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História You're My Person - Capítulo 36


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Notas do Autor


Olá!!
Mais um capítulo chegando!

Boa leitura!

Capítulo 36 - Vingança.


 

Por Regina

 

Era quinta-feira, dia do aniversário de Emma. Preparei uma surpresa simples, mas acredito que ela irá gostar. Ruby havia me passado uma lista com quase 50 livros onde dizia que eram os favoritos de Emma e vi que muitos desses livros também eram meus favoritos. Fiz questão de comprar o máximo de livros da lista, queria agradá-la e vê-la feliz era também motivo para eu estar feliz.

Horas mais tarde, Emma foi até minha sala, entra com o cartão em mãos e um sorriso no rosto. A alegria estampada em seu rosto, o que automaticamente me deixa feliz.

[...]

- Você gostou?

- Como assim? É simplesmente maravilhoso.

- ... Fico feliz que tenha gostado.

[...]

- Só eu sei o quanto eu queria te beijar agora.

- Não tem ninguém te impedindo.

Já não havia mais motivos para não permitir essas demonstrações de carinho por parte de Emma. Eu também estava com uma saudade absurda de seus beijos, do seu toque e ali eu pude me perder com a maior facilidade. A dona do melhor beijo do mundo, a dona dos meus pensamentos e a quem eu estava entregando meu coração, só ela era capaz de me fazer quebrar regras que eu mesma impus, só ela era capaz de me fazer sentir tão viva.

Fazia aproximadamente uma semana que não ficávamos juntas, estava tão enterrada no trabalho que não tivemos tempo para nada. Nosso beijo transmitia toda a nossa saudade, toda a nossa ansiedade, o que o tornava ainda mais intenso e gostoso. Apesar da intensidade, era um beijo calmo, com sentimento e meu único desejo era fazer aquele momento durar o máximo possível.

- Licença, Regina... Só para avisar que já voltei do... Almoço.

- Tava bom demais para ser verdade. – sussurra contra meus lábios.

“É, Emma, estou pensando a mesma coisa” - suspiro

- Estou atrapalhando alguma coisa? - fala de forma esnobe.

- Sim, está atrapalhando! Você sempre atrapalha, na verdade. - Emma fala de forma alterada.

- Emma, por favor, deixa que eu resolvo isso.

- É sério?! – me encara por alguns instantes, mas mantenho o olhar firme - Ok – levanta as mãos em rendição e se encaminha para a porta.

 - Mais tarde a gente se fala, tá?!

- Tá! – responde de forma seca e sai da sala, fazendo questão de deixar um olhar fuzilante para Anna e até mesmo trombando com ela na porta.

- Anna, por favor, sente-se. - aponto a cadeira a minha frente - Precisamos conversar, não acha? - concorda com um aceno – Então, eu te contratei para que pudesse ter uma experiencia profissional válida e estou satisfeita com o trabalho que vem executando aqui na editora, mas eu quero deixar bem claro que desaprovo essa sua atitude de sempre entrar na minha sala sem bater ou sem pedir permissão...

- Desculpa, eu... só achei que não tinha problemas, já que nunca se incomodou com isso... até hoje. – gagueja.

- Não é algo muito profissional de se fazer, Anna.

- Ah, então você considera profissional o que aconteceu aqui hoje? - aumenta o tom de voz.

- Acredito que a sua posição aqui dentro não permite nomear minhas ações como profissionais ou não, já a minha sim. O que eu faço dentro da minha sala, na minha editora não diz respeito a você e nem a ninguém aqui dentro. Aliás, a sua função aqui não é controlar minhas ações, muito menos as minhas visitas. – levanto-me e tento manter a calma.

- O que rola entre vocês? - me surpreende com a pergunta - Por que estavam se beijando?

- Anna, esse é um assunto particular e eu não tenho porque responder à essa pergunta. A questão é que você está fazendo algo que me desagrada e que foge totalmente da política da editora.

- Por que a Emma pode entrar na sua sala quando quer? Ela tem essa autorização e eu não? Por que ela tem total liberdade para ir e vir aqui nessa sala e eu não? - falava com expressão triste e com lagrimas ameaçando cair - Eu cheguei aqui para ser entrevistada para um cargo de secretária, quando eu entrei nessa sala e vi você, só me confirmou ainda mais que eu precisava desse emprego, que precisava estar perto de você...- baixa o olhar e encara as mãos em seu colo - Eu te quis desde aquele dia, eu me apaixonei por você desde aquele momento e isso só foi aumentando com a nossa convivência... – aquelas palavras me pegaram de surpresa - Me desculpa, Regina.

- Olha, Anna, me desculpa se em algum momento alguma fala ou atitude minha contribuiu para alimentar esse sentimento... A verdade é que eu não te vejo dessa forma, eu te vejo como uma menina que pode ter um futuro brilhante e que tem se esforçado muito para isso, mas não da forma que você espera.

- É por causa dela? - arqueio a sobrancelha sem entender - Por causa da Emma?

- Não, a Emma não tem nada a ver com isso... Como eu disse, não te vejo de outra forma, preciso que entenda. Sei que precisa desse emprego e eu também preciso dos seus serviços, então sugiro acertarmos esses ponteiros. Se precisar de algo, precisar tirar uma dúvida ou conversar sobre algo estarei a inteira disposição, desde que não invada minha sala. Preciso que respeite meu espaço e principalmente nossa relação profissional. – tenta disfarçar quando uma lágrima insiste em cair - Estamos entendidas?

- Sim, estamos. - falou quase como um sussurro.

- Ótimo, pode ir - levanta-se e sai da sala rapidamente. Levo as mãos a cabeça.

Já não sou nenhuma criança, já havia percebido seu comportamento e olhares diferentes para mim, os sinais eram bem claros, mas eu não esperava por isso. Anna apaixonada por mim, parece até uma brincadeira. Toda a implicância que a Emma tinha com ela, tinha um pouquinho de verdade.

“É, Emma, ponto para você.”

Era quase fim de semana e havíamos marcado a festa de Emma para o sábado. Minha irmã ainda não havia voltado, mas creio que voltará a tempo para a festa. Esperava terminar tudo até lá para que pudesse aproveitar o máximo da noite, porque nada melhor para curar o estresse de uma longa semana de trabalho do que uma noite de bebidas.

Havia marcado uma reunião por videochamada com o cliente e o nosso capista para discussão acerca da arte da capa de seu livro. Graças ao meu bom Deus, ocorreu tudo bem, a arte foi escolhida e finalizada para finalmente concluirmos a publicação do livro.

Já passava das 19h e eu ainda estava analisando alguns contratos novos que estavam sendo preparados, quando ouço alguém bater na porta.

- Sim? – pergunto, sem desviar o olhar do computador.

- Regina, já deu minha hora, ainda precisa de mim? – Anna parecia tímida.

- Não, pode ir. Bom descanso. – ainda concentrada.

- Ok, boa noite. Até amanhã. – sai da sala.

Um minuto depois, a porta volta a se abrir e a encaro.

 

Por Emma Swan

 

- Oi. – entro na sala.

- Oi. – sorri e me encara.

- Então, vamos aos sermões? Pode começar... – senta-me na cadeira em frente a sua mesa.

- E por que eu te daria sermões? – arqueia a sobrancelha.

- Por ter te beijado no seu ambiente de trabalho. – reviro os olhos.

- Não vou te dar sermões por ter me beijado, com meu consentimento, no meu ambiente de trabalho... A gente não precisa esconder mais, lembra?

- É sério? - concorda com a cabeça - Então eu posso te beijar todas as vezes que eu entrar aqui?

- A menos que não queira... – encosta-se na cadeira.

- Impossível não querer... - ficamos mais alguns instantes em silêncio – Então, conversou com ela?

- Sim, conversei. - a encaro, esperando que ela continue.

- E então? – pergunto curiosa.

- O que quer saber?

- Ah... O que conversaram, ora.

- Nada demais. – volta a encarar o computador.

- Ah não, Regina, me fala. Eu quero saber o que conversaram, eu também estou envolvida, quero saber.

- Emma, falamos somente da nossa situação como empregado e empregador, acertamos alguns pontos que estavam pendentes em relação ao trabalho e só.

- Tá bom, eu acredito muito nisso. Ela, no mínimo, se declarou para você... Ela já nem consegue esconder o interesse em você, ela te come com os olhos cada vez que você passa por ela, não suporta que fique sozinha com alguém, principalmente comigo... Fora a inconveniência de entrar e sair da sua sala da forma e na hora que bem entender. Acho bem difícil o assunto ter tido apenas o teor profissional. – cruzo os braços e me encosto na cadeira.

- Emma...

- Regina, nem vem com essa, tá?! Não me faça te lembrar das grosserias que eu tive que ouvir de você quando eu era sua secretária. Eu nunca tive tratamento diferenciado, nunca entrei na sua sala sem pedir permissão, fiz tudo certo e no primeiro deslize, você quase me come viva aqui... Então não venha com peninha dessa sonsa inconveniente, essa criatura tá se achando demais e está na hora de colocá-la no seu devido lugar – enquanto eu falava, um sorriso cínico se abriu.

- Tem certeza que esse é o problema? O seu problema com a Anna é só a inconveniência dela?

- É claro que é. O que mais poderia ser?

- Não sei.  - Levanta-se e caminha lentamente em minha direção - Ciúmes talvez... - sussurra em meu ouvido, em seguida, desliza os lábios pelo meu pescoço, depositando pequenos beijos no caminho. Fecho os olhos, sentindo um arrepio percorrer meu corpo – Está com ciúmes, Srta Swan?

- Regina... - falo entre suspiros quando sinto seus lábios em contato com minha pele, reagindo quase que imediato ao menor dos toques - Não faz assim... - a senti se afastar e abri os olhos.

- Ok... Como quiser, senhorita Swan. - anda em direção a sua cadeira novamente. – Preciso voltar ao trabalho.

- Você só pode estar de brincadeira comigo... - arqueio a sobrancelha.

- Acho que terminamos por aqui, Srta Swan. - encara o computador sem tirar o sorriso cínico dos lábios – Tenha uma ótima noite.

- Isso aqui está longe de terminar Srta Mills... – a ameaço e saio da sala.

Alguns toques e um sussurro no meu ouvido foram suficientes para imaginar toda uma cena naquela sala. Regina sabia exatamente como mexer comigo e não media esforços para tal. Não que ela tivesse intenção de continuar aquilo, mas parar daquela forma e ainda me lançar aquele sorriso diabólico ao ver meu quase desespero, me deixou com sede de vingança.

Desde que eu tive a permissão - se é que posso chamar assim - para beijá-la sempre que eu quiser, desde que estejamos sozinhas, eu comecei a imaginar coisas que poderiam ser bem interessantes naquele ambiente.

“EMMA, VOCÊ ESTÁ ME SURPREENDENDO.” – sorrio do próprio pensamento.

Na sexta feira, eu só pensava em me vingar de Regina. Como ela se atreve a me deixar daquela forma e simplesmente recuar? Não, Regina, você começou esse jogo, mas ele ainda não terminou.

Evitei ir vê-la naquela manhã e também no meu horário de almoço, já que havíamos combinado de dormir no apartamento de Ruby. Recebi algumas mensagens de Regina, perguntando como eu estava e porque não tinha ido vê-la ainda. Respondia de forma vaga, dizendo apenas que tive muito trabalho e que na minha hora de almoço tinha ido em casa ficar com Ruby. Recebi apenas OK como resposta.

“VOCÊ NÃO PERDE POR ESPERAR, REGINA.”

O fim do meu expediente chega e é hora de pôr meu plano em ação. Me encaminho até a sala de Regina e encontro Anna arrumando suas coisas.

- Boa noite, Anna.

- Regina está em uma reunião por telefone. Não pode entrar.

- Tudo bem, eu aguardo... - continua arrumando suas coisas sem me olhar – Anna, acho que poderíamos usar esse tempo para conversarmos, talvez a gente precise falar sobre isso.

- Não temos nada para conversar, Emma. Não somos amigas, não trabalhamos diretamente juntas, então não temos assunto em comum.

- Talvez Regina seja nosso assunto em comum... - obtenho sua atenção – Anna, eu sei que gosta dela, sei que sente algo especial por ela. Regina é uma mulher maravilhosa e eu entendo mais do que ninguém o que sente. Nada do que aconteceu entre mim e ela foi planejado, pode ter certeza que ela me odiava tanto quanto eu a odiava. Enquanto estava na sua posição, tivemos brigas terríveis, nunca passou pela cabeça que iria me apaixonar. Eu tentei lutar com todas as minhas forças contra isso, mas para qualquer caminho que eu seguisse, ela estaria lá... Não peço que compreenda e que fique minha amiga depois disso, mas quero que saiba que o que Regina e eu sentimos é algo que vai além do nosso entendimento. Estamos juntas e preciso que respeite isso.

- Você não precisa me dar satisfações, não estou te cobrando nada e melhor, eu não ligo pros seus sentimentos. - me lança um sorriso debochado. - Se pensa que vou desistir dela só porque me contou sobre esses seus sentimentos idiotas, está enganada. Essa guerra não está ganha, Emma.

- Eu sabia que essa sua máscara de boa moça iria cair em algum momento... - me levanto e me aproximo dela - Eu tentei conversar com você numa boa, mas acredite, fiz isso apenas por Regina, porque eu não suporto você! - despejo as palavras em cima dela - Quero deixar algo bem claro, é muito bom você se pôr no seu lugar ou eu mesma farei isso. Regina não te quer e você sabe disso.

- Se acha tão perfeita assim? – solta uma risada forçada – Acha mesmo que Regina te ama tanto a ponto de não olhar para mais ninguém? Acha que eu não sou capaz de conquistá-la?

- Acho! Acho que não tem a menor capacidade para isso, até porque está trabalhando aqui tem vários meses e o máximo que conseguiu foi uma visita na casa dela...

- Então você está se achando superior a mim porque a beijou?

- Meu amor, beijar foi o de menos, acredite... - provoco, fazendo-a se levantar.

- O que rola entre vocês? Desde quando estão juntas? – aumenta o tom de voz.

- Coisa de adulto, menina. Você não entenderia... - Anna cai no meu jogo e soca a mesa.

 Nesse momento, Regina abre a porta da sala e nos observa até ligar os pontos e entender a situação...

- Achei que já tínhamos acertado esses pontos, Anna... - Se aproxima de nós duas. - Esse assunto não te diz respeito e já vou te advertindo, que seja essa a última vez em que minha vida pessoal se tornou assunto aqui na editora. Espero que nada disso se repita, pois eu não irei tratar com a mesma paciência. – tinha a expressão séria, enquanto Anna manteve o olhar baixo durante todo o sermão

- Ok, me desculpa mais uma vez. Eu já vou indo. – Regina não responde, entra na sala e eu a acompanho. Fecho a porta e sento na cadeira a sua frente.

- Isso não deveria estar acontecendo, não essa semana... Estou totalmente esgotada física e mentalmente. – Se joga na sua cadeira - O que eu menos precisava agora era ter problemas com algum funcionário. Problemas esses que envolvem minha vida pessoal, como permiti que essa situação chegasse a esse ponto? - fecha os olhos e leva as mãos a cabeça.

- Regina... - caminho devagar, me ponho atrás de sua cadeira e inicio uma massagem em seus ombros - Esquece isso, não foi culpa sua.

- Claro que é culpa minha, se eu tivesse levado mais a sério esse assunto, e isso tudo poderia ter sido evitado. Eu te coloquei nisso, unicamente por falta de atenção, me desculpa. - solta pequenos gemidos conforme aperto seus ombros.

- Sabe o que você está precisando? Está precisando relaxar... - deslizo minhas mãos por dentro de sua blusa e ouço um suspiro mais longo.

- Humm, o que você está fazendo? - fala com um pouco de dificuldade.

- Digamos que... - deposito um beijo no seu pescoço - Me aproveitando da sua fragilidade.

- Não acha que isso é extremamente errado, Srta Swan?

- Acho. Mas também acho um absurdo ter uma chefe tão linda e gostosa como você - abro os botões de sua blusa.

- Emma, apesar de estar incrivelmente curiosa para saber o que pretende, eu preciso pedir que pare. – fala, ainda de olhos fechados.

- Mas eu não pretendo parar, então nem tente resistir. - tiro sua blusa, me ponho na sua frente e a puxo para que se levante. Passo meus braços em volta da sua cintura e a puxo para mim, começo a beijar seu pescoço novamente, traço uma trilha de beijos e paro na altura de seus seios coberto apenas pelo seu sutiã, e volto novamente para seu pescoço. Deslizo minhas mãos até o zíper da sua saia e começo a tirá-la.

- Emma... Eu não posso... Não aqui... - fala entre suspiros.

- Shhh... Vem cá. - após alguns passos, a ponho sentada na mesa a minha frente e me ponho entre suas pernas.

 Enquanto minhas mãos exploram seu corpo, tomo os seus lábios num beijo cheio de luxúria e que entrega totalmente minhas intenções.

Ao perceber que ela estava totalmente entregue a mim e que eu poderia fazer o que quisesse ali, desço minhas mãos e pouso em suas pernas, aperto de leve, deixando pequenas marcas como parte da minha vingança.

 Subo com uma mão em direção a sua intimidade e sinto a umidade entre suas pernas. Sorrio por saber que estava atingindo meu objetivo e invisto ainda mais em toques quentes e intensifico ainda mais o nosso beijo, com isso, seus gemidos se tornam mais audíveis e minha satisfação mais evidente. Usando apenas as pontinhas dos dedos, afasto um pouco sua calcinha, toco sua intimidade molhada e faço pequenos movimentos naquele ponto, morde meu lábio em resposta ao estímulo, volto a sorrir contra sua boca e encerro nosso beijo. Me afasto aos poucos até soltá-la completamente.

- Agora sim, a conversa está encerrada... – me olha sem entender e sorrio da sua expressão – Se veste e vamos embora, te espero lá fora.  - Dou as costas e sorrio vitoriosa.

 

 

 


Notas Finais


Então é isso!!

Me contem o que acharam dessa pequena vingança da nossa Ems. Foi merecido?!

Até o próximo!!


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