História You're mine - Capítulo 10


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Visualizações 68
Palavras 1.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gnt! Sejam bem-vindos ao início das tretas!
Favor favoritar, obg!

Capítulo 10 - 10


Fanfic / Fanfiction You're mine - Capítulo 10 - 10

Pov. Jason


Um mês se passou desde a minha briga com Percy. Um mês que eu não sentia o gosto dele, um mês que eu não era tocado por ninguém, um mês que meu coração estava quebrado.

A única notícia boa foi confirmar que era realmente Léo, meu amigo de infância, o novo contratado da empresa. Para a minha maior felicidade ele veio morar comigo. Léo veio para Nova York em busca de emprego e não tinha tanta grana, por isso eu ofereci meu apartamento até ele ter condições de morar sozinho. Eu estava feliz, afinal era bom não ficar sozinho outra vez.

– Os tacos estão prontos, super-man! – O latino grita da cozinha e eu desligo a TV indo até onde ele está.

– Quando você vai parar de me chamar assim, hein? Será que você nunca vai esquecer aquilo – Faço muxoxo e sento à mesa já comendo um delicioso taco apimentado.

Léo gargalha alto e eu rio com ele.

– Nunca vou esquecer você com uma toalha presa no pescoço gritando que saltaria da árvore para voar porque era o super-man. NUNCA!!! Thália ficou desesperada naquele dia! – ele recorda e eu me sinto nostálgico quando ele fala da minha irmã.

– Que saudade daquela punk! Estou juntando dinheiro para ir visitá-la no feriado de ação de graças. – Digo entre as mordidas.

– Bom, no feriado eu preciso ir ver dona Constanza ou ela vem aqui só me matar! – Ele fala e morde um taco picante.

Léo está instalado no quarto ao lado do meu, na semana em que ele chegou passamos várias noites conversando sobre tudo que aconteceu depois que eu me mudei com Thália. Nunca pensei que fosse reencontrá-lo tão rápido, acho que por isso estou tão feliz com a presença dele.

– Ei, Jay, como você está? – A voz dele perde todo o entusiasmo e seus olhos caramelos me observam atentamente.

– Estou bem, Léo. Não se preocupe. – Forço a voz e sorrio.

– Eu conheço você, Jason Grace. E nesse mês em que estou trabalhando na JB percebi que o seu relacionamento com seu chefe é meio estranho. O que você está escondendo de mim?

De repente os tacos perdem a graça.

– Nada. Não aconteceu nada de importante. – Digo firme.

– E o Matthew?

– O que tem ele?

– Ah, Jason! Vai me dizer que não percebe as investidas dele? – Léo pode ser irritante quando quer.

– Mentiria se dissesse isso, mas eu não alimento nada. Não quero me relacionar com ninguém agora.

– Com ninguém mesmo? – ele estreita os olhos e insiste me fazendo bufar.

– Léo, o que você quer que eu diga? – Ralho irritado e saio da cozinha.

Ouço Léo desfazer a mesa e me jogo no sofá com a cabeça doendo.

– Só quero que diga o que está óbvio! Você e Percy...

– Nós ficamos, ok? – Grito ficando de pé. –Nós ficamos e foi perfeito, ele é perfeito e eu me apaixonei... Eu me fodi, na verdade, porque ele não faz o tipo que gosta de relacionamentos! Satisfeito?

Léo se aproxima de mim e antes que eu possa calcular o que ele vai fazer seus lábios estão nos meus. Ele não tenta aprofundar o beijo e se afasta percebendo que eu continuo estático.

– Você pode viver sem ele, Jason. Há outras pessoas, outros sonhos, outros amores...Pensa nisso. – Dito isso ele saiu em direção aos quartos e me deixou na sala ainda de pé,estático.

O que acabou de acontecer aqui?

Me jogo no sofá com a cabeça explodindo com vários pensamentos desordenados e aqueles malditos olhos verdes não saem da minha cabeça! Eu passei o mês inteiro me segurando, tratando Percy da forma mais profissional possível e tentando não demonstrar nada, mas isso estava acabando comigo.

Matthew era um bom amigo, é claro que eu percebi todas as investidas dele, mas nunca dei atenção. Tudo que eu não quero é magoá-lo ou usá-lo como tapa-buracos. Eu precisava esquecer Percy antes de tentar algo com outra pessoa, mas a droga do meu coração insistia em dar mil voltas dentro do meu peito toda vez que ele olhava pra mim, falava comigo ou sorria daquele jeito “Percy charmoso de ser”.Pra piorar Léo me beija causando um nó nos meus pensamentos. Nunca olhei pra Léo desse jeito, ele sempre foi apenas um amigo.

Deito no sofá abraçando a almofada e suspiro tentando afastar Percy dos meus pensamentos. Decido dar uma volta e espairecer porque ficar aqui com Léo me mataria. Vou em direção aos quartos e troco de roupa rapidamente, pego celular e carteira e saio.

O dia está bom, era sábado e eu não tinha trabalho. Talvez eu devesse conversar com Nico e Will, penso.


_Alô?

_Oi Nico, é o Jason.

_Ei, sumido, estamos com saudade! Você só quer saber do seu velho novo amigo Léo, Will não gostou nadinha de ser trocado.

_Posso passar aí agora, estou indo para o metrô.

_Claro, conversamos quando você chegar.

_Tchau.

_Tchau, beijos!


Nico era muito gente boa, impossível não amar ele e Will. Já na estação compro uma garrafa de vinho branco e entro no trem. Não é difícil reconhecer a cabeleira castanho claro de Matt, ele está três assentos a frente com uma garotinha.

– Ei, você no metro, isso é novidade! – Digo ao me aproximar,

– Jason! Que surpresa boa! – Ele diz com um sorriso radiante e me dar um lugar para sentar ao seu lado.

– Então, quem é a garotinha?

– O nome dela é Emily – garota me olhou tímida e deu um mini sorriso enquanto comia seu biscoito – , ela tem cinco anos e é minha sobrinha.

– Um nome lindo para combinar com uma garotinha linda. – Elogio e ela solta um risinho fofo.

– Emily me pediu para andar de metrô e eu como tio babão não neguei. E você, passeando?

– Sim. Quer dizer, estou indo visitar Nico e seu noivo Will, somos amigos além do trabalho. – Explico.

– Isso é bom, mas agora eu também quero uma visita. Eu já conheço seu apartamento, mas você não conhece o meu. Portanto, o senhor está convocado a ir me visitar essa noite.

– Essa noite? – pergunto assustado.

– Se você puder, claro. Ou podemos deixar para amanhã.

– Tudo bem, pode ser hoje. Eu não vou ficar na casa deles até a noite.

– Tá, vou preparar um jantar pra nós, então chegue as oito. – Matt sorri e pisca o olho pra mim.

Coro involuntariamente e abaixo a cabeça escondendo. O sinal sonoro e luminoso indicam o número da minha estação e eu me despeço dos dois saindo do vagão. Aindaestamos no início da tarde então calculo que vou ter bastante tempo para conversa com os dois e ainda voltar a tempo pra esse jantar.

Impossível não caminhar pela rua de dos Di Ângelo e não admirar as árvores ipês decorando toda a extensão da calçada. Toco a campainha e como um dejavu Will abre a porta.

– Ei, chegou! Seja bem-vindo! – O loiro sorrir me dando espaço para entrar. – Nico, Jason chegou! – Ele grita e o moreno entra na sala sorrindo.

– Oi gente, eu trouxe um vinhosinho para acompanhar o almoço. – digo e cumprimento os dois com abraços.

– Jason Grace bebendo, isso é novidade. – Nico zoa sabendo que eu não sou muito de bebidas.

– Ah, hoje eu acho que tô precisando relaxar. – digo me jogando no sofá da sala.

– iiiiiiih, eu tô achando que aconteceu alguma coisa... – Will comenta sentando-se no outro móvel com Nico.

– Foi o Percy? – Nico pergunta na defensiva.

– Não. Não diretamente. – rio. – Léo me beijou. – Digo de uma vez e Nico quase deixa a garrafa cair.

– Que? – Os dois gritam ao mesmo tempo.

– Pois é, essa foi a minha reação também. Estávamos na sala, depois de comer uns tacos, e ele simplesmente me beijou, um selinho demorado, mas beijou. Ele disse não me aguentava me ver triste por Percy e que haviam outras pessoas e outros amores.

Explico vendo os rostos espantados me encarando. Will é o primeiro a se recompor.

– Uau, Jason Grace está arrasando corações! – Ele brinca tentando aliviar o susto e a tensão. – Você podia imaginar algo assim?

– Não! Nunca vi Léo assim, ele sempre foi apenas um amigo, mas agora eu nem sei como olhá-lo sem querer me esconder. – Assumo.

– E você... É... Sentiu algo? – Nico pergunta depois de passado o susto.

Aquela pergunta me fez pensar. Eu não posso dizer que foi ruim beijá-lo, foi estranho, mas não ruim. Léo é um amigo e sempre foi só isso, eu não queria iludi-lo já que ainda amava Percy.

– Nossa que demora... – Will ralhou semicerrando os olhos.

– Nada que se compare ao que sinto quando estou com Percy, mas não foi ruim só estranho mesmo. – Explico e os dois suspiram quase que ao mesmo tempo o que me faz rir. – Vocês são fofos juntos.

Will sorrir largamente e Nico cora. Rola até um beijinho e eu aplaudo vendo a felicidade deles. Nico abre o vinho e traz duas taças, nos servindo, e um copo de suco para Will que não podia beber, pois ainda vai pegar o turno da madrugada no hospital. Bebo um gole sentindo o sabor levemente adocicado e fecho os olhos apreciando.

– Molto bene! – Nico fala na sua língua original e Will sufoca ele com abraço rápido.

– Desculpe, mas não suporto quando ele fala em italiano! – O loiro explica corado e eu rio achando novamente fofo.

– Liberami, amore mio. – O moreno fala outra vez em sua língua e os olhos de Will brilham em admiração.

– Ok, acho que vou embora, vocês precisam de privacidade! – Brinco fingindo me levantar e os dois me param.

– Não vai sem antes me dizer que história é essa de ser amiguinho íntimo do cara do marketing. Nico me contou... – Will diz e eu faço careta pro Nico que rir levantando as mãos em sinal de rendição.

– Bom, somos amigos desde que eu entrei na empresa. – Desvio.

– Hummmmm, sei, conte-me mais, senhor Grace.

– Ele se insinua um pouco, mas eu finjo que não vejo e tá tudo certo.

– Um pouco? – Nico berra. – Amor, Matthew só falta babar pelo Grace.

– Nico! – Brigo e ele ri.

– Não estou exagerando. – ele se defende.

– E rola algum interesse da sua parte? – Will pergunta sendo direto, como sempre.

– Will, Will, Will, você adora me fazer perguntas difíceis. Bom, eu não sei. Nunca deixei ele ir adiante com as investidas, mas acho que seria mais fácil rolar algo com ele do que com Léo.Inclusive ele me convidou para jantar com ele hoje. – Digo sorrindo e corando.

– Hummmmm.... E por que você não tenta? Só pra se divertir um pouco... Vai, para de ser tão careta! – O médico me provoca.

– Eu não sou assim, não gosto de brincar com as pessoas e nem com os sentimentos. Eu.. E-eu, droga! Eu ainda amo o Percy. – Confesso baixo bebendo o resto do líquido na taça.

– Eu sei disso. – Will suspira. – Só não quero vê-lo triste, sei lá, você é jovem, demais pra ficar sofrendo pelos cantos. Se você não vai lutar por ele então esqueça-o de uma vez e seja feliz.

Passei o resto da tarde com aquela frase na cabeça, nem por um segundo consegui afastá-la dos meus pensamentos e eu odiava Will por sempre conseguir fazer isso comigo. Eu amo Percy e isso está bem claro para mim, assim como o fato de que ele não me quer ou pelo menos não do jeito normal. Meu cérebro gritava dentro de mim dizendo que ele não gosta de mim porque ele mesmo disse isso, mas o idiota do meu coração insistia em ter esperanças.

Sai da casa dos Di Ângelo e segui direto para o apartamento de Matt, minha cabeça pesava um pouco por conta do vinho, por isso fui de táxi.



Notas Finais


Eita meu povo, se prepararem pq as coisas vão esquentar!!!!!!


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