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História You're my Life - Capítulo 6


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Notas do Autor


Capítulo duplo hoje por que preciso igualar as outras fanfics ou vou fazer besteira xD
Temos um pouco de foco no JC hoje, espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 6 - Irritação


Jiang Cheng chegou ao apartamento da irmã praticamente soltando fumaça de raiva. Jin Ling ainda fungava ao seu lado, enrolado em sua jaqueta e quando viu a mãe é que começou a chorar ainda mais, correndo até ela.

—A-Ling! A-Cheng, o que aconteceu? – Ela recebeu o filho em um abraço, sentindo o quanto ele tremia.

—Parabéns, seu filho acabou de despertar. É um ômega. – Falou entredentes, tentando controlar sua irritação.

—Venha, vamos tomar um banho. Depois te dou algo pra aliviar os sintomas. – YanLi puxou o filho pra dentro, mas encarou Jiang Cheng antes de entrar no corredor. – Espere um pouco aqui, sim? Precisamos conversar.

Ele se sentou no sofá enquanto aguardava sua irmã voltar. Cruzou os braços em frente ao peito e fechou os olhos, repensando em tudo o que vinha acontecendo nos últimos dias. Depois de uma longa busca e de nenhuma pista ser encontrada, finalmente o filho dos Lan havia reaparecido, em uma cidadezinha do interior. E mesmo com toda aquela situação, Lan WangJi mandou retirar a queixa na polícia, tirando assim o caso de suas mãos.

Quando foi a sua casa aquela tarde, a intensão do investugador era de justamente descobrir o porquê e tentar convencê-lo a reabrir o caso. “Já tenho alguém investigando por mim”, fora a resposta do outro.

Não estava nem um pouco satisfeito com isso e iria insistir na investigação. Alguma coisa lhe dizia que, se continuasse procurando, encontraria respostas das quais nem mesmo sabia que precisava.

—A-Cheng? – A voz de YanLi o trouxe de volta. – O que foi que aconteceu?

—O seu filho me encheu a paciência o dia todo para leva-lo comigo quando fosse falar com Lan WangJi, apenas para passar por esse estresse. Como foi que ele não percebeu que estava para entrar no cio?!

—Não acha que você também teria percebido? – Sua irmã se sentou ao seu lado, com as mãos sobre o colo. – Afinal, é o alfa da família, se ele estivesse com os sintomas antes, você teria sido o primeiro a reparar.

—Ele entrou no cio de uma hora para a outra então?

—A-Ling me contou que falou com A-Yuan. Disse que ele não o reconheceu, talvez tenha sido por isso. O choque emocional foi grande para ele. Isso aconteceu com A-Xian antes, lembra?

—Como pode chama-lo de “A-Xian” desse jeito? – YanLi negou, em um pedido mudo para que não começasse aquela discussão outra vez. Jiang Cheng respirou fundo. – Por que isso o afetou tanto? Ele só implica com aquele moleque o tempo todo...

—Ele faz isso apenas para esconder seus sentimentos. É igualzinho ao pai, não sabe como lidar com eles. – Ela sorriu e seu irmão bufou. Jiang Cheng ainda não conseguia entender o porque daquilo, mas também não lhe importava, se aquela confusão fosse fazer seu sobrinho ficar longe do outro garoto, era até melhor para ele.

—Mudando de assunto. Vou ficar uns dias fora, preciso investigar uma coisa em outra cidade. Vocês vão ficar bem sem mim?

—Sim, pode ir tranquilo. Se eu precisar de alguma coisa, posso pedir ao A-Yao. – Ele concordou e se levantou, sendo acompanhando pela irmã. – Não vai ficar para o jantar?

—Eu vim mesmo apenas deixar Jin Ling em segurança. Preciso arrumar minhas coisas para viajar.

—Certo... se cuide meu irmão.

Os dois se despediram e Jiang Cheng saiu, seguindo para o seu carro. Tinha muito o que preparar se realmente seguiria aquela investigação por conta própria.

 

---x---

 

Jiang Cheng precisou de três dias para chegar a Cidade Yi de carro. Apesar de ser bem abastado e poder ir de avião, queria autonomia suficiente para andar rápido de um lugar ao outro da cidade. Mas só depois de quase quebrar o amortecedor de seu veículo na estrada de barro que compunha o trajeto final, é que se arrependeu da decisão. A cidade era minúscula e antiquada, os habitantes passeavam de cavalo, carroça e no máximo bicicleta. Os únicos automóveis que viu foram as ambulâncias e as viaturas da polícia.

Estalou a língua, tentando controlar sua irritação enquanto seguia com cautela, para não atropelar as pessoas que estavam na rua, e logo encontrou a única pensão da cidade, se estabelecendo por ali. Iria descansar aquela noite e começar seu trabalho no dia seguinte.

Havia conseguido o endereço onde SiZhui passara o ultimo mês no arquivo da delegacia central, antes de pedir a licença. Como aquele não era mais um caso da polícia, teria que continuar sua investigação secretamente, e por isso pediu alguns dias de afastamento, alegando ter que resolver assuntos pessoais.

Jiang Cheng era um excelente investigador, com uma carreira sólida e impecável, tendo apenas um único caso ainda sem solução: a morte de seu cunhado, Jin ZiXuan. Todas as evidências levavam a um único suspeito, seu irmão adotivo, a quem tanto estimava no passado e que já estava foragido há dez anos.

E era exatamente por este motivo que tinha resolvido prosseguir com a investigação do caso do sequestro de Lan Sizhui. No seu interior ele sabia que algo ali poderia conectá-lo ao assassinato de ZiXuan, quem sabe até leva-lo ao paradeiro de Wei WuXian! Por isso farejaria até a mais ínfima das pistas.

Logo que o dia amanheceu ele deixou a pousada para conhecer melhor a cidade, observando como as pessoas que viviam ali se comportavam. Obviamente ele chamava bastante atenção, recebendo todo o tipo de olhar e capturando uma ou outra fofoca, até finalmente chegar ao endereço que procurava.

Era um restaurante com uma fachada de madeira simples, porém bonita. Ainda era cedo e por isso a placa de fechado estava na porta, mas aquilo não o incomodou. Iria entrar e fazer algumas perguntas, apenas para conhecer a pessoa que abrigou o garoto sequestrado e para tentar conseguir qualquer informação que o ajudasse a chegar aos sequestradores.

Assim que empurrou a porta de vidro e entrou, deparou-se com um jovem ômega limpando as mesas e outro vindo da cozinha, carregando uma pilha de pratos.

Seus olhos se arregalaram e Jiang Cheng sentiu o sangue do seu corpo inteiro ferver. Nunca pensou que o reencontraria. Depois de tudo o que aconteceu, o ultimo rosto que queria ver na vida era o de Wen Ning.

—Ainda estamos fechados, poderia retornar na hora do almoço? – Sua voz saiu baixa e suave, como Jiang Cheng se lembrava, mas quando viu quem estava na porta, Wen Ning praticamente engasgou.

—Você! – O alfa praticamente gritou, sem conter qualquer traço de sua raiva e seus feromonios já dominavam o ambiente.

—O-o-o q-que vo-você-

—Eu sabia! Tinha certeza de que havia algo de errado nessa história! Por isso WangJi retirou a queixa, ele não queria que eu chegasse até você, não é? Onde o está escondendo?!

—D-do-do q-que e-está-

—Não é óbvio?! Wei Ying! Onde ele está?!

Jiang Cheng praticamente invadiu o lugar, empurrando mesas e cadeiras e olhando em cada canto, antes que Wen Ning pudesse reagir. O ômega estava nervoso, mas não por ser afetado pelos feromonios – havia aprendido com Wei WuXian uma forma de não se deixar afetar com isso – e sim por não saber como lidar com a situação, além do fato de ser extremamente tímido. Vê-lo bagunçar seu amado restaurante fez com que ficasse ainda mais confuso e sem reação.

—P-pa-pare! Vo-você es-está bagunçando-

—Aaaaa!! – Ouvir o grito do outro ômega no recinto foi como se um botão tivesse sido apertado em Wen Ning. Mo XuanYu estava encolhido num cantinho, abraçado as próprias pernas, tremendo e chorando. Os feromonios de raiva e irritação de Jiang Cheng tinham lhe derrubado.

—Jiang WanYin! – O alfa travou no lugar. Nunca tinha visto Wen Ning reagir daquela forma. – Saia! Saia daqui! Olha o que está fazendo! – Ele apontou para o garoto no canto.

—Eu só vou sair daqui depois de encontrar aquele canalha!

—É melhor sair ou-

—O que vai fazer?!

Wen Ning deu a volta no balcão e em um piscar de olhos, torceu o braço do outro nas costas e o empurrou porta a fora. Todos os que passavam pela rua pararam o que estavam fazendo para assistir a confusão.

—Nunca mais coloque os pés no meu estabelecimento!

—Você não vai me impedir de revirar esse lugar!

—Ah, vou sim!

—Eu posso prendê-lo por desacato a autoridade! Ah, é mesmo, você já tinha dado o fora quando me formei na polícia, não deve saber disso!

—Volte com um mandato da próxima vez então! – Wen Ning praticamente o chutou dali. E, pra sua sorte e talvez azar de Jiang Cheng, Song Lan era uma das pessoas que estava por perto.

—O que está acontecendo aqui? Precisa de alguma ajuda, senhor Wen?

—Já está tudo bem, Delegado Song. Ele não vai voltar a incomodar. – Só então Wen Ning o soltou.

O alfa fervia de ódio, até seu rosto estava vermelho. Havia sido humilhado por um maldito ômega na frente de todo mundo e ainda por cima sua investigação tinha ido por água abaixo logo no primeiro dia! Dar de cara com o delegado da cidade no meio de um escândalo... teria sorte se recebesse apenas uma advertência em sua ficha.

—Certo. Mesmo assim eu gostaria de entender melhor o que aconteceu. Poderia me acompanhar até a delegacia, senhor...?

—WanYin. Jiang WanYin.

Ele não tinha escolha. Mesmo que aquilo não fosse uma intimação, não poderia se recusar a acompanhar o delegado, não queria causar ainda mais má impressão.

Aquele era um dos poucos momentos em sua vida que se arrependia de ter um temperamento tão... explosivo.

Se endireitou, ajeitando as roupas e assim que Song Lan dispersou a pequena multidão que havia se formado, seguiram calmamente para a delegacia.


Notas Finais


Eai? O que acharam do A-Ning descendo o cacete no JC?? Eu particularmente adoro SHUAHSUA


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