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História You're my Life - Capítulo 18


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Notas do Autor


preparem os lencinhos, o capítulo de hoje é extra emotivo e extra fofo!!
boa leitura!

Capítulo 18 - Peça às estrelas


SiZhui estava morto. Nunca pensou que um dia dormiria até tão tarde e que teria continuado dormindo, se seu celular não tocasse tão alto, o impedindo de permanecer de olhos fechados. Ele alcançou o aparelho na cabeceira, um sorriso iluminando seu rosto ao ver o nome de seu pai na tela.

—Bom dia A-Yuan! Demorou a atender.

—Bom dia papai... – Apesar de se esforçar, sua voz saiu meio rouca e sonolenta.

—Estava dormindo?! Já são quase dez, seu pai vai ficar uma fera se souber disso... – Wei WuXian riu do outro lado da linha. A menção de Lan WangJi não fez o sorriso do jovem diminuir. Só o fato de ser acordado pela voz bem humorada do pai ômega era suficiente para que Lan Yuan passasse o dia inteiro feliz, independente da bronca que fosse levar depois.

—Eu saí com Jin Ling ontem, ele insistiu em assistirmos um filme de terror na ultima sessão. – O garoto já tinha lhe contado que Jin Ling era a pessoa de quem ele gosta e agora os dois estavam saindo, mesmo que ainda não fosse um namoro oficial. – Não entendo por que ele gosta de assistir essas coisas se tem medo.

—Ele faz isso para poder ficar agarradinho em você, bobinho. – Wei Ying disse, rindo. As orelhas de SiZhui esquentaram assim como suas bochechas. Ele realmente havia passado o filme inteiro abraçado a Jin Ling, tentando confortá-lo.

—Eu... não tinha pensado nisso. – Murmurou, se sentindo ignorante. Ele não tinha nenhuma experiência com romance e ficava envergonhado facilmente, mas ter seu pai lhe ajudando a perceber esses pequenos detalhes vinha fazendo uma grande diferença em sua vida. Mesmo que não pudesse vê-lo com frequência ainda, poder conversar com ele, dividir segredos e ter algumas dicas de como agir em um namore era como um sonho realizado.

—Não se preocupe com isso. Observe melhor da próxima vez e vai poder tirar uma casquinha dele. – SiZhui corou ainda mais forte, sem saber o que responder. – Eh, não foi pra isso que liguei. Quero saber se você quer vir pra cá no próximo final de semana.

—Posso? Não é perigoso? – A preocupação soou em sua voz. O que ele mais queria era passar um tempo com o pai ômega, tentar matar um pouquinho da saudade de dez anos, mas não queria se arriscar a expô-lo.

—Umhm. Seu pai disse que não tem problema.

—Então eu vou. – O garoto não conseguiu conter o sorriso em seu rosto. – O senhor quer que eu leve alguma coisa?

—Não, não precisa, estamos bem aqui. Vou desligar agora, me chame se tiver alguma novidade com Jin Ling.

—Pai!

—Brincadeira! – Ele suspirou. – Estou te esperando filho, se cuida.

A chamada foi encerrada e SiZhui não conseguia entender como suas bochechas ainda não caíram de tanto que sorriu. Ele finalmente poderia passar um tempo com seus pais, como a família que eram.

Dois toques na porta lhe chamaram a atenção e lá estava seu tio, com o eterno sorriso simpático no rosto.

—SiZhui, está acordado?

—Sim tio. Desculpe por dormir até tão tarde. – Se levantou, acendendo a luz.

—Sem problemas, vim exatamente para chama-lo. Você poderia acordar JingYi? Sei que chegaram tarde ontem, mas acho que já dormiram o suficiente. E ainda têm que cumprir sua promessa.

Desde que Lan WangJi está afastado, SiZhui tem ficado na casa de seu tio e XiChen havia permitido que fossem ao cinema tão tarde, indo busca-los no final, desde que passassem o dia seguinte estudando seriamente para as provas finais. Ele não reclamava de SiZhui, que tinha as melhores notas, mas JingYi, apesar de esperto, se distraía fácil e só passava por um triz na maioria das disciplinas, grande parte das vezes com a ajuda do primo.

—Pode deixar, vou acordar ele e começamos agora mesmo.

—Certo. O café da manhã está na mesa. – Falou, deixando o quarto do sobrinho.

SiZhui não demorou em se arrumar e ir chamar o Lan mais novo, que acordou com uma carranca preguiçosa e baba por todo o rosto.

 

“Está acordado?”

“Sim. Você conseguiu dormir bem? Teve pesadelos?”

“Quem você acha que eu sou para ter pesadelos?! Claro que eu dormi bem!”

“Que bom ^^”

“òÓ”

“Vai fazer alguma coisa hoje?”

“Vou estudar para as provas finais com JingYi. E você?”

“Não vou fazer nada.”

—Tio, tem problema se eu chamar Jin Ling para se juntar a nós?

—Desde que vocês não se distraiam, não há problema nenhum. – Respondeu o adulto, colocando sua xícara de café sobre a mesa.

—Ei, eu não vou ficar segurando vela de vocês dois, se Jin Ling vem, vou chamar o ZiZhen também. – JingYi bufou, cruzando os braços e SiZhui corou.

—Nem pensar. Eu te conheço muito bem, JingYi. Se seu namorado vier, você não vai conseguir se concentrar nos estudos.

—Isso não é justo!

—Se você tirar boas notas nas provas, prometo deixar vocês dois saírem para onde quiserem nas férias. Tudo bem assim?

Os olhos de JingYi brilharam, mesmo assim o bico emburrado não se desfez.

—Tá bom, tá bom.

“Quer se juntar a nós? Talvez JingYi precise da sua ajuda em física.”

“Só se ele estiver implorando”

“Ele está.”

“Chego aí em 15 minutos.”

Outro sorriso iluminou o rosto do jovem Lan e ele recebeu uma cotovelada do primo.

—Você parece um idiota sorrindo desse jeito.

Como o prometido, não demorou muito para que a campainha soasse e logo XiChen foi atender a porta, deparando-se com Jin Ling e seu tio.

—A-Yao... Entrem, por favor. – O adulto da casa deu espaço para que entrassem, mas Jin GuangYao não se moveu.

—Não precisa se incomodar, senhor Lan, vim apenas deixar meu sobrinho.

—Eu insisto, apenas uma xícara de chá.

—Desculpe, mas realmente terei que recusar. Tenho uma reunião agora.

—Ao menos... me diga, como você está? – A preocupação era nítida nos olhos do Lan mais velho.

—Eu estou bem, não se preocupe. Preciso. – Sorriu. – A-Ling, comporte-se. Se Jiang Cheng não tiver voltado ainda, no fim do dia venho busca-lo.

—Tá bom tio.

Jin Ling concordou, correndo para dentro do apartamento. Jin GuangYao ainda dedicou outro pequeno sorriso ao advogado, despedindo-se com uma leve inclinação.

XiChen suspirou ao fechar a porta. Já fazia algumas semanas desde que GuangYao deixou o hospital e ele ainda não tinha conseguido vê-lo. Apenas saber que estava bem já o deixava aliviado, ainda assim não era o suficiente. O alfa tentou empurrar isso para o fundo da sua mente e sorriu para os jovens que tomavam conta dos sofás.

—Fiquem a vontade meninos, se precisarem de mim estarei no escritório.

SiZhui assistiu seu tio deixar o cômodo visivelmente incomodado. Ele não podia se meter, era assunto de adultos, mas se sentia mal por ver seu tio sofrer daquele jeito. Ter a pessoa destinada ao alcance de seus olhos, mas ao mesmo tempo tão distante de si... Não sabia dizer se aguentaria, se fosse com ele. Automaticamente seus olhos recaíram sob a figura de Jin Ling, sentado de mal jeito no sofá, e não pôde deixar de sorrir.

—Não me encare desse jeito, é estranho. – O menor empurrou seu ombro, com bochechas levemente coradas. SiZhui negou com a cabeça e se levantou.

—Desculpe. Vou buscar os livros, me esperem na mesa.

 

---x---

 

Já era tarde da sexta-feira. Lan Yuan aguardava silenciosamente enquanto seguiam para a montanha Dafan. Ainda sentia a dor de cabeça da discussão que tivera com Jin Ling assim que disse que passaria o fim de semana fora. Não era apenas pela distância que o mais novo havia reclamado, mas o principal motivo era que SiZhui teria que permanecer longe do celular. Não poderiam se falar por dois dias inteiros.

O jovem Lan não queria arriscar, se levasse o celular, a chance da polícia desconfiar que estavam escondendo seu pai ômega e rastreá-los era alta, por isso tinha dito a Jin Ling que estava indo para o retiro onde seu pai alfa estava isolado, compondo novas peças, e que precisava respeitar as regras do lugar.

Obviamente o jovem ômega não quis aceitar e até mesmo tentou convencê-lo de leva-lo junto. Por isso SiZhui se sentia culpado e agora precisaria pensar numa forma de se acertar com Jin Ling. Mas faria isso quando voltasse, no momento iria apenas deixar essa questão de lado e se concentrar em seus pais.

O caminho para as montanhas era longo, já haviam feito parte do trajeto de avião e o restante do trecho só podia ser feito de carro. Para que não houvesse nenhuma interferência de fora, seu pai alfa era quem dirigia.

SiZhui fitou a paisagem ao redor, assistindo cada vez mais árvores, arbustos e plantações surgirem. Não sabia mais que hora era e, como era acostumado, mesmo com a ansiedade da viagem, logo o balanço do carro o levou para o mundo dos sonhos.

 

Neles, Lan Yuan via seu pai ômega sorrindo. Os cabelos longos flutuando com a brisa e os olhos cheios de um brilho natural. Ele estava sentado na varanda da casa, de frente para o jardim, com o pequeno A-Yuan no colo, ambos sendo abraçados carinhosamente por seu pai alfa. Uma chuva de meteoros aconteceria àquela noite e eles estavam ali para assistir juntos. Com sono, a criança se aninhou, sentindo o calor e o cheiro familiar de seus progenitores.

—Eh, A-Yuan, veja! As estrelas estão caindo! – Wei WuXian apontou para o céu, sorrindo. No mesmo instante, Lan Yuan abriu bem os olhos, a sonolência se dissipando. Ele viu os feixes de luz cortando a noite, muitos deles.

—Elas estão caindo papai!

—Rápido, faça um pedido, antes que vão embora!

A criança colocou as mãos juntas em frente ao rosto e fechou os olhos.

—A-Yuan quer ficar com papai-Xian e papai-Ji pra sempre. – Um momento de silêncio se fez entre os adultos e então uma risada gostosa preencheu seus ouvidos. Ele abriu os olhos, seus pais se olhavam felizes.

—Nós nunca vamos te deixar.

 

—A-Yuan? Ele está dormindo...

O aperto ao seu redor aumentou, mas o calor era tão confortável que resolveu não se incomodar.

—Deixe que eu o leve.

—Umhm, posso fazer isso.

Sentiu-se ser levantado e a movimentação o fez abrir os olhos.

—Papai...? – Sua voz saiu arrastada e sonolenta.

—Volte a dormir, vou leva-lo pro quarto.

—Não precisa... eu posso andar. – O jovem Lan corou, era como se fosse uma criancinha outra vez, sendo carregado por seu pai. Ainda assim, Wei WuXian negou.

—Seja um pouquinho egoísta só desta vez, deixe-me mimá-lo, está bem?

SiZhui não resistiu mais, deixando-se ser levado. Não podia mentir e dizer que não gostava. Até mesmo sentia falta de quando dormia sem querer no sofá e quando percebia já estava na cama. E mesmo que estivesse preocupado por seu pai ômega, sabia que ele era forte, fosse de corpo ou de espírito.

O garoto não prestou muita atenção na casa, seus olhos ainda pesados e a luz fraca não o permitiram, mas sabia que teria tempo para fazer isso no dia seguinte. Logo Wei WuXian o colocou na cama, sentando-se na borda e fazendo carinho em seu cabelo, Lan WangJi entrou em seguida, mantendo-se de pé ao lado. SiZhui estava prestes a dormir outra vez quando seu pai olhou no relógio e sorriu, dando-lhe um beijo na testa.

—Já é meia noite. Feliz aniversário, A-Yuan. Faça um pedido!

“Faça um pedido”

Fechou os olhos, a mão em frente ao rosto e todos os pensamentos concentrados em uma única coisa.

—Eu quero ter meus pais comigo pra sempre.

Sem perceber o quanto estava segurando, lágrimas escorreram por seu rosto. Um toque gentil as recolheu, fazendo carinho em sua bochecha e novamente SiZhui abriu os olhos. Wei WuXian e Lan WangJi estavam de mãos dadas, bem ao seu lado. Vendo-os ali, o jovem Lan sentiu que não conseguia mais conter seus sentimentos.

—Eu senti tanto a sua falta papai... queria que estivesse comigo em tantos momentos... – As lágrimas ainda varriam sua pele e o ômega o puxou para um abraço apertado.

—Eu sinto muito, A-Yuan. Estou aqui agora, não vou mais fugir. Logo vamos voltar a ser uma família feliz, nunca mais vou te deixar. Não vou quebrar minha promessa dessa vez.

—O senhor ainda lembra?

—Claro que sim. Não há um dia em que não me lembre disso.

O choro cessou e Wei WuXian deu-lhe outro beijo na testa, se levantando. SiZhui segurou sua mão, impedindo que seus pais deixassem o quarto.

—Posso fazer mais um pedido? – Seu rosto esquentou, ficando vermelho e quase desistindo da ideia.

—Claro, é seu aniversário afinal...

—Posso dormir com vocês? – Mais uma vez a sensação de ser uma criança de cinco anos o tomou e ele queria ter se arrependido antes de perguntar. Wei Ying riu, trocando um breve olhar com Lan Zhan.

—Somente hoje. – A voz do alfa soou suave e SiZhui sorriu tímido, seguindo-os para fora do quarto.

A cama de casal acomodou com folga os três. O jovem Lan estava aninhado entre seus dois pais, feliz, apesar de envergonhado. Estar assim, deitado com eles, sentindo o calor e o perfume dos dois era como se tivesse voltado para casa depois de muito, muito tempo longe.

E esse era o melhor presente de aniversário que podia pedir em toda sua vida.


Notas Finais


E então..? SiZhui é muito anjinho né????
obrigada por lerem e comentarem, até o próximo capítulo!


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