História You're lucky (mitw) - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Felipe "Febatista" Batista, Pedro Afonso "RezendeEvil" Posso, Rafael "CellBit" Lange, TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Mike, Mitw, Pac, Tayr, Tazercraft
Visualizações 104
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não me matem.

Capítulo 4 - Mistura de tintas


Mistura de tintas

Meu peito está inflamado de agonia, e meus olhos ardem, porém não me permito chorar. Me jogo na cama do hotel, respirando fundo. Meu celular vibra no bolso da calça, e rapidamente o puxo. Mike.

— Tarik volta pra casa, por favor! — ele diz apressado assim que atendo a ligação.

— Mikhael, me deixa respirar um pouco, sério. — respondo rouco pelos gritos que dei no caminho até aqui, dentro do carro.

— Tayr me contou da conversa de vocês. Me desculpa. Eu não pedi pra amar você, e oque fiz ontem foi só um episódio de raiva porque nunca vou ter você pra mim. Eu sei que você deve estar querendo abandonar tudo, mas eu não vou ficar no seu pé, eu juro.

— Eu sei Mike, até porque você ontem me incentivou a ficar com uma garota. Eu confio em você.

— Então volta pra casa. — ele murmura e meus olhos se fecham cansados — Pac?

— Mikhael, me dá um tempo pra respirar, preciso de espaço.

— Por quê? Ainda tá zangado?

— Não por isso, sobre oque aconteceu no banheiro, foi causa de estarmos bêbados e você querendo demonstrar algo, e eu idiota pra não conseguir reagir, e a briga eu sei que foi por conta daquele loiro idiota estar no seu pé. Sua falha em não ter me contado de seus sentimentos antes também se justificam.

— Me explica então por que precisa de espaço, Pac? Se está tudo certo?

— Porque tudo isso me jogou numa zona de confusão sentimental. — prendo meu lábio inferior com os dentes e abro os olhos novamente. Seus suspiro e em seguida seu silêncio me surpreendem.

— Confusão?

— Eu tenho muita coisa em mente, Mike. Me pergunto se algum dia oque eu senti não foi além de um carinho de amigo por você, ou se os “eu te amo, bro” eram além de amor de amigo. — eu engasgo — Eu não sei. A internet mesmo já me provou várias vezes que há algo aqui, e eu to confuso.

— Tarik, não quero te jogar nisso. Talvez seja reflexo dos últimos acontecimentos. Talvez seja impulso pelo oque a galera que shippa diz. Seria maravilhoso você repensar sobre seus sentimentos, mas não se deixe enganar ok? Não quero te machucar.

— Estou certo do que estou pensando. Mas me dá um tempo, por favor.

— Claro, todo o tempo possível. Me liga quando estiver legal ou quiser conversar.

— Obrigado, Mike.

— Que nada, moço.

— Beijo. — digo e ele ri levemente.

— Beijo.

Desligo a chamada sentindo meu rosto arder e um sorrisinho besta em meus lábios. Eu preciso definir meus sentimentos, me reorganizar, as coisas aconteceram muito rápido, e em todos esses anos eu jamais imaginei algo assim.

Suspiro, e resolvo sair do hotel pra comprar algumas roupas, já que eu deixei tudo quando fugi aqui pro hotel.

Pego meu Porsche e dirijo rapidamente até o shopping, que ficava perto daqui. Passei em algumas lojas e comprei algumas peças de roupas simples e neutras, só pra eu ter oque vestir mesmo. Aproveitando, passei numa loja de móveis e escolhi minha cama, dando o endereço da casa dos meninos, já que brevemente eu volto pra lá.

Me arrepia a ideia de continuar dividindo cama com o Mike, mas estamos indo rápido demais, e eu tenho medo de tudo isso.

Passando por um carrinho de cachorro-quente, sinto uma cutucada no ombro, ao me virar, dou de cara com Lana, a mocinha da noite anterior.

— Oi Tarik! — ela diz animada, comendo um cachorro-quente.

— O-Oi, Lana. — lhe comprimento beijando sua bochecha — Tudo bem? — sorrio gentil.

— Bem sim, e você?

— Lidando. — dou uma risada soprada e noto a câmera fotográfica presa em seu pescoço por uma tira — Fotografando? — aponto e ela assente.

— Dia de trabalho na rua. — ela murmura engolindo a batata palha.

Lana vestia um vestidinho de alcinha com estampa esverdeada, algo verão, leve, que ia até os joelhos, e nos pés um tênis branco simples. O cabelo ruivo preso num rabo de cavalo e uma franjinha meiga sobre o lado esquerdo de sua testa, e sem maquiagem, apenas um rímel deixando os olhos mais abertos.

E eu com uma camisa azul clara e calção branco.

— E você? Oque faz aqui? — ela pergunta e dou de ombros.

— Comprei uma cama nova. Me mudei recentemente pra São Paulo, então preciso de móveis.

— Sério? Posso te ajudar com isso, conheço lugares de qualidade e preços mais em conta.

— Mesmo? Seria ótimo. Preciso só de coisas para meu quarto. Quero uma decoração nerd sabe, pros vídeos.

— Vídeos? — ela franze o cenho.

— Sou youtuber, produzo conteúdo de games direcionado principalmente para crianças e adolescentes.

— Caramba, que legal. — ela sorri — Quantos inscritos você tem?

— Eu e meu amigo Mike, o brigão da festa de ontem, temos quase 10 milhões. — seu queixo cai.

— E como não te conhecia antes?

— Acho que o conteúdo não caía pra você, só isso, aí você não deve ter visto pela plataforma.

— Provavelmente. Eu adoro games, mas não assisto gameplays… — ela suspira — Posso te ajudar, se quiser. Eu trampo de decoradora nas horas vagas.

— Jura? Caiu perfeitamente então. — sorrio.

— Quer uma mordida? — ela me oferece seu cachorro-quente.

— Eu ia negar mas to morto de fome. To andando o dia todo. — sorrio sem graça e ela ri entendendo o pão com suas delícias para mim, e mordo uma boa quantia.

— Você tá de transporte? — ela pergunta e nego mastigando.

— To de carro. Por quê?

— Quer que eu te mostre umas lojas que vendem bonequinhos de coleção e essas coisas nerd?

— Claro, quero sim. Vem, eu estacionei ele pra esse lado. — seguimos para onde eu estava indo quando fui interrompido por ela.

[;]

Lana me ajudou com caixas e caixas, que serão entregues lá em casa, e já consegui um roupeiro grande e bonito de quebra, com desconto.

— A vista daqui é linda. — ela murmura na sacada do hotel. Ando até ela e observo a noite sendo iluminada pelas luzes da agitada São Paulo.

— Caraca, nem tinha parado pra ver isso aqui não. — dou um risinho — É muito lindo mesmo.

Me encosto na sacada ao lado dela. Suas mãos apertam a mureta de forma nervosa. Sua respiração pode ser ouvida. Desço meu olhar para observar seu rosto e no mesmo momento ela sobre o rosto, me fitando também.

Suas bochechas estão coradas. Toco a lateral do seu rosto, me aproximando. Quero beijá-la, mas não quero, eu não posso. Ela toma a atitude e junta nossos lábios. Não sei definir oque estou sentindo agora, pois na minha mente só gira o nome de Mike, e como ele é importante pra mim. Eu disse que precisava de um tempo para decidir oque realmente sinto, então, farei isso hoje.

Seguro a sua cintura fina e puxo para mim, pedindo passagem que rapidamente foi cedida. Lana agarra os cabelos da minha nuca com seus dedos gelados.

Não sinto calor como quando Mike me beijou, e foi algo tão simples mas tão suficiente.

Preciso de mais.

Lhe beijo com mais força, guiando ela para dentro do quarto de novo, para a cama. Estendo seu corpo sobre o edredom macio e desço beijos pelo seu pescoço.

Minha mente não está nela. Preciso tirar Mike e lembranças suas da minha mente. Suspiro afastando o rosto de sua pele clara e me ajoelho em suas coxas, fazendo nossos narizes se tocarem.

— Você quer? — pergunto e ela assentiu envergonhada.

— Você tem… Sabe, camisinha? — ela pergunta e puxo a carteira do criado mudo e pego a embalagem — Tudo bem. — ela sorri.

[;]

— Tarik… — sinto suas pequenas mãos em meu peito, fazendo uma leve pressão — Acorda. — ela chama suave.

— Hum? — encaro seus olhos castanhos em contraste com o cabelo ruivo, a pele rosada de tão clara e os lábios com uma cor natural muito bonita. Ela está nua, enrolada nos lençóis deitada ao meu lado.

— Eu preciso ir, tudo bem pra você? — ela pergunta acariciando meu queixo.

— Claro. — sorrio preguiçoso.

Seu corpo magro se levanta em direção ao banheiro, ainda enrolada no lençol branco.

Me sento na cama enorme e olho para mim, pensando se não foi errado transar com ela dessa forma, mas eu teria feito isso na noite anterior se a briga de Mike não tivesse atrapalhado tudo.

Mike.

Mikhael.

E então, Tarik? Quem é você?

Meu subconsciente me lembra dessa noite, me fazendo questionar. Foi bom estar com Lana, mas não sinto o mesmo calor do que com poucos atos que tive com Mikhael. Quando ela me chupou, não senti aquele ardor na barriga e a desconexão em minha mente como quando Mike fez isso.

Estou conectado à Mike ao ponto de me sentir mais à vontade com ele, ou eu simplesmente tenho um sentimento à mais e uma atração forte por ele? Oque eu sinto por ele?

Eu perdi minha identidade. Ou eu menti ela todo esse tempo por medo.

A garota ruiva volta, vestindo suas roupas rapidamente e pegando sua bolsa da poltrona dourada de frente para a TV e a lareira.

— Aqui tá meu telefone. Espero que tenha gostado de passar a noite comigo. — Ela murmura deixando um papel em cima do criado mudo e vindo até mim.

— Foi muito bom. — sorrio — E obrigado pela ajuda com as compras.

— De nada. — deixa um leve selar em meus lábios e sai tranquilamente pela porta.

Bufo, me atirando na cama de novo. Eu não me sinto realizado. Foi só um sexo por um motivo bobo. Eu acho que nunca estive tão confuso na minha vida.

Me levanto e corro para o banheiro, tomar um banho demorado pra tirar esse suor confuso de mim. Visto minhas roupas e ajeito meu cabelo bagunçado em frente ao espelho exagerado do banheiro dali. Ao voltar, uma moça uniformizada está trocando os lençóis da cama.

— Oh, você está aqui. — a morena murmura — Quer que eu saia?

— Anh, não. — sorrio — Eu poderia sabe, limpar, não precisava se incomodar.

— Tudo bem. — ela dá de ombros — Você é o mocinho da internet né? — minhas bochechas ardem.

— Sim. — ajeito a camiseta cinza que uso e puxo a jeans preta rasgada mais pra cima — Como me conhece?

— Meu filho assiste você e seu amigo. — ela sorri e carrega a roupa de cama.

— Sério? — pergunto quando ela solta os tecidos nos cestos.

— É. Ele vai gostar de saber que você está hospedado aqui.

— Ele pode vir me ver? — pergunto.

— O hotel não permite que funcionários tragam filhos e tal.

— Que pena. — digo — Queria poder mandar pelo menos um recado pra ele.

— Posso gravar um vídeo pequeno de você mandando um abraço pra ele? — ela pergunta pegando seu celular.

[;]

— Galera, pelo cronograma de hoje, vai sair um vídeo meu e do Mike fazendo um bolo maravilhoso. — digo gravando stories, enquanto estou almoçando num restaurante perto do hotel — Acho que vocês vão curtir bastante, tá num formato diferente e divertido. Hoje, às 19 horas, não percam. — pisco ao terminar.

Coloco um efeito preto e branco no storie, já que a iluminação tá meio bugada aqui, e envio.

Quando estou para largar o celular, ele vibra e aparece uma notificação de mensagem no whatsapp vinda de Mike, que abro imediatamente.

Mikaé: Oi Tarik

Ele continua digitando, mas então para. Respondo.

Eu: Olá Mikhael

Mikaé: Não quero te apressar, mas estou com medo dessa sua demora. Eu sei que é tenso e muito complicado, foi assim comigo no início quando comecei à me questionar sobre meus sentimentos. Mas por favor, não me mata de ansiedade. Não importa como decida sua vida, volta logo, ok?

Eu: Não entendo todo esse seu desespero, Mike. Não estou indo embora.

Mikaé: Mas é oque sinto com toda essa expectativa. Parece que está fugindo de mim. Não vou te obrigar à sentir o mesmo que eu, não se preocupe, ok? Fiquei de boa todo esse tempo, não farei isso agora.

Eu: Uaushuahsuahsuh, Mike, não estou demorando por medo de você, jamais. Só estou tentando pensar sem ter você por perto pra me confundir mais. Minha cabeça está uma bagunça absoluta. Se eu não voltar hoje, volto amanhã. Aliás, comprei várias coisas pro meu quarto novo, se chegar aí, não mexa nada, empilhe tudo lá.

Mikaé: Ok Pac. Vou parar de te encher. Tchauzinho :)))

Eu: Tá bom, Mike. Até logo.

Bloqueio a tela do celular e encaro o arroz com frango que pedi. Não sei porque pedi isso é só necessidade de jogar algo no estômago mesmo. Toda essa ansiedade e angústia me fez perder o prazer em comer. E ainda tem a Lana, tem o Mikhael e a Amanda.

Eu só faço merda.



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