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História Your teeth against my heart - Capítulo 3


Escrita por: e kuromisw


Notas do Autor


oie gal
aqui é lizzy (@devotchkka)
postando cap rápido, gostaro?
acho q esse cap é importante pra estabelecer o "tom" que a fanfic vai ter a partir de agr
sim eu era fã de crepúsculo na pré adolescencia como advinhou?
enfim, boa leitura!!!

Capítulo 3 - . do you mind if i ask you something?


Fanfic / Fanfiction Your teeth against my heart - Capítulo 3 - . do you mind if i ask you something?

 Rodrigo não precisava dormir, mas ele gostava. Pelo menos quando sentia que queria não ter que pensar em nada, deitava-se em sua cama e dormia por muito tempo. Fazia ele se sentir humano, quase.

Mas até os vampiros têm insônia, ele descobrira. 

Não conseguia pregar o olho, por mais que quisesse fingir que nada estava acontecendo. Deitava e olhava para o teto, a cabeça rodando e cheia de pensamentos, explodindo de ansiedade e “serás”, sem dar um minuto de calma a ele.

  Tudo graças aquela proposta.  

Não sabia onde estava com a cabeça quando aquele sim saiu da sua boca. Foi um ato de desespero, o ato de desespero mais estúpido que já cometera. Fingir um namoro com seu melhor amigo de uma década? No que ele estava pensando?

Mas Ycaro parecia genuinamente disposto a ir em frente com aquilo se fosse pelo bem de Saiko.  E se Ycaro estava disposto, ele poderia também, certo? Certo?

  Era o que ele veria.

 Um silêncio desconfortável pesou na call. Na tela do computador, um Ycaro sério e calado observava um Rodrigo sério e calado do outro lado. 

  “Então...”, Ycaro foi o primeiro a quebrar a quietude.

  “Então...”, Saiko suspirou e passou as mãos pelo rosto. “Tu realmente quer fazer isso?”

  “Quero. Eu quero te ajudar.”

  “Certo.”

  “Então, é... como se finge um namoro?”

  Saiko deu uma risadinha.

  “Ué... tipo, a gente faz o que namorados fazem? Só que só na internet..?”

  “É. Vai ser fácil, eu acho. Tipo, a gente já age como namorados mesmo.”

  Rodrigo fez uma careta. 

 “Tu não tá ajudando, Ycaro.”

  O humano riu.

  “A gente vive um na casa do outro e se fala todo dia, e a gente já posta sobre isso. Só temos que nos referir um ao outro como namorado agora”, ele falou, esclarecendo-se, o rosto levemente corado.

  Rodrigo suspirou.

  “É, tá, pode ser. A gente não vai ter que se beijar não, né?”

 “Não, credo! Eca”, Ycaro respondeu rindo, “sem ofensas, Saiko, mas eu prefiro a morte.”

  “É, eu também, se eu já não tivesse nascido morto.”

  O loiro riu, e eles mudaram de assunto, mas aquilo estava longe de sair da cabeça de um dos dois.

*

  Ycaro não ia negar que às vezes, a presença de Rodrigo o dava calafrios.

  Um frio na espinha, subindo em sua coluna. Um leve tremor em seu corpo, seus instintos de sobrevivência entrando em alerta, piscando com a presença de um predador natural.

  Isso acontecia quando o amigo o acompanhava nas ruas de noite, protegendo-lhe. Quando eles tocavam-se sem querer e ele sentia o quão gélida a mão de Saiko realmente era, ou quando ele ria demais e as presas apareciam sem querer, ou quando simplesmente ele o encarava por tempo demais, e era o suficiente para Ycaro ver que por trás dos olhos de Rodrigo não há reflexo.

  Mas não eram sentimentos recorrentes; felizmente. Era fácil esquecer que o amigo era um vampiro. O loiro nunca o vira como uma ameaça, mesmo quando seu corpo insistia em dizer o contrário. 

  Só que ele havia se metido em uma situação bastante constrangedora só pra ajuda-lo.

  É louco que fazemos pelos amigos.

  Fazia algumas poucas horas que eles haviam “saído do armário” para a internet, e seus nomes estavam nos trending topics desde quando ele apertara enviar. Eram fãs enlouquecidas shippando, eram caras homofóbicos criticando, pessoas apoiando, pessoas reclamando, todos os tipos de reações possíveis de se imaginar. 

  Aparentemente havia dado certo. Durante todo esse tempo, não houvera um tweet sequer falando da verdadeira natureza de Rodrigo.

  Bom, assim ele esperava. O negócio agora era manter a farsa.

  “O que a gente faz agora?”

  Estava na casa de Rodrigo, deitado em sua cama comendo um pacote de Doritos, com o outro sentado a seu lado, vendo um filme qualquer.

  “Sei lá. Acho que a gente age naturalmente? Sei lá, melhor não forçar tanto, se não fica óbvio que é mentira, né? Bora só, sabe... ficar de boa”, o moreno respondeu, olhos focados no filme.

  “É. Verdade.”

  Eles voltaram a ficarem em silêncio, absortos no filme, até Ycaro falar de novo:

  “Saiko.”

  “O que?”

  “Como é ser um vampiro?”

  Rodrigo pausou o filme e olhou para o amigo, atônito, com o cenho franzido.

  “Que?”

  “É. Como é ser um vampiro?”

  “Por que isso agora?”

  Ycaro se arrependeu da sua pergunta ao ver o semblante ofendido do outro, mas agora era tarde demais para voltar atrás.

  “Sei lá, é que tipo... a gente nunca fala disso, mas agora né, o assunto tá vindo à tona com frequência... e eu sempre tive curiosidade sobre essas coisas, mas nunca tive coragem de perguntar.”

  “E com razão, né, Ycaro. Não é um assunto que eu gosto de falar sobre.”

  O humano baixou os olhos.

 “Não precisa responder se não quiser.”

 O moreno suspirou, e olhou fixamente para o amigo.

  “Tá. Eu respondo algumas perguntas. Mas vê se não passa do limite.”

  Ycaro sorriu.  

  “Tá. Hmm... o que é verdade e o que é mentira? Tipo, das lendas e tal?”

  Saiko riu e apoiou o queixo na mão.

  “O reflexo é verdade. O alho não. Água benta, cruz e tal são verdades, mas tipo, em partes. Não vai me matar nem nada, mas tenho repulsão, entendeu? É, deixa eu pensar... O negócio de convidar pra entrar é mentira, e você não tá vendo nenhum caixão aqui, então... apesar de eu querer às vezes... o Sol é verdade, não mata, mas machuca pra caralho. E queria eu virar morcego.”

  Ycaro ouvia tudo bastante interessado.  Era a primeira vez que ouvia Rodrigo falar tanto sobre.

  “Sentir sede... é a mesma coisa que sentir fome?”

  Rodrigo o encarou sério, e aquele olhar fez um calafrio familiar subir pela espinha do loiro. 

  “Falei pra não passar dos limites, Ycaro.”                              

 “Não passei. Não é nada demais.”

  Rodrigo saiu da sua posição, encostado na cabeceira, e deitou-se de frente para Ycaro; eles não estavam perto o suficiente pra ouvir as respirações, mas se o humano estendesse o braço poderia tocar no rosto de Saiko.

  “Nunca senti fome pra saber”, falou, a voz áspera provocando arrepios. 

  Ycaro engoliu em seco.

  “Então como é... sentir sede?”

 E Saiko chegou mais perto.               

 “É ruim. Eu fico fora de controle. Me sinto um animal. Não penso, só faço. Meu corpo todo arde. Minha garganta fica tão seca que me falta saliva, e eu só quero me livrar da sensação logo. Fico fora de mim.”

  Ycaro tremeu, e Saiko notou, mas não fez nada. Continuou olhando pra ele, os olhos afiados rasgando a pele branca do rosto do loiro. 

  “Ah.”

  “Mais alguma pergunta?”

  Ycaro cogitou tudo que podia perguntar. Seu corpo inteiro tremia agora, em estado de alerta, e sua respiração começava a se desregular. Não sabia direito o que estava acontecendo, mas suava frio e pensava atropelado. 

  Sentia o olhar de Rodrigo enfraquecer sobre ele, percebendo o estado em que o amigo se encontrava.

  “Sim. Você... gosta? Tipo... de ser vampiro?”

  O moreno sorriu triste.

  “Não. Preferia ser como tu.”

  “Humano?”

  “E burro.”

  “Vai se foder, Saiko!”

  Rodrigo riu, e a atmosfera que a conversa tinha tomado sumiu. De repente, tudo voltara ao normal, e eles estavam vendo filme e dando risada de novo.

  Mas o calafrio na espinha de Ycaro não passara completamente, e aquele ponto de interrogação em sua cabeça não parava de apitar.

  Sentira medo de Saiko pela primeira vez?

  Chacoalhou a cabeça, tentando esquecer. Decidiu então fingir que nada acontecera.

  Mas sentia que fingir tudo aquilo seria mais difícil do que pensara.

  

         


Notas Finais


e ai, oq acharam??
outra coisa que eu não sei se mencionei nas notas do primeiro é que so pra deixar mais claro, no au dessa fanfic existem os vampiros nascidos e os transformados, no caso o saiko eh nascido
espero que tenham gostado, e muito obrigada pelos comentários nos últimos capítulos, eu e a charlie ficamos mto felizes 🙏
eh isso, lavem as mãos, cuidem das pessoas q cês amam e se cuidem, bjs e até a próxima


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