História Your body is Your prison. - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Félix, Lila Rossi (Volpina), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Plagg, Tikki
Tags Bullying, cadeira de rodas, Preconceito, Prisão, Psicológico
Visualizações 61
Palavras 2.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


tum tum tam blim blum! Espelho meu, espelho meu!
Quem acabou de postar New chapter? (espera nova história, esqueci que a outra conta já não existe).

— sou eu! 🌼 a antiga Catching-fire (agora @J-Law) escritora de (The prickley Rose — que já não existe pois fora excluída). Pk? não sei.

. Nesta FIC Eu meio tentei fazer o sentimento de mágoa, medo e dor transparecerer. Blá blá e boa leitura

Capítulo 1 - Introdução.


Fanfic / Fanfiction Your body is Your prison. - Capítulo 1 - Introdução.

Era mais um dia comum e monótono de aulas, Marinette como sempre atrasava-se propositalmente as aulas para poder chegar enquanto a professora já estava lá explicando, pois se encontra-se com os alunos de sua turma tinha que suportar os insultos, bullying e preconceito sobre sua condição... Aos 14 anos, ela perdeu o movimento de uma das pernas, vítima de um acidente, e por conta disso vive em uma cadeira de rodas motorizada.

quanto mais o tempo foi se passando a jovem nunca tentou sair dela e se recusa a ir a um ortopedista para fazer reabilitação ou mesmo usar moletas, pois quando tentou quase não conseguiu andar, e apenas se arastar com uma das pernas parcialmente afetada, porém não era suficiente.

sente medo e um trauma profundo e aterrador de tentar, e não conseguir visto que as chances são mínimas.

Como sempre ela lentamente girou a maçaneta e abriu a porta da sala num som quase que inaudível, guiou-se pela cadeira até o lugar de sempre, onde possuía apenas uma mesa quadrangular sem cadeira para ela, a mais próximo da secretaria da professora...

— ihhh chegou a menina calhambeque — diz um dos alunos e arranca risos do resto da turma...

— correção, é Carros 3 da Disney, Faísca mcqueen! — brincou outro.

Marinette como sempre fez-se de despercebida e se encolheu mais onde estava, queria fugir dali para longe... onde ninguém mais pudesse fazê-la mal, onde ninguém mais a machucasse... Porém estava presa dentro de si mesma e vazia como sempre. Não havia nada há fazer, é prisioneira em seu próprio corpo.

— silêncio vocês dois! agora mesmo para a sala do diretor! — berrou a professora enquanto indicava a porta com o dedo.

Marinette sossegou por alguns estantes pela professora defendê-la, sem saber que apos isso viria outra flechada indireta em seu peito.

— Não podem ofender os aleijados e deficientes! eles não conseguem se defender. — termina a professora e se vira para a lousa... Mari detesta essas duas palavras, detesta ser chamada de deficiete ou aleijada, ela não é isso... sabe que não é uma coitadinha... Não quer ser isso. Essas palavras queimam dentro de si, assim como o fogo destroe lentamente um folha de papel, tornando-a em cinzas. 

O tempo a tornou triste, tímida, calma e paciente com essas situações. A cadeira lhe ensinou que mesmo no meio de muita gente ela vive em seu próprio mundo, em sua própria prisão, caminha em sua própria estrada diferente dos demais... Em que não permite que ninguém entre, nunca cedeu. Pois ninguém se importa de verdade! Ela sabe disso, nem mesmo a professora que finge so pelo "politicamente correto" a se fazer, deveras se importa. Para ela os heróis, sequer existiam.

O tempo foi se passando e soou o sinal, todos iam se levantando para efetuar suas atividades de sempre, Mari guiou-se dali até a janela, gostava de ficar ali observando os alunos caminharem e se divertirem, as meninas exibindo suas pernas perfeitas e gingados, e se perguntava porque alguns preferem ficar sentados se podem correr andar e seguir seus sonhos sem impedimento algum, ao contrário dela, que a todos os lados tinha que ir apenas pela sua cadeira. Isso a deixava revoltada.

Então olhou em uma certa direção da sala, e viu o rapaz calmo que sempre a encarava de maneira sutil e misteriosa, por algum motivo desconhecido para si. de enlance o olhar de ambos por alguns segundos se cruzaram, seus olhos num tom cinza claro e profundo, seus cabelos dourados e cedosos na altura das orelhas... Seus lábios fechados numa linha tênue entre o silêncio e a persistente intenção de falar e não conseguir... Vestia uma camisola preta por cima do uniforme.

Em sua cabeça apenas ocorria que este tinha pena dela ou estava interiormente debochando, já o viu rir um dia em que Kim e Luka estavam a ameaçando...

E isso a deixava com raiva de todos e fê-la cortar o contato visual com ele e voltar a fitar a janela, porém não demorou muito e alguém segurou em seu ombro, oque a fez entrar em estado de alerta no mesmo estante, ela olhou por cima e naquele exato momento Luka e Kim estavam exatamente em sua trás, no momento ela quis arastar as rodas traseiras da sua cadeira motorizada para longe da sala... Porém um deles foi mais rápido e puxou-a logo pelos dois punhos da cadeira.

— não não! — abana a cabeça em sinal de negação — Onde você pensa que vai querida? esqueceu que por sua culpa a professora ferrou com a gente? — diz Luka prendendo os punhos da cadeira para si.

— capitã gancho! quer dizer perna sobre rodas! — diz e o resto dos rapazes da mesma turminha gargalha.

ela apenas tentava puxar e guiar a cadeira para se soltar e ir embora, ainda em silêncio, Marinette começava entrar em pânico, seus olhos já começavam a lacrimejar, os soluços também já não dava para conter.

— own olhem a aleijada querendo ir! — Kim fala e finge piedade — soque ela não tem pernas! — gargalha mais.

— Ela tem... soque elas não prestam para nada hahaha! — diz o outro e se prosta na frente de Mari segurando em seu maximilar e observa a morena chorar sem dó nem piedade — até que a faísca Mcqueen 3 é bonitinha, que tal a gente ajudar ela a sair dessa cadeira... — Luka termina de falar e olha para os amigos diabolicamente sorridente. Ele se levanta e se afasta enquanto Kim se prepara para carregá-la de lá e joga-la pela janela.

— Não! oque vocês vão fazer! não, eu não quero! socorro... — Mari se agara mais nos apoios de braço da cadeira enquanto entra em pânico pelo que eles pensam em fazer com ela, naquele momento seu silêncio fugiu de si, sentia-se impotente por não conseguir se defender, impotente por não poder fazer nada, seu rosto vermelho e desesperada. — por amor de Deus não! eu imploro.

Os que estão presentes no local vêem que a brincadeira começa a passar dos limites...

— calma miss rodinhas só vamos te jogar pela janela para ver se você aprende a voar... Já que andar não pode — diz Kim grotesco enquanto sorri segurando as costas das pernas dela pronto para carregá-la.

— Kim eu acho que... — Luka finalmente começa a perceber a gravidade do problema.

— Cala a boca, Luka! — berra o amigo.

— Por tudo que há de mais sagrado... eu... eu imploro!!! — Marinette chora e implora, todavia sua voz sai ríspida e desesperada, enquanto junta ambas mãos em sinal de súplica.

— Tá, só vamos te soltar se você poder ajoelhar hahaha — debochavam eles insensíveis.

— Aí cara, já chega, brincadeira tem limites! e vocês já estão passando dos vossos. — O rapaz de olhos verdes que antes observava tudo em silêncio se levanta incomodado com aquilo e finalmente fala se aproximando da janela, junto dos valentões.

— e quem pensa que é você para opinar sobre oque nos devemos e não devemos fazer? — Kim larga Marinette na cadeira e empina o nariz para falar com Adrien exalando um ar de superioridade.

Marinette se aproveita desse momento e guia sua cadeira para longe dali, para o lugar onde teve medo de ir, o lugar onde por muito tempo resistio a ir... o lugar onde sempre se sentio atraída, onde acredita que pode libertar sua alma de sua prisão... um lugar que é a "ponte"!!!

...

Chegando ao pé da ponte, ela fitou o céu de inverno ali, de seus olhos jorraram lágrimas atrevidas e esperançosas...

— aqui tudo pode acabar! aqui eu posso ser livre! aqui eu posso ir embora e não sofrer mais! aqui... — guiou sua cadeira para mais perto da barreira de segurança e encarou o mar que refletia o azul ciano do céu... — liberdade! — clamou chorando no grande corrimão da ponte — eu só quero liberdade meu Deus! é pedir muito?

Ajeitou o conjunto de rodas dianteira da cadeira de frente ao mar, desencostou as costas do encosto da cadeira e removeu os braços do apoio e segurou neles para sustentar seu corpo... e com grande esforço puxou-se para cima falhando, e novamente aos choros tentou outra e outra vez, e sem muito a perder levantou do assento sustentando-se ainda com os braços no apoio mesmo que as pernas não respondessem...

Então estendeu aquela perna que pelo menos mancava para fora da cadeira, caindo no chão... Todavia se arrastou com os braços e segurando no grande corrimão de metal, apoiou-se nos cotovelos e finalmente estava mais ou menos de pé apoiada pelo corrimão da ponte... pronta para fazer aquilo que ela achamou ser liberdade...

Olhou para tudo a sua volta... Desde cada grau de areia no chão até cada pedra, desde os insetos no chão até os pássaros no céu, desde o capim mais seco até os lírios e rosas mais coloridas... Era tudo tão lindo, tão leve e solto... a sutileza da natureza a impressionava.

Nada mais a impediria de dançar com o vento. Vendo isso, estava pronta para deixar-se cair...

Pare!!! — O rapaz dos olhos verdes novamente. estava ofegante, respiraçao vacilante e descompassada, certamente seguio o rastro deixado pela cadeira até ali... Ele se apoio no próprio joelho com o braço cansado na tentativa de sugar o ar para os pulmões — Você não tem que fazer isso!

Ela ignorou a voz do moço, ignorou como sempre fez com todos, para Mari eles não sabem de seus sentimentos, não tinham direito de opinar, não sentiam na pele oque se passava com ela, não estão presos dentro deles mesmos... só sabem rir e debochar de tudo.

Naquele momento estava a dez centímetros de cair, nada poderia impedi-la naquele momento. nada a impediria de fugir de sua suposta prisão.

— Hey! Fique quieta, não se mexa, eu estou indo ai te buscar, só não se mexa! — Adrien, disse e lentamente ele ia se aproximando da garota que chora.

— não chegue perto de mim! — balbuciou chorosa ainda segurando o corrimão! — eu sei oque estou fazendo.

— Não, não sabe! você só está... — disse procurando uma forma se se aproximar sem que ela se assustasse. — só esta um pouco comovida por aquilo que ouve na sala.

— um pouco comovida? — disse num sussurro irônico e um tanto quanto vazio. — Ora, me poupe!

— olha, desce daí! e vamos conversar tá, eu prometo que... que eles não vão mais fazer isso, oky? — disse ainda dando passos estratégicos com as mãos no ar.

— promessas vazias, igual todas as vossas palavras e corações! — disse ainda sem incara-lo, realista e pessimista como sempre.

— olha, você quer morrer? — ele rebate desanimado pela moça. — eu sei que você pode dar a volta por cima, você me escuta? — tenta ser convincente.

— já estou morta em vida! — diz pronta para largar o corrimão. — as pessoas são egoístas e más, só pensam nelas próprias.

— Espera!! e sua mãe, seu pai, e sua irmã? você tem eles, certo? — tenta outra vez incerto.

— É eu os tenho... e não os tenho também! — responde vazia...

— Então porquê fazer isso com eles?

— Eles ficarão muito bem sem mim para dar trabalho e atrapalhar seus caminhos perfeitamente traçados! e eu finalmente serei... livre.

— Vai fugir assim sem nem lutar?

— lutar...? — solta um sorriso debochado —  com que armas...— responde sarcástica e cansada enquanto a brisa soprava em seu rosto, e acariciava seus cabelos. — não adianta lutar quando você já perdeu a guerra.

— Você está sendo egoísta, você está sendo covarde por deixar dor no coração deles, irão se culpar para sempre por não terem feito nada para impedir!? É isso que você quer? é isso que você chama de liberdade? você concorda que tudo que eles falam sobre você é verdade? vai fazer fazer sua família sofrer por causa daqueles idiotas?

— ... — uma dúvida surpreendente surge em seu coração e mente, não sabe, certamente oque responder, como isso é possível? essas perguntas todas a pegam de surpresa, como é possível ele conseguir manipular suas ideias e entrar em sua mente assim?

isso a irrita, a deixa frustada como nunca! seus olhos não suportam e lágrimas são derramadas em silêncio.

— Então vá em frente, pule e aceite que tudo que eles falam a seu respeito é verdade Marinette! Vamos... pule!

Ela desconsegue largar o corrimão agora, era tão fácil fazer isso ainda há pouco! era tão fácil apenas se jogar no mar e ser uma só com ele para sempre... Sem ninguém nunca achar o corpo que a aprisionou por anos e prender mais uma vez em um caixão...

Mas porquê agora é tão difícil, de se jogar... Porque ele se importa? Porquê está fazendo isso?. Tudo oque sai da boca dela em resposta:

— cala... cala a boca! — sussurra ainda de costas para ele, mirando o imenso mar enquanto sufoca seus soluços chorosos. — para você é fácil.

— Não eu não me calo! — Adrien a interrompe determinado...— acha que se matar vale a pena? — prossegue após uma pequena pausa — acha que se matar vai apagar todos os insultos e ofensas, acha que se matar vai fazer algum efeito?

— Vai sim! Eles... eles vão parar... — a moça rebate e solta as lágrimas e a voz embargada que tentará enterrar dentro de si mesma floresce vivaz. — eles vão... — tenta se convencer

— Não, não vão!!! — dá um passo para frente dela nervoso — Por Deus!, se matar não vai fazê-los parar, sinão eles praticarem mais byulling com uma outra pessoa como você, e oque você acha que essa pessoa vai pensar em fazer? Se matar também?, e depois vir outra pessoa com a mesma condição física e assim sucessivamente achar que é impotente a eles e se matar também, até isso se tornar num ciclo vicioso de dor sofrimento e uma falsa fuga por liberdade na morte?

Ela sabe que ele tem razão, porém, não pode fazer nada, ela está fraca, desmotivada, cansada e arruinada... Para ela é o fim.

— acha isso justo com você, com todo os outros como você? acha isso justo? — Adrien suavisa as últimas palavras. — se quiser pular não vou te impedir, apenas pense no que te falei, me ouve?

Ela continuou no seu silêncio perturbador, refletia sobre aquelas palavras, e porque ele estava falando sobre aquilo, visto que ele também havia se rido um dia...

Sem certeza ela estendeu uma das mãos ainda de olhos fechados, ela achou que ele já tinha se ido embora, porém sentiu uma mão mais forte puxar a sua com grande esforço.

— Vamos, me ajude a ajudar Mari! — forçou as palavras entre dentes puxando a moça do lado oposto da ponto sobre o grande corrimão metálico para dentro da ponto... — isso, coloque as mãos em volta do meu pescoço... — ela o fez e após longos segundos cuidadosos já estava no chão, a salvo.

carregou-a dali e a ajeitou na sua cadeira... ela tinha as mãos raladas e doloridas por se arrastar tanto.

Ele se agachou em sua frente olhou em seus olhos da cor azul que estavam entristecidos mirando o chão de vergonha e incerteza, levantou-se então e segurou nos punhos da cadeira para guia-la dali.

— Onde é sua casa? — perguntou e não obteve resposta alguma. Marinette já havia se fechado novamente em sua prisão silenciosa e impenetrável para todos. — me ouve? — novamente não obteve resposta... As pessoas foram tão vis com Marinette que ela trancou-se dentro dela mesma, desconectando as partes conscientes de si.

Então ele pegou na pequena bolsinha que sempre fica presa a cadeira, onde continha, uma caneta o celular pequenos alfinetes e algo que parecia lubrificante para as rodas, outras coisas e um pequeno bloco de notas. Onde após folhear algumas páginas estava um endereço...

Sem perguntar, e com certeza sabendo que ela não iria falar mais com ninguém e nem mesmo se mover, e sabendo que não era a melhor ideia voltar para a escola... ele acompanhou-a até o endereço.

...

Chegando lá, a posicionou-se de frente ao grande portão negro...

e tirou a caneta da bolsinha dela.

se prostrou na frente da moça e encostou o bloco de notas por cima das pernas dela para escrever algo no bloco de notas:

“Queria tanto que me deixasse entrar no seu mundo!”.

retirou o papel e colocou na mão de Marinette. Esta que permanecia impenetrável e em outra realidade.

Tocou na campainha e a passos astutos Adrien caminhou rápido e parou em um esquina esperando que alguém abrisse a porta, e sem muita demora uma senhora apareceu e abriu a porta e logo depois prostrou-se diante Marie e deu-lhe um beijo na testa, esta que continuava estática, então se levantou e puxou a cadeira para dentro, fechando a porta depois.

 Então mais tranquilo por ela já estar em segurança e ele estar ali a poucos e longos minutos silenciosos, foi-se caminhando para longe... Por algum motivo ele sabia que havia conseguido para-la de tentar se Auto-destruir...


Notas Finais


Espero que esteja bom o bastante.
Vamos ter mais empatia por favor!
Bullying não é divertido, é nojento!

Perdão se houverem erros, escrito pelo celular.


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