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História Your Place - Bughead - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - "You would love to feel my posion again, or don't is?"


Fanfic / Fanfiction Your Place - Bughead - Capítulo 4 - "You would love to feel my posion again, or don't is?"

"Poision"

"You would love to feel my posion again, or don't is?" 

Betty Cooper 


— Então esse foi o motivo de você ter me dado um perdido na festa ?— Kevin pergunta.

— É, quer que eu explique mais uma vez ? Ou quer que eu desenhe ?

— Eu odiaria ver um desenho de você encima do Jones. — Fala me enchendo o saco.

Olhamos para Cheryl que está emburrada, no canto dela depois de ter me  escutado falar do que aconteceu, mas claro sem muitos detalhes, até porque eu não me lembro de tudo.

— Olha a Cheryl com ciúmes. — Kevin diz fazendo uma vozinha de neném.

— Eu não tô com ciúmes.

— Que fofinha. — ele diz apertando a bocheca dela.

— Fofinha, eu vou ser quando eu botar fogo em você.

— Não a desafie, Kev, olhe Thornhill.

Sim, a Cheryl ateou fogo na sua casa, uma mansão história. Até hoje eu não acredito.

Me aproximo da Cheryl, sentando em seu colo.

— Não fica com ciúmes não, você é a única, Cher.

Ela solta o ar pela boca exasperadamnete. E por algum motivo puxa a gola do meu vestido para baixo e vê o chupão,  fica mais irritada ainda.

Os irmãos Blossom são realmente egoístas e ciúmementos. A C é menos que o Archie, mas não deixa de ser.

Kevin olha para o roxo, e eu tento arrumar a gola novamente.

— Eita Porra! — Kevin grita.

E sinal toca, me levanto do colo de Cheryl e nós vamos até os nossos armários e eu pego o meu livro escutando Kevin, falar sobre os preparativos pro meu casamento com o Jones. Eu nem fico com raiva, até porque foi coisa de um vez e por que eu não costumo fazer sexo casual, então ele deve pensar que eu estou apaixonada.

— Vejo você nos testes, Bee? — Cheryl pergunta.

— Mas nós temos aula juntas, agora.

— Vou mostrar a escola para algumas meninas. Espero que não sejam ratinhas do Sul, como o Jones.

— Tá então.

— Então eu vejo vocês duas no Pop's depois. — Kevin diz, nós concordamos e seguimos caminhos diferentes.

Caminho tranquilo, até que um braço me puxa para  e é tudo muito rápido, em alguns segundos eu até  fico desacreditada. 

Minha pressão baixa um pouco e tudo fica preto, uma mão está pressionada na minha  boca eu fico extremamente desesperada. Um corpo forte está contra o meu e quando minha visão volta ao normal eu vejo quem é. Mordo a mão de Jones o bastante para doer mais não muito, e ele tira da minha boca.

No lugar do desespero se encontra ódio.

— Seu filho da puta!

— Foi mal, eu queria falar com você mas você ignorou o dia inteiro.

— Por que será? Ah, é porque eu não falo com pessoas como você.

Minha revolta some quando percebo nossos corpos colados.

— Forsythe... — começo mas ele me interrompe.

— Jughead.

— Jones, eu sei que você percebeu porque você é esperto. Eu sei que você sabe, que eu estou acima de você...

— Você só ficou encima de mim uma vez, mas ela foi ótima.

Dou um chute na sua canela, o fazendo ir para trás, saio de perto dele e ando pela sala vazia.

E acabo me sentando na mesa que deveria ser a do professor e coloco o meu livro ao meu lado. Jones se aproxima parando na minha frente, em uma mesa menor.

— Fala logo o que você quer.

Ele encara as minhss pernas cruzadas e morde o lábio e meu coração bater com força em meu peito, se levanta aproximando um pouco.

— Se você se aproximar mais um pouco, eu vou tacar esse Louis Vuitton na sua fuça. — falo apontando pro meu alto.

— Se depois você der um beijo para sarar, pode ser.

— Ok, obrigada por nada. — desço da mesa pegando o livro e  indo até a porta

— Não Betty, espera. —ele pede.

— Vai se foder. — respondo.

Só que ele puxa o meu braço e de alguma forma nossos corpos estão entrelaçados.

O afasto novamente e espero ele falar.

— Eu vejo do jeito que você me olha, Betty.

— Com nojo?

— Cooper, eu sei que você não me quer nessa escola. É seu território já entendi.— ele diz segurando o meu cabelo no rabo de cavalo—  Eu nao quero ficar aqui, nessa escola cheia de patricinhas e atletas. Não quero viver neste clichê. Mas você vai ter que me aguentar por esse ano.

— Então não fique, — me aproximo beijo levemente seu pescoço e dou outro beijo ombro — é simples, não?

— Não, não é. Eu já pesquisei, o único jeito de eu sair daqui é sendo expulso. E eu não posso ser expulso, vai ficar na minha fixa e eu quero Dartmouth. Enfim, por que não passarmos esse ano se divertindo juntos.

— Dartmouth... Uau, pensa grande hein, Jones.

Ele leva as mãos para a minha cintura.

— Por favor não toque em mim. — peço e volto a me sentar na mesa.  —Não diga que me quer, pois eu não serei recíproca.

Ele solta o ar pela boca dramticamente e senta na minha frente de novo.

— Tá, mas não tem algum jeito de você encher uns pauzinhos para eu sair aqui ? Você não é filha do dono daqui? E não é a presidente estudantil? Todos atendem a alguém mais poderoso que Deus... Você.

— O único jeito de você sumir aqui, realmente, é sendo expulso, não tem outras escolas no Sul que não estejam lotadas. Nem no Norte também na verdade, todas  as escolas escolas públicas. A sua — faço aspas com as mãos — "bolsa de estudos" é pura sorte, e é porque não tem mesmo mais lugar para você estar, as outras já estão muito muito lotadas.

— Mas por que não acresentarem mais um ? Tipo, se já tá lotado por que não só mais um?

— Me falaram que é por suas boas notas e empenho em fazer as coisas e blah, blah, blah. Suas notas não devem ser tão boas assim.

— Apenas A's .

— Você só sairia daqui se alguém de dentro  "passasse pano" para você depois que você fosse expluso, Jones.

Ficamos em silêncio em alguns minutos.

— Anjo, quem melhor para me acobertar do que você?

— Ahn?

— Betty, se você concordar em fazer isso, você pode me ajudar a sair daqui, e sem problemas.

Encaro os olhos azuis do garoto.

— Vou pensar. — digo, pego meu livro o apertando contra o peito.

— Gostei de você. — Jones diz.

— Não, você não gosta de mim, você gosta de  me provocar.

  E saio da sala correndo.

「 (...)

Agora eu estou com Cheryl, nós estamos sentadas em uma mesa com alguns papéis, com uma prancheta e uma caneta. Nos papéis tem nomes de várias garotas que fizeram o teste ou que vão fazer.

Na nossa frente tem duas garotas, do segundo ano eu acho, elas estão fazendo o teste e eu já risquei o nome de uma delas. Na verdade eu nem estou prestando atenção, minha cabeça está com o Jones naquela sala. Eu quero que ele suma do meu mundo, pois só de saber a existência dele ele poluiu um pouco, mas por que eu ajudaria ele?

E daí que ele quer a Ivy League, eu também quero, poderia deixar ele se virar sozinho, porém ele provavelmente iria acabar ficando aqui mesmo.

No fundo do meus pensamentos toca, Harley Quinn.

— Então oque você acha, Betty? — Cheryl me pergunta e eu percebo que a ruiva já falou o que ela achou e eu nem prestei atenção. 

Olho apara a garota  com expectativas na minha frente, expectativas que de uma eu vou destruir. Mas é disso que se trata o ensino médio.

— Eu acho que apena uma de vocês duas vale a pena, — aponto para a garota — você pode esperar que vai ser considerada da minha parte. —  aponto para a outra — Agora você, querida, foi uma perda de tempo, meu precioso tempo foi gasto vendo você assassinar o ritmo. Bom, essa parte é a com menos problemas, mas você tentou emagrecer ? Não é que seu corpo seja ruim é que realmente não se encaixa no padrão líder de torcida de vai para as regionais como nós vamos. Acabei de ver você enterrar Harley Quinn.  Se Princess Nokia tivesse visto isso ela estaria chorando com a porcaria que você tornou a música dela. Nunca mais escutarei a música do mesmo jeito, vou escutar e lembrar de seus movimentos desleixados e imprecisos. Você pelo menos ensaiou? Se sim, ficou horrível. Da minha minha parte, não procure o seu nome naquele papel quando o teste acabar.

É só porque não depende só de mim, Cheryl é a capitã.

As garotas que ainda faltam, que assistiram em pé a apresentação delas esperando, falam entre si, com medo pela vez delas.

Olho para Cheryl que não tem nenhuma expressão mas concorda com os olhos.

— Pelo menos eu não destruo a alto estima das outras pessoas para me sentir melhor. — ela diz baixo.

— Oque disse meu amor ?

— Pelo menos eu não destruo a alto estima das outras pessoas para me sentir melhor com a minha ! — ela diz mais alto e as outras garotas olham aterrorizadas.

Faço uma cara falsa de choro depois sorrindo respondo:

— Ótimo para você, flor. — sorrio mais ainda — É uma pena que você se sinta tão ameaçada e insegura que ache que o meu comentário constitutivo seja um modo de tentar baixar sua alto estima, para aumentar a minha. É ridículo você pensar isso, e se eu precisasse rebaixar alguém, tenho certeza que não seria você.  Até porque você é In. sig. ni. fi. can. te.  Tente ano que vem.

— Próximas! — Cheryl grita com um sorriso e as meninas saem da nossa frente.

Por algum motivo, eu sinto um olhar diretamente em mim. Olho para as as garotas esperando sua vez e eu percebo que não são elas. Olho para trás nas arquibancadas e vejo, Jones, de cara fechada braços cruzados encostado na parede, quando ele percebe que eu estou o encarando da um sorriso mas depois volta ao normal.

Me viro para frente, meio abalada, com coração a mil.

— Podem começar. — Uma das garotas está quase paralisada olhando para um ponto fixo atrás de nós.

Eu e Cheryl, viramos vendo Jones parado fazendo nada apenas existindo, assim, atrapalhando.

— Jones, é melhor você sair daqui você está distraindo estas garotas com cérebros minúsculos, elas se distraem com besteira! Então é você pegar o seu charme e ir embora!

Olho para Cheryl e falo baixo o bastante para apenas ela escutar.

— Elas têm que aprender a não se distrairem, Cher.

Olhamos para Jughead, então Cheryl se levanta com um sorriso no rosto e anda até ele o puxando para perto, ela pega  uma cadeira e põe do meu lado e aponta para Jones se sentar, que se senta de bom grado.

— Escutem aqui vadias, vocês não conseguem ficar concentradas só por causa de um garoto?  Vocês acham que assim vão conseguir?

Cheryl fala duramente e senta do meu lado e eu fico entre ela e o moreno.

—Em um cenário hipotético — eu começo me levanto e ando até a garota morena que agora está constrangida —, Cheryl deu a oportunidade de você ficar no topo, você é uma flyer , então você está lá no topo. Então você se distraí ao ver centenas de par de olhos em você, sua mãe, seu pai, seus irmãos, e enfim — falo me aproximando dele e fico atrás dele e seguro seus ombros  sacudindo — um garoto bonito como o Jones e vários outros...

— Olhares curiosos, esperançosos, orgulhosos e invejosos, seus ombros tremem, seus joelhos tremem e então, em menos de um minutos você está no chão, o que você acha Betty ?

— O máximo um maxilar, uma mandíbula ou uma clavícula quebrada dependendo do jeito que você cair. — falo me sentando novamente.

— Se vocês acham que ser uma líder de torcida é apenas ser um objeto de desejo dos atletas vocês estão enganadas.

「 (...)

Cheryl está colando o papel com as pessoas que nos aceitamos e que tem um aviso que os treinos começam amanhã, e eu estou super cansada, porque eu e Cheryl acabamos de treinar, estou toda suada. 

— Eu acho que vou tomar uma ducha, no vestiário. — falo, para ela.

— Eu tenho que resolver umas coisas, então te encontro no Pop's.

— Ok.

Pego minha bolsa e o meu celular indo até o vestiário.

Coloco minha bolsa encima da pia, meu celular vibra e eu vejo que é Katy e eu a  ignoro mais uma vez.

Guardo o meu celular na bolsa e me encosto na pia abaixando a cabeça e finalmente podendo abandonar qualquer postura. Fecho os olhos enquanto massageio os nós nas minhas costas.

Escuto passos e então uma energia passa pelo meu corpo olho para o espelho e vejo Jones atrás de mim trancando o vestiário. Sorrio.

— Você  não tem nada de importate para fazer, tem?

Com um sorriso ele responde : — Não.

É incrível eu poder ter sentido a energia dele sem nem ao menos ter me tocado. Ele se aproxima em passos lentos, sinuoso.

Ele se aproxima de mim ficando atrás de mim é um arrepio toma conta do meu corpo.

Ele estende a mão para me tocar e eu quase peço que ela não faça isso por medo, medo do meu passado muito presente. Sinto medo de seu toque me trazer lembranças dolorosas e sofridas, sinto medo de que seu toque me desmonte e me faça chorar. Mas eu continuo de pé tentando parecer inabalada.

Então ele me toca, é como se o céu tivesse tocado a terra. Não acredito no divino mas isso deve ser o mais próximo. Não me trás dor, apenas a distância, não doi não me faz chorar, não trás lembranças ruins e e diferente se tudo que eu já senti. E é um simples toque.

Tento não parecer que estou chocada, que todas as coisas e sentimentos que passaram por mim não existiram mas eu tenho quase certeza que algo mudou em mim. Não tenho certeza do quê. Mas eu nunca serei a mesma.

Ele se aproxima colando minhas costas em seu peito, coloca as mãos envolta da minha cintura e eu suspiro ele passa a mão por minha garganta coberta. Ele me vira e me senta encima da pia e minhas pernas se cruzam altomaticamente em seu corpo o puxando para perto. Olho para baixo já que agora eu estou mais alta que ele.

— Eu vi oque você falou para a garota do teste. — ele diz me cortando do transe que é estar olhando nós seus olhos.

— Qual das garotas, Jones? — pergunto feliz porém me fazendo de desentendida, lembrando da cena me sinto a porra de uma lenda.

— Você sabe de qual eu estou falando. — responde, segurando meu rosto em suas mãos e me encarando. — Um olhar seu poderia matar. Eu quero te tocar, mas é melhor eu não tocar, preciso parar porque é perigoso, eu quero te beijar,— ele diz encarando a minha boca e passando o polegar por ela — eu quero te provar novamente, mas seus lábios são venenosos. Você é venenosa, radioativa. Estou em uma zona de perigo máximo.

Eu sorrio novamente, e eu me sinto a beira da insanidade.

—Muito obrigada, Forsythe.

O puxo mais para perto, entrelaçando minhas pernas ao seu redor. Seguro com firmeza o seu rosto, e passo o indicador pela sua mandibula desenhada, com perfeição, pelo seu queixo e passo pelo seus lábios.

Me inclino de olhos fechados.

— Eu aposto, — começo, falando próximo dele falando bem baixinho, roçando meus lábios nos dele a cada palavra, e me esfrego em seu corpo com o meu, fazendo movimentos repetitivos — que você adoraria  sentir o meu veneno de novo,  ou não é?

Com um sorriso mínimo me afasto para trás e abro os olhos. Encaro todo o rosto de Jones. Mandíbula travada e olhos escuros de desejo, me sinto realmente desejada.

Então ele me puxa com todo aquele desejo, ele toma os meus lábios e me puxa para perto passando as mãos por todos os lugares. Minhas mãos vão até o seus cabelos, passos os dedos pelos fios negros a melhor coisa que eu já fiz foi pegar aquela touca.

Na minha mente, ele me despe e eu o deixo totalmente nu, ele me toma em seus braços fortes me beija em todos os lugares e tenta me lembrar da noite da festa. Me come de várias maneiras, por horas. E não vai ser ruim e nem vai me fazer sentir culpada depois.  Mas um alarme soa em minha cabeça com luzes vermelhas.

Mas eu não me sinto bem, nos separo.

— Eu sabia. — falo e ele revira os olhos, então ele puxa a gola do meu vestido.

— Eu sou o cara não sou ? — ele fala e é a minha vez de revirar os olhos.

— Sai eu vou tomar banho.— falo descendo da pia.

Abro a porta do vestiário pronta para o jogar  Jugh para fora mas eu escuto passos de altos, Cheryl provavelmente. Fecho a porta.

O empurro em uma cabine e entro com ele ligando o chuveiro mas ficamos em um canto onde não nos molha e tampo a sua boca.

Escuto a porta se abrir os saltos de Cheryl baterem  contra o chão.

— Bee? — sua voz ecoa pelo vestiário inteiro.

— Oi Cher.

— Terminei de resolver as coisas, quer que eu te espere ?

— Não, — Eu respondo tentando não parecer desesperada — pode ir eu peço pro Asher vir me buscar.

— Ah, tá. Te vejo no Pop's.

— Tchau.

—Tchau.

Escuto os passos e depois a porta abrir e ser fechada. Espero mais alguns minutos até eu poder ter certeza que ela não está mais aqui.

Se ela descobrisse que Jughead está aqui seria um caos, e Cheryl adora tripudiar encima de qualquer caos.

Tiro a mão da boca de Jones e ele me puxa para perto segurando a minha cintura arqueando minhas costas.  Colocando a mão em minha nuca e rasgando a parte de cima do meu vestido.

Eu até ficaria com raiva dele mas agora não.

Ele beija em cada parte onde tem uma marca,  ele abaixa mais o meu vestido preto até o mesmo ficar enrolado em minhas pernas.

— Jones você sabe que eu não vou fazer sexo com você, sabe?

Ele balança a cabeça positivamente mas eu tenho certeza que ele não acredita.

— Ninguém falou de sexo, anjo, estou apenas te ajudando a tirar a roupa.

Ele sorri me deixando apenas de langerie. Eu me praguejo mentalmente por não estar com um langerie super sexy apenas um sutiã tipo corset rosa simples, e uma calcinha verde-água, é ridículo nem ao menos combina.

Bom você não sai de casa indo para escola planejando que alguém veja seu sutiã, eu pelo menos não.

— Então é aqui aonde você esconde as cores.  — ele diz entre meus lábios, pelo menos ele pareceu gostar.  Ele da um espaço apenas para segurar o pingente do colar entre meus seios. Assas de ouro um um B no meio.

Passo os dedos pelos seus fios e puxo bem da raiz.

—Pegar sua touca foi uma das melhores coisas que eu já fiz. — falo e solto um grito quando eu sou prensada contra a parede com mais força,  Jughead me levanta e eu enrolo as pernas ao seu redor instintivamente. — Você nunca mais vai a vê-la.

Tiro sua blusa e penduro na divisória da cabine para não molhar.

— Tem algum outro lugar onde eu te marquei?

Levo uma de suas mãos até o meu quadril e depois na parte interna na minha coxa.

— Diz. — ele pede — Diz eu prometo que não conto para ninguém que você disse.

— Mas você vai  saber. — rebato. E por mais que nós não nos conhessamos, a opinião dele  a única que eu me importo, estranhamente.

Ele beija o meu pescoço e minha mente em um momento não funciona. Apenas gira ao redor de Jughead. Sentindo o seu cheiro, axficiando minhas células cerebrais.

— Diga — ele pede com sua voz rouca e me sinto ficar mais excitada.

— Eu morreria antes de te dar uma resposta concreta no momento. — falo ofegante.

E ele tira os lábios da minha pele.

— Você é o cara. — digo beliscano o braço dele antes que nos beijarmos novamente.

As sirene e luzes voltam quando  eu sinto sua ereção contra a minha barriga, e minhas  mãos  passeam pelo corpo definido dele e param na braguilha de sua calça. Abro mas  não consigo.

— Para, eu não posso. — falo tirando a mão de lá e descruzando as pernas do seu redor e me firmando no chão— Desculpa, eu não posso. — sinto meu rosto queimar e meus olhos arderem — É melhor você sair daqui, Jones.

Não consigo olhar no seu rosto para ver qualquer reação apenas olho para os meus  louis vuitton ensopados, e cubro o meu corpo com os braços me sentindo vulnerável. Ele sai de perto de mim,  sinto o seu calor ir embora e então ele sai da cabine e pega sua blusa.

Não escuto seus passos ou o abrir e bater da porta, pois o meu choro não permite. Tiro as peças que me restam e coloco nos penduradores. Pego o meu vestido do chão faço o mesmo, me viro ficando de frente para o registro.

Passo as mãos pelo meu cabelo e tento parar sentir os beijos de Jughead , o seu gosto, suas mãos, seu cheiro, sua respiração, seu toque, seu olhar. Seu tudo.

「 (...)

Mordo os meus lábios, e olho para um ponto fixo apenas ponderando o quanto eu sou idiota.

Cheryl e Kevin não param de conversar sobre uma das garotas que chegou na escola.  Estou distraída em meus pensamentos em quanto de vez em quando eu tomo um gole ou outro do meu milkshake. Estou calada, e destruída por dentro mas ninguém nunca percebe.

Cheryl e Kev apenas acham que eu mudei, que agora eu prefiro escutar do que falar, pensam que eu estou estudando-os. Mas isso não é totalmente verdade.

Apenas finjo um sorriso em resposta, parece convincente o bastante. Até porque ninguém fala mais nada.

— Bom, está na hora de eu voltar para a minha residência para eu não ser mandado para a Suécia ou para Conneticut. — Kevin diz pagando a parte dele, se despedindo e indo embora.

— Eu também tenho que ir, Bee. — diz Cheryl— te vejo amanhã.

Não movo um músculo então ela se despede decepcionada e vai embora.

Posso dizer com todas as letras, a vida é uma bosta.

Meu celular toca, nem me encomodo de ver se é Katy já que eu tenho certeza que é ela. Pisco e sinto vontade de batizar esse milkshake com algo super forte.

Pago também a minha parte deixando a gorjeta generosa para a garçonete com cara de bunda que nós atendeu a mesma que ficou  esperando eu agradece-la outro dia.

E pego um café preto e puro. Ando até o Ranger Rover preto, Asher abre a porta para mim e me oferece um sorriso. Eu sorrio de volta entrego o café para ele, que agradece e entro no carro.

Me acomodo no banco e espero o caminho para o meu inferno particular. Olho através do vidro a vida das outras pessoas. Como as os lugares parecem vivos.

Avisto o campo de trigo da cidade e me vejo correndo nele descalça em direção ao por do sol, livre, sem as correntes invisíveis que me prendem. Mas na realidade eu estou aqui no carro indo direto para casa.

Eu realmente odeio a escola, a única coisa que fale a pena é ser popular, eu lutei pelo meu lugar na hierarquia, na cadeia alimentar.  Foi um banho de sangue mas estou no topo pelo menos, onde eu posso apreciar a vista. Mas em casa eu prefiro estar na escola do que lá.

Hal, sempre me achou um joguinho para jogar, um brinquedo para se usar e depois deixar na merda.

Pelo menos na maioria das vezes ele está viajando, não sei, talvez para a puta que pariu. Mas um dia ele sempre volta. Minha mãe não é a mesma, ela não é mais nem a metade da mulher que ela já foi. E a ver delirando me machuca. E meus irmãos me odeiam.

Entro em casa, e encontro minha mãe sentada no sofá, fazendo crochê ou tricotando, não sei.

— Oi mãe.

— Oi Elizabeth. — ela responde feliz, parece bem.

Me sento em seus pés enquanto ela continua.

— Oque está fazendo ?

— Roupinhas de bebê. — meu coração se aperta no peito e eu fico sem ar, ela percebe minha reação — Não não bobinha, para Polly. — ela fala e eu me tranquilizo.

— Polly não tem bebês.

— Eu sonhei que Polly estava grávida, sabe? Ela e Jason, Penélope, Cheryl, Archie, você, Kevin, e seu pai e eu estávamos em uma festa e Polly dava a notícia, então eu acordei.  Sei que é besteira fazer roupinhas para ela, nem sei se ela está grávida mas eu senti muita vontade fazer e se um dia ele tiverem eu vou dar.

Fala me mostrando uma roupinha que ela está fazendo. E aponta para outra pilha enorme que ela já fez, tudo em  cinza, branco e tons claros de rosa, azul e amarelo.

— Um dia pode ser até para você, Lizzie.

— O mundo está conspirando para você se tornar a avó do crochê.

— É tricô, Betty.

Não respondo, mas  me levanto e eu um beijo no topo de sua cabeça e subo as escadas.

Troco de roupa colocando uma calça e um top de exercício e uma regata.

Desço as escadas, minha mãe está tão concentrada nas roupinhas que não vou até ela para a distrair.

Saio de casa e corro até a floresta Fox, são 10 quilômetros, todo os dias essa é o meu treino. Ao total 20 quilômetros. Nesse momento eu penso que eu posso simplesmente correr, para longe e nunca mais, mas como eu sou fraca  eu desisto dessa hipótese.

Tento regular a minha respiração, escuto meus pés baterem no chão com força então eu tento controlar isso também, o ideal é que quando eu pise no chão o barulho seja mínimo.

Quando eu percebo já estou nas margens do rio Sweet Water, passo minha mão em minha testa secando o pouco de suor.

Olho ao meu redor e vejo que não tem ninguém ao redor então começo a tirar minha roupa, fico totalmente nua então entro no lago.

Eu sou quase maníaca por limpeza, talvez seja por que eu tenho sempre a sensação de estar suja. De ser impura.

Esfrego meus braços e passo água pelo meu cabelo, lavo meu rosto. Passo mais um tempo no lago antes de sair.

Começo a me vestir, amarro meu cabelo no topo da minha cabeça e me sento em uma pedra, respirando fundo. Só percebo que estou chorando quando meu corpo se convulsiona com os meus soluços.

Ao poucos as lágrimas acabam, até eu não ter mais lágrimas para chorar no momento. Obverso o fluxo do rio, enquanto seco minhas lágrimas.

Escuto um barulho como de passos, olho em direção do mesmo vendo a única pessoa que eu não esperava, parece que o mundo não está cansado de me ferrar.

— Oi Anjo. — ele diz pegando um pacote do Pop's e vindo na minha direção.

Ignoro ele vejo ele sentar do meu lado e me oferecer uma batatinhas fritas.

— O que você está fazendo aqui? Você está me seguindo ? — pergunto e ele parece ficar ofendido.

— Você e seu super ego acham isso né? — olho para ele com uma cara de paisagem.

— Tudo bem, já estava indo mesmo. — falo me levantando da pedra.

—  Você  estava chorando ? —ele pergunta me pegando de surpresa.

— Não, por que você acha isso ?

— Você está com as maçãs do rosto vermelhas, e seus grandes e expessos cílios estão molhados, ah, e seus olhos estão vermelhos.

— Eu estava treinado o esforço me faz ficar vermelha. — respondo tentando ser o mais factual que eu consigo.

— E os olhos vermelhos?

— Fumaça...— respondo. E percebo que não tem daonde ter vindo fumaça — Do cigarro que eu fumei..

Eu ao menos fumo.

Ele faz um barulho com a boca — Corta essa, eu já consegui descobrir quando você está mentindo.

— E oque me entregou? — falo com deboche.

— Seu nariz da uma leve tremidinha.

— Então eu sou a versão feminina do Pinóquio? — pergunto com uma sobrancelha levantada e ele ascende antes de levar uma batata frita a boca o que me lembra  e que eu estou morrendo de fome.

— Se você quer se chamar assim, tudo bem.

Me sento novamente ao seu lado.

— Porque você estava chorando? — ele pergunta.

— Poxa, Jones, cuida da sua vida. — falo e ele me entrega uma batata frita e enfio na boca dele.

— Então oque você estava fazendo aqui? — ele pergunta e então me oferece um milkshake, que por educação eu aceito e dou um pequeno gole.

— Oque você está fazendo aqui? — falo sobressaltando — Apenas loucos vêem aqui. — ele me olha perguntado "Você é louca?" e com outro olhar eu respondo "sim"

— Tecnicamente você está no meu lado da cidade. — ele diz mordendo o hambúrguer dele e arqueando uma sobrancelha e eu reviro os olhos, é então olho para sua jaqueta dos serpentes.

—  Obrigada, próxima. — falo e dou outro pequeno gole do milkshake.

Por uns minutos ficamos em silêncio observando o fluxo do rio.

— Porque você finge? — pergunta ele sem olhar para mim, e me oferece mais uma batatinha que dessa vez eu mordo só a pontinha.

— O que eu fingo, Jones? —pergunto me fazendo de desentendida.

— Você finge ser passivo-agressiva com as garotas. Também fica mostrando sorrisos falsos a todos, porque?

Eu me encolho mas não deixo ele perceber.

— Não sei do que você está falando.

— É por causa do time ?

Não respondo. É claro que ele já sabe de tudo.

Continuamos para um ponto fixo, entrego o milkshake para ele que bebe e me devolve. Um vento passa e me faz tremer já que eu estou com a pele molhada.  Jones olha para mim.

— É burrice dar um mergulho em um frio desse, Betty. — ele diz.

—Não me diga.

Ele apoia o lanche na pedra e começa tirar sua jaqueta, pra me entregar.

— Não precisa, você vai ficar com frio. — falo mas ele não para.

— Tudo bem. — ele diz e coloca a jaqueta encima dos meus ombros e então eu percebo que ele está com um suéter, grosso cinza que não vai o deixar com frio.

— Obrigada. — falo e encarro seu rosto. — Porque você é tão legal comigo mesmo, quando eu sou babaca com você?

— Eu também não sei. — ele responde dando de ombros — talvez porque você não seja uma babaca de verdade.

— Engano seu. — respondo.

— Talvez seja mesmo. — ele diz e os seus olhos me queimam como o inferno.— Mas eu prefiro acreditar que não.

Desvio os olhos dos seus pois é muito intenso.

— Ei, você já pensou sobre?

— Sobre oque?

— Sobre me tirar da sua escola ? — ele fala dando ênfase em sua.

— Em que mundo isso daria certo, Jones ? Eu simplesmente acobertaria as coisas que você faz de errado? Entre nós dois sabemos o porquê de eu te ajudar. Mas para as outras pessoas? Ficaria estranho.

— Você poderia fingir ser minha namorada.

Eu me engasgo com a minha própria saliva.

— Muito engraçado, Jones. Muito engraçado...

— Não Cooper, pensa comigo; eu faço merda você limpa a minha barra e se alguém perguntar o porquê  é por que você está apaixonada por mim.  Depois eu mudo de escola e então nunca mais se vemos, simples.

Essa parte do "então nunca mais se vemos" faz algo se mexer dentro se mim. Mas no final das contas o plano é simples porém é bom.

— Nós poderíamos fazer isso dar certo, se nós tentassemos. — falo baixinho puxando a jaqueta contra o meu corpo.

— Está nas suas mãos, vamos tentar ?

Respiro pensando nas possibilidades e no benefício.

— Claro. — respondo.

— Sério? — ele pergunta tirando meu cabelo do rosto, eu balanço a cabeça positivamente.

— O plano é tão ruim que você não acreditou que eu aceitei para participar né.

— Pode dar certo.

— Vai dar certo, Jones. — respondo acrescentando mentalmente: tem que dar. A escola o único lugar na minha vida que  tudo está na palma da minha mão, não vou deixar Jones estragar.

— Para começar a dar certo você tem que parar de me chamar de Jones.

— E te chamar se quê? Hobo?

— Que tal pelo meu nome? Sabe, começa com 'Jug' e termina com 'Head'.

— Ah sei, Cabeça de jarro. —  falo debochando.

— Claro, anjo. — Ele me chama de anjo mesmo sabendo que eu não gosto.

— Você me chamou de anjo ? — pergunto cerrando os olhos.

— E se eu chamei? — ele pergunta também cerrando os olhos e dando uma mordida no Hamburger.

— Não gostei. —  falo mordendo a batatinha.

— Você continua sendo anjo. — ele responde dando de ombros, e olhando para o chão, ele da última mordida que acaba com tudo. Seguro um sorriso, e entrego o copo para ele

—Bom, Lucifer também era um anjo, e todos nós conhecemos sua história triste. — digo

— Assim sendo,  qual é a sua história triste? — ele pergunta — É, hum, sabe, para nós nos conhecermos mais. Agora nós somos falsos namorados. Caso alguém pergunte.

— Eu não tenho história triste, quer dizer, eu sou a garotinha perfeita. — falo com um tom meio amargo.

— Vou contar a minha primeiro depois você conta a sua. — ele fala. — Quando eu tinha 6 anos meus pais biológicos morreram em um acidente de carro, eu passei um  ano em um orfanato até que eu fugi.  Eu passei dois anos morando na rua.

— Sinto muito. — digo com um aperto no coração, Meu Deus, eu reclamo por muito pouca coisa.

— Não, — Ele fala me reconfortando. — em algumas partes até que era legal. Eu roubei um carrinho no supermercado e eu andava com ele por aí. Só que um dia eu achei FP Jones. O meu pai. — Eu já ouvi muito sobre o F.P Jones parece que ele é o rei da gangue Serperntes — Ele me acolheu, — ele sorri contando e eu sorrio também. — depois ele me adotou.

Com lágrimas nos olhos eu viro o rosto para ele não me ver chorar. Eu reclamo por muita pouca coisa, mal posso imaginar o que Jughead passou e eu apenas uma coisa me acontece e eu fico reclamando, não é nada comparado aos problemas dele.

— Você lembra?— pergunto fungando, e Jughead me olha como quem não entendeu — Dos seus pais?

— Não muito, eu lembro de momentos, tipo, meu pai deixava ter qualquer coisa, desde que eu o convencesse a me dar. Minha mãe cantava para mim antes de dormir, e eu acho que eu também tinha duas irmãs. Mas eu não lembro os rostos deles.

—Sinto muito. — Digo secando as lágrimas que continuam a cair. — Isso faz que me sinta fraca, e mesquinha. Porque meus traumas são tão menores que os seus.

— Não fala assim Betty, não  é besteira. — diz arrumando a jaqueta ao meu redor, e me olhando de um jeito consolador —  Me conta.

— Eu nunca fui desejada. Em casa eu sou a filha menos preferida,  filha que apenas nasceu para salvar a filha da vida da principal, Polly, que tinha leucemia, ja que o nosso irmão mais velho, Charles, não tinha o bastante para ajudar. Se minha irmã precisasse de um fígado agora por exemplo, eu seria obrigada a dar o meu, segundo o meu pai. Minha mãe me amava antes, eu acho de verdade. Mas à 2 anos atrás ela descobriu que estava grávida, era um pequeno milagrezinho, um bebê de uma gestação depois dos 40, a gravidez era de risco por causa da idade e da ansiedade e depressão da minha mãe. Porquê como todas as esposas de milionários ela tem algum disturbio mental, minha mãe tinha. Nessa mesma época eu estava passando por uma fase muito difícil eu já tinha tentado me suicidar 2 vezes.  15 anos é a idade da merda, você é um merda que faz merda.  Agora eu sei que era besteira de adolescente. Bom, enfim eu decidir sumir por duas semanas. Passeei ela Califórnia e New York e torrei bastante dinheiro do meu pai, fui em festas. — estremeço —  Na última festa que eu fui, eu quase fui estuprada.

A mão forte de Jughead segura a minha mão.

— Sinto muito, mesmo, Betty.

— Tudo bem — falo como se não fosse nada, na verdade não é nada mesmo. — Então eu decidi voltar, quando eu voltei minha mãe estava péssima e logo ela tinha entrado em trabalho de parto. Enfim, ela perdeu o bebêzinho, por minha culpa, sabe? Por causa do estresse que eu causei a ela. Era horrível pisar na minha casa, pois meus irmãos e meu pai me olhavam como se a culpa fosse minha, tipo, eu sabia que era mas eles não precisavam ficar me lembrando.

" Minha mãe não me julgava. Depois de um tempo nos percebemos que tinha algo de errado com ela, pesadelos, acordar de madrugada procurando pelo bebêzinho ou pensando que estava na noite em que eu sumi, e toda a preocupação que eu a fiz passar.  Nós a levamos ela para vários exames em New York e nós descobrimos que de alguma forma sua anciedade evoluiu a psicose. E é por isso que toda vez que ela me liga eu abandono tudo e vou ao seu encontro porque eu sei que ela pode achar que eu fugi, que o bebê que morreu, sumiu. Tem dias que ela está bem e dias que não. Mas tem uma coisa que ela sempre repete: ' Minha mente faz coisas que eu não entendo'. Se eu pudesse voltar atrás com certeza eu a colocaria a minha frente e pensaria duas mil vezes antes de correr para Los Angeles ficar chapada.''

Ele não diz nada oque me deixa anciosa.

— Nem sei porque eu estou te contando isso, que bosta. — resmungo.

Jughead não diz nada, apenas seca as minhas lágrima e me abraça de lado, e eu agradeço pois era isso que eu precisava.


「 (...)

Jones acaba me convencendo depois de um tempo a me levar de moto para casa. Eu vou de bom grado disfarçado de raiva dizendo que ele estragou o meu treino.

Mas como uma cachorrinha atrás do dono eu corro para moto, aproveitando a oportunidade de Jughead ficar entre minhas pernas.

É incrível o poder da perspectiva, pois eu já fiz esse caminho dezenas de vezes, mas ele nunca foi tão feliz quando agora.

Imploro pra Jughead ir por trás da casa pois entrarei pela a parte de trás e assim ele faz.  Me seguro para solta-lo na hora de descer, e entrego o seu capacete.

— Obrigada, Jughead. — falo fazendo menção de o chama-lo pelo nome.

— Obrigada, namorada. — ele diz e eu rio, antes de agradecer mais uma vez

— Sabe, esse nosso negócio... sem sexo... tudo bem?

— Betty, você é uma daquelas garotas que  não precisamos ver nua porque seu rosto faz tudo por si. — ele diz me fazendo arregalar os olhos e sentir o rubor subir o meu pescoço. — Contanto que eu possa te ver eu fico feliz.

— Apesar de ser a coisa mais gentil que alguém disse para mim. — Falo isso e sua expressão se fecha, bem pouco, quase imperceptível, mas por algum motivo nao passou despercebido por mim — Você deve falar isso para todas, não é?

— Claro que não, eu não sou de ficar disparando poesias. — o encaro com a sobrancelha levantada —E tenho criatividade. — ele diz com um sorriso brincando os lábios. 

Reviro os olhos.

— Eu já te odeio, Jughead. — Digo antes de entrar para dentro de casa. Corro pro meu quarto, e me jogo na cama depois de trocar de roupa.

E depois de vários anos eu caio rápidamente no sono, sem remédios e álcool, e não acordo em meio de pesadelos por que  antes de cair no sono eu estava pensando nele, e no sonho, sonhava com ele.

Algo me balança de um lado para outro na minha cama. É assim que eu acordo, um arrepio gélido através o meu corpo inteiro. Me sento de sobressalto antes mesmo de minha visão se estabilizar, me preparando para implorar ou correr.

Ao meu lado vejo seu cabelos escuros altura dos ombros. Vestindo uma camisola, com sua marca registrada, corações.

Então ela vem para cima de mim, e minhas mãos vão a sua cintura, parecida com a de uma pin-up. Seus lábios batem nos meus e sua língua desliza por minha boca. 

—Katy, oque você está fazendo? — consigo perguntar quando ela monta encima de mim e segura os meus braços contra a cama.

Ela não responde, mas começa a tirar minha blusa me deixando nua exeto por uma calcinha.  E então tirando a camisola ficando totalmente nua.  Suas maos vão até meus seios e sua boca também, depois até minha calcinha puxando para baixo mas eu a impeço, me rendendo um olhar severo.

— Eu vim te visitar, Betty. Não está feliz? — pergunta bufando e saindo de cima de mim se jogando ao meu lado na cama enorme.

Não respondo tentando processar oque diabos está acontecendo.

— Você não estava atendendo e eu precisava falar com você.

Balanço a cabeça positivamente, sinal para ela continuar.

— Sabe essa é uma das coisas que eu odeio em você, você nunca conversa comigo. Mas enfim, eu estou noiva.

Eu automaticamente me sento.

— E nós iamos transar agora! — falo exasperada e me cubro com os braços.

— Que engraçado, Betty. Qualquer pessoa normal iria perguntar com quem a namorada acabou de ficar noiva mas você não é normal não é?

— Você ia me contar depois de você ter tido um orgasmo?

— Como se nós fossemos chegar lá, nós nunca transamos! É a única coisa que você precisava fazer por mim, mas não faz.

Me levanto procurando minha blusa.

— Você não vai nem perguntar?De quem eu estou noiva?

— Você é óbvia, com certeza aquele pobretão do Brooklyn te pediu em casamento e você aceitou. Qual é o nome dele mesmo? K.O. ? Ele deve ter um pau enorme, ou parente rico para você casar com ele, porque você é uma víbora gananciosa. Mas coitado del porque ele é mais burro de que o Sid da Era do gelo.

Ela se senta na cama com um sorriso e eu visto a minha blusa.

— Eu estou noiva do Guy LaMontagne.

— Isso é impossível, Keene. Não minta, um estilista famoso e bonito iria casar com você? Uma apnista social.

— Bom, você deveria saber que ele está trabalhando na Lacy's.  E bom, foi amor a primeira vista. 

— Tá bom, apenas vá embora, rainha da sucata. Volte para o cortiço aonde você está morando em Nova York. 

Falo e entro no banheiro.

Bom, pelo lado bom eu me livrei dela e posso me concentrar em tirar Jughead da minha escola. 

Notas Finais


Hey now!

Desculpem os erros de gramática e a demora também.

Como vocês perceberam todo começo de capítulo tem uma palavra entre aspas, e é uma música que tem a ver com a história, acho que no final eu vou fazer um playlist no Spotfy ou no Youtube oque vcs acham?

Vácuo = Barata/aranha entrar no 🆒️ de vcs á noite.


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