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História You're My Number One - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Sim, é fic nova, gente.

Antes de tudo, tenho alguns pontos a explicar a todos vocês.

→ Essa fic será dividida em duas fases. A estória começará a ser contada durante a adolescência deles, e depois, a fase adulta dos mesmos. [haverá mudança no visual deles durante essa transição, por isso fiquem atentos aos links que vou colocar nas notas finais dos capítulos!]
→ Já aviso que os capítulos não serão grandes [até porque eu estarei atualizando duas fics ao mesmo tempo, essa e a da Kathleen]
→ Quero dizer também que a personalidade da Cassie condiz totalmente como a de uma adolescente bobamente ingênua. Isso não quer dizer que reflita os meus reais pensamentos, eu só estou contando uma estória. Então, peço que não problematizem tanto, se vocês gostarem dela, mas não concordarem com algumas atitudes suas.
→ A personalidade do Harry será bem diferente de como costuma ser em minhas estórias. Quem lê minhas fics sabe que no geral os meus Harrys são sempre sensíveis e românticos, mas o dessa fic Não.
→ E por último, mas não menos importante...
Aos meus leitores de ‘’À espera de Kathleen’’, não se desesperem, eu não abandonei/abandonarei a fic. Isso jamais!
O que acontece é que eu não tava conseguindo produzir NADA e de repente a ideia dessa fic veio inteira na minha cabeça e eu decidi aproveitar a oportunidade de praticar minha escrita. É como ser desenhista, sabe…? Tem que estar praticando sempre para não perder o traço.
Voltarei em breve com ‘‘À espera’’... fiquem ligado em suas notificações!
Eu espero que gostem dessa fic <3


💠💠Título do capítulo: Estimar.💠💠

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Cherish


Fanfic / Fanfiction You're My Number One - Capítulo 1 - Cherish

 

 

Meu nome é Cassie Reed e a coisa mais importante na minha vida é escrever.

Bom... e ter a minha família também!

Mas... quando eu tinha quinze anos…

A coisa mais importante na minha vida era Harry




 

                                                               EM 2012



 

- Com licença?

Dou um salto de susto, despertando de um cochilo, ao ouvir um resmungo. 

- Ah…! Bom dia, Harry! — Digo animadamente. 

Ele me olha silenciosamente, como de costume, e assente levemente com a cabeça, cumprimentando-me.

- Bom dia. 

Sorrio apaixonada.

Eu amo a sua voz!

Principalmente porque raramente tenho o privilégio de ouvi-la. 

Ele é beeem estranho... 

É muito quieto, quer ser invisível e parece que odeia pessoas. 

Alguns acham que ele é arrogante, e os professores o acham brilhante.

Outras o acham incrível... mas a maioria nutre um medo gigantesco dele. 

Há quem pense que ele é membro de uma organização super secreta e só está esperando o momento certo para destruir todos a sua volta — e o mundo!

Mas, dando fim a todas essas especulações e boatos, minha mãe disse que esse é apenas o jeito dele, e que ele é assim desde pequeno.

A mãe dele morreu de um problema no coração quando ele tinha dois anos e o seu pai teve que mudar-se para Xangai a negócios quando ele tinha quatro. Ele ficou sob os cuidados dos meus pais... e desde que me lembro eu o tenho por perto.

É bizarro dizer isso, mas mesmo morando sob o mesmo teto que ele, eu raramente o via. Estava sempre trancado no quarto estudando, e até suas refeições, era lá onde ele as fazia...

Não é a toa que o seu QI é 200Gênio!

Mas quando ele atingiu os dezessete anos, ano passado, tudo mudou por aqui... 

Ele conseguiu se emancipar totalmente e alugou um dos apartamentos vazios, tornando-se meu vizinho. 

Senti que perdia uma parte de mim…

Mesmo que eu não cruzasse com ele pela casa, eu sabia que ele estava ali.

Mesmo que eu não convivesse com ele, eu tinha ele perto de mim

O amo em silêncio desde os meus sete anos de idade... e prometi a mim mesma que desse ano não passa.

Eu vou me declarar para ele! 

- Pode me dar licença...?

Eu ainda estava encostada em sua bicicleta, mas logo afastei-me, depois de olhar bem sua carranca.

- ...cochilei te esperando.

Ele apenas revira os olhos, me ignorando. 

Nós moramos no mesmo complexo de apartamentos e vamos à escola juntos todos os dias. 

- Podemos ir juntos hoje...? — Murmuro baixinho.

- Não

Sempre distante, sempre tão frio… sempre dizendo não.

- ...prefiro andar sozinho. — Murmura de volta. 

E quando penso em argumentar, ele sai pedalando pela rua, com a mochila nas costas. 

É

Melhor seria dizer que eu o sigo até a escola todos os dias... 

Então subo rapidamente na minha bicicleta e começo a pedalar tentando alcançá-lo.

Ele caminha, e pedala tão rápido, que dificilmente consigo acompanhá-lo… no entanto sempre, de alguma forma que não é matematicamente possível, eu acabo alcançando-o.

O meu coração diz que ele para e me espera na esquina do quarteirão… 

Mas a minha razão diz que sou louca e que sofro de esquizofrenia. 

- CASSIE!! — Ouço alguém gritar, assim que cruzo os portões do colégio.  

Era Amber.

- Vem!!! Vamos ver em que sala estamos esse ano!! — Ela diz me puxando e eu fito sofregamente Harry, sem querer deixá-lo.

Ele entende o meu dilema interno, e acena com a cabeça para que eu vá, e em seguida sai, sumindo por entre as pessoas. 

Choramingo comigo mesma. 

Outra vez sozinha.

- Vamos!! — Amber novamente me puxa.

E enquanto caminho pelos corredores, vejo muitos rostos conhecidos, e também muitos rostos novos — e perdidos. 

Essa escola é grande o bastante até para nós veteranos… 

- Está pronta…? — Amber pergunta, e eu só cruzo os dedos, assentindo.



 

                                                            Cassie Reed

                                                        Turma C / Sala 4 

 


 

H… 

H… 

H


 

                                                     Harry Edward Styles 

                                                           Turma C / Sala 4


 

                                                  Eu só podia estar sonhando...



 

NÃO

ISSO É MELHOR QUE ESTÁ SONHANDO!!

Harry estará na mesma sala que eu, por um ano inteiro! 

SÓ PODIA SER UM SINAL DOS CÉUS...! 

Isso é o mais perto que já consegui estar dele, eu sabia que o meu pedido de aniversário nos meus quinze anos não havia sido ignorado por Deus!    

- Atenção, alunos, bom dia. Esperamos que todos já estejam acomodados em suas salas para ouvirem o recado dos seus diretores... Qualquer dúvida, em cada corredor há um monitor de laranja para auxiliarem em suas buscas...

Era a voz da senhorita Moore, na rádio da escola.

É a segunda diretora da escola, e ela é bem legal.

Muito diferente do senhor De Niro...

- Bem-vindos a mais um novo ano letivo na River Hill High. Hoje, vocês se orgulham de frequentar uma escola como a nossa… Amanhã, a River Hill se orgulhará de ter tido estudantes como você. 

- É isso aí, alunos, bom dia. Aqui é o senhor De Niro, o diretor chefe de todos vocês. São mais de quarenta anos em excelência de ensino nessa instituição e eu posso dizer a todos vocês que eu sei o preço do sucesso. É dedicação, é trabalho duro, e uma incessante busca pelas coisas que você quer ver acontecer. Não permita que ninguém trabalhe mais duro do que você. Desejo a todos vocês um ótimo ano letivo. 

Rum… Está tão simpático hoje, senhor De Niro…

E de repente vejo Harry no corredor… vestindo sua T-shirt branca, jeans colado, com a mochila nas costas e seus fones de ouvido verdes...

Com o rosto abaixado para o celular... certamente tentando escolher a próxima música, ou quem sabe lendo algum novo descobrimento da ciência. 

E mesmo sem ser intencional, ele desfila e não anda...

Ele arranca olhares admirados de todas as garotas…

Ele ofusca todos a sua volta…!

Me torno um emoji com corações nos olhos, e mesmo hipnotizada, pigarreio, antes de ir na sua direção. 

- Harry? 

Ele sequer me escuta, continuando a andar (certamente por causa da música alta).

- Harry...?? — Dessa vez cutuco suas costas.

Ele se vira para mim, inexpressivo, mas espera o que tenho a dizer, tirando seus fones do ouvido. 

- O que...?

- Nós estamos na mesma sala este ano, não é o máximo…??? — Não contive meu sorriso de animação ao dizer.  

Ele molha os lábios com a língua, ainda me olhando, e um meio sorriso sarcástico surge em seu rosto.

- Vejo que a nota de corte baixou consideravelmente esse ano...

- Sim, diminuiu 6 pontos! — Confirmo alegremente. — E graças a isso eu pude entrar na turma mais avançada... A sorte deve estar do meu lado…!

Ele nega com a cabeça, ao rolar os olhos. 

- Por que adora me perseguir…? — Choraminga.

Meu fofo!

- Porque eu gosto de você. — Digo sorrindo, e ele suspira, bagunçando o meu cabelo antes de sair. — Hey! Espera!

- Regra número um, mocinha, não se corre atrás do crush, fazemos ele correr atrás da gente. — Sinto meu braço ser segurado por alguém. 

- Ellie! — Abraço-a calorosamente, eu bem espiei o nome dela na lista e vi que estamos na mesma sala também. — Nós estamos na mesma saala!

- Sorte sua por iisso...  

Rio em seu ombro. 

- Meninas! Meninas! A Bethany trouxe uma daquelas revistas da mãe dela, venham! 

E de repente todas nós rodeamos Bethany em busca de respostas e soluções para os nossos dramas adolescentes. 

Eram daquelas revistas que falam de horóscopo, simpatias, oráculos e muito mais. 

- Posso ver o meu…?

Acredito muito nisso.

- Claro! 

Ela me entrega uma das revistas e eu já corro para ver o que dizia o meu horóscopo do dia. 


 

Os astros mandam um recado especial para você…

A sorte foi virada a seu favor! 

Tudo o que desejar fazer, ou fizer, será abençoado pelo universo. 


 

Então não foi só impressão…

A sorte estava mesmo a meu favor…! 

- AH, BETHANY!! OBRIGADA!! — Devolvi-lhe a revista e saí em disparada em busca de Harry pelos corredores.

Segura e determinada, eu sabia bem o que queria.

Eu estava mais que decidida, e não podia passar de hoje... Já que eu contava com a ajuda dos astros e de todo o universo!

- Harry?? — Me esbarrava nas pessoas ao procurá-lo.

Eu estava insana! 

Avistei-o ao longe, sentado sozinho na grama, e corri na sua direção. 

Flashes de memórias me invadem no momento em que corro atravessando cada um dos imensos corredores até ele...

Conheço Harry desde que nasci... na verdade, quando eu nasci ele já estava em nossas vidas, pois seus pais e os meus eram melhores amigos desde o colegial. 

Conheço os seus gostos, e o que ele detesta… sei como fazê-lo rir, e também como levá-lo a loucura de raiva.

Sei pelo que às vezes ele chora escondido, sei dos seus medos mesmo que ele não conte a ninguém…

Sei o que ele precisa, o que ele tem e o que ele gostaria de ter…

Eu só não sei o mais importante para mim…

Se ocupo algum espaço na sua vida… 

Ou em seu coração. 

Mas eu estava há alguns passos de descobrir. 

Ele ergue os olhos para mim e eu me jogo de joelhos na grama, com a respiração acelerada e ofegante. 

Limpo o suor da testa e vejo que os seus olhos estão alarmados e confusos.

- Mas o que... — Me inclino sobre ele e calo sua boca com meu dedo. 

- Preciso te contar uma coisa muito importante, então só me escuta, Styles...! 

Sua respiração pesada batia contra o meu rosto… 

Nem o seu olhar me dizia alguma coisa, era o mesmo poço sem fundo e indecifrável de sempre.

Se o que você está percorrendo é o caminho dos seus verdadeiros sonhos, vá até o fim nisso.

Não deixe que o medo seja uma desculpa!

- E-e-eu… 

 Gaguejei, merda!   

- ...E-eu gosto de você romanticamente...!

Ouço seu resfolegar entrecortado e suas narinas tremem.

Eu finalmente disse...

EU FINALMENTE DISSE!

E apesar de todo o alívio que senti depois… eu quis que um buraco se abrisse sob nós dois.

Principalmente porque ele permaneceu sério e pensativo... Tão quieto.

Ele baixou a cabeça por um breve momento, e mordeu o lábio ao me encarar novamente. 

Meu coração batia no céu da boca, apertando a minha garganta!

- ...eu não… — Sua voz sai engasgada ainda em surpresa. — Desculpa... 

O observo, frustrada. 

Dói ouvir isso...

Um momento de silêncio se faz, em meio a um rio de pensamentos, e então o caos.

Minha cabeça começa a rodar... 

- ...merda… — Minha voz sai baixa e meio rouca.

Meu corpo parece escutar, como se fosse uma ordem, o que minha mente gritava incessantemente: NÃO CHORE AGORA! 

Mesmo que eu esteja realmente triste...

- Er... bom… — Mordo o canto da boca, raciocinando. — Me deixe pensar em um jeito então.

Ele ergue o olhar para mim, mas o desvia rapidamente, notavelmente envergonhado. 

Não sei se por sua recusa... 

Ou se por minha proposta.

Ele fez seu clássico gesto de erguer e franzir as sobrancelhas, tornando o seu cenho franzido.

Então vejo-o apoiar uma mão no chão, para pegar impulso, e meu corpo fraqueja quando ele se afasta de mim, levantando, ao pedir licença.

- ...você não vem? 

Demoro um segundo para perceber.

Ele está falando comigo…? 

Meu coração acelera, e encolho os ombros, sorrindo. 

- Claro…!! — Digo ao me levantar.

Existe alguma coisa em momentos assim, que não me deixa desistir dele...

É o tipo de coisa que faz o impossível parecer possível… E o universo parecer menor!

A minha esperança é do tipo que não cansa, não murcha, e nem sucumbe aos obstáculos e frustrações. 

Sorrindo, solto uma risadinha eufórica, e agarro em seu braço, o puxando até a sala onde ficaríamos juntos.

Mesmo que ele tente se soltar de mim durante o caminho inteiro, um meio sorriso nunca abandonava seu rosto ao tentar me afastar de si.

Mesmo que pareça que eu gaste todo o meu amor próprio o perseguindo… Tudo bem. 

Eu sinto que secretamente ele está esperando por mim.

 


Notas Finais




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