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História You're My Number One - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


HeeeLLO, amores ♡
Me contem... como estão vocês nessa quarentena...?
Eu espero de todo o coração que estejam bem e protegidos. Se cuidem, por favor!
Trouxe mais um capítulo novo pra vocês e espero muito que gostem, digamos que a partir desse capítulo, as coisas irão esquentar na história! Medo.
E
AHH
Leitores fantasMinhas, falem comigo, eu amo vocês também, viu <3


💠💠 Título do capítulo: Eu acho que me apaixonei por você. 💠💠

Boa leitura!

Capítulo 7 - I Think I Fell in Love With You


Fanfic / Fanfiction You're My Number One - Capítulo 7 - I Think I Fell in Love With You

 

 


 

                                                                    EM 2012





 

Cassie

 

Me pego olhando para Harry na fila do refeitório imaginando como seria beijá-lo. 

Ele devolve o olhar por alguns segundos e eu estremeço sentada sobre a cadeira.  

Eu amo nossas trocas de olhares... ainda mais quando ele sorri ternamente

Jamais cogitei que ele pudesse vir a se interessar por mim, acho que somos amigos demais para algo acontecer… O que me deixa mais apaixonada ainda, claro.

Garotas adoram um amor impossível.

- Não acha que beijar na boca pode ser nojento…? — Indago a Ellie, verdadeiramente absorta nesse pensamento.

- Posso te garantir que não... — Ela cantarola enquanto me olha com malícia.

Pulo imediatamente na cadeira.

- Você já beijou alguém…??? — Questiono-a velozmente, chocada com a informação.     

- Ficaria surpresa sobre quantos... — Meu queixo quase bate na mesa. — Você nunca…? 

Nego lentamente com a cabeça. 

- Estou me guardando para Harry. — Digo, convictamente.  

Ela não pôde conter a risada.

- Meus pêsames, amiga — Seu tom é de lástima e meus olhos se reviram. Imbecil. — Acho que Harry é assexuado.

Foi a minha vez de rir, explodindo em uma gargalhada.

- Idiota! — Empurro-a, ainda rindo.

Não sei quanto a ele, mas eu já me encontrei várias vezes imaginando como seria tocá-lo, prová-lo, ser tocada e tomada por ele — em pensamentos tão errados para a minha idade. 

Ele mexe com a minha cabeça e com os meus desejos mais secretos e íntimos...

Seria o fim do mundo — do meu mundo — se ele fosse desprovido de desejos sexuais, afinal um relacionamento à dois tem sim um lado físico, além do amoroso, já que os dois se tocam e se beijam para expressar afeto — E EU AINDA PRETENDO ME CASAR COM ELE UM DIA!

- Por que está da cor de um tomate...? — Ele surge do meu lado, cutucando minha bochecha esquerda com seu dedo indicador, de forma divertida.  

Sorrio abobalhada pra ele, que franze a testa, confuso.

- Você mexe com minha cabeça e com os meus desejos mais secretos e íntimos… — Divago, impensadamente, e Ellie se engasga com o suco que bebia, arregalando os olhos para mim.

Harry cora em nível extremo.

- O que…? — Ele murmura, baixo, e eu posso vê-lo queimando em vergonha.  

- E-e-eu — Gaguejo, corando igualmente. 

E AGORA, GÊNIA?! 

- Eu só estava pensando em uma música. É isso... uma música que ouvi ontem…! — E tento desviar meu olhar do seu, mas ele faz isso primeiro, sentando-se, mudo.

Minha vontade agora é sumir!

Sinto que Ellie me cutuca, estrategicamente.

- Bom... eu estava pensando aqui, Cassie… Como será que deve ser beijar alguém…? — Ela indaga, de forma investigativa, e vejo uma feição de nervosismo surgir no rosto de Harry, por mais que ele tente disfarçar isso enquanto mastiga.   

- Mas você não disse que — Ela me cutuca rapidamente e eu logo entendo. — Achava que era ruim beijar na boca…?

- Não sei… eu não entendo muito... O que você acha, Harry...? — Ela o pergunta e o mesmo quase cospe o suco de volta no copo. 

Ele se engasga bruscamente, tossindo sonoramente e corando. 

- E-eu-não sei t-ambém… — Ele diz entre tosses.

- ...você está bem…? — Me preocupo com seu engasgo súbito.

Ele assente, ainda tossindo.

- Então quer dizer que você nunca beijou alguém…? — Ela o sonda, me olhando rapidamente de canto, como se me dissesse ‘’eu sabia’’.  

Ele arregala levemente os olhos diante daquela pergunta tão invasiva.

- É claro que já beijei alguém... — Ele murmura, de forma calma, e sua resposta me deixa desolada.

Olho para ele, sentida, e ele desvia o olhar rapidamente.

- Por que dessa pergunta...? — Ele questiona, de cabeça baixa.

- ...nada… — Ellie tenta disfarçar que ele foi testado e dá de ombros. — Eu só queria saber se você entendia do assunto... 

Ele cora, mas não diz nada. 

- Se você beijou alguém ou não, eu não ligo! — Cuspo as palavras, tentando não transparecer meu ciúme. Claro que falhei. — Eu também já fiquei com um garoto, e ele beijava muito bem! — Minto descaradamente e Harry me encara, mortalmente, com a sobrancelha arqueada. Oh céus.

Ele ficou com ciúmes??

- Que ótimo então! — Ele rebate irritado, e se levanta, me dando as costas. 

Ellie analisa aquela explosão dele enquanto estou boquiaberta e golpeada com o que aconteceu.

- Cara, a fila tava gigantesca, por Deus! — Leif chega, comentando.

- Ele saiu porque chegamos…? — Dylan aponta para Harry, que saía a passos largos do refeitório.

Só nego com a cabeça, entristecida. 

- Então, chefe — Dylan inicia, antes de começar a comer seu almoço. — Hoje à noite é aquela minha competição no Ginásio Aquático Olímpico. Posso pedir que coloquem o seu nome na lista de privilegiados…?

Assinto, ainda chateada com aquela briga. 

Meu Deus, a gente realmente brigou...?

Nem isso eu sabia!

E por qual motivo, afinal...?!

Por que eu tenho que ser amaldiçoada até no amor...? 

Quer dizer...

Principalmente nele??!

- Chefe — Desvio meu olhar para Dylan, que me chama de novo. — Por que parece tão triste...?

Coço a parte de trás da orelha.

- Não é nada... eu estou bem — Sorrio com uma falsa animação.

- Não fique tão triste assim… Você é a chefe de um futuro campeão olímpico — Ele diz, sorrindo, e eu fico surpresa e ao mesmo tempo curiosa.

- Wow… você conseguiria mesmo ganhar uma medalha ouro, olímpica…?

- Vá me ver competir mais tarde e ganharei a medalha de ouro para você. — Tento sorrir, pois sei que é algo importante para ele. 

Então sorrio fraco e assinto.

- Agora vou pra sala, gente… — Murmuro, voltando ao desânimo, e todos me olham admirados. 

- Mas nem tocou o sinal ainda — Leif contesta, mastigando. — Faltam dez minutos... — Conta, ao olhar em seu relógio de pulso. 

- ...mesmo assim eu vou… tchau — Ellie me analisa, silenciosamente. 

- Eu vou com você. — Ela avisa, apontando, e eu só assinto, pegando seu braço e entrelaçando-o no meu. 

Vamos em silêncio para a sala, eu apenas não tenho palavras.

E chegando aqui, como era de se esperar, Harry está sentado em sua cadeira, lendo um novo livro de biologia. 

Certamente o alugou na biblioteca.

Meu queixo se ergue esnobe, e viro o rosto na direção contrária a ele, passando por sua cadeira, e noto pelo canto do olho que ele também evita me olhar. 

Ótimo

Que fiquemos brigados mais uma vez!

OU PARA SEMPRE!

Mas sinceramente não o entendo.

Se você fosse Harry Styles — sabe, um aluno totalmente A, que já passou para Harvard e mais três faculdades importantíssimas ao resolver em casa as provas antigas do processo seletivo deles — por que você iria se importar com uma garota que só tira D nas matérias e não consegue nem multiplicar frações…?

Acho que é impossível Harry gostar, e, sentir ciúmes de mim. Quer dizer, tenho que admitir, houveram umas dez vezes em que eu pensei que ele gostava e que ele sentia ciúmes. Mas isso foi claramente apenas um desejo de minha parte. Totalmente do meu coração. 

Quer dizer, por que um cara como ele, que pode realmente ter a garota que quiser, e quantas quiser, se interessaria por uma garota como eu, que além de já ter dito que está apaixonada por ele — e ele simplesmente, e educadamente, rejeitou — é totalmente azarada, sem graça, desastrada e pode ser reprovada a qualquer hora e, ironicamente, estará tendo aulas com o próprio, na monitoria...?

Exatamente, não há como

Eu não tenho nenhum direito de sentir raiva do fato dele não ser apaixonado por mim também. 

Absolutamente nenhum direito mesmo.

Mas ali estava ele, com Nancy, e isso sim me deixa com muita raiva e ciúmes. 

O cinismo dessa garota não tem limites, ela está pedindo explicações a ele sobre conteúdos que provavelmente ela sabe! É CLARO QUE ELA SABE, ELA É A NÚMERO 2 DA CLASSE

Cutuco Ellie de lado que já estava observando os dois com uma expressão ácida. 

- Essa garota não tem mesmo o senso do ridículo… — Ela solta um rosnado e eu empurro levemente seu braço. 

- Deixa ela… — Sussurro, com um presunçoso sorriso. — Ele é assexuado.  

Ela quase molha o meu rosto de cuspe ao explodir em uma gargalhada. Na verdade ela cuspiu um pouco sim, e ficaram os dois nos olhando enquanto ríamos histericamente. 

Rir mesmo. 

De chamar a atenção de todos que passavam no corredor. 

É quando o sinal do intervalo toca. IIIIIaaaaóóóóóOOOOOOOOnnnnn! E os alunos começam a entrar na sala, barulhentos. 

Limpo as lágrimas que formaram-se nos meus olhos, rir é bom e faz bem, mas chorar de rir é melhor ainda.

- Hey, garotas! — Leif chega risonhamente e Dylan franze o cenho para mim, sério e alarmado.

- Quem fez você chorar, chefe...?? 

- Só uma boa piada... — Solto um risinho com Ellie.

Leif sorri, sentando-se, e apoia a cabeça em uma das mãos, olhando-me. 

- Conta, Síh… Eu quero rir também… — Ele pede inocentemente.

- Ah, cala a boca, idiota... — Ellie o tapeia no ombro, mas há leveza em seu comportamento e ele sorri totalmente abobalhado.

Ah, o amor... 

Faz tantas vítimas…

- Boa tarde, classe, abram seus livros na página 88. — Diz o professor de física, entrando, e já escrevendo coisas na lousa.

Pego Harry me olhando, e ele apenas engole seco, ao ficar vermelho, e logo vira a cabeça, começando a escrever em seu caderno.

Troco um olhar com Ellie, e ela assente sagazmente, dizendo-me que também o flagrou. 

Viram porque não entendo esse garoto...?

Folheio alguns capítulos do livro e então abro na página 88. 

Movimento Browniano.

SOCORRO!

- O movimento Browniano é o deslocamento aleatório de partículas em suspensão num meio fluido. — O professor inicia a matéria. — O primeiro cientista a estudar o fenômeno, em 1827, foi o botânico escocês Robert Brown. 

Por que temos que estudar física…?

Por que temos que estudar todas as descobertas mirabolantes desses físicos, químicos, biólogos e matemáticos que não tinham nada de melhor para fazer, que ficar ‘‘Hum, isso é interessante, vamos por aqui”, vamos ferrar com a vida de milhares de estudantes que não irão entender nada disso em alguns anos. ME DIGAM POR QUE E PARA QUÊ??

Eu sei que a física se encontra em tudo o que vivemos. Eu sei. Todas as nossas ações, o que comemos, o que tocamos, o que sentimos, envolvem física.

E para sustentar esse argumento, podemos usar o exemplo do simples ato de caminhar. 

Quando nosso pé encosta no chão, existe atrito entre os dois, e é exatamente esse atrito que provoca um impulso, também chamado de força, capaz de nos empurrar para a frente, permitindo que caminhemos.

A física também é necessária para entender como funciona o planeta, a vida na Terra, e o corpo dos seres humanos, e é fundamental para que sejam feitas novas descobertas, inclusive em prol da humanidade.

Okay! Já entendi e eu mesma respondi, estudar física é importante, e, por mais que seja difícil, devido à forte presença da tão detestada matemática, é necessário estudarmos física para compreender o mundo que nos cerca.

Mas o restante da aula não foi nada agradável. Eu simplesmente detestei a matéria! E percebi que não seria fácil acertar alguma questão dela. 

Por causa da tal ‘‘briga’’, não esperei que Harry e eu voltássemos juntos pra casa quando o sinal para o fim das aulas tocou. 

- Hora de ir nadar! — Dylan diz, ao se levantar. — Nos vemos mais tarde, chefe...! — Ele sai tão apressado, certamente estava indo se preparar para hoje à noite.

Noto que Harry ouviu, e sua feição parece fechada, totalmente mal-humorada.  

E eu estava tão certa sobre ir para casa sozinha, que ele unicamente se levanta, colocando a mochila nas costas, e sai sem sequer nos dar tchau. 

É, às vezes Harry sabia ser boçal.

- O que foi que deu nele hoje…? — Leif murmura, parecendo ofendido.

- Eu tenho uma teoria... — Ellie me olha de soslaio, e sorri, com um olhar suspeito.

E eu fico totalmente sem entender.

- O que? — Leif para por um momento, então continua: — Fizemos alguma coisa pra ele...? — Ele realmente quer saber. Quer preservar seus amigos agora que finalmente os tem. 

- Prefiro guardar minha informação por enquanto e observar um pouco mais… — Ela diz misteriosamente.

Ah, certo. Claro. Pra mim ela ia dizer!

- Okay... — Leif assente e aperta o meu ombro. — Então, vamos? — Me torno perdida.

- Pra onde, gente...? — Pergunto, e ele retruca com um sorriso enviesado.

- Vou te dar uma carona até em casa. 

- Awwwnnn, você é o melhor amigo do mundo...! — Digo, abraçando-o com carinho.

Ele ri, abraçando-me também, fazendo Ellie revirar os olhos.

- Deus, vocês são tão melosos… estou com náuseas — Ela pragueja, fazendo uma expressão de asco, e Leif ri, ajeitando o óculos sobre o nariz. 

- Gostaria de um abraço também, Sunshine…? — Ele sorri, amavelmente.

- Deus me livre! — Ela rapidamente levanta, indo às pressas até a porta.  

Leif olha para mim e dá um largo sorriso.

- Ela me ama

Deus, ele está cego de amor…

Consegue estar pior do que eu.

Não… 

Eu estou muito, muito pior.

Estou ferrada no amor.

- Você viu…? Ela ficou com ciúmesela me ama... 

Rio com seu jeito e o puxo pelo braço até a porta enquanto ele ainda murmura em devaneios. 

 

 

 

                                                             Horas depois

 

 

 

 

Harry

 

Já tiveram um dia em que tudo estava dando errado...? 

Pois é, hoje tudo deu errado. 

Talvez nem tudo, não quero ser injusto, pois Cassie e eu fomos para a escola juntos e eu pude ver nos seus olhos a felicidade que também estava explodindo dentro de mim. 

Mas nós brigamos, e isso tornou todo o resto do dia horrível.

Odeio quando brigamos, e por mais que sejamos orgulhosos, eu sei que ela também odeia. E eu sofro só de imaginá-la chorando agora no seu quarto. 

Eu não sei o que está acontecendo comigo… 

Meus sentimentos estão tão confusos que nem ouso dizer o que sinto, com medo de errar. 

Eu estou perdido dentro de mim… 

O que será que estou sentindo…?

Eu achava que o vazio que havia em mim me impedia de amar, mas de um tempo pra cá, meu coração passou a pulsar diferente. 

Nunca fui bom em lidar com sentimentos, sabe. Sentimentos são complicados e me causam pânico.

É quase uma fobia. 

Isso o meu pai me ensinou muito bem…

Quer dizer, muito mal. 

Eu não consigo falar porque demonstrar sentimentos é a mesma coisa que ficar vulnerável. Se eu dissesse o que realmente sinto, e penso, tenho certeza de que iria me sentir no meio de um campo de guerra pronto para levar um tiro fatal a qualquer momento. 

Dizer nossos sentimentos em voz alta faz com que se tornem realidade, faz com que o mundo saiba disso, e faz com a pessoa da qual você os esconde saiba também. 

Tenho bloqueio em dizer o que sinto para qualquer pessoa que seja importante pra mim, e só digo para o meu diário como realmente me sinto, porque sei que ele não vai me encher de perguntas e nem me criticar ou rir do que eu estou sentindo. 

Ah, é. Sim. Eu tenho um diário... 

E eu não sei como dizer isso a vocês, mas ele é o meu melhor amigo. 

Por mais que Cassie seja uma amiga companheira, leal e carinhosa, é com ele que eu tenho uma relação totalmente íntima e transparente. 

Quando eu tinha sete anos, e ainda acreditava em papai noel, eu pedi que ele me desse um diário como presente de natal. 

Talvez por me sentir tão sozinho e triste, e farto de conversar somente com meus amigos imaginários.

Já que eu não conseguia falar o que sentia, ao menos poderia escrever.

Mas quando o natal chegou, eu não sabia se o papai noel ia dar o que eu havia pedido. Pois na árvore só havia a bicicleta rosa da Cassie e uma caixa grande demais para conter somente um diário dentro. 

E de repente…

‘’Que legal… um videogame...’’ , eu me forcei a sorrir e parecer feliz com o presente.

‘’Gostou??’’, o tio Peter perguntou e eu fiz que sim com a cabeça. 

Eu estava grato, mas não era o que eu realmente queria. 

‘’Não acabou ainda, viu? Esse foi o meu presente... Mas o papai noel mandou esse aqui...’’ 

E então ele pegou um embrulho menor, que parecia ser um livro.

Cassie saltitava como uma lebre, em volta de mim, curiosa, pensando no quê poderia ser mais legal do que um videogame, sendo tão pequeno daquele jeito. 

‘’Abre, abre, Hazza!’’, ela pedia, eufórica, mas nem precisou, pois já imaginando o que era, eu rasguei totalmente o embrulho assim que o peguei. 

Meus olhos brilharam de alegria quando o vi, era o diário que eu sempre quis.

Ele era preto, com muitas folhas, de capa dura e tinha um pequeno cadeado. 

‘’Ele é perfeito!’’, sorri extasiado, enquanto Cassie, agora confusa, tentava entender porque eu tinha gostado mais de um ‘’caderno feio’’ do que de um videogame, como ela mesmo falou. 

Eu só não entendia uma coisa… 

Por que diários tinham que ser coisa só de menina.

Uma vez o levei para a escola e vocês devem imaginar o que aconteceu. 

Todos zombaram de mim e me chamaram de marica, e eu nunca chorei tanto quando cheguei em casa.

Tenho esse diário até hoje, e apenas vou trocando as folhas para nunca ter que me desfazer dele. Somos amigos.

Não sabem que a força de uma amizade vence todas as diferenças…?

Mesmo que eu não saiba o que, eu sinto que algo mudou dentro de mim, e o problema é que agora esses sentimentos e emoções estão aqui, misturados, ocultados, e as vezes eu transbordo eles em atitudes bruscas, impensadas e cruéis. 

Mas fazer o que... é o meu jeito imprudente.

Por isso Cassie e eu brigamos hoje… eu nem mesmo sei porquê fiquei tão irritado em saber que ela já beijou alguém na boca. 

A vida é dela. Ela faz o que ela quiser. 

Beija quem quiser!

Estão vendo…? 

Estou irritado só de voltar no assunto.

Acho que pra vocês entenderem melhor o que aconteceu no refeitório — e provavelmente todos os meus atos impensados de agora em diante com ela — eu preciso explicar uma coisa. 

Eu sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever...? Acho que assim: acontece uma coisa, aí dessa coisa me vem um sentimento ou emoção, e eu, em vez de refletir sobre, sensatamente, ajo quase que imediatamente — e muitas vezes movido pela raiva. 

Mas quando a cabeça esfria e eu penso no que fiz, eu me arrependo… 

E como me arrependo.

Vejo que já é noite, e dou uma bagunçada no cabelo, fechando o livro de física, desistindo de estudar.  

Eu não estava conseguindo mesmo.

Pego em cima da cama a caixa do chocolate favorito dela, que comprei no mercado quando voltava da escola, e vou até o seu apartamento para pedir desculpas. 

Cassie é a única pessoa no mundo capaz de fazer eu engolir o meu orgulho. E eu não entendo isso, nem o porquê. Eu só me rendo…

Sempre foi assim. 

Mas de um tempo pra cá piorou, já que dói na minha alma ficar mais do que duas horas brigado com ela. 

Por que duas horas…? 

Bom, porque eu preciso de uma hora pra estar realmente com raiva dela e me acalmar, e eu preciso da segunda hora para poder me preparar para pedir desculpas.

Eu sei, eu sou estranho. 

 

Diing dooooooong

 

E só desejo que a minha voz saia no momento que eu vê-la. 

- Harry…? — É a tia Cheri, mãe dela. 

Meu Deus, é agora que ela vai me encher de...

- Meu anjiiiinho…! — Ela segura firme o meu rosto, me enchendo de beijos por toda parte. — Como está, meu amor…? Como está?

- E-eu tô bem, t-tia… e a s-senhora...? — Digo entre os intervalos dos beijos.

Apesar de ter sido criado como um filho por ela e pelo tio Peter, Cassie e eu não fomos criados como irmãos, e eles nunca me obrigaram a chamá-los de pai e mãe.

Eu cresci chamando eles de tios e nunca tive Cassie como minha irmã. 

- Estou bem, meu amor… — Ela diz, afagando as minhas bochechas. — Diga, que bons ventos o trazem…?

- Eu posso falar com a Cassie…? — Murmuro baixinho e ela balança a cabeça calmamente.

- Cassie não está... — Diz, se encostando na porta. — Ela foi se encontrar com um amigo... Dylan é o nome… eu acho... 

Meus olhos se ampliam e sinto como se o meu corpo inteiro tivesse se desligado. 

E subitamente quero ir embora, mas sequer consigo me mexer. Não digo nada. Nem sei o que fazer!

- Era importante...? — Ela pergunta de uma maneira inocente. — Por que não liga no celular dela? 

Forço um sorriso e olho para baixo.

- Eu falo com ela depois... — Respondo, ao erguer a cabeça, e ela parece ler a expressão em meu rosto.

- Você está bem, querido…?

Talvez não.

Mas assinto.

- Com quem está falando, querida…? — Ouço o tio Peter vindo até a porta. — Harry...? — Ele parece surpreso em me ver.

- Oi, tio… — Murmuro ao cumprimentá-lo e ele sorri de lado.

- Está bonitão, rapaz…! — Sorrio sem jeito. — Há quanto tempo não o vejo… Já está um homem! — Nunca mais tínhamos nos visto mesmo. Ele trabalha muito.

- Obrigado, tio... — Digo acanhado e ele bagunça o meu cabelo, sorrindo.

Dou-lhe um sorriso triste e antes de eu ter a chance de dizer qualquer coisa, o telefone da casa deles toca, me dando a chance perfeita para fugir.

Me despeço deles com um boa noite, e ando pelo corredor com o coração apertado, e com o pensamento andando em círculos em torno de um único ponto.

Cassie e Dylan juntos

Para ser sincero, não sei o que pensar em relação à Cassie e Dylan juntos. Ele é até legal, eu admito, e a protege como um verdadeiro cão de guarda. 

Mas me irrita que ele cole tanto nela e principalmente saber que agora eles estão saindo juntos. 

Entro em casa, e sinceramente minha vontade é gritar, mas respiro fundo e continuo o caminho até meu quarto.

Me sento no chão e fecho os olhos, encostando a cabeça na cama. Algo dentro de mim formiga

O lance é que tem um caroço enorme na minha garganta...

O mundo gira, gira, gira, e tento respirar com calma, mas… a raiva volta e me domina.

Pego meu diário na mesa, limpando-o só um pouco.

O apoio em minhas pernas, sobre o travesseiro, e faço apenas uma ligeira pausa antes de começar a escrever.

Escrever alivia a alma… 

Principalmente quando tudo está em combustão dentro de nós.

 

 

Eu não consigo achar uma maneira de descrever isso.

Está aqui dentro...

E tudo que faço é tentar entender.

Eu gostaria que isso simplesmente fosse embora… Toda essa dor e angústia... Eu só preciso respirar novamente.

Eu estou tentando lembrar se alguma vez já senti isso… se já estive rodeado por tantas coisas… e sentindo as minhas proteções irem embora. 

Se eu já senti tudo ao meu redor se transformando e se movendo tão rápido...

E de repente, eu percebo, que eu nunca me senti assim. 

Eu estou tão exposto... e isso parece tão certo.

Eu me sinto cruelmente desprotegido... e isso parece tão errado. 

O que diabos aconteceu comigo…?

Eu me tornei uma bagunça e tanto!

Eu achava que me conhecia, mas dentro da minha cabeça, eu não posso lidar com toda essa confusão.

Eu sou incapaz.

Eu não posso me ajudar, eu posso simplesmente assistir.

O que está errado, o que está errado agora...?

Muitos, muitos dilemas! — algo me responde de volta.

Por que tudo está tão confuso...?

E aí eu penso:

Talvez eu só esteja fora de mim um pouco...

Alguém chame um médico, eu preciso de um reparo. Eu estou passando dos meus limites!

E embora eu não tenha respostas claras para todas as minhas dúvidas... 

Eu sinto que tudo isso é por causa da Cassie.

 

 

 

 

Dylan

 

Apalpo meu ombro dolorido e o massageio mais um pouco para tentar aliviar o incômodo que sinto.     

Ele está assim desde a queda que levei junto com a Cassie, da bicicleta, e isso está me deixando extremamente nervoso, pois não fui bem em nenhum dos treinos, por causa das dores.

Vejo que todas as arquibancadas do ginásio estão lotadas, mas não enxergo nenhum sinal da chefe.

Será que ela não vem...?

- Boa noite a todos! A competição juvenil de natação está começando o seu terceiro dia! 

E o ginásio se encheu de aplausos.

- Nas corridas preliminares, haviam 16 talentosos competidores, buscando a medalha de ouro. E hoje, após três dias de competições, Dylan Woods permanece na disputa, assim como Justin Byrd! — Mais aplausos são reproduzidos pelo lugar.

Espio novamente as arquibancadas, procurando-a, mas não a vejo em nenhum lugar. 

- E a competição começa formalmente agora

- Entre lá e dê tudo de si. — Diz o meu treinador. 

- Sim, senhor. — Acato. 

Ambos assentimos e então finalmente começo a andar até a área das piscinas. 

- Dylan Wood entrou, pessoal!

A onda de aplausos foi ainda maior desta vez.

- Agora recebam Justin Byrd na arena!

Então todos os nadadores se posicionam na beirada da piscina, e eu baixo meu tronco na altura da cintura, deixando os dedos dos pés passando um pouco da linha da borda, ficando de prontidão.

Concentro-me o mais perto da superfície hídrica, e empurro o chão com os pés, caindo na água, quando soam o apito. 

E pelos próximos minutos... tudo acontece em uma espécie de transe.

Nada mais importa.

Nada mais existe.

É como se eu estivesse aqui, mas não estivesse.

Não tenho que pensar em nada.

Nem nas dores que já alcançam o meu ombro direito em meio as braçadas, pois não há como parar, só persistir

Alcanço a outra borda tocando-a com a mão e dou um giro, voltando, tentando dobrar minha velocidade na segunda volta. 

- Bravo!! Jimmy Adams está em primeiro!

Droga... 

Saio da piscina, frustrado, eu disse a chefe que ganharia pra ela a medalha de ouro. 

Fungo com a respiração acelerada e olho para o painel de colocação.

Eu estava em segundo. 

Cumprimento Jimmy pela vitória e vejo umas dez câmeras se aproximando da gente, atropelando umas as outras, e no mínimo umas três voaram em cima de mim, enquanto eu tirava minha touca, ainda ofegante.  

- Dylan Wood, no passado você sempre foi o primeiro em todas as competições que participava, e dessa vez, você ficou em segundo. Como se sente sobre isso...? — A entrevistadora pergunta, colocando o microfone à minha frente.

- Na verdade… — Murmuro.

É quando ouço:

- DYLAN WOOD! VOCÊ É O MELHOR! 

Viro o rosto para a arquibancada, reconhecendo a voz, era Cassie, sorrindo e pulando, ao segurar um cartaz escrito: você é o melhor, Dylan Wood!

Só fico parado, encarando o cartaz... 

Meu coração bate forte e sinto meu rosto ficar muito quente.

- VOCÊ É O MELHOR, DYLAN WOOD, SIGA EM FRENTE!  

Sorrio em resposta e meu coração falha uma batida. 

Eu tenho a melhor chefe do mundo. 

Mordendo o lábio, ouço o meu próprio suspiro e olho pra baixo, ainda sorrindo.

- Se é o segundo lugar…? Que seja então… Não é ruim... — E assinto para a câmera, saindo.

Caminho até o vestiário, massageando o meu ombro direito, e faço um sinal para Cassie, que ela me espere, para irmos embora juntos.

Um sorriso volta ao meu rosto, enquanto o meu coração dispara ao lembrar do cartaz, da sua atitude, e por ela ter realmente vindo.   

Cara, o que está acontecendo? 

Entro no vestiário, pensativo, e vejo meu pai, já me esperando, com uma cara nada boa. 

Afundo no banco, me sentando, ainda ensopado de água. 

Ele já estava de mau humor antes mesmo da disputa começar, por ter visto meu desempenho nos treinos. 

O tempo vai passando e ele está há 15 minutos em silêncio, e no mundo do esporte, e no mundo de atleta e treinador, isso quer dizer que viria coisa muito ruim em seguida. 

É, além de meu pai ele é meu treinador.  

Garanto a você que nada é pior do que meu pai em modo silencioso.

- VOCÊ NADOU TÃO DESCUIDADAMENTE!! 

Só tento respirar fundo, e esquecer da Cassie um pouquinho, em vez de ficar suspirando e sorrindo, suspirando e sorrindo, como um insano.

- DYLAN! — Ele parece bravo. — DYLAN!! — Ele repete mais alto. — Você não ouviu nada do que eu disse?!?

Exatamente

- Desculpa... 

Ele respira friamente. 

- Não quero ouvir suas desculpas! Esse comportamento disperso é imperdoável, e eu não vou tolerar, AINDA MAIS DEPOIS DE HOJE! 

Olho para ele de lado, uma olhada rápida, e mantenho o olhar diretamente à frente, encarando o chão.

- Se você quer ser um campeão mundial, aja como tal! SEJA DEDICADO!

- Sim, pai, eu entendi... — Respondo, tentando ao mesmo tempo não olhar para ele, mas fazer com que ele pense que estou olhando, porque é meio impossível escapar do contato visual quando se está falando com o seu treinador.

- ‘’Sim’’ o que?! — Ele pergunta, duramente.

- Sim, treinador, eu entendo. — Digo novamente, pois estou falando com meu treinador agora e não com meu pai, e é assim que devo tratá-lo. 

- Será que você consegue vencer na próxima...?! — Ele dispara, e joga a prancheta ao meu lado no banco, antes de sair, enraivecido. 

Ele praticamente disse que eu não era capaz. 

Olho calmamente para a prancheta e pego-a para ver os meus registros, e eu nunca tive resultados, um desempenho tão ruim. 

Ninguém gosta de perder, isso é fato. Mas se eu não conseguir dá um jeito nesse ombro fodido, eu perderei bem mais do que uma simples competição. 

Pego minha toalha no armário e me enxugo, trocando de roupa rapidamente.

Já fiz Cassie esperar além da conta. 

E estava ansioso para vê-la também!

Quando chego na ala das piscinas, vejo Cassie, sentada na primeira fileira das cadeiras, e quando ela me vê, começa a caminhar lentamente em minha direção.

- Oi…! — Ela diz, daquele seu jeito animado. — Sua chefe irá te levar para comer! — Ela dá batidinhas no meu ombro esquerdo. Graças a Deus, se fosse o direito eu uivaria de dor.

Dou um sorriso de lado e assinto, passando meu braço esquerdo por cima dos seus ombros.

Pegamos um táxi e logo estávamos na Estação do lanche. 

Ela pediu duas porções de batata frita pra gente e um milkshake de morango só pra ela, já que eu não podia sair totalmente da minha dieta de atleta. 

Acho que ela sente o meu olhar sobre ela, tão fascinado, pois ela olha pra mim, me pegando no flagra.

Sorrimos fraco um pro outro e desviamos o olhar rapidamente. 

- Ainda está triste…? — Ela pergunta, baixinho. — Estava com o olhar tão perdido...

Assinto para tentar disfarçar que eu só estava com o olhar perdido, contemplando-a. 

- Olhe para mim — Então a encaro, prudentemente. — Adivinhe quantas vezes fiquei em primeiro lugar em alguma coisa...?

- Quantas vezes...?

- Azaradamente nenhuma. — Tento não rir, mas acabo rindo, e ela sorri satisfeita. — Você finalmente riu — Sorrio em resposta. — Agora olhe para mim e aprenda… — Ela diz, com uma feição gentil. — Eu tive 15 anos de decepções… mas a cada decepção, eu fico mais forte — Assinto, acatando. 

- Tudo que minha chefe pedir.   

Ela ri fraco. 

- Ah — E aponto para o cartaz. — Pode me dar...?

Ela enruga a testa levemente, mas assente.

- Gosto de guardar os mimos das minhas fãs... — Digo ao pegá-lo, tentando disfarçar o meu real motivo.

- E quem disse que eu sou sua fã, seu metido...?

Rimos no mesmo momento. 

- Oh, me desculpa — Ela diz quando o seu celular começa a tocar desenfreadamente. — Oi, mãe… Sim, eu já esto… mãe, eu… sim, eu sei que acordo cedo, mas… mãe… — Caramba… espero que ela não esteja em maus lençóis por minha culpa. — Okay, mãe... eu já estou indo.

Meu peito se aperta ao ouvir isso. 

Estava tão bom ter a ajuda dela em um momento como esse. 

Ela encerra a ligação e me encara com uma expressão honesta.

- Eu preciso ir, me desculpa… — Assinto, compreendendo. 

- Eu entendo...  

- Obrigada por entender — Ela diz, ao se levantar.

Também me levanto, não tinha porquê ficar. 

Ela se aproxima de mim e eu quase perco o fôlego ao perceber que ela está prestes a me abraçar. 

- Até amanhã na escola. 

Ela beija a minha bochecha levemente, e na verdade eu não faço ideia porque o meu coração disparou tão rápido.

- O-obrigado, a-té. — Gaguejo, sentindo o meu estômago revirar-se, e ela ri me dando um tchauzinho, antes de ir embora.

Puta merda. 

Engulo em seco, sem conseguir acreditar no que ela está fazendo comigo. 

Droga... 

Acho que estou ficando afim da minha chefe.

 

 

 

                                                              No outro dia...

 

 

 

Cassie 

 

Saio apressadamente do banheiro terminando de abotoar minha calça jeans.

Não queria perder mais tempo, já acordei atrasada — e sim, minha mãe tinha toda a razão ontem sobre dormir tarde e atrasos.

Apresso-me pelas escadas, Harry e eu não fizemos as pazes ainda, mas quem sabe ele esteja me esperando…?? 

Mas abro o portão pra rua e meus olhos formigam ao ver o lugar da bicicleta dele vazio.

Por que eu pensei que ele me esperaria…?

Chuto algumas pedrinhas no chão e sigo pela viela até a avenida principal, chateada e triste. 

Agradeço aos céus não estar quente, mas decido pegar um ônibus para não chegar atrasada como quase todos os dias tem sido. 

Chego rapidamente na escola, e corro até a sala, ao ver que o pátio e o gramado já estavam quase vazios. 

Não tem uma viva alma à solta, os corredores estão sem ninguém e quando entro na sala, miro Harry sentado, com os braços apoiados na mesa, lendo alguma coisa. 

Ele vai me ouvir!

- Posso falar com você? — Pergunto-o, seca, mas polida.

- Estou lendo. — Sua resposta é ríspida.

- É rápido. — Rebato.

- Talvez depois. — Ele retruca, em um tom desinteressado.

Odeio quando ele me trata assim todo indiferente.

- Então não pode falar comigo…? — Ele sequer responde, só me ignora totalmente. 

Fecho bruscamente seu livro e o pego pela gola da t-shirt, arrastando-o comigo até o corredor. 

- Você está louca?! Eu estava lendo!! 

E o empurro na parede, fazendo-o rugir baixinho. 

- Eu sou louca sim e por isso você vai me escutar!

Poucos centímetros nos separam…

E vejo ele descer o olhar para a minha boca assim como olho para a sua. 

- Por que não me esperou hoje? — Pergunto, e ele arqueia a sobrancelha enquanto me encara.

- Porque eu não quis! — Faz questão de falar. 

- Mas

- Achei que viria com o Dylan! — Me corta, visivelmente irritado. — O que foi? A carona dele não deu certo e por isso se lembrou do idiota aqui!?

Fico totalmente confusa, porém um pouco animada. Ele está com ciúmes...?

- Mas

- A partir de hoje peça que ele te traga todos os dias para a escola, porque eu não vou mais fazer isso! — Meus olhos se enchem de lágrimas, mas dou de ombros, fingindo não importar-me.

- Não sabe como isso me faria feliz. 

Ouvimos a voz de Dylan, e sua presença é notada por nós de imediato.

Vejo que os olhos de Harry escurecem, seus lábios tremem, mas ele fica em silêncio.

Ele volta seus olhos para mim, e eu conheço esse olhar.

É o mesmo de quando ele está triste.

- Aí está sua carona, Cassie Reed... — Ele sussurra, com um tom distante, e eu percebo que ele está magoado. 

Ele se desvencilha das minhas mãos, saindo sem dizer mais nada. 

Se eu soubesse que as coisas terminariam assim, teria ficado calada minutos atrás.

Enquanto chuto e soco a parede repetidas vezes, Dylan tenta me segurar, e então eu paro. 

- Você está bem, chefe...?! — Ele me olha com a expressão preocupada. 

Nada está... e inclusive nada irá ficar bem. Nada

Tá tudo errado nessa minha vida pequena.

Mas sorrio calmamente para ele, mesmo que o meu coração esteja doendo.

 


Notas Finais


A CASSIE TÁ PODENDO DEMAIS, MINHA GENTE
DOIS GATOS MARAVILHOSOS TOTALMENTE NA DELA E AAAAAAA SE ELA PUDESSE VER ISSO!
Agora me digam...
Vocês gostam de um triângulo amoroso…?
Quero saber, hein!
Me contem tudo o que acharam do capítulo de hoje <3


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