1. Spirit Fanfics >
  2. Your Blood - Dramione >
  3. Capítulo II - Perto de Você

História Your Blood - Dramione - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Capítulo II - Perto de Você


Fanfic / Fanfiction Your Blood - Dramione - Capítulo 2 - Capítulo II - Perto de Você

Narração Draco Malfoy

Hogwarts

Após o ocorrido naquele maldito corredor, optei por ir para a Biblioteca, como eu conhecia tão pouco sobre a origem dos vampiros, fiquei por quase três dias ocupado enfiado naquela maldita Biblioteca. As aulas começaram, para minha sorte, não tive aulas com a Grifinória, pelo menos não ainda.Eu estava ficando irado com as descobertas, descobrir que até os vampiros tinham regras, me deixava assustado.

Eu estava nervoso, eu precisava conhecer aquela menina dos cabelos castanhos ondulados e olhos cor de mel, eu precisava descobrir o motivo de seu sangue se destacar perante aos demais. Eu não tinha ideia de como me aproximar sem parecer um louco maníaco ou acabar quebrando uma lasca de pedra sem que ela grite. Tinha tantas perguntas sem respostas que quem acabasse entrando em minha mente, saberia o quão louco estou para descobrir tanto mistério.

O que mais me chamava a atenção é que ela não temia ao me olhar, sempre me admirava quando eu estava distraído, como se quisesse descobrir o que escondo ou no que estava pensando. Uma vez a paguei me observando tomar um suco de morango, eu estava faminto de fome, passei os três dias seguidos me alimentando do nojento do Theodoro Nott. Seu sangue era nojento. Pensei que minhas habilidades de ler mente tinha acabado, mas era apenas aquela mocinha que não me permitia adentrar dentro dela.

Após o quinto livro sobre curiosidades, eu a vi, o cheiro a denunciou, ela estava sem aquela enorme capa cobrindo o seu belo corpo, usava apenas a blusa branca, gravata vermelha e dourada, a saia cinza não era tão curta, mas o suficiente para vislumbrar suas belas pernas, a meia cinza, tapava metade da panturrilha e uma sapatilha dando seu simples ar de menininha.

Enfiei meu resto em meio ao livro quando percebi que ela tinha notado a única alma naquele lugar. Ela caminhou umas três estantes a frente de onde eu estava. E a observando calado, vi ela olhar para cima, procurando um livro. Logo eu comecei a rogar por Lilith, Morgana, entre outras Deusas, ela se espichava para tentar alcançar inutilmente o livro que estava a três prateleira a cima dela, que mesmo ela se espichando, ela não conseguia alcançar.

Ela olhou para os lados, procurando quem a observava e fez a maior das loucuras que eu poderia imaginar que ela faria, ela pegou uma cadeira, subiu na mesma para logo subir na mesa e ficar na ponta do pé. Ri bem baixo ao perceber sua frustração que faltava ainda poucos centímetros para alcançar o livro desejado. A estupidez foi logo a seguir, ela começou a dar pequenos pulinhos, puxando o livro, a cada pulinho que dava e que conseguia alcançar a dobra do livro, ela deu dois pulinhos, até que um ela foi em falso, levantei da cadeira e com minha velocidade de vampiro, cheguei a tempo de seu rosto ir na mesa.

Eu comecei a me amaldiçoar, seu cheiro era magnífico quando eu a tocava, meus lábios secaram com o contato, meu corpo frio se aqueceu. Comecei a tremer, coloquei-a no chão tentando me distanciar, tentando manter o maldito controle das minhas ações, já era a segunda merda que eu fazia em poucas semanas na frente de uma humana, que poderia me denunciar. Ela me olhava com curiosidade.

-Como chegou aqui tão rápido?- perguntou a castanha me olhando fixamente, ela observou a mesa onde eu estava sentado e novamente voltou seu olhar para mim. Dei um pequeno sorriso, colocando uma mão no bolso da calça e o outro coçando a cabeça, procurando em minha mente uma desculpa.

-Eu já estava aqui. Queria falar com você.- ela franziu o cenho me observando com mais cautela, merda, ela parecia saber de algo, agora mais do que nunca eu precisava ouvir seus pensamentos. Estava tenso, e eu não estava mais sabendo controlar. Vendo que ela não mudaria a pergunta, me estiquei para pegar o livro que já estava com a dobra para a fora, logo em seguida a entregando.

-Obrigada, por me "salvar" e pelo livro.- agradeceu sem graça.

- Ah, não me apresentei aquele dia, sou Draco Malfoy.- tentei quebrar a tensão de embaraço que tinha ficado.

-Eu sei quem é ! Foi apresentado na frente da escola toda, Malfoy!- ela lembrou-me. Suspirei lembrando de que não olhei para o lado a momento algum, eu só lembrava de seu olhar sobre minha nuca.- Bom, sou Hermione Cullen.

-Draco ?

"Merda"- pensei fechando os olhos com força. O tom de Ast não era um dos melhores, virei com cautela, e a vi com os braços cruzados me olhando como se fosse me matar a qualquer momento. Dei um meio sorriso, eu sabia que ela não me queria perto de Hermione. A loira se aproximou de nós com uma expressão que rapidamente mudou para uma careta.

-Que cheiro de cachorro molhado. - torceu o nariz olhando rapidamente para Hermione. A castanha tinha um pequeno sorriso de canto. Olhei para a mesma repreendendo pelo comentário desnecessário. Hermione ergueu a mão.

-Tudo bem, Malfoy, prazer em conhecê-los.

Hermione sorriu, ajeitando o livro em suas mão e caminhou para fora da Biblioteca, quando a perdi no meu campo de visão, Ast começou com seus típicos questionários e perguntas que nem eu poderia responder, já que eu estava passando por um processo totalmente diferente da minha natureza.

-Tem noção que quase nos entregou ?

-Eu só a segurei, Ast, dá um tempo.- resmunguei recolhendo os livros e os colocando em seus devidos lugares, caminhei para a quinta estante, procurando o número de sua posição.

-E você tem noção que quebrou uma pilastra ? E usou sua velocidade de vampiro para alcançar alguém que estava distante de você. Por favor, Draco, pelo que me contou, o máximo ela teria machucado a clavícula.- Ast bufou quando passei novamente por ela e adentrei a uma outra estante. - Você sabe que se ela descobrir, vai acabar como sua mãe...

-Os Volture já compreenderam, mataram minha mãe por traição não por ela descobrir que meu pai era um vampiro. É cientificamente impossível um vampiro engravidar uma humana ou bruxa. - declarei inutilmente tentando acalmar a fúria de Astória que passava várias vezes a mão em seu rosto tentando acalmas.

-Não estou ouvindo esta história. - murmurou. Eu a olhei atento. - A um boato entre os vampiros, que um vampiro engravidou uma humana, ela teve uma gestação tão rápida, que em praticamente dois dias, a garota estava como uma caveira pois o feto estava se alimentando da mãe, no dia do nascimento, a mãe morreu, ele a mordeu para que ela voltasse. No ultimo segundo, ela voltou dos mortos. Os Volture caçaram essa menina e mataram toda a sua família. Se cuide, Draco. Não quero que tenha o mesmo fim que essa família.

-De onde ouviu isso ?- perguntei confuso.

- Victor, ele trabalha para os Volture, pergunte a Blásio, ele sabe mais detalhe do que eu.- Astória parecia tensa. Abracei a loira e a reconfortei em meus braços.- Eu te amo, Draco, não só como meu namorado, eu te criei, não posso te perder por causa de uma loucura por um sangue estúpido de uma garota estúpida.

-Eu..- suspirei me separando dela e erguendo seu rosto para me olhar.- Eu também te amo, Ast, nunca a vi como uma tia, sempre como a mulher da minha vida, eu.. não sei explicar o motivo do sangue de Hermione me causar tanto impacto.

-Draco.

-O que ?

-Você está duro.- resmungou apontando para meu membro que pulsava. E era visível o motivo de eu estar daquela forma, olho novamente para Astória, e sinto meu rosto arder e virar imediatamente para o lado, com o impacto de sua mão em meu rosto. Ela fungou e saiu de perto de mim.- Ast.

Ela me ignorou, caminhando para fora da biblioteca sem ao menos olhar para trás. Bufei irritado, eu precisava descobrir o motivo do sangue de Hermione me causar tantas sensações esquisitas. Guardo o ultimo livro, e sigo para o Salão Comunal da Sonserina. Encontro Blásio olhando para a lareira, olho para o relógio, já eram onze da noite, os alunos já estavam em suas camas adormecidos.

- O que houve com Astória ?- Blásio perguntou sem ao menos me olhar, ele fazia movimentos com a mão brincando com o fogo, uma pequena chama seguida os movimentos de sua mão. Me aproximo sentando no sofá de frente a lareira onde ele estava esticando os braços no encosto.

- É a Hermione.

-Quem ?- perguntou parando de brincar com o fogo e me olhando com o cenho franzido. Suspiro irritado.

-Descobri o nome da menina dos olhos de mel.- Blásio arregalou os olhos.

-Como ? Estão próximos ?- perguntou Blásio sentando na poltrona do lado e me observando.- Conseguiu descobrir algo ?

-Nada, apenas o básico, que vampiros tem leis, Volture. E sobre a Hermione, bom, eu não me sinto a vontade para chamar de Cullen.

-Cullen.- repetiu o sobrenome pensativo.- Este sobrenome não me é estranho, Draco. Me conta o que descobriu ! Que papo é esse de leis?

-Lembra que meu pai matou minha mãe? - Blásio assentiu.

-Sim, seu pai disse que você seria transformado ao seus dezessete anos. Eu estava lá, Draco.- murmurou - Aquilo não foi legal. Os Volture sempre tiveram as leis deles, seguem quem quer, só precisam ser cautelosos, seu pai não foi, ele devia ter contado a sua mãe. Ele não precisaria ter feito aquilo;

-Mas de qualquer forma, eu me tornaria uma porra de vampiro, Blásio.- resmunguei irritado.- Astória está furiosa comigo, pois fiquei de pau duro por ter encostado na Cullen.

-Puta merda.- xingou colocando a mão na boca em desespero.- É amigo, você tá definitivamente ferrado.

-Eu não entendo o que Hermione faz comigo. Ela só aparece e eu já sinto uma sensação de extasê.- confessei irritado comigo mesmo.- Eu não tenho controle do meu corpo em relação a ela. Não sei como agir ou como falar.

-Mas deve saber que ela só tem quinze anos.

-Puta que pariu, Blásio.- xinguei tombando minha cabeça para trás. - Quer saber, estou com fome, não vou comer aquele sangue horrível do Théo.

-Vai para onde ?- perguntou Blásio.

-Não sei.

-Vai trair Astória ?

-Não sei.- repeti seco, saindo perambulando pelos corredores.

Eu tinha aprendido com Astória a como caçar, eu tinha aprendido a controlar, mas meus instintos ainda estavam apurados, encontrei uma mulher comendo no grande salão. Lancei minha manipulação e acabamos indo para uma sala vazia. Ela estava sobre mim, sentando, ela tombou a cabeça para trás, liberei seu pescoço e mordi sem pudor. Eu estava sentindo falta daquilo, desde quando comecei a me envolver com Astória, eu não podia mais me aliviar daquela forma, sugando o sangue doce de outras moças.

Mas apenas uma estava naquele momento em minha mente. E era Hermione Cullen.

 

 

Narrador Hermione Cullen.

 

Aquela criatura tinha chamado o cheiro de meu pai de cachorro molhado, meus avós dizem que esse é o cheiro que os vampiros sentem quando se deparam com lobos, mas porque diabos, Draco Malfoy não sentiu o tal cheiro. Em minha mente tinha duas teorias, ou ele foi educado, ou simplesmente não sentiu o cheiro, o que era quase impossível, afinal, ele era um recém-criado, aqueles olhos me devorando o tremor nas mãos ao me segurar, sua rapidez em me puxar, a força que socou a pilastra, eu sabia que ele era vampiro, mas eu não sabia se era seguro ele saber quem eu era.

Acabei adormecendo observando a lua.

Nos dias que se seguiram, Malfoy se aproximava aos poucos, mas seu olhar era totalmente diferente dos primeiros dias que ele tentou alguma aproximação, eu fui amiga dele nesses últimos dias, mas notei uma indiferença em relação a mim e aos amigos presentes. Astória Greengrass parecia mais distante do loiro. Mandei uma coruja para tia Alice, que não via intenção negativas em relação a Draco Malfoy. Por fim, me permiti a ser amiga dele.

Mas a atitude na aula de Hagrid me fez ficar enfurecida, meu amigo Harry Potter, estava sendo muito bem elogiado por suas atenções ao trabalho com os animais mágicos, um em especifico, o Hipogrifo, enfureceu Draco, ele começou a brigar com Harry o chamando de "O escolhido". Eu tentei a todo custo não usar minha fúria de loba para separar, mas eu tinha certeza que minha força humana, não separaria a força de um vampiro em cima de um humano. Em um suspiro, me enfio no meio de Draco e Harry e soco o rosto do loiro soltando um pequeno rosnado no fim. Ronald percebeu e fingiu ser o mesmo, como se minha atitude tivesse sido feroz. Agradeci mentalmente pela atitude daquele ruivo medroso.

O olhar furioso de Draco sobre mim, me fez congelar, assim como um cachorrinho, comecei a me encolher com sua aproximação amedrontaroda.

-Por que se meteu, sujeitinha de sangue ruim?- seu tom era tão debochado, enojado em me chamar daquela forma. Para Hogwarts, eu era filha de dois trouxas. Mesmo sabendo que aquilo não era verdade, aquilo me magoou muito, a forma que se referiu a minha pessoa, depois de tanto fazer-nos aproximar. Ele ficou rindo debochado ao lado de Crebbie e Goyle. Astória revirou os olhos e Blásio olhou confuso.

Ainda sim, me virei para não socar novamente seu rosto e ter um destino pior do que a morte.

Ser expulsa de Hogwarts.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...