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História Your Bite (Jackson Wang - Got7) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olha quem aparece com mais uma história no meio desse apocalipse de falta de tempo que eu estava? Sim, eu!

Gente, pensei inúmeras vezes sobre postar ou não, mas acabei pensando tanto que vi que nada impedia. Então, aqui está mais uma história do projeto Got7.

Espero que gostem da temática e também do desenvolver.

Boa leitura. 📖❤

Capítulo 1 - Sei que é tarde demais para ser salvo


Fanfic / Fanfiction Your Bite (Jackson Wang - Got7) - Capítulo 1 - Sei que é tarde demais para ser salvo

■ Capítulo I

 

▪︎ Sei que é tarde demais para ser salvo 

 

A pergunta que as pessoas à minha volta mais faziam era: Por que um Wang protege uma garota como ela?

No povoado em que vivíamos, por não ser tão pequeno e nem muito grande, as pessoas que moravam ali dificilmente não se conheciam. Eu não lembro de onde eu vim ou quem eu era antes de tudo acontecer naquele dia horrível, o dia que acabou de vez comigo e eu morri. Claro, no modo de dizer.

Era assim que eu me sentia, quando um vazio não me consumia e uma bolha escura me envolvia.

Mas ao contrário disso, Jackson me trás alegria, paz, conforto, segurança e uma sensação de que tudo na vida faz sentido – de novo.

As lembranças daquela noite são nubladas de antes de tudo acontecer. O cheiro da chuva é a única coisa marcante, pois era o cheiro de liberdade. Depois os meus gritos. O som dos meus gritos altos que faziam até mesmo minha garganta doer.

Eu estava em alguma espécie de galpão abandonado, era húmido e o barulho de goteiras era muito audível, além da própria chuva que fazia o teto de metal soar um barulho estridente. O pior era o cheiro que vinha do homem que me segurava enquanto eu me debatia descontroladamente e pedia para que ele parasse.

Meu corpo estava deitado, na verdade jogado, de qualquer jeito por cima de uma mesa velha de ferro, gelada. O homem estava entre as minhas pernas, me forçando a abri-las enquanto me segurava com uma mão e a outra puxava o tecido das minhas roupas e as rasgava, deixando apenas trapos. A saia facilitava o serviço nojento e me deixava mais exposta.

O seu cheiro forte ainda impregna as minhas narinas e me causam ânsia de vomito. Sua voz me faz ter pesadelos todas as noites todas as vezes que a cena se repete:

Ele me forçando a calar a boca, gritando comigo e me mandando ficar quieta, mas tudo que eu fazia era o contrario.

Pânico, medo, euforia, a constatação do que estava prestes a acontecer comigo e eu já sabia, me fizeram tentar a todo custo me mover mais ainda em uma cena de total desespero puro. Eu não queria ser tocada. Eu não queria que nenhum homem estivesse comigo. Eu simplesmente não queria ter que passa por aquela situação.

— Não! Por favor, não! Não! Não faz isso! – Eu gritava, remexia meu corpo com todas as minhas forças, mas ele só rosnava e me apertava ainda mais. Ele era um lobo mais forte que eu. Dominante. — Nããão! – Eu repetia sem parar.

Infelizmente ele não se preocupava em desferir tapas no meu rosto com força, e depois de sentir ele rasgando minha intimidade por dentro com tamanha brutalidade, eu desmaiei.

Quando acordei totalmente desnorteada, sem forças, dolorida e sozinha, já não recordava de mais nada da minha vida de um dia antes daquele momento, horas. Haviam hematomas por todo o meu corpo, o sangue ainda manchava parte da mesa e entre minha coxa. Meu peito ardia e eu hiperventilava.

Queria gritar por socorro, mas minha voz não saia. Queria andar até a saída, mas meu corpo não me obedecia. As lágrimas escorriam pela pele do meu rosto machucado enquanto eu permanecia deitada no mesmo lugar remoendo cada vez mais a dor e a cena. A chuva naquele dia voltou e eu esperei para morrer ali, sem ninguém nunca nem saber.

Foi aí que eu ouvi passos e o pânico novamente se apossou de mim, esperando que a pessoa tivesse voltando. Eu comecei a implorar para que não fizessem de novo nada comigo em um fio de voz, mas ao contrário do que esperava, o lobo que se aproximou de mim foi outro.

— Não... – Eu pedia sem forças.

— Calma, fica calma... – Uma voz masculina falou perto de mim e uma mão tocou minha mão trêmula. — Olha, eu não vou te machucar. – Ele disse bem manso, bem contido em cada palavra. — Eu vou te ajudar. Eu... – Ele parou alguns instantes e respirou pesado. Parecia tão perdido quanto eu. — Meu Deus, que tipo de monstro fez isso com você...?!

Eu sabia que ele não estava perguntando isso pra mim esperando resposta. Ele estava surpreso E falando sozinho.

— Eu me chamo Jackson. – Falou. — Me chamo Jackson Wang. – Repetiu. — Eu vou colocar minha jaqueta por cima do seu corpo, tudo bem?

Ele era um homem zeloso. Eu senti que podia confiar nele, mesmo parecendo a pior burrada a se fazer depois de tudo que havia acabado de acontecer. Eu apenas murmurei um “uhum” e deixei com que o calor da jaqueta cheirosa dele cobrisse meu busto.

— Vo-vou abaixar... A sua saia. – Senti a hesitação dele. — Eu não vou te tocar. Apenas abaixar o tecido.

Meu corpo gelou ainda mais quando senti apenas um pouco da pele macia das suas mãos esfregar na lateral da minha coxa, mas como ele mesmo disse, apenas abaixou o tecido.

— Preciso te levar pra um amigo. Ele vai saber cuidar de você, dos seus ferimentos e... – Ele parou de falar por uns segundos. — Vamos.

Jackson passou o braço por detrás de mim, apoiando a mão na minha cabeça e o antebraço nas minhas costas, me ajudando a ficar sentada. Eu acabei gemendo de dor. Eu nem ao menos havia o olhado ainda, meu rosto antes virado para o lado contrario dele, agora estava pra baixo com parte do meu cabelo cobrindo minha face. Não ousei o olhar. Estava envergonhada, humilhada, suja e perdida

Sentia meu rosto arder e sabia que estava inchado.

Aos poucos ele me pôs no seu colo, minha cabeça deitou automaticamente no peito dele e eu me deixei tomar pelo sono e só acordei quando chegamos na casa do Mark Tuan, seu amigo médico e Beta.

— Jackson? O que aconteceu? Quem é ela? – A voz dele me despertou. Ele pareceu fungar. Estava sentindo cheiro de algo, um cheiro que pareceu o incomodar de repente. — O que faz com uma garota nesse estado? Conhece ela? Não vai me dizer que ela foi... – Sei que o Jackson o respondeu com alguns acenos de cabeça, mas antes que o Mark pudesse terminar de falar, ele o mandou se calar. — Puta merda! Entra, pode entrar. Põe ela na maca lá no consultório.

Sim, Mark Tuan era rico e tinha seu próprio consultório dentro de casa. Mesmo que os bens financeiros e materiais não fizessem bem o tipo de coisa que ele se importasse muito. Havia herdado bastante dos pais que também atuavam no ramo.

Senti o macio nas minhas costas e assim que o Wang fez menção de se afastar, rapidamente minha mão envolveu seu pulso com força e o parou. Nesse momento eu tive coragem de o encarar por debaixo dos meus cabelos molhados e sujos, virando o rosto na sua direção.

— Não me deixa aqui sozinha... – Pedi quase chorando. — Nã-não vai... Por favor, não vai. Não vai embora.

Eu repeti sem parar. Ele pareceu um pouco em choque ou assustado, mas apenas se virou para mim e voltou. Sentou do meu lado e segurou minha mão que antes o segurava e pôs a outra por cima.

— Tudo bem, só fica calma. – Me olhou com um pequeno sorriso. — Eu vou ficar aqui do seu lado o tempo todo. O Mark é de confiança e um ótimo profissional. Ele vai ajudar você, assim como eu.

Eu senti confiança imediata por ele, mesmo sendo um total desconhecido pra mim naquela época.

— Qual é o seu nome? – Mark perguntou.

Essa era uma resposta que eu não tinha. Meu nome, o que eu era, de onde era... absotumanete nada.

— Eu não sei. Não me lembro de nada... Me desculpe...

O Mark apareceu com luvas brancas e as mangas da sua camisa levantadas até o cotovelo.

— Trauma? – Jackson perguntou diretamente para ele.

— Talvez. Preciso ver isso com mais cautela, mas não é agora. – O Tuan respondeu simplesmente.

— Claro. – Jackson concordou.

O médico me olhou.

— Isso pode doer um pouco e ser desconfortável, mas preciso realmente fazer pra te examinar e ajudar, certo? – Ele não falou e nem fez nada até eu balançar minimamente a cabeça, não antes de olhar pro Jackson e ele balançar a sua como quem falasse que eu podia confiar. — Vou precisar que seja corajosa e forte. Sinto muito.

Depois desse “sinto muito", ele levantou a jaqueta do outro um pouco pra cima e tocou minha barriga, abaixo do umbigo e eu gritei. Jackson apertou minha mão e a outra tocou meu rosto o girando pra ele.

— Shhhh... – Pediu. — Tá tudo bem, tá tudo bem... Eu tô aqui... – Ele disse. — Aguenta firme. Você é mais forte do que pensa e está viva.

Novamente o médico tocou mais pra baixo, apertou próximo a minha região íntima e foi aí que o grito esganiçado saiu da minha garganta. Algo quente escorreu pela minha perna que só depois fui me dar conta que era sangue.

— Meu Deus! – Ouvi Mark dizer e correr pegando algumas coisas. — Ela tá com hemorragia interna. Precisa urgentemente ser estabilizada ou ela vai morrer em alguns minutos.

Meu coração apertou e acelerou. Mesmo não querer morrer, naquele momento eu senti como se fosse melhor do que viver depois disso.

O Wang se levantou e então me segurou pelos ombros. Algo que Mark havia pedido.

— Me desculpa mesmo garota. – O médico pediu.

Senti uma agulha me furar perto da veia e em segundos meu corpo ficou anestesiado. Logo após o Tuan abriu minhas pernas e levantou minha saia. Pude ver sua mão ou boa parte dela tocando aquela parte intima de mim. Um pouco depois tudo ficou escuro.

Acordei sentido todo meu corpo doer, deitada em uma cama maior e mais confortável, dentro de um quarto.

Havia soro, máquinas ligadas a mim e uma paisagem linda possível de ser ver pelas cortinas abertas. Parecia que eu havia tomado banho e estava limpa.

— Você acordou.

Me assustei e virei meu rosto na direção da voz. Jackson apareceu agora com uma camisa branca e não preta, uma calça jeans clara. Ele sorriu minimamente e sentou na cadeira ao lado da cama. Eu abaixei um pouco o olhar intimidada pela presença forte que ele emanava, mesmo não sendo alfa, cheirava forte e exalava dominância.

— Como se sente? – Perguntou.

— Eu... – Pensei em algo mas não conseguia. — Eu sinto dor, mas menos do que ontem.

— Ontem? – Ele levantou uma das sobrancelhas. — Você está desacordada a quatro dias.

Arregalei meus olhos na direção do asiático e me senti confusa.

— Estava sedada com dosagens fortes pra conseguir se recuperar bem. – Ele ia dizer algo mais, porém, parou e olhou para o chão, puxando o ar com força.

Eu sentia o medo dele. Como podia um homem tão poderoso sentir medo? O que ele queria me dizer que estava tão indeciso.

Continuei o olhando e obviamente guardando uma resposta ou que ele falasse de uma vez o que queria, nada poderia ser pior do que tudo que já passei. Segundos se passaram, que pareciam anos, ate que o Wang me encarou com um semblante triste. Sua mão grande veio em direção ao meu rosto e tirou uma mecha de cabelo da frente.

— Você quer comer algo? – Não era o que ele ia dizer. — Uma sopa? A mãe do Mark sabe fazer uma sop...

— Diga. – Pedi apertando os lábios em linha reta.

— Escuta, você ainda tá debilitada e...

— Me diga a verdade! – Gritei, o impedindo de continuar e me contorci na hora de dor.

Jackson se aproximou e tentou me tocar mas eu bati na sua mão.

— Me diga... O que mais aconteceu comigo? – O olhei.

Precisava ser insistente e apesar de todo o sofrimento que eu estava sentido, seja por dentro ou por fora, eu queria poder ter algo em mente. Minha vida não fazia sentido. Me sentia como se tivesse acordado em outro mundo e tudo que eu tivesse sido tivesse sumido.

O lobo beta se levantou e me deu um beijo no topo da cabeça, permanecendo ali me confortando.

— O Mark precisou fazer algumas intervenções cirúrgicas... – Ele pausou um pouco, olhou para cima buscando coragem para prosseguir e depois de alguns segundos me olhou novamente. — O seu útero foi muito prejudicado e... – Ele parou novamente e respirou umas três vezes antes de continuar. — Você provavelmente não vai poder ter filhos.

Quando escutei aquela frase meu peito ardeu em dor. Meus batimentos se alteraram e eu comecei a me sentir sem ar.

— Você teve uma hemorragia interna muito grave e foi extremamente machucado, estava te matando por dentro. – A voz mansa dele era quase distante pra mim. — Foi preciso pra salvar a sua vida.

Estéril. Era essa a palavra que rondava minha mente a casa segundo sem parar, martelando como se me acertasse em cheio. Meus olhos estavam cheios de lágrimas e minha garganta estava secando. Meu coração estava esmagado. Será que algum dia eu quis ser mãe?

— Eu sinto muito... – Ele me abraçou.

Por que ele estava me ajudando? Por que esse cara estava comigo? Por que ele me levou ali? Por que não me deixou pra morrer? Por que estava sendo tão cuidadoso?

Essas perguntas estavam na minha mente naquela época, mas agora não mais. Ele me ensinou a gostar da vida de novo, a ver o dia colorido e as noites vivas. Naquele dia ensolarado ele foi meu porto seguro como sempre. Mark também me acolheu por muitos dias, até que me compraram uma pequena casa, a qual moro ultimamente.

A casa pequena ficava entre a casa de Jackson e do seu amigo mais novo Yugyeom, o pestinha mais fofo e meigo dali. Mas também, quando queria, parecia um demônio de tão levado.

Conheci seus amigos e sempre estávamos juntos. Ficar perto das pessoas me causava medo e meus ataques de pânico quase sempre me fazia recuar diante de problemas até mesmo pequenos. Menos quando Jackson estava. Aos poucos que eu fui me adaptando e melhorando. Fui me sentindo protegida.

— Bonnie! – Era assim que eles me chamavam. Bambam apareceu por trás de mim me dando um susto. — E aí, princesa, como que você tá?

Ele era um dos amigos que eu falava. O segundo mais novo do grupo e que ainda estava em treinamento junto com o Yugyeom. Os dois juntos eram um furacão. Pareciam duas crianças levadas e que precisavam de adultos por perto.

Percebi que ele havia pintado o seu cabelo de novo e agora estava laranja.

— Oi Bambam! – O cumprimente e o abracei. — Eu tô bem. E você, o que anda aprontado que parece suspeito? – Sorri.

— Nada. – Ele me olhou colocando a mão no peito como se eu tivesse dito uma afronta. — Ainda...

Nos dois rimos enquanto o garoto se sentou ao meu lado no sofá e pegou o celular, começando a digitar sem parar. Ele quando começava a fazer isso passava o dia todo e só saia quando o amigo de bagunça chegava.

Nos todos estávamos na casa do Youngjae, também irmão mais novo de Jaebeom e mais velho que a Soona, a namorada do Jackson desde que eram mais novos.

Eu me dava muito bem com os irmãos dela, mas com ela era diferente. Na frente dos outros ela sorria, me abraçava e dizia ser como minha irmã, mas bastava estarmos sozinhas ou os outros não estarem por perto, que ela me maltratava. Eu ouvia insultos e coisas horríveis. Ela não gostava de me ver perto do namorado nem de que ele me defendesse com unhas e dentes, achava que eu estava querendo o roubar dela ou que estava atrapalhando a vida dele.

— Temos que conversar. – O Jackson chegou do nada entrando pela sala com o Mark do lado. Eu sabia que era comigo, por isso em levantei rapidamente.

Arrumei meu moletom no corpo e estiquei ainda mais as manga, colocando-as dentro do bolso da camisa de frio e comecei a andar na direção deles. A namorada loira do Wang me olhou com uma cara estranha e foi indo atrás, mas logo paramos quando Jackson se virou e falou:

— Somente ela, Soona!

A garota me olhou apertando os olhos e os pulsos em raiva. Eu abaixei a cabeça e continuei em frente. Pelo o que eu já esperava, isso tinha algo a ver com os nossos ciclos lunares. Eu já havia passado por um uma vez, que aliás, foi na mesma semana que tudo aconteceu, como eles me explicaram.

Por ser ômega, o meu cheiro exala com mais força, mais potência, por um perímetro muito maior e pode até mesmo atrair lobos de fora. Os ciclos ou cio, são momentos que acontecem duas vezes no ano, quando uma fêmea lupina fica extremamente fértil e os hormônios queimam. Como esse vai ser o primeiro ciclo que eu me lembro, eles estão preocupados. As outras lobas dali são betas, então não é a mesma coisa.

Entramos no escritório dos Choi e eu me sentei na cadeira de frente para Jackson e Mark, que estava em pé ao lado do amigo. Os dois me olhavam e não diziam nada. Eu estava tensa, apertando os dedos dentro do moletom.

— Bonnie. – Mark me chamou. Provavelmente por eu estar aérea. — Você precisa ouvir bem.

Eu assenti.

— O seu ciclo vai começar antes do que imaginávamos. — Jackson disparou a dizer na frente e suspirou, jogou os braços por cima da mesa colocando o cotovelo sobre ela e as mãos passaram pelo rosto freneticamente, bagunçando o cabelo dele depois. — É daqui a dois dias. – Bateu a mão fechada com tudo na mesa e olhou para o lado inconformado.

Meu coração acelerou tanto e obviamente eles ouviram. Somos lobos, ouvimos melhor do que qualquer um. Meus batimentos deveriam está batucando dentro do ouvido dos dois à minha frente. Minhas mãos estavam tão suadas.

— Bi, você precisa se acalmar. Nós estamos com você nessa, nada de mau vai acontecer. – O Tuan veio e se agachou na minha lateral, retirou uma das minhas mãos de dentro do bolso do meu moletom e a segurou firme. — Estamos ajustando tudo para que saia exatamente como queremos.

— Ma-mas... E se... – Eu gaguejei piscando sem parar. — Ja-Jackson... Jackson e se.. – Minhas bochechas já estavam molhadas. — Eu não...

Nada na minha mente fazia sentido. Era uma completa loucura.

— Bonnie... – A voz dele me acalmava, mas nem dessa vez estava funcionando.

O Wang afastou o Mark de perto de mim, me levantou calmamente e me trouxe de encontro ao seu corpo, me abraçando.

— Eu nunca mais vou permitir que no algo te machuque, pequena. – Sua mão acariciava meu cabelo. — Eu jurei te proteger naquele dia e eu vou fazer isso.

Ficamos assim até que tudo se estabilizasse. Precisávamos nos preparar.

(•••)

Os dois dias passaram com muita agitação entre nós. Jinyoung, ficaria de vigia pelos arredores junto com Jaebeom e Youngjae.

Bambam preferiu não estar por perto, apesar de sermos bem amigos e muito próximos, ele tinha medo de me fazer mal. Eu o compreendia. A natureza animal dentro de nós as vezes nos obriga a fazer até mesmo o que não queremos. Yugyeom foi proibido de chegar até mesmo no quintal de casa, podendo até mesmo se ferir caso o fizesse. Ele era o mais novo e a única experiência que ele teve perto de uma ômega no cio, foi terrível. Precisaram acorrentar ele dentro do porão na outra cidade em que morava com um amigo. Ele veio pra Vila depois de ser expulso da sua alcateia, ou família.

Os outros por serem mais velhos e bem mais controlados, diga-se de passagem principalmente o Park, ficaram para me ajudar. O Jackson ficaria dentro da casa comigo, garantindo que nada saia do controle.

Durante a manhã o sol parecia tão acolhedor. Naquela época o que mais víamos era chuva do que qualquer outra coisa, então sempre que os raios se faziam presente no céu o que eu mais gostava de fazer era ficar deitada na grama sentindo suas vitaminas entrarem por minha pele. Acho que era a primeira vez que eu conseguia sentir meu corpo esquentar em todo aquele mês.

Bom, não que meu corpo já não fosse naturalmente quente, mas o sol trazia para nós uma sensação de paz. Era quando as crianças corriam pelos campos e brincavam como nunca; quando os mais velhos sentavam na grama e ficavam meditando. Também era nosso momento de caça preferido.

Lobos amam o Sol.

— Bi, algum problema? – Jackson sentou ao meu lado na janela do segundo andar.

— Não sei como tudo vai ser. Não sei quantas vezes minha vida passei por isso, se aquela foi a primeira vez. – Comentei insegura. — Já se passaram seis meses, Jackie.

Eu era uma tola que admirava o Wang de longe, mesmo que fisicamente tão perto. Eu era quieta de mais, não gostava de manter contato com outro a grupos ou pessoas, apenas aqueles sete. Me sentia presa em meu próprio consciente em levar uma vida assim.

— Por isso estamos aqui. – Ele tocou meu ombro delicadamente. — Você tem comida suficiente, água para se hidratar. Se sentir calor, o que costuma acontecer com facilidade, entra na banheira e liga a água no mais frio. E se... – Ele forçou a garganta. Bem típico de quando estava sem graça. — Se sentir vontade de... Se achar que vai ficar vulnerável, se tranque.

Aquilo que ele havia falado, em outras palavras, “ficar vulnerável” era sentir uma vontade imensa de aliviar a dor que a ausência de sexo me daria. Seria um cio diferente, não há sangramento ou algo do tipo, não existe nada como normalmente humanos sentem. Eu apenas estaria entrando em uma época em que poderia está fértil, se não fosse minha situação atual, mas meus hormônios estaria vagando por aí transmitindo um odor forte que atiçaria qualquer macho.

Concordei, olhando ainda pra paisagem e um pouco depois fui me deitar com os pensamentos vagando por qualquer sensação momentânea que pudesse me fazer voltar ao passado, mas nada.

Acordei suada, ofegante, com dor extrema abaixo do ventre. Meu corpo inteiro doía, minha cabeça parecia que iria explodir e minha respiração era dificultosa. Comecei a suar frio e a perceber minhas mãos tremendo sobre minha barriga. Meu corpo ficou quente ao ponto de achar que estava dentro de um inferno.

Alguns minutos se passaram e eu tentei controlar a todo custo aquilo até que grunhi e em segundos a silhueta dele apareceu no arco da porta aberta.

De longe vi quando Jackson começou a lufar pela boca, respirando pesado e rápido, seus músculos estavam tencionados e sua mão se fechou com força sobre o nariz enquanto a outra apertava o canto da porta ao ponto de fazer rachar. A minha situação era deplorável.

Me dei conta e percebi que minhas pernas estavam embabadas por algo viçoso por baixo da saia que usava e principalmente a calcinha.

— Jackie... – Por que a minha voz saiu tão manhosa?


Notas Finais


Bom, eis que vocês perceberam que eu sou muito doida mesmo né? 3 histórias para dar conta sendo que mal tô dando de uma kkkkkkkkkkk É, efeito da quarentena. Mas gente, acho que estou conseguindo desenvolver muito nesses tempos e acredito que vou conseguir manter.

Vocês gostaram da temática e da história até aqui? Espero muito que estejam curtindo. Eu gostei de começar a escrever. Tô super focada em escrever e desenvolver mais e mais histórias, então me aguardem que tem muita coisa.

Me digam como estão, o que andam fazendo, como estão passando o seu tempo e se estão gostando das histórias. Quero poder ajudar vocês a passar o tempo.

Vou por link da das outrass histórias aqui.

HISTÓRIA COM GOT7: https://www.spiritfanfiction.com/historia/jogos-secretos-imagine-got7-16584192

HISTÓRIA COM YUGYEOM: https://www.spiritfanfiction.com/historia/you-know-kim-yugyeom--got7-17274467

HISTÓRIA COM BAMBAM: https://www.spiritfanfiction.com/historia/feel-it-bambam--kunpimook--got7-17702894

HISTÓRIA COM YOUNGJAE: https://www.spiritfanfiction.com/historia/between-us-choi-youngjae--ars--got7-17896301

HISTÓRIA COM JINYOUNG: https://www.spiritfanfiction.com/historia/quando-voce-me-olha-assim-park-jinyoung--got7-18268921

Espero que gostem bastante! Até mais! @_SenhoritaQueen


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