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História YoungS : Primavera - Capítulo 11


Escrita por: Thall_Sss

Capítulo 11 - "A Química"


As luzes da sirene da polícia brilhavam intensamente, iluminando até o mínimo espaço que não havia luz. Eles, no caso Samm, Kay e Jess, estavam tentando com todas as forças correrem, pois não sabiam o que estava acontecendo. Aliás, não sabiam quem era Kay, e nem o motivo dele estar naquelas condições.

     Bem, a polícia corria rápido e os olhos dos policiais eram ágeis e perceptiveis, qualquer atitude suspeita, faria deles suspeitos. Enquanto os polícias tentavam observar em meio a chuva, Jess logo notava que precisará ser mais esperta, então, com o pensamento totalmente traumatizado e nervoso, entrou para uma rua deserta, junto com Samm e Kay.  Mas para a frustração deles, a rua não havia uma saída, mas sim; um rua de terra, meio apertada, e em sua volta, tinha uma densa floresta, e não tinha iluminação. Ou seja; estavam fodidos. 

      Jess, olhava a todo instante para trás, nervosa, logo foi dada como suspeita pelos policiais, Samm, logo que viu a atitude de Jess, logo à alertou - Jess, para de olhar para trás! - Jess, olha para o rosto de Samm e rapidamente para o rosto de Kay, e diz - Eu não consigo! Droga! Eles dobraram na nossa rua, o que vamos fazer?

   - Só tem uma saída; temos que entrar na ruazinha de terra.

   - Nem fodendo eu entro nessa merda! - Falou Jess.

    - Garota, você não tem saída! Vamos entrar.

     - Nunca mais ajudo estranhos! E você garoto, está me devendo tanto. - Falou Jess diretamente para Kay, enquanto criava coragem para entrar na rua de terra.

     - Só não sei onde isso vai sair! - Disse Samm, entrando para a ruazinha escura.

     Supostamente, aquela ruazinha escura, sem destino próprio, daria em um lugar óbvio, e que ele já conhecia; o píer. Samm, pegou seu celular que estava em seu bolso mais seco, e iluminava a estrada. O medo e os arrepios eram constantes, Jess, estava totalmente muda, só tremia, enquanto Kay, estava com as pupilas dilatadas, e suas mãos tremiam intensamente. Era algo impossível de descrever.

     À cada passo que eles davam, iriam se aproximando de uma luz, quer dizer; de várias luzes. As luzes estavam em filas crescentes, localizadas no chão, ambas de cada lado, estava alí, a luz no fim da estrada. Era uma alívio, mas a polícia não estava de brincadeira, e embarcou junto com eles na estrada, correndo para pegar ambos os três. Samm, Jess e Kay, desesperadamente se jogaram para dentro da floresta. Enquanto Samm resmungava.

    - Porra mermão, quem é tu? O que eles querem? Abre logo a merda da tua boca, antes que eu te quebre.

    - Samm, pega leve! - Disse Jess.

    - Pegar leve?! Ele nos envolveu nessa merda, aposto como é um golpista.

    - Não! Eu fugi de casa, porque não aguentava mais os abusos da minha mãe. - Respondeu Kay, um pouco emocionado - Ela me agredia, me tratava mal.

    - Porquê ela fazia isso? - Perguntou Jess.

     - Porque... Porque...Eu... sou...G...Gay!

     - Wow! - Disse Samm, com cara de surpresa - Sinto muito!

      - Nesse caso... Você fugiu de casa, quase ia morrendo em meio a uma avenida deserta, enquanto uma tempestade incompreensível caía. Só porque não era aceito? - Perguntou Jess.

     - Sim...Desde quando era pequeno, meu pai dizia para a gente correr atrás daquilo que sonhamos, que estamos libertos para ser o que quiser nesse mundão. E, eu estou fazendo aquilo que ele diz, tô tentando ser feliz, com o pouco que tenho, como eu queria realmente viver. Não estou obrigando ninguém a entender a minha situação, só quero que as pessoas saibam, que eu grito pela minha própria existência.

     - Porra! Moleque, tú é um guerreiro!. - Disse Samm.

     - Não seja um peso na vida de alguém, seja como uma pena, que só tá esperando o vento para começar a voar.

      - Eu, não sei nem o que dizer sobre isso, só sei que o cara tá lutando por ele, e, uma coisa que minha mãe me ensinou, é quê devemos ajudar o próximo, e se você está lutando por justiça, mesmo sendo um desconhecido do caralho, eu vou te ajudar.

      - Eu acho que vocês são a minha luz no fim do túnel.

      - Nesse caso, somos o seu arco-íris. - Disse Samm, complementado a frase de Kay.

     O mundo parecia tão complexo agora, tão claro. Eles estavam vivendo por três ao mesmo tempo, eles tinham criado uma conexão que nenhuma pessoa tinha criado ultimamente. Quem são os adolescentes que ficam escondidos em uma floresta escura, enquanto a cidade toda está a procura deles, todas as luzes formavam uma.

      Não sabíamos o quanto essa fuga iria durar, talvez até ao amanhecer, até acharem um lugar seguro. Eles estavam fritos de todas as maneiras possíveis. Por enquanto, a mãe de Jess estava totalmente ciente, de que a filha poderia estar na casa de Juan, enquanto a tempestade passava e logo iria para casa. Já os pais de Samm, estavam ainda mais preocupados com ele, pois ele tinha dito anteriormente que iria comprar ovos na esquina, algo que convenhamos; não aconteceu. Samm saiu para chorar e Jess estava voltando para casa, e Kay entrelaçou o destino dos dois.

      Aquele jogo de adolescentes estava para mudar, pois as aulas do ensino médio estavam para retornar, e a primavera não iria durar um ano inteiro, eles tinham que se apressar em resolver as suas vidas logo, antes que seja tarde. Não adiantem pensar que tudo ficará bem, e que eles terão cabeça o suficiente para enfrentar cada desafio, pois as coisas mudam, pensamentos mudam, decisões são a chave do futuro, e como voltamos para uma parte do futuro, vejamos que tudo mudou. Isso, foi resultante das suas próprias escolhas.

       Indo para o futuro, entendemos que Samm e Jess não estão juntos, e que o jogo virou. Thall e Carly criaram  expectativas para uma vida próspera, enquanto Grazy, estava vazia por dentro.

       O que podemos esperar de mais histórias diferentes, sendo conectadas pelo destino. Não conhecemos ninguém atoa, tudo é muito bem planejado, orquestrado e calculado. Uma vida, por mais distante que seja, complementa a outra, como a peça que faltava em seu quebra-cabeças. Somos resultados do nosso futuro, e o desastre do nosso presente. Aliás, não espere coisas boas vindo da vida, estamos na nossa própria caixinha de surpresa.

   Até o fim, somos conectados.



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