História You're mine - Capítulo 11


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Visualizações 69
Palavras 2.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como eu sei que vcs estão apressados e curiosos, aqui está a continuação.
SE ALGUÉM NÃO FAVORITOU, PF NÉ!

Capítulo 11 - 11


Fanfic / Fanfiction You're mine - Capítulo 11 - 11


Pov. Jason


Não foi difícil encontrar o prédio. Era um colonial mais ao norte da cidade, próximo ao de Percy. Sai do carro depois de pagar e me identifiquei na portaria, o homem liberou minha passagem e eu subi pelo elevador me sentindo leve demais.

– Hey! Você veio mesmo, entre! – Ele me recepcionou já no corredor.

– Matt! – Saúdo meio grogue e ele me abraça sorrindo.

– Você está bem, Jason?

– Sim, estou. Foi só um vinho que bebi na casa dos Di Ângelo, mas já vai passar.

– Bom, vamos entrando.

O apartamento era bonito, muito bonito. Matthew morava sozinho e a sua irmã tinha vindo apenas visitá-lo com a filha. Vi a mesa posta e uma bela macarrona que exalava um cheiro delicioso estava ornamentando o móvel rústico.

Um música lenta e romântica tocava baixinho e eu automaticamente me senti relaxar no sofá macio. Matt sentou ao meu lado, perto, perto demais, porém eu não o evitei. As palavras de Will ainda circulavam na minha mente quase me enlouquecendo. Recebi a bebida que ele ofereceu e bebi em gole só,  achando que hoje eu realmente afogaria as mágoas no álcool.

– Ei, vai com calma, você parece já estar meio tonto. – Matt falou tocando minha mão.

– Tudo bem, eu acostumo rápido.

Matt foi até a mesa e preparou dois pratos de macarronada e voltou pra sala me entregando um.

– Coma, vai ser bom já que está bebendo, ajuda a não embriagar rápido. – Disse e pôs uma garfada na boca.

Imitei o gesto dele e me surpreendi com o sabor maravilhoso que encheu meu paladar. Ficamos conversando até terminarmos a refeição e eu, mais uma vez, virei uma taça de vinho tinto.

– Jason, você está fofo corado desse jeito.

O comentário dele fez meu corpo esquentar de alguma forma. Não que eu me sentisse como Percy fazia eu me sentir, mas era bom. Minha cabeça tá uma bagunça desde o beijo que Léo meu deu, mas eu ainda não conseguia olhá-lo de outra forma que não fosse como amigo de infância, diferente de Matt que era só um amigo, muito atraente e provocante.

Com certeza eu não estou no meu estado normal, mas eu precisava tirar Percy da minha cabeça, precisava me livrar do gosto dele ou toda essa saudade me mataria.

– Jason! Jason! Ei, você tá distante...

– Oi, não, é só a bebida. – Sorrio.

– Jason, eu não sei se você já percebeu, mas eu não quero ser só teu amigo.

Eu não sei se foi a bebida ou o fato de ele ter sido muito rápido, mas quando me dei conta do que estava acontecendo os lábios de Matt estavam grudados nos meus pressionando com força. Meu corpo amoleceu contra o estofado macio abaixo de mim e o meu corpo foi prensado me fazendo gemer entre o beijo.

A língua dele pediu passagem e eu cedi bêbado e sedento por prazer, suas mãos me seguraram com força e eu correspondi de imediato.

– Faz tanto tempo que eu queria ter feito isso. – ele sussurrou quando se afastou e eu abri os olhos lentamente.

Confesso que fiquei desapontado por não ver um mar verde a minha frente, mas tentei disfarçar o máximo possível.

– Matt eu não posso fazer isso... – Digo assustado.

– Mas foi tão gostoso, por que não pode? – Ele pergunta tocando meu rosto e eu me afasto mesmo querendo ficar.

– Não posso brincar assim, não consigo beijar por beijar.

– Eu gosto de você, Jason! Qual é? Não é tão difícil de ver. – ele insiste. – Você correspondeu ao beijo!

– Eu sei! Não tem nada de errado com você, na verdade você é ótimo, mas eu gosto de outra pessoa e não acho justo usar você. – digo ficando de pé meio tonto.

– Eu deixo você me usar a vontade. – O moreno sorrir malicioso.

– Mas e depois, você não vai me cobrar nada? Vai ser apenas uma noite?

– Um dia de cada vez, Jason. Viva um dia de cada vez. Amanhã vemos o que fazemos, mas hoje podemos transar. O que você acha?

Sinto meu estômago embrulhar e saio do apartamento deixando Matt gritando meu nome.

– Jason, espere! – Ele segura meu braço antes que eu passe pelas portas de metal do elevador.

– O que? – Grito puxando meu braço com força.

– Desculpa, eu não queria ter me expressado daquela maneira, eu só quero uma chance com você. – O rosto dele suavizou me mostrando que era sincero.

Expiro o ar com força e encaro o homem a minha frente. Matt era lindo, tinha seu jeito meio doidinho de ser, mas era amigo e confiável. Eu sabia que podia contar com ele e sabia que ele tinha interesse em mim, talvez não fosse um problema me relacionar com ele, talvez ele merecesse essa chance. O único problema era meu peito gritando, quase implorando, por Percy.

– Tudo bem, Matt, não precisa se desculpar. Vamos com calma, ok. Por enquanto vamos nos manter assim, como amigos. Eu preciso de um tempo, preciso ir com calma. – Explique sem dar muitas expectativas.

– Certo, Jason. Eu só quero que saiba que eugosto mesmo de você, mais do que só como amigo. – Os dedos dele deslizaram pelo meu rosto enfatizando as palavras.

– Eu preciso ir agora. Se cuida, Matt.

– Você também, Jay.

Saio as pressas do prédio e por pura sorte tem um táxi parando com alguém desembarcando. Entro no mesmo e sigo para casa respirando pesado ao lembrar de como esse dia foi longo.

Entro em casa tentando não fazer barulho, eraquase madrugada e eu não sabia se Léo estava dormindo ou não. Vejo um bilhete na mesa informando que o meu jantar está no micro-ondas, sorrio e sigo pro meu quarto pensando em Matt.

Esse dia precisava acabar logo. O barulho do meu celular me traz de volta a Terra e eu vejo o nome de Will no visor.


– Will?

– Jason? Você precisa vim para o hospital agora! É Percy...

– O quê? Como assim, Percy? WILL?

– Venha agora, Percy sofreu um acidente.


O celular cai da minha mão antes que eu possa responder a ligação. Grito em desespero sentindo meu mundo ser destruído lentamente e desabo na minha cama. Um acidente, não! Por favor, Deus, outro acidente não! Ouço minha porta ser aberta com violência e Léo entrar como um furacão me segurando pelos ombros.

– Ei, Jason, o que houve? – Léo me pergunta assustado pela barulheira que faço.

– Ele sofreu um acidente... Will me ligou... Ele... Um acidente! Meu Deus, Léo, outro não! – grito abraçando ele.

– Jason, calma! Quem sofreu um acidente? – Léo segura minhas mãos trêmulas e encaro seus olhos vendo-o através da minha visão embaçada pelas lágrimas.

– Percy. Percy sofreu um acidente.

– E você vai correndo pra ele? – ele pergunta bravo e eu seguro o olhar com raiva.

– Ele sofreu um acidente! Will me ligou desesperado! Não seria grave se ele não me ligasse assim! Você é louco? – Vocifero vestindo o casaco.

Léo desvia o olhar e se acalma respirando fundo.

– Me desculpe eu só não quero vê você sofrendo por aquele idiota. – O latino diz me olhando novamente.

– Léo, você é meu amigo e eu não sei o que foi aquilo na sala hoje cedo, mas eu amo o Percy e mesmo não estando com ele eu preciso ir vê-lo no hospital. – Falo sincero.

O latino suspira e troca o peso do corpo para a perna esquerda.

– Desculpe, Jason, eu fui um idiota. Eu vou com você. – Ele diz indo até o próprio quarto.

Pego um táxi pra tentar chegar mais rápido e pago com o dinheiro da minha poupança. Tenho uma reserva de dinheiro para casos de urgência e para o feriado que pretendo ver Thalia.

Léo se mantêm segurando minha mão o tempo inteiro, eu não entenda bem o que ele estava fazendo, mas sabia que ele tinha boas intenções. Choro em silêncio e sinto Léo beijar meu ombro.

– Ei, Jay, não chore. Vai ficar tudo bem com ele. Você precisa ser forte. – O menor fala e eu limpo as lágrimas tentando me acalmar.

– Desculpe Léo é que, você sabe como meus pais morreram, acidentes de carro me deixam em pânico.

Sinto o carro parar e vejo o prédio enorme ao nosso lado. Pago o motorista e agradeço saindo do carro com Léo ao meu lado.

O lugar era enorme, limpo e muito iluminado. Entro no hall e consigo localizar Nico na sala de espera. Ele está acompanhado de um casal.

– Nico. – Chamo e o moreno se vira e me abraça.

– Graças a Deus você veio Jason, Percy estava chamando por você. – Ele disse limpando as lágrimas e me deixando confuso.

– Como assim? O que aconteceu com ele? – Pergunto chocado.

– Oi Léo.

– Oi Nico. – Léo dá um meio sorriso.

– Jason esses são Poseidon e Sally, os pais de Percy. Esse é o Jason, assistente e amigo de Percy.

Nico me apresenta e eu cumprimento o casal de forma educada e tímido.

– Esse é Léo Valdez, amigo de Will e também trabalha conosco. – Nico apresenta Léo que também os cumprimenta.

– Nico, o que aconteceu? Will me ligou desesperado.

– Ah, Jason, nós ficamos com tanto medo. Percy chegou na minha casa embriagado, ele estava voltando de uma bar que sempre frequenta. Depois que você saiu Will veio para o hospital e eu fiquei em casa sozinho. Acordei com o barulho da campainha e desci as pressas quando vi o carro dele pela janela do quarto. Percy estava muito bêbado, ele não parava de falar de você e eu tentei mantê-lo comigo. Consegui fazê-lo entrar, mas ele disse que queria ir para a sua própria casa então eu subi para trocar de roupa e levá-lo – Nico fungou e soluçou –, nesse momento ele saiu sem que eu visse. Quando desci e percebi que ele tinha fugido tentei segui-lo, mas no segundo semáforo havia um acidente entre dois carros e eu sabia que era ele ali.

Nico contou tudo aos soluços, provavelmente estava se sentindo culpado.

– Nico pare de se culpar. – Poseidon disse. – Percy está bem grandinho e ele conhece as leis, não deveria dirigir alcoolizado.

– Eu sei, tio, mas eu podia tê-lo impedido. Por sorte ele não quebrou nada, mas sofreu muitas escoriações e cortes profundos. A pessoa que dirigia o outro carro não sofreu nada.

– Ah, meu querido, não chore. – Sally abraça ele e eu seguro uma de suas mãos.

– Ei, você não tem culpa. Will está preocupado com você, sabia? Ele me enviou diversas mensagens pedindo que eu cuidasse de você enquanto ele cuidava de Percy. – Digo e Nico sorrir um pouco.

– Will sempre pensando em todos. – Ele diz mais calmo e nós sentamos nas cadeiras da sala para esperar alguma notícia.

– O que você quis dizer com “ele está chamando por você'?

Nico me olha, mas quem responde é a mãe de Percy, Sally Jackson.

– Meu jovem – ela começou sentando-se ao meu lado –, não nos conhecemos, mas eu sinto que você é muito importante para o meu filho. Eu não sei tudo que acontece na vida de Percy, mas recentemente ele teve um surto na nossa casa e chorou bastante, ele disse que queria amar alguém, mas não podia. – Ele suspira e segura minha mão. – Pelo que estou entendendo ele estava falando de você e se você sentir o mesmo por ele, por favor, não desista dele.

Sinto um nó na minha garganta e lágrimas caem pelos meus olhos.

– Ele pode ser difícil – o homem, que claramente era o pai de Percy senta-se ao meu lado trocando de lugar com Nico, fala – mas ele nunca demonstrou qualquer sentimento por nenhuma outra pessoa desde a primeira namorada na adolescência. Você foi o único que conseguiu despertar vulnerabilidade nele e eu também peço que não desista dele, por favor.

Eu nunca imaginei que fosse conhecer os pais de Percy nunca situação dessas e pior, nunca imaginei que eles fossem me dizer palavras como essas! Eu não conseguia organizar meus pensamentos com coerência, mas tenho certeza do que sinto por ele.

– Eu amo o Percy. – Assumo e Nico sorrir. – Sou completamente apaixonado por ele, mas ele não quer um relacionamento comigo. Ele me magoou ao mentir diversas vezes, fez eu me sentir desprezado e descartável, quase arruinou a minha vida por completo, mas mesmo assim eu não consigo deixar de amá-lo porque sinto que ele, de alguma forma, gosta de mim.

– É muito egoísmo pedir isso a ele. – Léo fala ficando de pé. – Jason também sofreu e ainda sofre, vocês não veem?

– Ei, Léo, podemos conversar sobre isso em casa. – Digo e os pais de Percy ficam confusos.

Graças a Deus Will aparece no corredor e Nico corre para encontrá-lo.

– Jason, ele quer ver você. – O loiro diz sorrindo abraçado ao noivo.


Notas Finais


Tcharammmmmm....


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