1. Spirit Fanfics >
  2. Your hero >
  3. Medo do escuro

História Your hero - Capítulo 77


Escrita por:


Notas do Autor


Fala aí nerds. Vamo começar.

Capítulo 77 - Medo do escuro


Fanfic / Fanfiction Your hero - Capítulo 77 - Medo do escuro

Kaminari dormia pesadamente na cama. O ronco do homem era tão alto, que poderia acordar todos do outro lado do Japão.
  Kabu já havia acordado por conta do barulho forte e provavelmente demoraria para que voltasse a dormir.
Hashiru não pregou os olhos nem por um único momento. Simplesmente não conseguia.
  E quanto a Rei, que acabara de chegar, apenas encarava o homem em seu sono profundo.
  Rei: Se eu não estivesse ouvindo esse estrondo que ele faz com a boca, poderia jurar que ele estava morto.- disse, sentada no pé da cama de Hashiru.
  Hashiru: Quem me dera ter um sono pesado assim. Eu acordo com meu próprio ronco.
  Kabu: Eu só queria dormir...- dizia, cansado e quase chorando.
  São surpreendidos pelo casal que apareceu na porta da enfermaria. Utsubo sorriu ao ver seus amigos acordados e bem. Já Natsu, olhou para Rei e se desanimou.
  Utsubo: Vocês estão bem!- pulou em cima do maior e o mesmo se contorceu de dor.
 Kabu: N-não tô tão bem assim... Utsubo... tá doendo...- tinha dificuldade para falar.
  Utsubo: Opa.- saiu de cima do rapaz, sorrindo constrangida.- Desculpa.
  Kabu: Tranquilo. Vou sobreviver.- estalou alguns ossos.
 Hashiru: Utsubinha, linda, maravilhosa, meu coração, minha Deusa, minha perfeita...
  Utsubo: O que você quer, Hashiru?- perguntou, rindo.
 Hashiru: Traz um lanche pra mim? Tô com fome...- fez uma cara de cachorro triste.
 Natsu: Tá achando que ela é sua empregada, seu vagaumbo de me...
 Utsubo: Natsu, relaxa.- segurou o ombro da namorada.- Não tem problema não. Tem uma máquina se salgadinho aqui mesmo. Vou lá pegar alguns.
  Sorriu para todos e se retirou.
  Eles estranham a situação. Começam a se encarar, ainda bem desconfiados.
  Hashiru: Ela foi... mesmo me trazer comida? Falei brincando, não imaginei que ela fosse fazer isso mesmo.
  Kabu: Talvez ela quis ser legal, já que você nem consegue sair da cama.
  Os garotos continuaram na dúvida, enquanto Rei e Natsu tinham certeza de algo de errado estava acontecendo com Utsubo.
  Uma mulher segurando um bebê aparece no quarto do hospital. Possuia os cabelos negros e curtos, vestia uma roupa casual, como quem acabou de tocar em uma banda e na ponta de suas orelhas, haviam fones de ouvido pendurados.
  Os jovens que já conheciam a heroína dos jornais ficaram animados ao vê-la, já Hashiru quase desmaia assim que a mulher entra.
  Hashiru: Ai meu Deus. E-Earphone Jack...
  Kyoka: Oh, olá, crianças. Estão fazendo estágio aqui, não é?
  Hashiru não conseguia falar. Tudo o que saia de sua boca, eram pequenos murmúrios e alguns barulhos estranhos. Kabu o encarou e tentou ajudar.
 Kabu: Cara. Fala alguma coisa...- sussurrou, mas não ajudou.
 Hashiru não conseguia falar mesmo. Natsu se sentiu incomodada com a situação e decidiu falar.
 Natsu: São sim, tia Kyoka. São meus amigos. E tem a Rei ali.
  Rei: Porra...- sussurrou.
 Kyoka: Ah, que legal. Eu só vim fazer uma visita.- o sorriso dela era simpático e amigável.
 Kyoka olhou para o loiro deitado na cama e seu sorriso alegre se transformou em uma cara de raiva.   Foi andando até a cama do homem e com seu fone direito, enfiou no ouvido do homem.
 Denki deu um pulo e um grito de desespero. Os jovens encararam a cena com medo. Kyoka nem se mecheu e nem mudou de expressão enquanto acordava o homem. Quanto a bebê, ela riu da situação.
  Assim que o homem se acalma, Kyoka afasta seu fone do ouvido de Denki e o mesmo a encara, coçando a orelha.
  Denki: Querida, precisava mesmo disso?
 Ela o encara, friamente. O medo nos olhos do homem era explícito.
  Kyoka: Eu tô de greve do meu serviço de herói para cuidar da nossa filha enquanto você trabalha, então, depois de uma semana, você decidiu torcer seu tornozelo como se tivesse doze anos? Quem deveria ter ficado de greve era você, não acha?
  A bebê olha como a mãe encarava o pai e decidiu fazer fazer mesma expressão. O homem se assusta mais ainda.
  Denki: Eh... eu me descuidei. Desculpa...
 Kyoka: Hum.- ela ergue uma sobrancelha e sorri.- Mas o que eu esperava quando me casei com um idiota que nem você?
 Deu um beijo na testa do marido e o mesmo respirou aliviado.
  Denki: Bem, você sabia no que estava se metendo.- riu, sem graça. Olhou para a filha novamente, a mesma pedindo o colo do pai.- Owwwwwwww! A minha garotinha!
  Ele pega a garota loira, que babava muito. Os olhos grandes, se fixavam nos do homem.
 Denki: Quem é a coisa linda do papai? É você? É você?- a bebê riu.- É você sim!
  Kyoka ri mais uma vez, enquanto se sentou ao lado do marido. Ambos se olhavam, felizes.
 Os garotos que estavam ainda no quarto se emocionam com a cena.
  Rei: Ai, gente. Essa é a coisa mais fofa que eu já vi...
 Natsu: Eh, já tô acostumada.- olhou para Hashiru, que continuava em choque.- Qual o problema dele?
  Kabu: Ele tem uma queda por morenas.- sussurrou para a loira.- E garotas sinistras.
  Natsu: Ah.
  Hashiru: K... K...- desmaiou.
  Utsubo pegou dinheiro da carteira. Estava frente a frente com a máquina de salgadinhos, mas não conseguia olhar a mesma. Encarava o chão, como se o mundo todo se resumisse a ele. Seus pensamentos estavam distantes de mais para dar atenção a qualquer outra coisa.
  No One: "Você é a cara dela."
 A voz do homem passava pela sua cabeça. Nada mais fazia sentido na vida da garota.
 Utsubo: Por que? Por que isso tá acontecendo? Por que agora? Por que?
 Uma lágrima escorria de seu olho direito. Ela enchuga rapidamente ao ouvir passos.
 Natsu: Tá tudo bem?- ela se aproximava, com as mãos no bolso da jaqueta.
 Utsubo continuava comprando os salgadinhos como se nada tivesse acontecido.
  Utsubo: Tudo, tudo. Só... fiquei me perguntando qual sabor o Hashiru iria querer, mas aí me lembrei que ele come qualquer um.- ri, tentando levantar o próprio ânimo.
  Natsu: Tem certeza?- continuou insistindo.
 Se Natsu tivesse insistido um pouco mais, talvez Utsubo até tivesse falado a verdade, mas não foi o que ela fez. Pegou um salgadinho e deu um selinho na bochecha da loira.
 Utsubo: Eu estou com você, não estou?- sorriu.- Então está tudo ótimo.
  Natsu ainda não estava completamente convencida, mas decidiu aceitar a mão da garota e ambas voltaram para a enfermaria.

  A noite chegou. Como o esperado, Utsubo esperou que todos estivessem dormindo. Saiu de seu quarto, sem fazer barulho algum.
  Era possível ouvir o ronco de Kabu, vindo do outro quarto e como mais ninguém levantou para reclamar, concluiu que a barra estava limpa.
  Vestiu seu agasalho verde e ainda com a calça do pijama, foi andando até a saída. Mas não contava com a luz da cozinha acesa.
  Rei: O quê você tá fazendo?- perguntou a garota, ainda sonolenta.
  Utsubo se vira para ver a amiga. A mesma segurava um copo vazio e vestia seu pijama.
 Utsubo: Eh... eu poderia te perguntar a mesma coisa.- riu, totalmente sem graça.
 Rei: Vim beber água.- pôs o copo dentro da pia. Boceja, caminhando na direção da amiga.- Tava saindo pra algum lugar?
 Utsubo: É... eu... ia... eu já só... eu queria só tomar um ar, sabe? Não tô acostumada a dormir em outros lugares.
  Rei a encara, ainda não muito convencida.
 Rei: Utsubo, o quê tá acontecendo? Você sabe que pode confiar em mim. Não há segredos entre nós.- ela segurou as mãos da amiga e a encarou nos olhos.- Eu sempre te contei tudo, não é? Você também pode.
  Utsubo queria. Queria mais do que tudo contar tudo o que estava acontecendo em sua vida. Desde cabelos e poderes mágicos, até pessoas que ela nunca esperava reencontrar. Mas não podia contar. A vida de Rei já era complicada o bastante sem as loucuras do dia a dia de Utsubo.
 Utsubo: Eu só tava indo treinar um pouco. Não queria te preocupar nem nada. Mas está tudo bem. Eu nunca mentiria pra você.
  Foi a coisa mais dolorosa que ela já disse. Mas foi o suficiente pá convencer a garota. Rei respirou aliviada e sorriu para a amiga.
  Rei: Tá bom. Mas não fica treinando até tão tarde, tá? Temos que dormir ainda mais, agora que estamos nesses estágios.- ela riu e bocejou de novo.- Bom, eu não sou maluca de ficar acordada, então eu vou dormir. Boa noite, amiga.
  Utsubo: Boa noite. Cuidado com o bicho-papão.- riu e Rei fez o mesmo.
  Enquanto Rei caminhava sem preocupação para o quarto, Utusbo foi se encontrar com o verdadeiro bicho-papão.

  Utsubo já estava do lado de fora do prédio. Coçava os braços rapidamente por conta do frio e também do medo. Procurou pelos arredores, mas ninguém aparecera.
  Já estava prestes a voltar para dentro, quando sente aquela dor no peito novamente. Assim que sentiu aquilo, já sabia. Ele estava ali.
  Se virou novamente e lá estava o homem, do outro lado da rua. Com o mesmo terno de sempre e a mesma pose sinistra. Ele olhava para ela, com olhos mais tranquilos, quase bondosos. Mas não era isso que Utsubo sentia.
  No One: Você veio. Fico feliz com isso.
 Utsubo fechou os punhos e caminhou na direção dele. Antes de atravessar a rua, o homem havia desaparecido nas sombras novamente. Surgiu, dessa vez, encostado na parede ao lado da garota.
  No One: Por favor, não tenha medo. Eu não vou te machucar.
  Utsubo continuava em alerta.
 Utsubo: Não, mas já bagunçou muito a minha vida só de aparecer.- o tom da voz dela era de raiva.
 No One: Por que está com raiva? Eu te deixo irritada? Minha presença te irrita?
 Ele deu alguns passos para se aproximar, mas Utsubo se afastou rapidamente.
  Utsubo: Fica longe de mim.- o homem parou de andar na hora.
  No One: Já falei. Eu só quero conversar...
 Utsubo: Pode conversar. Mas a distância.- não baixava a guarda por nada.
  No One: Muito bem.- ele pegou o colar do bolso novamente.- O que você quiser.
  Utsubo encarou o colar novamente. Aquilo parecia chamar ela de alguma forma.
  Utsubo: Por que você carrega isso?...
  No One: Me sinto mais próximo dela quando estou com isso. Dei a nela no nosso aniversário. Ela sempre foi tão linda. Igual você...
  Utsubo: Pára de falar que eu sou igual a ela!- gritou.- Eu nem sei quem era ela. Eu nem sei quem é você. A única coisa que eu sei, é que você está arruinando a minha vida! Eu não quero saber do meu passado ou qualquer que seja seu papel nele. A minha vida agora é perfeita e eu não poderia estar mais feliz.- nenhuma lágrima foi derramada. Os olhos da garota estavam cheios de ódio.- Eu não quero você na minha vida. Eu quero que você desapareça!!
  Ela encarou o homem e tudo o que ele viu, foi uma escuridão roxa. Iguais aos que ele viu no espelho.
 Utsubo não percebeu, mas ao redor de seu rosto, luzes roxas surgiam, mas não eram as do One for All. Mas sim luzes roxas iguais às dos monstros de mais cedo.
  Não era possível ver, mas o homem sorria ao ver a garota.
  No One: Você tem os meus olhos.
 Utsubo parou de sentir raiva. Seus olhos normalizaram e as luzes roxas desapareceram de seu corpo. Mas continuava na defensiva.
  Utsubo: Vá embora.- disse com firmeza.
 No One: O quê você quiser, Ursinha.
  Com uma pequena reverência, o homem se uniu às sombras e desapareceu novamente, satisfeito com o que havia conseguido.
 Utsubo encara a área na qual o homem havia sumido, ainda um pouco tensa, porém mais aliviada. Como se um enorme peso tivesse saído de suas costas.
  Se sentou no chão, completamente largada e olhou para o céu estrelado.
  Utsubo: "Ursinha". Faz tempo que eu não ouço esse apelido...


Notas Finais


Até. Próx cap: "Fazendo compras".


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...