História Youngblood. - Capítulo 7


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Hansol, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Jungwoo, Kun, Lucas, Mark, Personagens Originais, RenJun, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags Abo, Alfa, Beta, Dojae, Doten, Jaeyong, Johnten, Markchan, Markhyuck, Nct, Nct 127, Nct Dream, Nct U, Ômega, Taeten, Taewoo, Yuwin
Visualizações 251
Palavras 2.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oieeee!! eu ia postar só amanhã mas não tenho nada pra fazer hoje né, então...
espero que gostem e me desculpem os erros!

Capítulo 7 - Preciso de um favor.


Assim que Ten colocou os pés dentro da casa da família Seo, Heejin lhe recebeu com um abraço apertado e alguns gritinhos, dizendo que tinha sentido falta de Ten e que a casa onde ela tinha visitado era chata e tediosa. Em seguida, Renjun mostrou um novo carro de brinquedo que tinha ganhado de sua mãe para a sua mini coleção. Eram tantas novidades que Chittaphon nem notou quando Johnny parou no topo das escadas para ficar observando o trio conversando sentados no chão enquanto montavam um quebra cabeça. Era engraçado o modo que Ten tinha conquistado seus irmãos tão rápido e verdadeiramente, Johnny chegou à conclusão que talvez fosse o sorriso que o humano dava a cada coisa, seja boba ou não, dita pelas crianças. Como quando ele dançou junto com Heejin a abertura de um desenho aleatório da TV ou como comemorou juntamente a Renjun quando o menino tinha conseguido aprender mais um golpe de luta. Ten parecia gostar do que fazia, se comportava como uma criança e se parecia com uma também mas sabia agir com responsabilidade quando era preciso. E Johnny admirava aquilo nele, assim como admirava sua animação diária para aguentar duas mini pessoas badalando em seu ouvido. Chittaphon era mesmo especial, de todos os jeitos possíveis e mais uma vez, Johnny odiou ser um lobo alfa.

— O que ‘tá fazendo ai, Johnny? — Perguntou Renjun parando de montar o quebra cabeça, encarando o irmão com a testa franzida. — Quer vir montar esse daqui com a gente? Tem mais de mil peças, o Ten que trouxe!

— Mais de mil peças, uau... — Disse enquanto descia as escadas, encarando fixamente o humano que parecia lutar contra a vontade de levantar a cabeça para encarar Johnny. — Acho que vou mesmo me juntar à vocês, estou sem nada pra fazer.

Ten engoliu seco, já sentindo suas mãos suarem aos poucos e as peças do quebra cabeça parecerem escorregadias. Céus, como ele odiava tudo aquilo. Se sentia um fraco por não saber se controlar, principalmente por ser um total humano e ainda sim, se afetar com um lobo alfa. Aquilo ainda não fazia sentido em sua cabeça e talvez nunca iria fazer. Continuou de cabeça baixa encarando a parte já montada por eles e procurou as outras peças para encaixar ali, ouvindo calado a conversa que Johnny tinha com Heejin sobre o casamento que se aproximava aos poucos.

— Ten vai me ajudar a escolher o meu vestido, não vai? — Heejin cutucou o braço do humano e Ten a olhou, sorrindo enquanto afirmava com a cabeça. — Eu quero igual ao da Yuna...

— Você não pode se vestir igual a noiva, Heejin. Seria estranho. — Renjun revirou os olhos, ajeitando os óculos que tinham se deslizado até a pontinha de seu nariz avermelhado.

— Mas a mamãe deixou...

— Crianças, venham comer! — A empregada disse da porta da cozinha, observando a bagunça na sala. — Ten, você arruma isso ai. — Ordenou ao ver o tailandês se levantando prontamente para acompanhar as crianças.

Johnny gelou. E Ten também. Era a primeira vez em quase um mês trabalhando ali que os dois ficavam sozinhos naquela casa. Não conseguiam falar nada e muito menos se encarar. A única coisa que Ten fazia era desmontar o quebra cabeça de forma rápida para poder sair dali e se livrar do incômodo chato em seu corpo. Johnny estava igual, mas queria demorar mais um pouco. Estava gostando de ficar ali, na presença do humano que estava lhe tirando o sono nos últimos dias, e que apesar de deixar ele com os nervos à flor da pele e quase sem controle, ao mesmo tempo lhe acalmava de uma forma que ninguém nunca tinha conseguido antes. Chegava a ser piada.

A relação dos dois era uma incógnita. Para Ten e principalmente para Johnny, que tinha praticamente todo um futuro com a sua futura esposa. Mas quando estava com Chittaphon, ele parecia esquecer disso por alguns minutos. De toda aquela pressão do casamento, da sua parte na empresa e do falatório diário de sua mãe. Quando estava com Ten ele podia desfrutar de sua calmaria, mesmo sentindo todo seu corpo em chamas, suas mãos trêmulas e claro, o conhecido formigamento no peito. Johnny gostava de sentir aquilo, apesar de tudo. Eram sensações novas, vontades novas e um novo problema para lidar. Sim, Ten Chittaphon era um belo problema para Seo Youngho. Assim como também parecia ser a solução de todos eles.

Ten não parecia ser muito difícil de ser desvendado. Em uma das conversas que teve com o seu primo por mensagens, Doyoung disse que Chittaphon parecia ser tímido mas na verdade, era bem sociável e legal com todos, não importava quem lhe dirigia a palavra, ele sempre iria tratar a pessoa com gentileza. Aquilo fez Johnny sorrir. Era por isso que todos a volta de Ten, eram apaixonados por ele. Seus irmãos, Doyoung e até sua mãe. Ten era um problema apaixonante.

— Johnny? — A voz baixa e doce que tanto ouvia pelos cantos da casa finalmente tinha se dirigido a si e só então Johnny percebeu que o encarava fixamente, sem piscar.

Não conseguiu responder, de repente sentia sua garganta ardendo e suas pálpebras começaram a pesar, sua visão turva escurecia aos poucos e Johnny apoiou a mão na mesa de centro, tentando levantar para rapidamente se distanciar de Ten e de todas as sensações que apenas a presença dele lhe causava mas suas forças tinham ido embora. Todo seu corpo ficou fraco, molenga, não obedeciam seus comandos e isso o fez rosnar alto. Ten se encolheu, se afastando rapidamente. O toque de seu telefone localizado em seu bolso o fez tomar um susto e se distanciar mais, atendeu rapidamente ao ver de relance o nome de Doyoung e a foto do mesmo piscando na tela.

Sai de perto do Youngho! — Disse Kim em um tom desesperado assim que Chittaphon o atendeu. — Taeyong está sentindo dor. Sai daí, por favor!

Ten arregalou os olhos, levantando do chão às pressas, sentindo todo seu corpo suar frio ao mesmo tempo que o sentia quente e mole. Olhou de relance para o alfa que se esforçava para levantar e observou os olhos do mesmo ficando negros com alguns rabiscos dourados. Ten ficou alguns segundos ali parado se perguntando se ajudava ou não Johnny quando ouviu a voz de Doyoung novamente, agora ele gritava para que Chittaphon corresse para longe o mais rápido possível. E foi isso que o tailandês fez, arrumando forças não sabe de onde para se manter em pé e sair dali apressadamente, batendo a porta atrás de si e logo se jogando na grama recém molhada do jardim dos Seo.

— Ten? — Olhou para o celular e viu que ainda estava com Doyoung em uma chamada, levou o aparelho até o ouvido e soltou um “oi” baixo e fraco. — Como você está? E Johnny?

— Nã-não sei... Eu sai correndo e... Ele tava no chão... — A voz ia ficando mais baixa até Ten se calar, fechando os olhos e respirando fundo.

— Eu acho que ele desmaiou! — E essa foi a última coisa que Chittaphon ouviu Doyoung falar antes de sentir seus olhos se fecharem e realmente desmaiar.

                                                   ☁️☁️☁️

— O que aconteceu? — Haechan perguntou entrando rapidamente no apartamento de Taeyong e Ten, sendo seguido por Mark. — Não consegui falar com Jaehyun mas deixei uma mensagem e disse que era urgente.

— Tudo bem, acho que ele vai ligar mais tarde para algum de nós. — Doyoung se jogou na poltrona sentindo todo seu corpo cansado e suas costas doídas. Tinha carregado Ten sozinho até o apartamento e o tailandês não era tão leve quanto aparentava ser. 

— O que aconteceu? — Haechan repetiu a pergunta, se aproximando de Ten que estava sentado encolhido no canto do sofá, encarando um ponto aleatório no chão, perdido em pensamentos.

— Ten desmaiou e em seguida, Taeyong desmaiou também. — Explicou o beta, fazendo uma massagem em seu ombro esquerdo. Mark, Haechan e Yuta permaneceram calados, como se perguntassem o que tinha causado aquilo tudo. — Ahn... Lembram de Johnny? — Ten saiu de seus devaneios e virou o rosto, encarando Doyoung. — Ele ‘tá aos poucos se desligando de sua noiva e isso faz com que a ligação que tem com Ten se intensifique, e como vocês sabem... Taeyong acaba sofrendo com isso também. 

— Como assim se desligando da noiva dele? Johnny não é transformado? — Yuta arqueou as sobrancelhas. Aquela história só ficava cada vez mais estranha. E ao ver Doyoung negando com a cabeça, teve a confirmação de que aquilo só ia piorar a cada dia mais. 

— Traz a noiva dele pra cá. — Disse Taeyong sem desviar o olhar de suas mãos. — Não quero sentir meu corpo desse jeito toda vez que Ten e Johnny se esbarram e simplesmente trocam olhares. Isso pode machucar eles mas me machuca mais. 

— Yuna chega semana que vem, ela precisa acompanhar o preparamento do casamento. — Doyoung deu de ombros e logo se arrependeu, soltando um xingamento baixo. — Até lá, Ten você não vai poder trabalhar.

— Tudo bem — respondeu simplesmente, levantando do sofá para subir até seu quarto. Não aguentaria mais ficar ali ouvindo seus amigos cuidando de sua vida como se ele fosse alguma criança indefesa e muito menos queria ouvir Taeyong reclamando como se fosse a culpa de Ten aquilo tudo estar acontecendo. A culpa era de Johnny e sua falta de controle.

Entrou no quarto rapidamente, pegou uma mochila e sem pensar, tacou suas roupas ali dentro rapidamente, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas enquanto se arrumava para sair do apartamento e ir para algum lugar que seus amigos não o achassem. E por um momento, sua mente vagou até a casa de Lucas. Ele não estava no direito de pedir aquilo, nunca mas o menino tinha sido tão gentil com ele que não via problema em pedir esse favor, pelo menos até as coisas se acalmarem e Taeyong perceber que tinha falado besteira.

— O que ‘tá fazendo? — A voz de Mark o fez parar de arrumar suas coisas e se virar rapidamente, escondendo a mochila atrás de seu corpo. — Vai pra passar uns dias na casa do Yuta? Posso ir junto? Sinto falta de vocês...

Ten sorriu fraco e se aproximou do beta mais novo rapidamente, o abraçando apertado enquanto sentia as lágrimas que tinha segurado até aquele momento sair descontroladamente. Mark sempre fazia Ten ficar sensível, por ser o mais novo e o mais apegado em todos, Lee sempre queria ficar perto de seus amigos e sentia falta quando todos estavam afastados. Aquilo era a coisa mais fofa do mundo para Ten, que sempre tentava estar perto de Mark e dar todo o amor do mundo para ele. E o beta se sentia agradecido por aquilo, sentia-se bem ao lado de Ten e de Yuta, claro que amava todos os seus amigos igualmente mas a atenção que o tailandês e o japonês davam para ele era tudo que precisava no dia a dia para não se sentir sozinho ou abandonado. Mark cresceu longe de seus pais que ficaram no Canadá quando ele decidiu se mudar, então às vezes sentia falta de uma presença materna e paterna em sua vida mas aquilo tudo sumia quando estava ao lado de seus amigos, principalmente aqueles dois.

— Por que está chorando? — Mark perguntou baixo, ouvindo o amigo fungar perto de seu ouvido. — É por causa do Johnny? 

— Não — Ten riu baixo, se afastando para olhar o canadense ali. — Eu não vou para a casa do Yuta... E nem pra casa de Doyoung, Jaehyun ou Haechan. Quero ficar um tempo afastado para pensar em tudo que ‘tá acontecendo.

— Vai pra casa da sua mãe? — Mark arqueou as sobrancelhas, voltado a abraçar o amigo apertado. — Não pode ir pra lá.

— Sei que não posso. Eu vou pra casa de um amigo meu, que vocês não conhecem... Mas ele é bem legal, você iria gostar dele.

— Taeyong sabe?

— E nem vai saber. — Ten revirou os olhos, se afastando de Mark para pegar a mochila e sair do quarto juntamente com o beta mais novo. — Ele me magoou dizendo aquelas coisas, acho que vai ser melhor eu ficar longe antes que a gente brigue igual da última vez.

— Ah então, sim. Eu também prefiro, por mais que eu vá sentir falta de sua comida e de você, claro. — O tailandês riu descendo as escadas sendo seguido por Mark e olhou os amigos espalhados pela sala. Taeyong estava deitado no sofá e nem prestava atenção no filme que passava na TV, Haechan e Doyoung dividiam a poltrona enquanto Yuta tinha optado ficar no chão abraçado com duas almofadas. Ten suspirou alto, atraindo a atenção de todos.

— Eu vou passar uns dias longe até as coisas se acalmarem — disse olhando diretamente para o rosto de Taeyong, vendo o amigo arregalar os olhos e se sentar rapidamente no sofá. — Não vou falar pra onde vou, não vou responder mensagens e nem atender ligações. Quero ficar sozinho para pensar em uma solução pra isso...

— Você não pode. — Taeyong levantou, prontamente para se aproximar de Ten mas sendo segurado por Yuta que também já estava de pé. 

— Deixa ele. — Disse o japonês, segurando o braço do alfa mais firmemente. — Ele precisa disso, você sabe muito bem.

— Obrigado, Yuta. — Ten sorriu para o amigo e andou até a porta, olhando uma última vez para os amigos antes de se virar e sair do apartamento em passos apressados, ouvindo os gritos de Taeyong chamando por seu nome.

Quando já estava fora do prédio, Ten pegou seu celular e procurou a mensagem que Lucas tinha mandado de madrugada avisando que sua blusa já estava devidamente lavada. Respirou fundo algumas vezes e apertou no botão de ligar, levando o celular até o ouvido enquanto se sentava na escadaria em frente ao prédio, olhou para trás se certificando de que ninguém estava atrás de si e abaixou a cabeça, prendendo a respiração quando ouviu a voz grossa de Lucas do outro lado, perguntando se Ten precisava de algo.

Na verdade, preciso. Posso passar uns dias na sua casa? Eu explico quando chegar aí.


Notas Finais


o que será que vai acontecer hein???? espero mesmo mesmo que tenham gostado e me desculpem qualquer erro!!! bjinhos e até o próximo capítulo!


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