História Your Smell of Blackberry - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Babygirl, Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Regina Mills, Sugar Mommy, Swanqueen
Visualizações 334
Palavras 1.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - BlackAmbar


Sentados em volta da mesa ampla da sala envidraçada do décimo oitavo andar, homens engravatados permaneciam em silêncio enquanto slides eram passados no projetor. A frente dele, de pé, Killian Jones apresentava o gráfico mensal de ganhos e perdas.

Sentado na ponta ao lado esquerdo da mesa, Henry Mills mantinha mais do que um semblante concentrado. O senhor de sessenta anos, diretor de um das filiais de Manhattan e também melhor amigo do dono daquele império, acariciava a barba rala com a mão esquerda. Ao seu lado, a diretora de marketing Emma Swan se atentava manter a concentração na tabela que seu colega de trabalho agora estava exibindo.

A loira extremamente charmosa sob um fino terno preto, chamava a atenção de muitos homens e mulheres por onde passava, apesar do humor negro e seus gostos peculiares, Emma não era uma mulher que conseguia permanecer com uma mesma pessoa por mais de um mês. Na idade do sucesso, Swan não tinha maiores responsabilidades que não fosse o seu trabalho.

Ela revirou os olhos quando o consultor empresarial sr. d'Lockley chamou a atenção para si, interrompendo Killian.

— Sr. Mills não acha que devemos contratar um backoffice? — perguntou ignorando os suspiros impacientes a sua volta. A reunião já estava se estendendo por mais tempo do que necessário. — Soube por terceiros que está sendo um grande sucesso em outras empresas do mesmo ramo que está.

O velho cruzou as mãos sobre a mesa, arqueado a sobrancelha.

— Falamos isso na reunião anterior e em todas as outras. E novamente te digo! — abrandou. — Já temos um excelente time aqui sr. d’Locksley, e sabemos lidar com uma possível crise caso ainda não soubera. 

Robin se calou e como consequência de sua interrupção, sons de risos abafados ocuparam a sala.

Robin d’Locksley era um homem de beleza excêntrica, porém altamente ambicioso. Trabalhava na empresa BlackAmbar à dois anos por sugestão de Cora, ex-mulher do diretor.

— Certamente você não esteve aqui na crise de dois mil e doze. — comentou Swan, enquanto girava uma caneta entre os dedos. — Chegamos no nível vermelho, extremamente crítico. Marcamos uma reunião extraordinário com o sr. Gold, foram precisos quatro meses para os gráficos subirem novamente. E ainda etamos aqui de pé, não estamos? O que significa que não precisamos de backoffice para isso acontecer.

Henry deu duas batidinhas em seu ombro, sorrindo orgulhoso. Emma era uma funcionária vista como baú de tesouros para qualquer empresário, e ele se sentia mais do que sortudo por ter ela justamente na sua. Assim, ao terminar de ouvir o curto discurso da loira, o diretor se levantou dando fim a reunião.

[...]

Emma recostou-se na confortável cadeira de couro cor creme de sua sala de trabalho. Fechou os olhos, demorando-se alguns minutos ali apenas para descansar o pouco que conseguia para logo em seguida ser interrompida por três batidas na porta.

— Entre! — gritou.

Pela fresta que ia se abrindo, revelando a figura de seu colega Jones, vestido por uma camisa branca de botões e gravata borboleta preta, junto a um suspensório da mesma cor, ela se ajeitou na cadeira e sorriu ainda com os olhos fechados pois poderia sentir de longe o perfume amadeirado do homem, sua marca registrada. 

— Como você consegue ser uma vadia e ainda emocionar o chefe com aquele discurso de cinco palavras? — perguntou em um tom brincalhão. 

Emma riu brevemente, abrindo os olhos para ver o homem já sentado na poltrona em sua frente.

— Não disse nada demais. — debochou. — Mas sinceramente? Já não estou suportando mais essa ideia estúpida de Robin em contratar um backoffice.

— Está dizendo isso por medo de perder seu emprego?

Ela arqueou a sobrancelha.

— Você acha mesmo que depois de tantos anos servindo essa empresa. Estando cem por cento dentro das perdas e conquistas da BA. Sendo o braço direito de Henry, que eles irão me demitir por outra pessoa com um cargo que surgiu agora? — perguntou retórica. — Killian sou imune a qualquer tipo de ameaça.

— Ok, não está mais aqui em falou. — ergueu as mãos em rendimento.

 Emma não tinha ambições, mas não negava sua egolatria. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, imersos em seus próprios pensamentos. Os de Swan não estavam tão ligados quanto os do colega, apesar de que ela se sentia extremamente exausta psicologicamente. Sua vida passou a ser muito monótona e de repente ela se sentiu desanimada para fazer qualquer coisa.

— Às vezes eu queria saber o que se passa nessa sua cabeça maquiavélica. — comentou Killian subitamente.

— Para a surpresa de todos, inclusive minha, não há o que saber. — bufou. — Um grande nada.

— E Rose?

— Rose? — perguntou confusa.

— Sua namorada. Aquela que você levou na última comemoração da empresa.

Emma fez um bico.

— Não estamos mais juntas à um bom tempo.

— Ah! Então... ela está livre?

Arqueado a sobrancelha, Emma poderia dizer exatamente ao contrário do que o colega queria ouvir, afinal naquela mesma festa de comemoração ela rapidamente reconheceu o quanto Killian havia se interessado em sua ex-companheira. Apesar disso, ele nunca ousou desrespeita-las, era como um certo tipo de acordo entre ambos.

— Sim, e me contou que te achou uma graça. — riu, e Jones corou. — Não fique assim, te passo o número dela mais tarde.

— De vez em quando eu tenho vontade de te dar um pelo chute no traseiro de tanto que te adoro.

A conversa entre eles permaneceu de forma moderada, visto que o horário de almoço estava apenas iniciando. Emma pediu para sua assistente que levasse duas porções de salada fria e salmão para o seu escritório, estava evitando sair da sala pelo vento frio que fazia lá fora.

— Soube que as filhas do chefe estão de volta na cidade. — disse Jones, limpando a boca com o guardanapo depois que deu sua última garfada. — Devem ser ainda duas menininhas.

Emma terminou de mastigar para sem seguida responder:

— Lembro da última vez que vi a mais velha, não me lembro o nome. Tinha cabelos pretos, aparentemente uns onze anos. — a mente de Swan viajou, tentando lembrar da fisionomia das duas garotas. — A outra era uma peste, nunca havia visto uma criança tão caótica quanto ela.

Killian riu.

— O fato é que elas estaram aqui na cidade e sabe como o sr. Mills é com a família.

Ela fez careta, e a conversa foi interrompida pelo toque do telefone sobre a mesa que Emma prontamente atendeu.

— Sim? — disse assim que escutou a voz da recepcionista do outro lado da linha.

— Srta. Swan desculpe por incomodar mais tem um pacote que chegou aqui na recepção, é para a srta.

Emma praguejou.

— Então mande alguém trazer, oras!

— O problema é que todos estão muito ocupados, eu já pedi para a sua assistente mais ela ainda não voltou do almoço.

Bufando Swan desligou o telefone, porém não antes de informar que em menos de um minuto desceria para buscar o tal pacote.

— Essa é a minha deixa. — Jones saiu da sala, acompanhando a colega até o elevador e de lá os dois se despediram, cada um indo para uma direção.

Os números decaiam a cada andar em que passava, Emma não se importava se sua sala fosse no último andar ou no primeiro, ela apenas queria ter paciência o suficiente para aquela maldita caixa enorme de ferro ir um pouco mais rápido.

Ao abrir as portas, algumas pessoas saiam e outras entravam. Emma chegou a recepção e de longe pode avistar a caixa mediana na mesa da senhora Lucas, a recepcionista de mais de meia-idade que a loira conhecera desde que pois pela primeira vez seus pés ali.

Ela caminhou lentamente até a mesa, pousando seu braço direito sobre assim que a alcançou. A senhora Lucas a mediu com o olhar, parando na gravata levemente desajeitada.

— Você precisa logo de uma boa esposa. — apontou a velha. —... ou um espelho.

A loira olhou para si próprio, parando na gravata e a mesma a arrumou.

— Está melhor? — perguntou, e a Lucas sorriu assentindo.

— Aqui está sua caixa, e não me pergunte quem a deixou pois foi entregue por um rapaz simpático dos correios.

Emma pegou a mercadoria, que não pesava muito apesar do tamanho. Ela balançou, mas provavelmente o isopor impediu que o que estivesse ali saísse do lugar.

— Tem certeza que não é uma bomba? É melhor abrir logo para conferir. — a senhora parecia tão curiosa quanto Swan.

Então a diretora deu de ombros pronta para abrir o pacote quando de repente surgi ao seu lado uma garota ofegante, recostando no balcão. A senhora Lucas pulou no lugar com o susto que havia levado, e Emma se irritou.

A garota parecia bem animada, apesar de ofegar pela boca. Usava uma calça jeans clara e apertada, sapatos brancos e uma jaqueta rose por cima da camiseta branca com o desenho de botões de rosas.

Emma olhou para baixo, visto que a morena era um pouco mais baixa. Mechas de cabelo caiam em seu rosto, e Swan não pode negar que o toque sutil de vermelho-rosa em suas bochechas era tão doce, o que tornava todo o resto delicado demais.

— Que isso menina! — gritou a senhora, fazendo a morena encara-la e encolher os ombros.

— Me desculpe. — pediu, e Emma pela primeira vez achou que um tom de voz poderia ser tão suave quanto vinho. Mas também tão saboroso de ouvir. — Eu estou com a minha irmã, ela está estacionando o carro.

— E quem é a sua irmã? Você está perdida ou...? — continuou Lucas.

— Não, não! Eu e minha irmã Mary estamos indo para o escritório do meu pai.

Emma estranhamente interessada naquela troca de perguntas e respostas, rapidamente questionou:

— E quem é o seu pai?

A morena a fitou de cima a baixo antes de responder, um tanto intimidade por aquela loira alta em seu terno escuro.

— Henry Mills, eu sou a filha dele.


Notas Finais


espero que gostem, bjs


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