1. Spirit Fanfics >
  2. "You're My Tear" - Kim Namjoon >
  3. Capítulo 17

História "You're My Tear" - Kim Namjoon - Capítulo 17


Escrita por:


Capítulo 17 - Capítulo 17


Na sexta-feira, Min recebeu um formulário oficial em sua caixa de correio, indicando que o Professor Kim havia concordado em ser o seu orientador de tese. Ela estava olhando fixamente espantada para o formulário, perguntando por que ele havia revertido sua decisão, quando Phillip veio por trás dela.

— Pronta para ir?

Ela o cumprimentou com um sorriso enquanto colocava o formulário em sua mochila toscamente remendada. Eles saíram do prédio e começaram a caminhar pela rua Bloor para a Starbucks mais próxima, que era apenas metade de um quarteirão de distância.

— Eu quero saber sobre seu encontro com Kim, mas antes de eu fazer isso, há algo que eu preciso te dizer. — Phillip soou grave.

Min o olhou com uma expressão que se assemelhava a ansiedade.

— Não tenha medo, Coelhinha. Não vai doer. — Ele bateu no seu braço. O coração de Phillip era quase tão grande quanto ele, e era muito sensível à dor dos outros. — Eu sei sobre o que aconteceu com o nosso bilhete.

Min fechou os olhos, amaldiçoou.

— Phillip, eu sinto muito sobre isso. Eu ia te dizer que eu estraguei tudo e escrevi em seu bilhete, mas eu não tive uma chance. Eu não lhe disse que era a sua caligrafia.

Phillip apertou a mão contra seu braço para detê-la.

— Eu sei disso. Eu disse a ele.

Ela olhou para ele com espanto.

— Por que você faria isso?

Enquanto ele sondava as profundezas dos grandes olhos castanhos de sua Coelhinha, ele sabia, sem dúvida, que faria qualquer coisa para impedir que alguém a machucasse. Mesmo que isso significasse sua carreira acadêmica. Mesmo que isso significasse arrastar o imbecil do Namjoon para fora do Departamento de Estudos Italianos e dar-lhe uns sérios chutes em seu traseiro pretensioso de modo merecido.

— A Sra. Jenkins me disse que Kim foi atrás de você, e eu percebi que ele estava indo para castigá-la. Eu encontrei uma cópia de nosso bilhete em uma pilha de xerox que ele deixou para mim. — Ele encolheu os ombros. — Risco ocupacional de ser um assistente de pesquisa para um idiota total. — Phillip puxou Min ligeiramente para persuadi-la a continuar caminhando, mas esperou para continuar a conversa até comprar um grande cappuccino sem açúcar.

Uma vez que ela se estabeleceu em uma poltrona de veludo roxo, como um gato e ele se satisfez ao ver que ela estava ao mesmo tempo quente e confortável, se virou para Min com uma expressão simpática.

— Eu sei que foi um acidente. Você estava tão abalada depois da primeira aula do seminário. Eu deveria ter ido com você no escritório. Honestamente, Min, eu nunca o vi agir daquela maneira. Ele pode ser do tipo arrogante e insensível sobre muitas coisas, mas nunca foi tão agressivo com uma aluna antes. Foi doloroso de assistir.

Min tomou um gole do café e esperou que ele continuasse.

— Então, quando eu encontrei uma cópia de nosso bilhete com o lixo que ele deixou para mim, eu sabia que ele estava preparado para queimá-la. Eu descobri a hora da sua reunião e marquei um encontro com ele antes que disso. Então eu confessei que tinha escrito o bilhete. Eu menti e tentei dizer que forjei a sua assinatura como uma piada, mas não consegui convencê-lo.

— Você fez tudo isso por mim?

Paul sorriu e casualmente flexionou os braços fortes.

— Eu estava tentando ser um escudo humano. Eu pensei que se ele gritasse comigo, se manteria longe de você. — Ele estudou sua expressão pensativa. — Mas não funcionou, não é?

Ela o olhou em sinal de gratidão.

— Ninguém jamais fez algo parecido por mim antes. Eu realmente te devo uma.

— Não há de quê. Eu só queria que ele tivesse atirado sua raiva em mim. O que ele disse para você?

Ela focou toda a sua atenção no seu café e agiu como se não tivesse ouvido a pergunta.

— Então foi ruim, né? — Phillip esfregou o queixo, pensativo. — Bem, ele deve ter explodido antes, porque ele foi educado com você no último seminário.

Min riu.

— Claro. Mas ele não me deixou responder a nenhuma pergunta, mesmo quando eu levantava minha mão. Ele estava muito ocupado deixando Christa Peterson fazer todo o trabalho.

Phillip observou seu súbito lampejo de indignação com diversão.

— Não se preocupe com ela. Ela está com problemas com Kim sobre sua proposta de tese. Ele não gosta da direção que ela está tomando. Ele me contou.

— Isso é terrível. Será que ela sabe?

Ele encolheu os ombros.

— Ela deve ser capaz de descobrir isso. Mas quem sabe? Ela está tão focada em seduzi-lo que está deixando seu trabalho de lado. É embaraçoso.

Min observou tudo isso e registrou em sua memória para referência futura. Ela se recostou na cadeira, relaxando, e desfrutou do resto de sua tarde com Phillip, que era encantador e atencioso.

Ele a fez feliz por estar em Toronto. Às cinco horas, seu estômago roncou, e ela o agarrou sem jeito.

Phillip sorriu para facilitar seu embaraço. Ele era tão gentil sobre tudo, incluindo na forma como seu estômago roncou.

— Você gosta de comida tailandesa?

— Eu gosto. Havia um grande lugar na Filadélfia que eu costumava ir com... — Ela parou antes de dizer o nome dele em voz alta.

Antes de dizer que ela frequentava um restaurante com ele. Então silenciosamente se perguntou se eles estavam indo lá agora, comer em sua mesa, rindo do menu, zombando dela...

Phillip pigarreou suavemente para trazê-la de volta a realidade.

— Desculpe. — Ela abaixou a cabeça e começou a buscar em sua mochila, nada em particular.

— Há um ótimo lugar tailandês na rua. É a poucos quarteirões de distância, por isso faremos um pouco de caminhada. Mas a comida é muito boa. Se você não tem planos, deixe-me levá-la para jantar.

O nervosismo de Phillip foi detectado apenas na batida lenta e sutil do seu pé direito, que Min percebeu pelo canto do olho, apenas visível ao longo da borda da mesa de café. Ela olhou em seus olhos escuros, quentes e pensou brevemente sobre como a bondade vale muito mais no mundo do que paixão, então aceitou antes que ela pudesse pensar em dizer não.

Ele sorriu como se a sua aceitação lhe desse mais do que um prazer secreto, ele pegou sua mochila, sem esforço, balançando-a no ombro.

— Isso é muito pesado, parece um fardo para você. — Disse, olhando em seus olhos, escolhendo cada palavra com cuidado. — Deixe-me levá-la por um tempo.

Min sorriu para os dedos dos pés e seguiu-o para fora.

O Professor Kim estava andando do trabalho para casa. Era uma caminhada curta, embora nos dias que o clima estava severo, ou nos dias em que tinha à noite compromissos, ele dirigia.

Enquanto caminhava, ele pensou sobre a palestra que iria apresentar na universidade, A luxúria em Dante. Luxúria era um pecado que ele encontrou muitas vezes e com muito prazer. Na verdade, o pensamento de luxúria e suas inúmeras satisfações eram tão tentadoras que Kim encontrou-se puxando o casaco fechado, não iria atrair nenhuma atenção inconveniente.

Foi quando ele a viu.

Parou, olhando do outro lado da rua, a morena atraente.

Min soo calamidade.

Só que ela não estava sozinha. Phillip estava segurando sua abominável mochila e andava com ela. Eles estavam conversando e rindo com facilidade e andavam perigosamente próximos um do outro.

Está levando seus livros agora? Como um adolescente típico, Phillip.

O Professor Kim viu como as mãos do casal roçaram uma na outra, a Srta. Lee desenhando um sorriso pequeno. Um grunhido retumbou de baixo da garganta de Kim, e seus lábios curvaram para trás de seus dentes.

Que diabos foi isso?

Ele pensou.

Teve um momento para se recompor, e se encostou na janela da loja Louis Vuitton, tentando descobrir o que diabos tinha acontecido. Ele era uma pessoa racional. Usava roupas para cobrir sua nudez, dirigia um carro, e comia com uma faca e um garfo e um guardanapo de linho. Ele era um empregado remunerado em um trabalho que exigia habilidade intelectual e perspicácia.

Controlava seus impulsos sexuais através de vários meios civilizados e nunca tomou uma mulher contra sua vontade.

No entanto, enquanto olhava para a Srta. Lee e Phillip, ele percebeu que era um animal. Algo primitivo. Algo selvagem. E algo o fez querer ir lá e arrancar as mãos de Phillip de seu corpo e levar a Srta. Lee embora. Para beijá-la loucamente, mover os lábios para seu pescoço, e reclamá-la.

Que porra é essa?

O pensamento o assustou como o inferno. Além de ser um imbecil e um idiota pomposo, ele era um homem das cavernas, potencialmente respirando pela boca como um bárbaro, que se sentiu proprietário de uma mulher mais jovem que ele mal conhecia e que o odiava. Sem mencionar o fato de que era sua aluna.

Ele precisava ir para casa, deitar e respirar até que se acalmar.

Porra!

Então iria precisar de algo mais, algo mais forte para acalmar seus impulsos. Então Kim continuou sua jornada para casa, arrastando-se penosamente longe da vista dos dois jovens juntos, puxou seu iPhone e rapidamente apertou alguns botões.

Uma mulher atendeu no terceiro toque.

— Olá?

— Olá, sou eu. Posso vê-la hoje à noite?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...