moedas e ouro assim como saciaria a sede de violência.


Os olhos azuis fitaram os lados da arena,vendo os prisioneiros implorarem por suas vidas mesmo em silêncio.Tudo estava calado,calmo o silêncioso.


O braço foi abaixado em um único gesto e o Leão foi solto novamente.Multidão voltara a gritar e os prisioneiros empunharam as armas com as mãos trêmulas.Voltou ao seu lugar calmamente,escutando a irmã murmurar em negação e os outros nobres gritarem em incentivo.




[◇]




Um beijo singelo foi deixado na testa da Lightwood,enquanto está sorria e entrava na carruagem que a esperava no fim do lance de escadas.As duas servas que acompanhavam a irmã fizeram breves reverências antes de entrar no mesmo compartimento de Isabelle.A mão delicada da mais nova acenou para ele fora da carruagem em um ato quase infantil,sendo retribuído pelo irmão mais velho com um pouco mais de descrição.


Todos os outros governadores e membros da nobreza haviam ido,agradecendo pelo espetáculo,esbanjando as regalias que tiveram durante os jogos e fazendo propostas de mercado.Aquelas que lhe pareciam realmente relevantes tinham sua palavra de retorno,o resto eram cordialmente dispensadas por Alec.


A casa de Capua era uma bela construção,de fato.Com o passar dos anos,transformações ocorriam em todo o lugar.Jardins e espaços pessoais eram espalhados em cada subida de escadas,tendo um ar arejado e de fácil contato com a natureza.Paredes e pilares semelhantes às construções comandadas pelo próprio Imperador sustentavam o esplendor do local.Os cômodos eram bem divididos,sendo espaçosos e com servos a disposição de cada visitante.Uma obra que transbordava poder.


Seguia pelos corredores com Hodge - chefe dos servos - em seu encalço,contando os demasiados acontecimentos durante sua ausência.Jonathan já havia partido da base Norte,podendo chegar até mesmo depois do pôr do sol.Guerreiros chegariam do Ludus ao amanhecer,então novos escravos precisavam estar a postos.Raphael Santiago esperava no hall principal,com uma nova programação.


Raphael era filho de ricos comerciantes da cidade.Bebia dos melhores vinhos,possuía as melhores vestes,tinha as mais belas mulheres aos seus pés.Ter uma vida regada a regalias e escândalos por desvirtuar moças de família parecia ser um grande incômodo para os pais do rapaz.Com muita insistência,pressão e alguns cortes nas inúmeros luxos,o rapaz que tanto esbanjava riqueza conseguia sustentar a si próprio.


Ao chegar no hall principal,cumprimentos formais foram trocados entre os homens.Pouquíssimas palavras trocadas entre os mesmos,já que as vidas pessoais de ambos não interessavam um ao outro.Apenas negócios deveriam ser levados em conta.


Dez homens estavam diante dele,com cabeças abaixadas,levantadas apenas com a ordem do Santiago.Os olhos azuis examinavam cada um deles,tendo um caso claro de descaso em seu rosto ao ver a postura e condições físicas de cada homem.


-É só isso que tem para me mostrar,Santiago?-Perguntou Alexander,diminuindo a ritimia dos passos até ficar diante de um escravo.Este poderia ser considerado o mais velho do grupo.-Achava que seus serviços eram mais...vivos.Não quero homens morrendo ao me servirem.


-Peço desculpas Legatus.-Murmurou o homem com a voz rouca,fazendo um breve gesto para sua escrava pessoal retirar o grupo da sala.Os homens sumiram rapidamente dali,guiados pela loira que acompanhava Raphael.-O próximo grupo pode chegar a lhe interessar.É demasiadamente jovem,teimosos por assim dizer,mas acho que podem chegar a lhe interessar.


-Estão em boas condições físicas?-Questionou voltando-se para o rapaz.-Não quero ter problemas com eles.


--Não pensou em dar chicotadas neles,senhor?-Rebateu o Santiago.


-O que penso ou deixo de pensar não é da sua conta.Você não é ninguém para dizer o que devo fazer em minha própria casa. - O tom do Legatus era calmo,mas sua expressão continuava dura e gélida,refletindo nas íris azuis dominantes.Santiago se calou diante a resposta,ficando com a cabeça baixa logo depois.


Lílian voltava para o hall com outro grupo atrás de si.Este parecia ter a mesma quantidade de pessoas do grupo anterior,tendo até mesmo mulheres misturadas aos homens.Se alinham em sua frente,nervosos.Todos ali tinham a aparência jovial descrita por Santiago.Jovens demais na opinião do Legatus.


        Analisou as feições dos outros com mais cuidado.De fato,a variedade ali transpirava jovialidade e nervosismo característicos.Alguns deles tentavam regular a respiração com os olhos azuis gravando cada mínimo detalhe em sua cabeça.


Enquanto corria os olhos por dois ou três rapazes que lhe despertaram a atenção,dentre eles,uma massa de cabelos ruivos chamou sua atenção.Parou em frente a garota,abaixando sua cabeça levemente devido a baixa estatura da mesma.Esta parecia exitante em levantar a cabeça para o Legatus,já que seu pequeno corpo estava visivelmente trêmulo.Raphael gritou uma ordem para a moça,fazendo com que ela levantasse a cabeça e encarasse Alexander.O rosto delicado tinha sardas revassalando em seu nariz e bochechas,molhados por lágrimas que corriam o rosto branco.

 Se não tivesse tanta certeza quanto ao Santiago,julgaria estar na frente de uma criança.

-E quanto à esta?-Perguntou sem retirar os olhos da moça.

-Vendida pelo próprio pai em uma mesa de taberna.Foi usada pelo comprador e encontrada aos maltrapilhos junto com pedintes.Seu nome é Clarissa.-Informou o rapaz.

-Por que está ferida?-Questionou Alec,notando um fraco corte na bochecha da ruiva,estancado mas ainda visível pelo breve rastro de sangue.


-Ela é um tanto rebelde.Não pode ficar junto com os outros,sempre causa confusões.-Indagou Santiago com nojo.


Voltou a olhar para a moça,podendo ver o brilho da rebeldia correr pelos olhos verdes mesmo estando com lágrimas acumuladas.Parecia o verdadeiro retrato da raiva e do desespero disfarçado por uma beleza amena.Odiava pessoas que não lhe obedeciam,mas colocá-los nos trilhos era algo realmente apreciativo.Até que ponto podiam chegar para ter controle?


Seria interessante saber.


-Vou ficar com os quatro primeiros da fileira.-Olhou para os quatro rapazes de modo rápido,vendo os mesmos ficarem tensos.-E fico com ela.


-Senhor,devo alertá-lo de que…-Começou Raphael,mas logo foi cortado pelo tom de voz calmo e frio do Legatus.


-Não precisa me alertar,Raphael.Apenas diga se a quantidade de moedas é suficiente para que você suma da minha frente de uma vez.-Com um aceno,Hodge aparecia no hall com um saco de moedas consideravelmente cheio,entregando para o Santiago com delicadeza.


Os olhos negros de Raphael brilharam ao verem tantas moedas escaparem do saco e caírem em sua palma,douradas e de grande valor.Um sorriso dançou pelos lábios avermelhados,deixando amostra os caninos levemente pontudos.


-É sempre um prazer negociar com o senhor,Legatus.-Agradeceu com os olhos perdidos na quantidade de moedas resplandecentes.


Alexander sorriu.


-Hodge,acompanhe Santiago até a saída e mostre as tarefas para os novatos.-Instruiu vendo o outro assentir rapidamente com um “Sim,Dominus” murmurado em voz baixa.Saiu do hall sem dar mais explicações,caminhando pelos corredores da extensa propriedade.


Não tinha tanta pressa para chegar em seus aposentos,e por mais que o cansaço reverberasse por todo o seu corpo,aprendeu a ignorá-lo.Apenas um banho seria necessário,já que ficar horas exposto ao sol o deixou com uma estranha sensação.


Escravos passavam,fazendo breves reverências antes de seguirem para os seus afazeres.Em uma volta em particular,dois soldados foram vistos no início do corredor.Conversavam de modo ávido,gesticulando e aparentavam estar desesperados.A ritmia dos passos foi diminuída,silenciosas a ponto de não soarem no extenso corredor.Com o cenho franzido,escutou a conversa dos dois atenciosamente.


-...devemos falar isso para o tenente.Ele já está preso mesmo,não tem porquê falar isso para o Legatus. - A voz do primeiro deles era trêmula,deixando claro que não queria estar ali.


- O tenente não está aqui,e tão pouco se importa com quem é preso nos arredores.O Legatus vai saber o que fazer com ele.- O outro parecia seguro o suficiente de suas palavras,ditas com convicção.


- Eu sei,mas…


-Algum problema,soldados? - Quando sua voz soou pelo corredor,o espanto dos dois homens chegou a ser cômico.Os olhos de ambos se esbugalharam em medo,e logo ficaram indecisos entre reverenciar Alec ou falar algo plausível.


Uma dupla de idiotas.


-S-senhor...nós estávamos... - Tentaram em meio as palavras indecisas,mas logo foram cortadas pelo tom frio do Legatus.


- Posso saber porquê não estão em seus postos?Nenhum dos dois deveriam estar rodando minha casa como se fossem convidados meus. - Questionou com um sorriso cínico nos lábios.


Os corpos dos homens continuavam trêmulos,procurando palavras coerentes para falar.


-Tivemos um pequeno problema nos arredores da cidade,senhor.- Finalmente,depois de um pequeno intervalo de tempo,o mais seguro deles falou de forma firme,encarando as íris azuis com confiança.


-Continue.


-Um homem começou a rondar os limiares,assustando algumas pessoas ali próximas.Nós fomos solicitados e quando tentamos expulsá- lo...


-Ele matou três dos nossos usando apenas as mãos. - O mais tímido completou,com o horror transparecendo na voz.


Seus soldados tinham os semblantes assustados,e para um único homem matar três usando as próprias mãos,significava que poderia ser uma ameaça.Pelo que ouviu,Aldertree parecia estar mais interessado em se gabar de sua posse como tenente de um dos maiores exércitos de toda a Roma banhado a vinho e cercado de prostitutas em tabernas.Revirou os olhos,vendo ele deveria cuidar disso.


-Me levem até ele. - Concluiu com um dar de ombros.


-Creio que isso não seja possível,senhor.- Tentou o que lhe cedeu as informações.


- E em momento algum isso soou como um pedido,soldado.




[◇]




As prisões de Capua eram localizadas no subsolo,uma grande extensão com incontáveis corredores sem saída,caso ocorresse uma fuga em massa;Apenas oficiais e o próprio Alec sabiam como entrar e sair dali sem se perder.Era tarde,o sol ainda brilhava no céu,mas as tochas estavam acesas ali em baixo.O calor era sentido com mais intensidade,exaltando o odor das fezes,suor e carne em decomposição.Chegar ali não lhe causava nojo ou náuseas,apenas era a mesma sensação de estar em um lugar aleatório.


Gritos,ofensas e agitação por parte dos homens atrás das grades chegavam ao seus ouvidos,tendo apenas o silêncio e a expressão fria e sem emoções por sua parte.Os soldados continham a algazarra atrás dele,enquanto passava pelo corredor.


-Por aqui senhor.- Guiava um dos soldados.Uma volta foi dada no corredor,indo a uma ala de celas mais reservada.Todas estavam vazias,com exceção da última delas,que tinha a luz do fogo iluminando o corredor parcialmente,ao lado das grades. - Ficaremos aqui.Chame se precisar de algo.


Assentiu,esperando o mesmo abrir a cela.O som do metal sendo aberto foi ouvido,e logo ele entrou no local.


O cômodo era devidamente pequeno,com pouco espaço para se locomover.Panos colocados no canto da parede sugeriam um local para dormir,perto de uma pequena mesa de madeira com uma pequena bacia e uma jarra de barro.Não haviam janelas,mas o fogo do lado de fora iluminava de forma clara,sem precisar da luz do sol.No canto,uma figura esguia estava ajoelhada na parede,com os braços fortes escondendo seu rosto.Nem mesmo podia ser ouvido o som da sua respiração.Os cabelos espetados eram parcialmente escondidos,mas ainda podiam ser vistos.


A figura pareceu notar sua presença,levantando a cabeça lentamente em sua direção.


Quando pode ver o rosto do outro claramente,todo o seu corpo tencionou,a medida em que era tomado por um frio repentino.Não conseguiu mover um músculo ou falar algo coerente.


Olhos amarelo esverdeados.


Olhos que tanto queria esquecer,que implorava dia e noite para que os deuses retirassem aquela agonia passada do seu coração de uma vez por todas.


Que retirassem aquele maldito ser de sua vida e pensamentos.


Reconheceria aquele homem em qualquer lugar.


E não reconheceu sozinho.


Uma risada correu toda a cela;Suave,atrevida e que soava desconcertante e maldita aos seus ouvidos.


- Alexander. - A mesma pronúncia arrasatada em sua língua,junto a voz rouca. - Enfim,nos reencontramos.


Sim,Alec sabia que aquele momento chegaria em algum ponto da sua vida.Mas,com o passar do tempo,viu que guardaria as lembranças em seu leito de morte,ou até mesmo quando uma espada inimiga fosse cravada em seu corpo.Aqueles olhos lhe viriam a mente,praguejados em seus pensamentos e atos relembrados em seus últimos momentos.


Foi bem mais cedo do que aquilo.


A consciência logo voltou,vendo o ser fitar cada mínima parte do seu corpo com as íris intrigantes.Respirou fundo,ignorando a sensação trêmula de suas mãos.


  - Não tenho o prazer em dizer o mesmo,Magnus.


Notas Finais


Enfim [email protected],eis aqui o primeiro capítulo.

Desculpem -me os erros e até o próximo❤😍

XOXO.I S A


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