História You're My Home - Capítulo 42


Escrita por:

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Romance, Trolly, Vercy
Visualizações 708
Palavras 6.189
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa madrugada meu povo lindo!!
Sim, eu tinha prometido que sairia no sábado e.... como não fui dormir ainda é sábado hahaha
Menitra galera!!! Peço desculpas pela demora, mas eu tive uns imprevistos durante o dia e só consegui terminar de digitar agora!! então peço desculpas por qualquer erro, pq eu revisei meio por cima só!!!
Espero que vocês gostem!!
E lembrando... quem quiser mandar o numero para participar do grupo da fic é só me o numero enviar por mensagem!!!

Capítulo 42 - Dois Meses


Fanfic / Fanfiction You're My Home - Capítulo 42 - Dois Meses

Ally’s POV

 

Eu estava deitada na minha cama, simplesmente olhando para o teto, desde que terminei de almoçar. A pequena discussão com os meus pais ainda martelando na minha cabeça.

- Sua mãe me disse que você não saiu do quarto a tarde toda. – Ouvi a voz do meu namorado e me virei, me deparando com Niall encostado no batente da porta, ainda vestindo sua roupa de trabalho, o que indicava que havia vindo direto do escritório para cá.

Eu não lembrava nem ao menos se havia marcado alguma coisa com ele.

- Nós marcamos alguma coisa? – Perguntei.

- Não. – Niall respondeu, entrando no quarto e fechando a porta atrás de si. – Sua mãe me pediu para vir. Já que você ficou aqui em cima a tarde toda.

- É óbvio que ela fez isso. – Eu disse irônica, me perguntando mentalmente como não havia percebido isso antes.

Niall retirou seu terno e sua gravata, bem como seus sapatos e se deitou comigo na cama, me abraçando de lado.

- O que aconteceu? – Ele perguntou.

- Minha mãe não te contou essa parte? – Perguntei, novamente de forma irônica, o que causou o riso do meu namorado.

- Ela me contou sim, mas eu quero ouvir a sua versão.

Eu não tive muita escolha então, a não ser contar novamente para ele o que havia acontecido.

 

Flashback on

 

As aulas daquela segunda-feira haviam finalmente acabado.

O falatório nos corredores era enorme, mas eu segui sozinha até o meu armário.

Faltavam apenas dois meses para a formatura e a maioria dos alunos do último ano já estava em clima de despedida, à medida que suas cartas de aceite nas faculdades chegavam.

As minhas ainda não tinham chego e, para falar a verdade, eu tinha até me esquecido delas, depois de tudo o que tinha acontecido nos últimos dois meses.

Eu me lembrei apenas quando Dinah chegou toda animada na sexta-feira com suas cartas já em mãos. Minha amiga havia sido aceita nas duas universidades para as quais havia se candidatado e eu não poderia estar mais feliz por ela.

Mas a percepção de que as minhas próprias cartas estavam para chegar não me deixava mais animada. Pelo contrário. Lembrar o quanto eu e Camila esperamos viver esse momento juntas, e que minha amiga agora estava desacordada em uma cama de hospital, me deixava ainda mais para baixo.

Percebi Shawn e Selena se aproximando e tratei de sorrir para que os dois não percebessem minha melancolia. Não queria preocupar os dois e nem estragar o clima entre eles, que estavam tão felizes por, finalmente, (e eu sou prova viva de como isso demorou para acontecer) terem se acertado.

- Eu nem acredito que está acabando. – Shawn comentou, abrindo seu armário que ficava bem perto do meu. – Não vejo a hora de me livrar do Coleman.

- Como foi hoje? – Perguntei.

- O de sempre. Mas parece que ele pensa que por estarmos nos formando ele precisa nos aterrorizar ainda mais, para que a gente lembre dele pelo resto da vida.

- Eu não duvido disso. – Repliquei.

- Não sei como vocês aguentaram quatro anos. – Selena comentou. – Eu só estudei aqui por um ano e quase fiquei louca com ele.

Eu e Shawn concordamos, nos perguntando como ainda não havíamos ficado loucos com o nosso professor de Física.

- Hey, Ally. – Shawn chamou minha atenção, enquanto caminhávamos para a saída da escola. – Nós estávamos pensando que talvez, um dia desses, nós podemos sair, sabe? Eu e Selena e você e Niall. Nós sabemos que você também tem passado bastante tempo com a Camila e bem, talvez seja bom sair um pouco para espairecer.

Ele e Selena sorriram de forma terna e eu agradeci por ter amigos que se importavam tanto assim comigo.

- Obrigada, casal. – Eu respondi. – Eu agradeço mesmo a preocupação de vocês, mas eu não sei se estou no clima para sair assim.

- Nós sabemos. – Selena disse. – E não estamos propondo ir para uma balada ou nada disso. Apenas um jantar. Para nós podermos conversar. Espairecer a mente.

Eu sorri para eles, enquanto chegávamos aos nossos carros no estacionamento.

- Eu vou conversar com o Niall e depois aviso vocês. Nós podemos sim sair para jantar um dia desses.

Os dois sorriram, satisfeitos com a minha resposta, e se despediram, entrando no carro de Shawn.

Eu entrei no meu próprio carro e comecei o caminho para casa, com uma música baixa tocando no rádio. Enquanto saía do estacionamento avistei Ariana caminhando até o ponto de ônibus e parei para oferecer uma carona.

- Hey. Entra aí. Eu te levo. – Falei.

- Não vou te atrapalhar? – Ela perguntou, afinal ela sabia que em alguns dias eu saía direto da escola para ajudar meu pai na loja.

- Não. Eu estou indo para casa. O tio Ale está na loja hoje.

Ela então entrou no carro e eu voltei a acelerar, saindo de vez do terreno da escola.

Não era a primeira vez que eu levava Ariana em casa. E, surpreendentemente, nos últimos meses ela se tornara uma grande amiga. Além da sua preocupação aparente com Camila, que havia nos aproximado, ela se mostrara uma boa pessoa, me ajudando a manter o foco nos estudos e me ouvindo quando eu precisava desabafar de alguma forma.

- Como está a Camila? – Ela repetiu a pergunta que mais me faziam nos últimos meses.

- Ainda na mesma. – Eu suspirei.

- Sabe, eu nunca entendi porque ela e o Shawn nunca tiveram nada. – Ariana disse, e eu percebi que ela estava tentando mudar de assunto para não me deixar para baixo. – Você sabe que eu era uma vaca com vocês por causa dele. Eu sempre soube que ele gostava dela e bom, ela parecia gostar bastante dele também. Pelo menos para quem via de fora.

- Eles sempre foram amigos. – Eu disse. – O Shawn nunca tentou nada com ela e a Camila nem sequer percebia que ele gostava dela. Ela só o tratava com muito carinho pelo fato de serem amigos. Quando ele enfim se declarou para ela... ela já estava envolvida com outra pessoa, ou... para ser mais precisa, prestes a se envolver com essa pessoa.

Ariana me olhou com cara de espantada.

- Eu nunca percebi a Camila saindo com ninguém. Juro que nunca havia reparado. Não é ninguém ali da escola, eu suponho.

Eu fiquei um tanto nervosa. Não que eu não confiasse na minha amizade com a Ari, apenas não era um segredo meu para ser contado, e envolvia duas pessoas que eu amo muito e que poderiam se meter em problemas.

- Não. – Eu respondi, por fim. – Não é ninguém que você conheça.

Ari não pareceu notar minha pequena vacilada na hora de responder e mudou de assunto novamente, entrando em um assunto bem mais leve sobre as aulas.

Eu deixei minha mais nova amiga em casa e segui imediatamente para a minha própria casa, onde encontrei os meus pais já preparando a mesa para o almoço.

- Demorou, hija. – Minha mãe comentou.

- Fui levar a Ari em casa.

Como a ruiva morava um pouco longe de nós meu caminho acabava ficando um pouco mais demorado do que o habitual.

- O almoço já está quase pronto. – Meu pai avisou. – Vá levar suas coisas lá para cima.

Eu obedeci, levando minha mochila até o meu quarto e retornando rapidamente para a cozinha.

O almoço com os meus pais aconteceu da mesma forma de sempre. Meu pai contava as histórias engraçadas da loja, eu contava o que acontecia na escola, e por aí vai.

Quando terminamos de almoçar, minha mãe levantou da mesa e pegou algo no balcão da cozinha. Algo que eu nem havia percebido que estava ali.

- Isso chegou hoje. – Ela me estendeu as cartas sorrindo. – São para você.

Minha mão tremeu quando eu a estendi e peguei os dois envelopes. Um continha o símbolo de NYU gravado e o outro continha o símbolo de Columbia. O quão doido era as minhas duas cartas chegarem no mesmo dia? Eu sabia que as de Dinah haviam chego na mesma semana, mas não no mesmo dia. E as de outros amigos também haviam chego com dias e até semanas de diferença. Até parecia que eles sabiam o quanto eu queria adiar aquele momento e haviam resolvido me pregar uma peça, combinando para que as duas cartas chegassem até mim no mesmo momento.

Eu olhei séria para os meus pais que me olhavam em expectativa. Acreditem um lado meu estava realmente ansioso para saber o que aquelas cartas diziam, mas o outro, o que dominava a maior parte de mim, sabia que eu não podia abri-las.

- Eu... eu não vou abrir. – Eu consegui resmungar. Meus pais me olharam confusos. – Eu não posso.

- Por que não? – Meu pai perguntou.

- Eu não posso. – Eu repeti, encarando os dois papeis brancos à minha frente. – Eu e a Camila... nós prometemos abrir juntas.

- Hija! – minha mãe suspirou. Eu conseguia ver nos olhos dos meus pais o quanto eles estavam tristes por eu estar passando por isso. Mas eu também podia ver que eles não queriam que eu adiasse o meu próprio futuro para esperar por Camila. – Nós sabemos o quanto é difícil para você e nós queríamos mais do que tudo que a Camila estivesse aqui, mas... nós não podemos esperar por uma definição do quadro dela para que você faça as escolhas para o seu próprio futuro.

- Vocês não estão entendendo. – Eu os encarei. – Eu e a Camila não fizemos essa promessa no início do ano. Nem mesmo quando entramos no Ensino Médio. Nós prometemos isso quando ainda éramos crianças, quando decidimos ir para Nova York juntas. Nós prometemos que iriamos estar juntas quando nossas cartas chegassem, que as abriríamos juntas e que encararíamos juntas o que quer que elas dissessem. Eu não vou quebrar essa promessa.

- Ally, nós entendemos isso, hija. – Meu pai tomou a palavra. – Mas... nós precisamos encarar a realidade. E a realidade é que a Camila não está aqui e... nós não sabemos quando ela voltará a estar. Sua mãe e eu, nós apenas não queremos que você deixe de lado o seu futuro e os seus sonhos.

- Eu não estou deixando de lado. – Eu disse. – Eu tenho três meses até precisar fazer realmente a matrícula em uma dessas duas universidades. E eu digo para vocês que eu vou esperar por Camila até o último momento. Se ela não acordar em três meses, eu abro as cartas. Esse é o acordo que eu tenho para fazer com vocês.

Sem esperar que eles falassem mais alguma coisa eu me levantei e, levando as cartas comigo, subi até o meu quarto.

 

Flashback off

 

Eu terminei de contar para Niall o que havia acontecido e percebi a cara de pensativo do meu namorado.

- Você pensa que os meus pais têm razão? – Perguntei.

- Não é isso. – Ele falou. – Eu entendo que você queira esperar. Você e a Camila sempre sonharam com isso juntas, mas... Ally você vai precisar planejar essa mudança para Nova York. Não é algo tão simples. Você vai precisar encontrar um lugar para morar, vai precisar ficar pelo menos uma semana lá antes da mudança definitiva para resolver tudo isso, conhecer a faculdade, entender como a cidade funciona. Você não vai poder esperar tanto tempo.

- Então eu vou esperar o máximo que eu conseguir Niall. Eu entendo que eu vou precisar de tempo para arrumar a mudança, mas eu vou esperar até o último minuto possível para tomar essas decisões junto com a Camila.

- Eu não vou te fazer mudar de ideia, não é? – Meu namorado perguntou.

- Não mesmo. E se você insistir mais nós vamos brigar. – Eu avisei.

- Eu não quero brigar. – Ele disse, com aquele sorriso fofo que me fazia derreter. – Eu só queria conversar, para entender o que tinha acontecido. E eu queria que você me contasse a sua versão. Que você desabafasse um pouco. Eu sei que tem sido complicado para você e quero que você sempre confie em mim para dizer o que você está pensando e o que você precisa.

- Eu já disse que você é o melhor namorado do mundo? – Eu sorri para ele que fez uma expressão pensativa.

- Hoje ainda não. – Ele respondeu.

- Você é o melhor namorado do mundo. – Eu disse, deixando vários selinhos nos seus lábios o que logo se transformou em um beijo mais longo e apaixonado.

Eu procurei, colar mais os nossos corpos, me colocando sobre Niall e aprofundando o nosso contato.

A medida que o beijo se tornava cada vez mais quente, nossos corpos começavam a responder automaticamente. Até que, após um gemido meu, ele interrompeu o beijo.

- Amor, nós estamos na casa dos seus pais. – Ele parecia ter percebido isso agora.

- E? – Eu perguntei, como se não entendesse o que aquilo significava. Mas no fundo eu queria apenas provocá-lo. O que funcionou, porque ele começou a ficar vermelho.

- Nós não vamos fazer nada aqui. Eu respeito os seus pais. E sua mãe está lá embaixo, pode subir a qualquer momento. – Ele falou.

- Então existem coisas que nós só fazemos na sua casa? – Perguntei ainda me fazendo de desentendida, e beijando o seu pescoço, suavemente, enquanto abria os botões da sua camisa.

- Ally! – Ele gemeu. – Quando foi que você ficou tão provocadora assim?

- Provocadora como? – Perguntei, atacando novamente os seus lábios e não dando muita chance para que ele respondesse.

Senti as mãos dele percorrendo o meu corpo até chegarem à barra da minha camiseta, mas antes que ele pudesse fazer qualquer coisa minha mãe bateu na porta.

- Ally! Niall!

Eu simplesmente pulei do colo dele, com a respiração acelerada pelo susto. Nós dois nos encaramos sem reação, até que minha mãe bateu novamente na porta.

Meu namorado pulou da cama e correu até o banheiro do meu quarto, para tentar se arrumar, e eu, sem muita escolha, fui até a porta.

- Que foi mãe? – Perguntei quando abri a porta, me encostando no batente para ela não perceber meu nervosismo.

- Onde está o Niall? – Ela perguntou e eu percebi seu olhar vagar entre as roupas do meu namorado na cadeira e a minha cama desarrumada.

- Está no banheiro. – Eu respondi.

- Seu pai chegou. – Minha mãe disse, por fim. – Desçam para tomar café. O Niall também deve estar com fome. Veio direto do trabalho.

- Nós já descemos. – Eu avisei.

Minha mãe me olhou com uma expressão desconfiada, mas não falou nada e seguiu novamente para a cozinha.

Eu fechei a porta e voltei para o quarto.

- Ela já foi, amor! – Avisei para Niall.

Meu namorado abriu a porta e saiu, com a camisa abotoada de qualquer jeito, o que me fez rir.

- Se você quer mesmo que eles acreditem em você, abotoa isso direito.

Eu me aproximei e concertei os botões que estavam tortos, deixando um beijo suave em seus lábios antes de nós descermos para encontrar os meus pais.

 

Stella’s POV

 

Eu estava no céu. Não tinha outra palavra para me descrever naquela manhã de segunda-feira. O final de semana havia sido incrível. Eu e Carmen estávamos finalmente vivendo a nossa lua de mel.

Ela havia assinado o divórcio na sexta, e deixado, finalmente, a casa que dividia com o ex-marido, no sábado. Nós não estávamos morando juntas, obviamente. Ela não sairia de um casamento para se enfiar em outro imediatamente e nem eu estava pronta para dar este passo. Além disso, os filhos dela ainda nem sonhavam que ela estava com outra pessoa e, após saber do divórcio definitivo dos pais haviam ficado possessos.

Isso não havia atrapalhado de nenhuma forma a estreia que nós fizemos no novo apartamento dela. E eu havia voltado para casa apenas nesta manhã. Nós ainda não queríamos assumir nada na escola também, para não dar motivo para falatórios. E além das meninas, ninguém ainda sabia que estávamos juntas.

Encontrei com Keana e Normani na sala dos professores e, surpreendentemente, a morena, sempre tão mal-humorada pela manhã, também ostentava um sorriso tão grande quanto o meu.

- Nunca vi tanta gente feliz em uma segunda-feira de manhã. – Keana comentou, tomando um gole do seu café.

- Meu final de semana foi maravilhoso. – Eu comentei. – Então eu vou até relevar suas provocações.

- Digo o mesmo. – Normani falou sorrindo.

- Você estar de bom humor é que é a novidade. – Eu debochei.

- Esse é o efeito “Dinah Jane me pediu em namoro”. – Keana disse, fazendo aspas com a mão.

- Sério? – Eu perguntei espantada. O que Mani não demorou a confirmar.

- Você tem que ouvir a história completa. – Keana comentou mais uma vez. – Está mais para “Dinah Jane me intimou a namorar”.

Eu e Keana rimos.

- Cala a boca, Keana. Até parece que não transa. – Normani disse.

Keana engasgou enquanto tomava mais um gole de café.

- Cala a boca, Normani. – Ela disse. – Você me fez queimar a língua, porra.

Eu e Mani nos olhamos e pelo olhar entendemos a mensagem uma da outra.

- Quer dizer que você e a Taylor ainda não... – Eu insinuei.

Keana ficou vermelha feito um pimentão e, confesso, estava difícil conter o riso.

- Nós estamos indo devagar. – Ela explicou.

- Isso é fofo. – Eu comentei. – A primeira vez que eu transei com a minha namorada ela estava meio bêbada. E ela era casada. Nada romântico.

- Você diz isso porque não conheceu a Keana antes da Taylor. Esperar definitivamente não era uma opção para aquela Keana. – Normani falou.

- Eu mudei. A Taylor me fez mudar. – Keana devolveu.

- Sei. – Normani disse. – Você deve estar subindo pelas paredes.

- Eu não nego que eu tenho vontade, mas eu prometi para ela que iria esperar. Eu devo isso a ela.

- Se você está falando. – Eu comentei.

Nesse momento fomos interrompidas pela imagem da senhorita minha namorada entrando na sala e seguindo direto para a cafeteira.

- Está vendo como transar faz bem? As pessoas ficam até mais sociáveis. – Normani disse baixinho para Keana, o que me fez pisar no pé dela com o máximo de força que eu consegui.

- Acho que nós não devíamos ter dito para ela frequentar a sala dos professores. – Keana comentou.

Todos os professores seguiam minha namorada com os olhos, o que, confesso, me deu certo ciúmes. Ela, no entanto, manteve a compostura e pegando um copo de café se sentou em uma mesa perto da nossa, junto com outros professores, mas eu percebi pela sua expressão que ela ouvia o que falávamos.

- Sobre o que nós estávamos falando mesmo? – Keana perguntou. – Ah é, vocês estavam me zoando porque eu estou a alguns meses sem sexo.

Foi a vez de eu pisar no pé da professora de Inglês que teve a cara de pau de me olhar e dizer:

- Não pisa no meu pé, Stella. Eu só disse a verdade.

Ouvi Carmen rir atrás de mim, mas não me virei para olhá-la, pois sabia que não aguentaria a vergonha.

- Eu nem sei mesmo porque vocês são minhas amigas. – Eu falei.

- Porque você nos ama. – Normani falou.

Fomos salvas (ou não) pelo sinal de início das aulas.

- Vamos trabalhar, né povo? – Eu perguntei me levantando, querendo sair o mais rápido possível dali.

- Vamos, né? – Keana finalizou seu café e se levantou.

Nós três saímos dali sem nem olhar para trás.

Minha manhã passou rápido demais, entre todas as aulas e as atividades da escola. Eu mal tive tempo para respirar direito, mas meu bom humor continuava nas alturas. O que não passou despercebido pelos meus alunos que chegaram até mesmo a me perguntar o que havia acontecido.

A tarde seguiu pelo mesmo caminho. E eu agradeci por ter minha hora atividade naquele dia. Assim poderia adiantar meus planos de aula para a semana, já que no final de semana eu estive um tanto ocupada.

Eu estava saindo da biblioteca e indo para a sala dos professores quando ouvi alguns gritos, vindos do estacionamento.

Quando olhei pela janela vi uma mulher morena gritando com Alexa e tentando bater nela. O Senhor Jensen tentava contê-la, mas era quase impossível tamanho era o ódio que a mulher sentia.

Eu segui até o final do corredor e saí para fora para acompanhar melhor a quase surra da loira. Qual é, se não era nenhuma das minhas amigas batendo, e correndo risco de serem demitidas, eu não me importaria nem um pouco em ver a lambisgoia apanhando.

- Me solta! – A mulher gritava para o Senhor Jensen. – Eu vou acabar com essa vadia! Isso é para ela aprender a não se meter com o marido dos outros.

A mulher escapou do Senhor Jensen e pegou Alexa com toda a raiva que possuía. Os tapas rolavam soltos e eu apenas admirava tudo aquilo de longe. Até que o inspetor me viu ali parada.

- Senhorita Evans! O que faz aí olhando? Chame a Diretora Moralez aqui imediatamente.

Eu voltei para dentro da escola tranquilamente. Enquanto Alexa estivesse apanhando eu estava na vantagem. Eu segui para o escritório de Carmen, me perguntando como ela ainda não havia escutado a gritaria, já que sua sala não ficava longe da entrada da escola.

Foi só quando eu cheguei na porta que eu percebi que talvez minha namorada não tivesse escutado nada porque a gritaria dentro da sua própria sala estivesse ainda maior.

- ... ainda não consigo acreditar que a senhora fez isso! – Eu ouvi uma voz masculina dizer. – Sair de casa assim. Deixar o papai de uma hora para outra!

- Depois ainda tem coragem de dizer... – Uma voz feminina começar a falar, mas eu interrompi batendo na porta.

Não precisava ser um gênio para saber que se tratavam dos filhos de Carmen ali. E eu tomei a primeira atitude que me veio na cabeça para impedir que aquela garota, que eu nem conhecia de fato, terminasse aquela frase.

- Pode entrar. – Carmen respondeu de forma confiante, mas eu, a conhecendo como poucos, sabia que aquela voz continha um tremor quase imperceptível, um indicativo de que ela estava prestes a chorar.

Quando ela me viu entrando na sala, ela ficou assustada.

- Desculpa, Diretora. – Eu disse de maneira formal, o que pareceu recuperá-la do susto inicial. – O Senhor Jensen me pediu para chama-la. Nós estamos tendo uma pequena emergência no estacionamento.

- Emergência? – Ela perguntou. – Que tipo de emergência, Senhorita Evans?

- Sendo muito direta: uma mulher está batendo na nossa professora de Francês em pleno estacionamento.

- O QUÊ? – Carmen gritou. – E por que você demorou tanto tempo para me dizer isso? – Ela nem ao menos esperou pela minha resposta, e foi saindo da sala. Antes de sair ainda se dirigiu aos filhos: – Vocês dois me deem licença. Afinal, este aqui ainda é o meu local de trabalho.

Ela saiu como um furacão em direção ao estacionamento e eu tive tempo de reparar bem nos seus filhos. A garota era Carmen escrita. Morena, com a pele bronzeada, um pouco mais alta do que a mãe, se vestia de uma maneira muito mais despojada do que o irmão, que usava terno e gravata. Voltando minha atenção para o rapaz eu pude também perceber muito de Carmen nele. Não tanto fisicamente, já que tanto sua pele quanto seus cabelos eram alguns tons mais claros do que os da mãe e da irmã, mas sua expressão no momento era exatamente igual a da minha namorada quando era contrariada de alguma maneira, e isso me dizia que os dois tinham um temperamento muito semelhante. Eles me olharam de maneira confusa ao ver que eu os encarava e eu tratei de sair dali.

- Eu... vou.. – gaguejei, apontando para a porta. Fui saindo de fininho, mas, quando cheguei na porta eu pensei melhor. Estava na hora de eu fazer alguma coisa pela mulher que eu amo. Ao invés de sair pela porta que Carmen havia deixado aberta, e, respirando fundo, simplesmente a fechei, voltando para dentro da sala. - Eu acho que preciso ter uma conversa com vocês. – Eu disse de maneira firme, o que os pegou de surpresa.

- E sobre o que seria? – O rapaz disse. – Você nem nos conhece.

- Não. Eu não os conheço. Você tem razão. Mas eu não pude deixar de ouvir um trecho da conversa de vocês com a sua mãe, enquanto vinha para cá. Eu também sei que ela se separou do pai de vocês recentemente. Não precisa ser um gênio para saber que vocês não aceitaram isso muito bem. Mas, sabe, é tão injusto o modo como vocês tem tratado a sua mãe. Jogando nela toda a culpa pelo casamento deles não ter dado certo, ou a acusando de não amá-los. – Eles me olhavam agora um pouco assustados pelas minhas palavras. – Isso é uma mentira deslavada. Será que vocês, no ápice desse egoísmo nojento que vocês têm demostrado, não pensaram nem por um minuto que vocês sempre foram o principal motivo de sua mãe não ter saído de casa antes. Que foi por amar vocês que ela sacrificou a felicidade dela durante tanto tempo. Para que VOCÊS fossem felizes. Ela e o seu pai também. Eles sempre fizeram de tudo para ver vocês felizes. E agora. Quando os dois decidem ser felizes de verdade, sabendo que não conseguiriam isso ao lado um do outro, vocês se acham no direito de interferir, porque simplesmente, vocês não querem perder a imagem da família perfeita que vocês dois criaram. Vocês são adultos. Deveriam entender isso. Deveriam apoiar os seus pais nesse momento. Sua mãe em particular. Ela precisa de vocês do lado dela. – Eu reconheci. Afinal, sabia que apesar de estarmos vivendo um momento muito bom no nosso relacionamento, Carmen também precisava do apoio dos filhos para ser verdadeiramente feliz. – Ela precisa do apoio de vocês. Precisa que vocês digam que estão do lado dela. Precisa que vocês parem de julgá-la por querer simplesmente ser feliz. Por seguir o que o coração dela manda. Precisa que vocês dois, uma vez na vida, ajam como os adultos que são, e não como crianças mimadas que fazem birra toda vez que não conseguem aquilo que querem. Isso não ajuda ninguém. Isso machuca a sua mãe. Coloquem a mão na consciência pelo menos por alguns instantes e pensem em tudo o que vocês já falaram para ela nos últimos meses. Nas palavras duras que vocês usaram. Eu sei que vocês também estão passando por um momento complicado com tudo isso vindo à tona nesse momento, mas pensem com clareza do que vocês querem para os pais de vocês. Vocês preferem vê-los juntos, mas infelizes, ou separados, mas felizes?

Pela primeira vez desde que eu comecei a falar eu prestei real atenção no que o meu discurso havia causado, nos meus agora enteados.

Eu percebi nos dois uma expressão chorosa e por fim, pensei se não havia ido longe demais nas minhas palavras.

No entanto, não tivemos muito tempo para debater se minhas palavras haviam sido produtivas ou não, já que Carmen voltou para a sala da mesma forma que saíra. Como um furacão.

Foi só quando parou novamente atrás de sua mesa, depois de resmungar algo que soava como “contratar um professor de Francês quase no final do ano”, que ela olhou novamente para o rosto dos filhos, que estavam chorando verdadeiramente agora. Seu olhar encontrou imediatamente o meu, que muito provavelmente estava muito, muito, culpado. Eu quase consegui ler seus pensamentos nesse momento, e eles eram algo como “O que você fez?” e “Eu vou te matar”.

Ela deu a volta na mesa e ficou de frente para nós três.

- O que aconteceu aqui? – Ela perguntou firme.

Eu pigarreei:

- Acho que eu vou deixar vocês conversarem. – Disse, tentando tirar o meu da reta.

- Não. – O rapaz falou. – Pode ficar. Senhorita Evans, não é?

Eu assenti timidamente.

Pronto. É assim que eu fico desempregada e solteira no mesmo dia. Pensei.

- Mama! – A garota tomou a palavra. – Acho que eu e o Enrique concordamos, depois de algumas coisas que a Senhorita Evans nos disse, que nós dois temos agido de uma forma um tanto infantil ultimamente. E nós queremos nos desculpar com a senhora.

- Nós temos agido de forma errada. Te culpando por coisas que, no fundo, nós sabemos que não foi sua culpa. Nós achamos que agindo como adolescentes revoltados, nós iriamos de alguma forma conseguir manter aquela imagem que nós temos de infância, da senhora e do papai juntos. Como a Senhorita Evans disse, com muita sabedoria, nós estávamos agindo como crianças mimadas.

Carmen me olhou com um olhar questionador.

- Você chamou os meus filhos de “crianças mimadas”, Senhorita Evans? – Ela perguntou.

- Talvez. – Eu disse, a olhando com a melhor cara de gato do Shrek que eu consegui fazer, para ver se ela tinha pelo menos um pouco de pena da minha pobre alma. – Só um pouquinho.

- E ela tem razão, mama. – O garoto, que agora eu sabia se chamar Enrique, falou. – Nós fomos mesmo crianças mimadas e birrentas. Nos perdoe, por favor. Nós nunca quisemos que a senhora fosse infeliz. Nós só achávamos que de alguma forma, nós dois não seriamos mais felizes.

- Nós fomos estúpidos ao pensar nisso. – A garota completou. – E não percebemos que assim, nós estávamos fazendo você e o papai infelizes. Você nos perdoa? Por tudo o que nós dissemos.

Carmen olhava para os filhos emocionada, vendo-os ali, pedindo perdão por tudo o que eles haviam dito. E eu também não podia negar a emoção que me tomava ao ver aquela cena.

- É claro que eu perdoo vocês dois. Como eu não iria perdoar. Vocês dois são os maiores tesouros da minha vida. Não importa o que aconteça eu vou sempre amar vocês.

Ela os puxou para um abraço em grupo, extremamente emocionado de todas as partes. Enquanto ela os abraçava me olhou e disse, apenas movendo os lábios:

- Obrigada! Eu te amo!

E eu respondi da mesma forma:

- Eu também te amo!

Quando os três se afastaram os dois mais novos se aproximaram de mim.

- Obrigada, Senhorita Evans. Suas palavras foram de extrema importância para que nós dois voltássemos a pensar com racionalidade. – Ele estendeu a mão para mim e eu a apertei. E eu comprovei que eu tinha razão, o garoto tem o mesmo sorriso encantador da mãe. – A propósito, eu sou o Enrique.

Ele então me surpreendeu me abraçando. E além das costas dele eu vi Carmen com um sorriso gigantesco nos olhando.

Quando me afastei de Enrique, a garota se aproximou. Eu ainda não sabia o nome dela, mas ela logo tratou de se apresentar:

- Eu sou Paola. Muito prazer. – Eu correspondi o seu aperto de mão. – Eu também agradeço pelas suas palavras. Nós realmente precisávamos ouvir tudo aquilo.

Ela também me surpreendeu com um abraço rápido e então foi a vez da minha namorada se dirigir a mim.

- Acho que eu também devo lhe agradecer, Senhorita Evans. – Ela se aproximou para me abraçar e, quando o fez, sussurrou no meu ouvido: - Nós ainda vamos ter uma conversa sobre aquele “crianças mimadas”, com certeza. – Eu engoli em seco, mas ela estava sorrindo quando eu a encarei. Ela então continuou: - Talvez você queira ir, Senhorita Evans. Eu tenho certeza que a senhorita irá adorar compartilhar com as suas amigas a notícia de que a Senhorita Ferrer foi oficialmente demitida.

Eu arregalei os olhos:

- Sério? – Perguntei, animada. O que gerou o riso dos meus dois enteados.

- Sim. – Carmen explicou. – Eu não poderia ter no corpo docente da escola alguém que mantêm um caso extraconjugal com o pai de um dos alunos. E que gera todo o transtorno que aquela confusão no meio do estacionamento me causou.

- Sério que foi isso que ela aprontou dessa vez? Essa mulher não cansa de causar estrago onde passa. Mas, enfim, eu vou mesmo espalhar a boa notícia para... – eu fingi pensar para quem eu contaria. – bem, para a Normani e para a Keana, mesmo.

Os três riram da minha expressão animada e eu segui para fora da sala, sorridente. Antes de sair eu ainda ouvi o filho mais velho de Carmen dizendo:

- Eu gostei dela. – Em um tom divertido.

Nada poderia me fazer mais feliz naquele momento.

Quem diria que uma segunda-feira poderia ser tão maravilhosa?

 

Lauren’s POV

 

Mais um dia tinha se passado naquele mesmo quarto de hospital.

Mais um dia que eu passei olhando para o corpo desacordado da minha Camila.

Dois meses desse inferno pessoal. Dois meses que eu não tinha a minha pequena comigo.

Todos os dias eu lembrava do som da risada dela. Do gosto dos seus lábios nos meus. Do calor que seus olhos cor de chocolate transmitiam toda vez que ela me olhava. Da sua expressão concentrada enquanto lia. E das suas caretas enquanto jogava videogame. E todos os dias eu tinha medo de esquecer de tudo isso. Por isso eu me forçava a lembrar.

Eu era praticamente um fantasma naquele hospital. Todos já me conheciam. Todos sabiam o porquê de eu estar ali. Minha vida toda estava ali, naquele momento. Então, era muito raro não me ver ali também. Eu só descansava quando Sinu e Alejandro ou os meus pais, me expulsavam dali.

Eu sabia que, depois de dois meses, muitas pessoas estavam perdendo as esperanças de que Camila acordasse. Mas eu continuava ali, firme. Esperando que minha namorada voltasse para nós. E se fosse preciso eu nunca pararia de esperar.

Sem que eu percebesse o horário de visitas daquela noite de segunda chegou. E trouxe, como sempre, a minha sogra para dentro do quarto.

- Boa noite, hija! – Sinu disse ao entrar. Ela deixou seu já tradicional beijo na testa de Camila e me cumprimentou também com um beijo na testa.

Se algo mudou nesses dois meses desde o acidente de Camila com certeza foi a minha relação com Sinu. Quem nos vê hoje, de forma alguma consegue dizer que somos as mesmas pessoas que entraram nesse mesmo hospital pela primeira vez dois meses atrás. Hoje Sinu é para mim a minha segunda mãe. E ela, pasmem, adora espalhar pelos quatro ventos que eu sou sua terceira filha.

- Você já comeu? – Ela perguntou, mesmo já sabendo a resposta. – Hija, você tem que se alimentar melhor, sim? Eu trouxe um sanduiche para você na bolsa.

- Depois eu como. – Eu desconversei, já que não estava com fome. – Onde está o Ale?

- Foi levar a Sofia nos Brooke. Logo estará aqui. E a Senhorita pode arrumar suas coisas. Hoje sou eu quem durmo aqui. E não adianta fazer careta. – Ela adiantou a minha expressão usual para quando eu tinha que ir embora. – Eu já pedi folga no trabalho amanhã.

Enquanto ela me empurrava o sanduíche que havia preparado para mim e me contava alguns casos do escritório em que trabalhava, Alejandro chegou e se juntou a nós.

Nós continuamos nossa conversa, com Alejandro contando algo que Sofia havia feito na escola. Os dois sentados no sofá eu na minha usual poltrona ao lado de Camila.

Foi quando Sinu começou a remexer sua bolsa até tirar dois envelopes de dentro dela.

- Minha sogra me trouxe isso no fim de semana. Disse que chegaram para a Camila lá em West Palm. – Sinu explicou.

Eu conseguia ver os selos das faculdades nelas. E meu estômago se revirou. O futuro de Camila. O futuro com o qual ela tanto sonhou. E que agora era tão incerto.

- Vocês vão abrir? – Eu perguntei.

- Nós não temos esse direito. – Alejandro explicou.

- Nós só queríamos que você soubesse que as cartas chegaram. – Minha sogra continuou. – Nós não poderíamos te esconder isso. E nem conseguiríamos manter isso apenas entre nós.

Eu sabia o que eles estavam sentindo. Por que eu também estava sentindo.

Doía em nós o fato de Camila estar ali naquela cama, desacordada, enquanto o futuro que ela tanto planejou batia na porta, com tanta impaciência. Querendo uma resposta tão rápida de alguém que não tinha esse poder de decisão.

Enquanto nós a olhávamos em silêncio eu peguei na sua mão e a acariciei.

Foi quando eu senti.

Seu dedo se movendo. Se forma tímida.

Mas ele não movia assim.

A dois meses eu pegava na mão dela e nada acontecia. Nenhum músculo de movia.

Eu pensei que eu estava delirando, afinal, não dormia a quase dois dias.

Mas então eu senti de novo. E o movimento não veio sozinho. Ele veio com o barulho da máquina que contava os batimentos de Camila se acelerando. Em dois meses aquilo nunca havia acontecido.

Em um pulo eu estava em pé, ainda segurando em sua mão. E no mesmo instante meus sogros estavam ao meu lado.

- O que está acontecendo? – Minha sogra perguntou. – Alejandro chame uma enfermeira.

O homem se moveu para apertar o botão que chamava a enfermeira de plantão.

- Camila? – Eu me aproximei, chamando pela minha namorada.

E como se estivesse esperando o meu chamado, seus olhos se abriram.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado e tenha sido como vocês imaginaram!!
Sim eu tentei botar uma cena mais hot do Niall e da Ally, só para vocês verem que o namoro deles não é namoro de santo, mas também não iria conseguir escrever um hot completo com a Ally!!! Seria pecado e eu perderia todas as minhas chances de ir para o céu hahhahaha
É isso por hoje, prometo voltar o mais rápido possível!!! Provavelmente no próximo final de semana
Bjão


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