História Your, Mine, Our - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens Chaeyoung, Dahyun, Jeon Jungkook (Jungkook), Jungyeon, Kim Taehyung (V), Mina, Nayeon, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sana, Tzuyu
Tags Chaeyoung, Dahyun, Dubchaeng, Fluffy, Gêmeos, Irmãos, Jikook, Jimin, Michaeng, Mina, Satzu, Teenfic, Twice, Tzuyu, Yuri
Visualizações 66
Palavras 2.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Madrugada de segunda, mas eu aqui cumprindo os horários rsrsrs

Sei que semana passada não teve atualização, mas foi porque rolou uns probleminhas e me perdoem por isso. Eu amo esse capítulo e espero que ao menos esteja razoável para vocês :)

See ya

Capítulo 6 - You'd Be Better With Me


É incrível como eu posso ser um bom espião. Em apenas alguns dias descobri por qual razão estive agindo tão estranho com Mina e isso me decepcionou bastante, pois notei que estava completamente ferrado pela razão que eu estava me sentindo daquela forma.

Era oficial, eu gostava de Myoui Mina e estava totalmente ferrado. Sei que ela era uma boa garota, sincera, tímida e inteligente. Ela era incrível. E justamente por ser incrível jamais ficaria com um cara como eu. Além do mais ela gostava da minha irmã gêmea, Girl Crush do segundo ano A e futura namoradinha de Jang Seungyeon. Como poderia ficar pior?

Mina sempre foi minha melhor amiga, era estranho pensar nela como outra coisa além disso então eu tentei prometer a mim mesmo que não pensaria. Seria melhor assim, tanto para mim quanto para ela. Mesmo sendo difícil, eu precisava pensar que nada tinha mudado que eu ainda me considerava assexual ou gay, ou melhor, que eu não sentisse nada tão profundo que venha de um músculo idiota que na verdade deveria bombear o sangue.

— No que você anda pensando, Oppa? — Ouvi a voz de Tzuyu tirando-me de meus devaneios.

Respirei fundo colocando as duas mãos no rosto, tentando evitar qualquer assunto que deixasse óbvio o que eu estava pensando. Por que tinha que ser tão complicado?

— Em unicórnios fofinhos bebendo milk shake de morango. — Respondi com um sorriso de canto, tentando ao máximo não parecer forçado.

Tzuyu me olhou com as sobrancelhas arqueadas.

— Mas meninos não costumam pensar nessas coisas. — Ela comentou me encarando com os olhos semicerrados.

— Não sou como os outros meninos. — Dei de ombros. — Eles pensam em coisas inapropriadas eu penso em unicórnios.

— Não me surpreenderia se estivesse pensando em coisas inapropriadas. — Tzuyu retrucou. — Mas ok, Oppa. Pensa no que quiser. — Ela sorriu antes de virar-se para encarar o professor de Geografia que explicava sobre a imigração de pessoas ocidentais para a Ásia.

Agradeci mentalmente por isso, pois sabia muito bem que Tzuyu me conhecia o suficiente para saber quando eu agia estranho e ás vezes isso poderia ser assustador — na verdade era muito assustador —, mas ela realmente sabia.

Não consegui prestar atenção em um milésimo de segundo da aula e somente percebi que havia acabado quando o professor saiu da sala. Minha desatenção não me preocupou já que o assunto era fácil e minha média estava razoável em geografia.

Em algum momento, na aula de Ética que veio logo após, eu precisei falar com a irmã. Nem que fosse para fazer perguntas hipotéticas.

— Jogue essa caneta na Chaeyoung. — Pedi a Tzuyu lhe entregando minha única caneta.

Ela me olhou de uma forma estranha, mas pegou a caneta e analisou-a como analisaria uma bomba relógio.

— Por que? — Perguntou desconfiada.

— Preciso falar com ela. — Expliquei calmamente. — Estou falando sério.

Tzuyu me olhou como se eu fosse suspeito de um crime, porém atirou a caneta em direção a cadeira em que Chaeyoung estava sentada. Claro, eu esperaria que ela acertasse, mas esqueci que havia pedido aquilo a Tzuyu e ao invés de acertar Chaeyoung a caneta bateu na testa de Mina e acertou a parede fazendo com que olhares confusos — inclusive do professor — nos encarasse.

— Parabéns, Tzuyu. — Comentei tentando fingir que não sabia o que estava acontecendo.

— Mas você mandou eu jogar. — Retrucou ela.

— Mas você jogou! — Respondi após perceber que o professor havia parado de nos encarar.

— O que foi? — Chaeyoung se virou me encarando com desânimo.

— Queria falar com você, mas depois dessa vergonha que passei não quero mais. — Respondi fazendo ela revirar os olhos. — A minha caneta tá embaixo da cadeira da Mina, pede para ela me devolver. Por favor.

Chaeyoung suspirou antes de chamar Mina e dizer algo em seu ouvido que foi respondido em uma tonalidade baixa que não me ajudou a decifrar o que ela havia dito.

— Ela disse que se você quiser vá buscar. — Chaeyoung respondeu.

A encarei com espanto. Parece que alguém se irritou e ainda veio com toda essa audácia para cima de mim.

— Minari-chan devolve minha caneta, por favor. — Pedi sendo o mais gentil que podia.

Ela nem ao menos me encarou, somente respondeu secamente um:

— Venha buscar.

— Mas é longe. — Respondi.

Ela deu de ombros em resposta. Mas que ultraje!

— Mina!

— O que é, caralho? — Dessa vez ela virou, me encarando com raiva.

— É minha única caneta. — Falei fingido está triste.

— Problema seu. — Ela respondeu antes de virar-se novamente.

— Qual a dificuldade de pegar uma caneta que está embaixo de sua cadeira, Mina? — Perguntei

— É longe. — Ela respondeu em tom debochado me fazendo revirar os olhos.

É essa a pessoa que eu sinto crush?

— Ok, Mina. Você venceu. — Me levantei da cadeira respirando fundo enquanto ignorava que ainda existiam alguns seres humanos me encarando. Peguei a caneta rapidamente e voltei o mais rápido que podia para o meu lugar, a fim de não chamar a atenção do professor que já parecia muito irritado com o que ocorreu anteriormente. — Feliz, madame?

Ela nada respondeu além de um sorriso cínico e um acenar de cabeça. Respirei fundo com a tamanha audácia da criança ali e ignorei os olhares estranhos que estavam vindo em minha direção. Deus, o que mais me falta acontecer hoje?

                            ***

No fim dos horários o professor de Matemática deixou que tivéssemos vinte minutos de horário vago antes que tocasse encerrando as aulas e como muitos iriam ficar na escola para estudar ele praticamente adiantou essa parte para os nerds de plantão. Já os outros somente estavam conversando entre si e rindo de coisas fúteis.

— Qual vai ser o tema que iremos fazer do trabalho de Ética? — Perguntou Jisoo sentando-se atrás da cadeira de Yoongi que antes era ocupada por Jungkook que agora estava no fundo da sala conversando com o resto do grupinho exceto Jimin e Yoongi.

— Jimin decidiu que seria homofobia. — Respondi.

— Por que não me avisaram isso antes? — Jisoo revirou os olhos. — Sei que fui a última a entrar no grupo, mas caramba gente! Consideração, cara.

Seungyeon que estava próximo de nós e ouvia a conversa, disse:

— Seria porque o Chunghee não foi avisar para a Jisoo, não é mesmo? — Seungyeon comentou alto me encarando com um sorriso cínico fazendo muitas pessoas me encararem como se eu fosse o ser mais asqueroso do mundo.

— Deleta sua vida insignificante, garota. — Respondi sem paciência alguma o que acabou soando alto demais.

Metade da sala riu ao ouvir aquilo, exceto Yoongi que estava encarando a Seungyeon com cara de poucos amigos, Chaeyoung porque era a "namoradinha" dela e Mina que revirou os olhos porque Tzuyu, que antes estava bebendo água, quase cuspiu a água nela depois de me ouvir.

— Não precisam brigarem por isso. — Jisoo falou, impaciente. — Aliás, Seungyeon se intromete na sua vida que eu saiba nem nesse grupo você está.

Muitos da sala soltaram um "Wow" após a resposta de Jisoo o que fez o professor levantar a cabeça e nos encarar como se estivéssemos queimando a sala o que fez o silêncio parcial voltar aos poucos.

— Desculpe por esquecer de avisar, Jisoo. — Falei fazendo a me encarar como se eu não precisasse pedir desculpa.

E então o sinal tocou anunciando o fim das aulas e quem iria ficar na escola para estudar permaneceu sentados em suas respectivas cadeiras enquanto quem iria embora saiu como se fosse tirar o pai da forca. Respirei fundo me levantando lentamente e arrumando minha mochila enquanto esperava os outros saírem. Eu estava sem cabeça para qualquer coisa hoje; contundo, fingia estar bem porque é isso que espiões fazem.

Retirei meu celular e meus fones do menor bolso da minha mochila e conectei o cabo ao celular clicando em uma música aleatória antes de sair definitivamente da sala sem esperar ninguém. Até porque como eu não era importante ninguém precisaria de mim ou de minha ajuda, isso me bastava já que metade da minha vida estive sozinho ou compartilhando tudo que tinha com a minha irmã.

Acho mesmo que hoje o destino estava de brincadeira com a minha cara, pois justamente começou a tocar You Belong With Me da minha querida Taylor Swift. E logo a melodia se iniciou com:

Você está ao telefone com sua namorada, ela está brava
Está discutindo por causa de algo que você disse
Porque ela não entende seu humor como eu entendo
Estou no meu quarto, é uma típica noite de terça-feira
Estou ouvindo o tipo de música que ela não curte
E ela nunca conhecerá a sua história como eu conheço

Acho que esses primeiros versos não dizem nada demais até porque era óbvio que isso jamais se aplicaria a mim, certo?

Mas ela usa mini-saias, eu uso camisetas
Ela é líder de torcida e eu fico na arquibancada
Sonhando com o dia em que você vai acordar e descobrir
Que o que você procura esteve aqui o tempo todo

Ok, isso me assustou um pouco porque senti como se fosse uma incrível indireta para uma certa pessoa. Mas espere aí, o que eu estou pensando?

Se você visse que sou eu quem entende você
Estive aqui o tempo todo, então por que você não vê?
O seu lugar é comigo
O seu lugar é comigo

Eu sempre gostei dessa música, mas agora ela estava começando a me assustar. Eu jamais tinha a ouvido de uma forma que me fizesse sentir como se isso fosse algo real e que desse para ser empregado na minha própria vida.

Caminhando pela rua com você e sua calça jeans usada
Não posso parar de pensar que é assim que deveria ser
Rindo no banco do parque e pensando comigo mesma
"Ei, viu como é fácil?"
E você tem um sorriso que poderia iluminar a cidade inteira
Não o vejo há um tempo, desde que ela te deixou mal
Você diz que está bem, mas eu te conheço bem
Ei, o que você está fazendo com uma garota dessas?

O que Taylor Alisson Swift estava pensando quando escreveu essa letra? Em mim?

Ela usa salto alto, eu uso tênis
Ela é líder de torcida e eu fico na arquibancada
Sonhando com o dia que você vai acordar e descobrir
Que o que você procura esteve aqui o tempo todo

Se você visse que sou eu quem entende você
Estive aqui o tempo todo, então por que você não vê?
O seu lugar é comigo

De pé, ao lado, esperando na porta dos fundos
Durante todo esse tempo, como pode não saber, meu amor?
O seu lugar é comigo
O seu lugar é comigo

Eu nem ao menos cheguei ao portão de saída e já estou com vontade de me jogar no chão e permanecer ali somente com a letra de uma música que ouço desde os meus treze anos, mas nunca havia soado dessa forma. Por que raios as coisas precisavam ser tão semelhantes a uma simples letra?

Oh, eu me lembro de você dirigindo até minha casa
No meio da noite
Sou eu quem te faz rir
Quando você sabe que está prestes a chorar
E eu conheço suas músicas favoritas
E você me conta sobre seus sonhos
Eu acho que conheço seu lugar
Acho que sei, é comigo

Desisto! Foi a última coisa que pensei antes de retirar os fones e dar pausa na música. Sentando-me em um dos bancos que ficavam no pátio e colocando as mãos no rosto enquanto pensava excessivamente sobre o que eu estava fazendo da minha vida.

Por que ser adolescente é tão difícil assim? Por que eu continuava insistindo nisso mesmo depois de ter sido rejeitado por Taehyung? Eu era idiota ou o quê? Porque não há formas de explicar tamanha burrice.

Eu não podia pensar em hipótese nenhuma que ela estaria melhor comigo, pois não seria verdade. Ela estaria melhor com todo mundo, inclusive com Chaeyoung — o que deveria ser assim — exceto comigo, pois eu não servia para essas coisas. Isso até mesmo já foi comprovado! Que droga, Chunghee…

A única coisa que pensei enquanto refletia sobre isso foi a minha melhor memória com ela. Eu consideraria uma das três melhores, mas com certeza essa estaria em primeiro lugar, pois éramos crianças e não nos importávamos com nada daquilo.

Eu tinha mais ou menos oito anos e era o menor garoto da sala. Era menor que praticamente todo mundo exceto Chaeyoung que sempre foi alguns centímetros menor que eu — e agradeço por ainda ser assim, é a única coisa que eu tenho e ela não tem.

Era irritante ser o segundo menor da sala, pois todo mundo ria de mim e por incrível que pareça eu dependia de Mina para pegar todas as coisas que estavam em lugares mais altos — se a Tzuyu não estivesse no Taiwan nessa época tudo seria mais fácil.

Um certo dia enquanto Mina pegava um livro que estava em uma prateleira que eu não conseguia alcançar, eu tomei o livro de suas mãos e encarando a capa do livro, disse:

— Um dia eu serei mais alto que você e então eu pegarei tudo que está na prateleira de cima.

Mina riu ao me ouvir e meneou a cabeça em negativo como se dissesse consigo mesma um típico "Pobre criança iludida".

— Não vai não. Eu vou continuar sendo mais alta que você. — Mina sorriu com um certo deboche, mas me deu dois tapinhas no ombro como se me consolasse. — Ao menos enquanto eu estiver aqui não vai precisar de um banquinho, Chunghee-san.

— Eu serei mais alto sim. — Retruquei com teimosia. — Você vai ver só.

Ela riu novamente e sentou-se na cadeira em frente ao computador que tinham em meu antigo quarto.

— Você ainda assim vai ser pequeno, mas tudo bem, Chunghee-san. Você é fofo, parece um ratinho e ratinhos são pequenos.

— Não quero ser um rato. — Comentei, indignado. — Se eu ficar mais alto que você quando a gente crescer você vai ter que casar comigo. — Dei um sorriso de canto, como se estivesse apostando.

— Ok. — Ela deu de ombros. — Se você ficar mais alto eu caso com você, mas se eu ficar mais alto você vai me dar todos os seus jogos de Super Mario.

Eu fiquei um pouco surpreso com a resposta dela, pois na época Super Mario era o meu jogo favorito; entretanto, assenti em resposta e sorri antes de dizer:

— Você vai perder!

Quando eu tinha oito anos não fazia a menor ideia que realmente ficaria mais alto que ela e agradecia por isso já que não perdi nenhum dos meus jogos de Super Mario. Porém aquela lembrança me fez notar o quanto estava sendo egoísta ao pensar no que estava pensando antes — é culpa sua, Taylor.

Por que eu precisava ser tão egoísta sempre e não pensar nas outras pessoas? Era óbvio o que deveria acontecer.

Mina precisava resolver isso, ela precisava dizer a minha irmã que gostava dela. Só assim Chaeyoung perceberia que não precisa da Seungyeon e que tem pessoas que realmente gostam dela pelo o que ela é e não pelo que aparenta ser. E eu precisava dizer isso a ela antes que fosse muito tarde.

Pensando nisso sai, guardei o fone e o celular e caminhei as pressas pelo corredor à procura da biblioteca. Não havia muitas pessoas ali e eu precisava resolver isso, só assim me sentiria melhor.

— Chunghee — Ouvi uma voz soar atrás de mim enquanto procurava pela maldita biblioteca. — Espere aí! Eu preciso falar com você.



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