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História Youngblood - Capítulo 6


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Notas do Autor


Ooi amores! Gente, socorro que saudades de vir aqui postar pra vocês!
Tá, primeiro vamos às explicações do porque eu sumi kkkk Então gente essas últimas duas semanas eu estive bem ocupada com a minha faculdade, era época de prova e tinham vários trabalhos pra fazer e apresentar, minha mãe também pegou corona vírus, porque ela é enfermeira e fica exposta direto à isso no hospital, resumindo né, tudo aconteceu de uma vez kkkkk aí eu não tinha cabeça nem vontade de sentar pra escrever, mas tava morrendo de vontade de voltar e com receio também de vocês acharem que eu desisti da fanfic jdksd
Então, sem mais delongas, tô de volta e espero que gostem do capítulo, boa leitura!

Capítulo 6 - Hold me by the heart


Fanfic / Fanfiction Youngblood - Capítulo 6 - Hold me by the heart

    O resto do final de semana passou tão rápido que as meninas nem perceberam.

   Quando voltaram da lanchonete acabaram ficando acordadas até tarde relembrando tudo que aconteceu, os meninos que conheceram, o jogo de sinuca, a dança ao som de Elvis Presley e até o motoqueiro rude dando em cima delas. Evangeline contou que achou uma graça o garoto de cabelos escuros que tentou ajuda-las, e entre sorrisinhos Selene confessou que ele era o garoto que ela tinha mencionado antes. Elas conversaram bastante sobre ele. Selene fez questão de contar detalhadamente cada interação que tiveram. E então Evangeline começou a juntar algumas peças das informações que tinha em sua cabeça e algumas coisas começaram a fazer sentido.

   No domingo elas acordaram depois da hora do almoço e Selene sabia que não tinha levado bronca de seus pais porque sua amiga estava junto. Eles haviam as esperado para comerem todos juntos e enquanto almoçavam conversavam sobre a missa mais tarde e Evangeline disse que se pudesse iria com eles e encontraria sua tia na igreja.

   Selene, que estava amando a estadia da amiga em sua casa, queria prolongá-la, então resolveu arriscar perguntar se Evangeline não gostaria de passar mais uma noite lá, assim iriam juntas para a escola no dia seguinte. E como os pais de Selene não viram outra alternativa a não ser aceitar, ela concordou na hora.

   Antes de irem todos para a igreja, Evangeline perguntou se poderia usar o telefone e ligou para sua tia pedindo que ela levasse mais mudas de roupa, seu uniforme e seu material escolar para poder passar mais uma noite na casa de Selene. Sua tia concordou, feliz que a sobrinha estava se adaptando à nova cidade mesmo depois da mudança abrupta.

   Quando o dia amanheceu na segunda feira as meninas já estavam de pé, animadas para mais um dia que começava.

   O rádinho à pilha de Selene tocava uma música agitada na estação que Evangeline escolhera. Ela realmente estava se empenhando na tarefa de apresentar músicas mais diversas para a amiga.

   Evangeline, que já estava vestida, verificava seu reflexo no espelho para checar se estava tudo em seu devido lugar.

   E enquanto vestia seu uniforme, mesmo de longe, Selene reconheceu o som do motor do Corvette de Calum. Ela abotoou sua blusa o mais rápido que pode e correu para a janela que dava para a frente da casa e abriu uma brechinha na cortina para olhar.

— O que está acontecendo? É ele? – Perguntou Evangeline, parando de pentear seus cabelos na frente do espelho.

— Sim, vem aqui!

    Evangeline correu e ficou ao lado da amiga espiando Calum sair de seu carro, pegar sua jaqueta de couro jogá-la sobre o ombro e se inclinar um pouco para a frente para verificar sua aparência no espelho e ajeitar seu topete. O pai de Selene logo apareceu para falar com o garoto e provavelmente designar os afazeres do dia dele.

— Ele realmente é charmosinho. – Comentou Evangeline. – Dá pra entender o que você vê nele.

— O que? Eu não vejo nada nele! – Selene saiu da janela dando uma risadinha aguda. – Só tento ser legal como ele, como sou com todo mundo, só isso.

— Se você diz. – Ela sorriu, saindo da janela também.

    Sem querer se prolongar mais naquele assunto, sabendo que Selene ia continuar negando tudo, Evangeline sugeriu que elas descessem logo para tomar o café da manhã.

   Quando chegaram à cozinha, viram que a mãe de Selene já havia posto a mesa e estava cheia de comidas deliciosas. Elas comeram com toda a calma do mundo e conversaram ao som do jazz ambiente rotineiro que o prefeito sempre colocava para tocar no rádio da cozinha. E quando deu a hora de saírem, as duas subiram para pegar suas maletas e depois ir para a escola.

   No momento que passaram pelo jardim de braços dados conversando, Calum, que regava as plantas com uma mangueira, espirrou um pouco de água na direção de Selene, fazendo com que ela parasse na hora para não se molhar.

— Bom dia, donzela que salva a si mesma. – Ele inclinou levemente a cabeça para o lado e sorriu.

— Hilário.

   Selene parecia de fato irritada, já Evangeline virou o rosto para esconder o riso. Elas continuaram andando e Calum deu um assobio para chamar a atenção delas, que olharam para ele quase imediatamente.

— O Luke, meu amigo que você chutou a canela, ainda remói o que você fez com ele. Se eu fosse você teria cuidado em cruzar com ele pelas ruas.

— Pois se eu cruzar chuto de novo. E as duas dessa vez. Agora se não se importa, temos que ir para a escola. Tchau, Calum.

   Ele acenou brevemente e ficou parado com um sorrisinho no rosto enquanto via as meninas se afastarem.

● ● ●

  Na hora do almoço, quando voltava da escola, Selene se deparou com Calum, sentado na mureta de um canteiro e ele parecia bem confuso enquanto encarava um pedaço de papel em suas mãos. Como estava cheia de lição de casa para fazer e por não querer ser intrometida, controlou sua curiosidade e seguiu seu caminho. Mas antes que pudesse entrar, sentiu uma mão lhe tocar levemente o ombro.

— Ei, garotinha. Odeio ter que dizer isso, mas... acho que preciso da sua ajuda.

   Ele parecia envergonhado, e ela por algum motivo achou aquilo engraçado.

— O que?

— É, seu pai pediu que eu comprasse flores pra decorar o jardim, porque segundo ele você gosta muito de flores. – Ele lançou um olhar de desdém a ela. – Só que eu problema, que seu pai parece sempre esquecer, é que eu não sou jardineiro, não entendo bulhufas de flores.

— Ah, então quer dizer que é por isso que precisa da minha ajuda?

— Hum... sim?

— Interessante. Então quer dizer que você só é legal com as pessoas quando precisa de algum favor delas? – Selene implicou, fazendo cara de pensativa. – Ou quando quer aparecer, claro.

— Ah, dá um tempo.

— Eu só estou te irritando, mocinho. – Riu. – É claro que vou te ajudar, só vou lá dentro de casa rapidinho deixar minha maleta e já volto.

    Selene assim o fez, deixando a maleta em cima de um dos sofás da sala e avisando a sua mãe o que iria fazer. E ela, por mais que tenha estranhado a proximidade da filha com o garoto, não estranhava o fato dela querer ajudar alguém. Então apenas pediu que não demorasse para não perder o almoço, pois seu pai logo estaria em casa e a garota concordou.

    Assim que voltou para o lado de fora viu Calum já parado na calçada a esperando.

— Pronto, podemos ir agora.

— Tá. Vamos no meu carro. – Ele apontou para o Corvette vermelho.

— Na lata velha?

— Lata velha, você tá brincando? Ele pode estar meio acabadinho e motor barulhento, mas eu estou reformando esse carro aos poucos há anos e ainda vai chegar à perfeição.

    Selene olhou do carro para Calum e prendeu uma risadinha.

— Tenho certeza que sim. – Disse em seu melhor tom sarcástico.

    Calum sacudiu a cabeça, ignorando o comentário dela e foi em direção ao carro e pulou por cima da porta do conversível, sentando-se no banco do motorista. Selene observou por um momento que o carro apenas tinha dois bancos e ficou sem graça de ter que se sentar ao lado dele. Calum, que pegava a chave no bolso de sua calça, a encarou confuso.

— O que você tá esperando? Vem logo.

— Hum, claro estou indo.

   Selene não conseguia descrever em palavras o que estava sentindo naquele momento. Nem no carro de seu pai ela sentava no banco do carona. Sentia-se realmente crescida.

   Ela colocou o cinto pouco antes de Calum dar partida no carro, e logo os dois iam em direção à floricultura no centro da cidade. Selene apoiou os braços na janela e foi observando as coisas passando rápido. Tinha a impressão de que Calum queria dirigir mais rápido, mas estava se contendo por algum motivo. E algo bem lá no fundo desejava que ele fosse mais rápido queria descobrir como era a sensação de estar em um conversível, sentar na janela e sentir o vento em seu rosto e cabelos.

   Logo eles chegaram ao centro e Calum estacionou no espaço vago do meio fio. Eles tiveram que andar um pouco pela calçada movimentada até chegarem à floricultura. Selene cumprimentava e sorria para quase todos que passavam por ela e Calum, que não gostava nada daquela atenção toda ia andando atrás dela, um pouco afastado, com as mãos nos bolsos de sua jaqueta de couro, tentando ignorar todos os olhares de desdém que as pessoas lhe lançavam por estar perto da filha do prefeito.

   Selene, percebendo aquilo e a atitude do garoto decide andar ao lado dele, e aquilo o pegou de surpresa, embora o deixasse um pouco desconfortável.

— Ei, você não precisa ficar com pena de mim. – Disse em um tom baixo para que só ela escutasse, focando seu olhar na rua. – Já estou acostumado com isso. Não preciso de caridade.

   A garota bufou com a fala de Calum, sentindo-se irritada por ele sempre desprezar as tentativas dela de ser legal com ele.

— Eu não estou fazendo caridade. Que droga, já estou de saco cheio das pessoas me dizendo coisas assim.

   Ela marchou na frente e abriu a porta da floricultura, fazendo a sineta tocar, chamando a atenção da senhora no balcão.

— Posso ajudar em alguma coisa, queridos? – A mulher perguntou no seu melhor tom simpático.

— Sim, claro! – Selene sorriu. - Minha família está reformando o jardim. Trouxemos uma lista com algumas flores e gostaria de escolhê-las pessoalmente. A lista, por favor. – Pediu pra Calum, que pareceu despertar de repente para pegar o papel dobrado no bolso de trás de sua calça.

— Tá aqui.

— Obrigada. Essa é a lista, senhora.

   Selene entregou a lista à mulher, que colocou seus óculos de meia lua sobre os olhos para poder ler melhor e conferir tudo que estava escrito.

— Certo, certo. Tenho aqui todas estas espécies de flores, podem dar uma volta pela loja e escolherem a cor que quiserem e tudo mais. – Ela devolveu a lista. – Se precisarem de mim estarei aqui no balcão.

   Selene assentiu e agradeceu com um sorriso. Leu na lista a primeira espécie de flor e foi procurá-la pela loja, sendo seguida por um Calum que aparentava estar completamente perdido.

   Entre uma variedade de calêndulas, begônias, azaleias, lírios, camélias e várias outras flores que Selene se apaixonava assim que batia os olhos, eles estavam quase terminando a lista. Só faltava mais uma espécie de flor e coincidentemente era a favorita de Selene, o amor perfeito. Selene andou apressadamente até às flores, pois já tinha passado por elas, e dentre todas as cores a que mais lhe encantou foi a roxa com umas rajadas de branco.

    Calum notou o brilho mais intenso no olhar da garota enquanto ela se inclinava para ver a flor mais de perto.

— E o que tem de tão especial nessa? Porque sinceramente parece tudo a mesma coisa pra mim, só muda a cor.  

— Ela é linda demais. – Selene falou soando emocionada e Calum revirou os olhos.

— Você disse a mesma coisa sobre todas as outras.

— E o significado dela é amor romântico e duradouro. – Ela prosseguiu o ignorando e deu um suspiro, com um sorriso bobo no rosto.

— Nossa... Que brega. – Ele desdenhou – Mas e então, já acabamos? Já é quase uma hora e tô doido pra bater um rango.

   Selene revirou os olhos e o encarou.

— Sim, terminamos. Agora é só pagar.

— Ah, claro, a grana.

   Ele começou a passar as mãos pelos bolsos de dentro de sua jaqueta para tentar achar o envelope com o dinheiro que o prefeito havia lhe dado. Estava tão apressado para terminar aquilo logo que quando achou o envelope e o pegou, acabou deixando-o cair no chão embaixo de uma prateleira. Selene segurou o riso do jeito atrapalhado dele.

   Os dois se abaixaram ao mesmo tempo para pegar o envelope e suas mãos acabaram se tocando por um momento. Selene foi pega de surpresa pela sensação que sentir o calor da pele dele na sua lhe causou, seu coração batia acelerado. Calum foi o primeiro a se afastar, se sentindo extremamente desconfortável com aquela interação.

   Selene pegou o envelope e os dois foram até o balcão falar com a senhora e pagá-la, evitando todo e qualquer contato visual.

— Vai ser só isso, queridos? – A senhora perguntou, sorrindo simpática, após somar os valores de todas as flores que eles tinham selecionado.

— A senhora acha pouco? – Calum ironizou e Selene deu uma cotovelada nele imediatamente.

— É só isso sim. – Falou sorrindo. – E vamos precisar que entregue na minha casa, porque não dá pra levar todas as mudas de flores no carro que viemos.

— Tudo bem, vou incluir a entrega então. – Anotou mais coisa na nota fiscal. – Ah, nós só fazemos entrega pela manhã, que é quando meu filho está disponível com a caminhonete dele, então só entregaremos amanhã.

— Certo, sem problemas.

   Após fechar a compra, Selene pagou o valor dito pela senhora e após se despedirem eles saíram da floricultura. Calum disse que a levaria para casa, mas antes de chegarem ao carro dele, acabaram esbarrando com Ashton, que saía do salão de beleza que ficava do lado da floricultura de mãos dadas com uma garota.

— Cal, você por aqui essa hora? Achei que ia estar trabalhando. – Falou Ashton, cumprimentando o primo e lançando um olhar de relance para Selene.

— É, vim aqui no centro resolver umas coisas do trabalho. – Disse Calum de forma casual. – E você, não era pra estar em casa almoçando? Oi Hera, como você está? – Cumprimentou a garota.

— Oi, querido, estou bem. – Ela falou sorrindo simpática e acenou pra Calum.

— Eu estou na hora de almoço, mas quis aproveitar pra pegar a Hera no trabalho dela e ir almoçar com ela, já que a gente quase não se vê.

   Selene observava a cena sentindo-se deslocada, porque no fundo sabia que Calum estava desconfortável com ela ao seu lado. Ela olhava para a garota elegante de cabelos castanhos longos e cacheados ao lado de Ashton e realmente se sentia uma garotinha. Não pôde deixar de reparar na calça justa de cintura alta que ela usava, que emoldurava perfeitamente as curvas de seu corpo. Aquilo realmente a destacava das outras garotas, já que era muitíssimo raro ver alguma menina de calça. Ela realmente era ousada. Selene desejou ter aquela confiança.

— Nós vamos comer alguma coisa rápida na lanchonete mesmo, vocês querem ir junto? – Perguntou Hera, sorrindo, parecendo ser a primeira que percebeu a presença de Selene ali.

— Ah, não. Não pre-

— Seria um prazer! – Disse Selene de forma entusiástica, interrompendo Calum. – Não almocei ainda desde que voltei da escola, então adoraria comer algo.

   Calum deu um suspiro audível e Ashton segurou uma risada do desespero do primo.

— Vamos então! – Hera falou empolgada, achando Selene uma graça.

   Os quatro foram caminhando juntos até a lanchonete, que ficava há poucos metros de onde estavam, já que tudo ali no centro circular ficava bem próximo. Assim que chegaram viram que o lugar não estava tão cheio e se digiram à mesa perto das paredes de vidro. Todos se sentaram, de um lado Hera no canto e Ashton na ponta e do outro, Selene sentou no canto e Calum, mesmo contra sua vontade, sentou-se ao lado dela. Cada um fez seu pedido, e Selene agradeceu mentalmente por ter sobrado um pouco de dinheiro da floricultura para poder pagar sua comida.

   O clima não estava dos melhores, já que ninguém conversava, então Selene acabou se vendo na obrigação de melhorar aquilo.

— Então... vocês dois são... um casal? – Ela perguntou sem jeito à Ashton e Hera.

— Sim, somos. – Ela respondeu sorrindo.

— Uau, vocês ficam muito bem juntos. Não sei explicar o quê, mas tem algo em vocês que realmente combina.

— Talvez seja a minha antiga inconsequência e a maturidade dela que se completaram e balanceia um ao outro. – Falou Ashton e deu uma risada, enquanto tirava a parte de cima de seu macacão de mecânico. – Ela me tornou um novo homem!

— Para com isso. – Ela riu e esbarrou seu ombro no de Ashton. – Se eu tivesse esse poder tão forte de te mudar você não estava mais naquela gangue.

   Ele fez uma careta e beijou a testa dela.

— Ah, parem com a melação gente! – Pediu Calum com uma expressão de nojo.

— E como vocês dois se conheceram? – Perguntou Selene, ignorando a reclamação de Calum.

— Bom, três anos atrás eu tinha acabado de me mudar para Hollowtown disposta a começar minha vida independente e abrir meu próprio salão, mas no dia em que cheguei meu carro deu problema, e advinha quem foi que consertou ele? – Perguntou de forma retórica e olhou para Ashton de relance. – Isso mesmo, esse carinha aqui. Quando levei ao mecânico daqui ele já foi logo se oferecendo pra ajeitar o meu carro.

— Claro, queria ser útil pra uma moça bonita dessas. – Brincou Ashton.

— E como você foi! – Riu. – Depois disso a gente sempre se esbarrava por aí e ele era sempre muito gentil comigo. Foi até o meu primeiro cliente no salão, acredite se quiser! Fui eu mesma que pintei esse cabelinho aqui de vermelho. – Passou a mão pelos cachinhos de Ashton.

— Mesmo com tudo ela não entendia que eu gostava dela. – Ashton riu. – Precisei me esforçar pra caramba pra conseguir chamar ela pra sair. Pra gente namorar então? Suei! Ela é difícil, mas vale a pena. – Entrelaçou seus dedos aos dela e beijou as costas de sua mão.

   O coração de Selene palpitava e borboletas pareciam voar em seu estômago. Ela adorava ouvir histórias de romance, ainda mais quando eram reais. Queria perguntar ainda mais, mas teve medo de ultrapassar as barreiras das boas maneiras, afinal não tinha intimidade com nenhum deles.

— Você não parece do tipo romântico. – Ela acabou soltando para Ashton. – Achei fofo.

— Hum, obrigado? – Ele riu. – Ninguém nunca faz o tipo romântico até arrumar alguém de quem realmente gosta. O Calum mesmo, é um completo brucutu, mas quando estava com a Aretha, o amor da vida dele, era um saco. – Ashton brincou, zoando o primo, e levou um chute de Calum na canela.

— Não me enche. – Resmungou.

   Então ele já tinha tido uma namorada a quem amou muito, foi o que Selene pensou, sentindo uma estranha pontada em seu coração. Queria saber mais sobre. Sobre como ela era, o que aconteceu para que eles terminassem e acima de tudo, como Calum era apaixonado. Ela queria muito conhecer o lado gentil e amoroso dele. Mas ao mesmo tempo não queria saber de mais nada.

   Uma garçonete chegou com uma bandeja trazendo os pedidos deles, tirando a conversa do rumo que estava para a felicidade de Calum. E a de Selene também.

   Enquanto comiam eles papearam sobre vários assuntos, deixando o ambiente mais leve. Ashton e Calum compartilharam várias das aventuram e problemas que já viveram nos Falcons, e se teve uma coisa que Selene aprendeu com aqueles relatos foi que a vida na gangue não era de todo ruim quanto todos da cidade faziam parecer, exceto pelos perigos e infrações da lei, é claro. Mas eles acabavam encontrando amigos uns nos outros, formando uma forte lealdade.

   Após terminarem de comer pediram sobremesas e ficaram mais um tempo juntos de bobeira, até Ashton e Hera decretarem que já estava na hora de voltarem ao trabalho.

   Do lado de fora da lanchonete, Hera se despediu deles e depois de dar um breve beijo em Ashton seguiu seu caminho para o salão.

— Calum, pode ir para casa. – Falou Selene, chamando a atenção do garoto, que acabara de pegar um cigarro no bolso da jaqueta. – As flores só vão chegar amanhã, então não precisa ir pra minha casa.

— Tem certeza? Seu pai não vai achar ruim?

— Pode deixar que explico tudo a ele. – Sorriu.

— Tudo bem então. Hm... você quer que eu te dê uma carona pra casa? O Ash vai pra oficina aqui perto então não preciso levar ele.

— Não, não precisa. – Ela sorriu diante do gesto dele. – Eu gosto de ir caminhando.

— Certo.

— Bora, cara. – Falou Ashton, passando um dos braços por cima dos ombros do primo. – Foi legal conhecer você um pouco melhor, Selene.

   Ela abriu um enorme sorriso.

— Digo o mesmo. Tchau meninos.

   Enquanto Selene via Calum se afastar junto a Ashton e acenava sorrindo para eles, sentia que seu coração ainda parecia latejar em seu peito. Queria acreditar que não sabia do que aquilo se tratava, mas no fundo sabia. E sabia também que nunca mais seria a mesma se permitisse a si mesma sentir aquilo. 


Notas Finais


E aí, o que acharam? Me digam tudo, amo quando vocês comentam a opinião de vocês!
Espero que tenham gostado, beijoos!


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