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História You're so... - Capítulo 2


Escrita por: NeoMoa

Capítulo 2 - Cute


Fanfic / Fanfiction You're so... - Capítulo 2 - Cute

[...]

Acordei em um pulo com o som de algo de ferro caindo no chão, era domingo de manhã. Me levantei do sofá exasperada, lembrando da noite anterior. "Será que ele está bem?" Essa pergunta tão recorrente ontem passou pela minha mente na primeira vez aquele dia. Corri para o quarto de Huening Kai, abrindo a porta com certo desespero. Não tinha ninguém na cama, apenas o saco com gelo já derretido que eu coloquei na testa do mais novo na noite anterior... Droga, eu deveria ter levado ele pro hospital! E agora, perdi o garoto, onde ele poderia estar?!

Meus pensamentos corriam a mil quando eu ouvi meu nome sendo chamado da sala. Me virei automaticamente dando de cara com Huening Kai que me olhava envergonhado e com uma frigideira na mão.

— Eu tentei fazer ovos mexidos de café da manhã mas tudo caiu no chão — o garoto explicou, com uma voz trêmula. Eu ri em resposta percebendo que ele estava aparentemente bem melhor da febre. — Queria te agradecer por ter ficado aqui ontem, desculpa por não te deixar ir 'pra casa.

— Tudo bem. — Dei um sorriso sincero. — Fiquei preocupada com você... Há, e pode me chamar de noona, não precisa dessa formalidade toda. Ele assentiu em resposta, havia se tornado de novo aquele Kai fofo que eu conhecia.

[...]

Depois daquele dia era inevitável que eu e Huening nós tornassemos mais próximos, porém nem tanto quanto eu esperava, nos comprimetavamos e eu até tentava puxar assunto mas as vezes eu achava que o garoto falava comigo mais por educação e dever do que porque ele realmente queria. 

Eu sempre enfatizava que caso ele precisasse de algo era só me chamar, mas ele nunca o fazia, apenas uma vez quando ligou perguntando a receita de panquecas. E eu nunca pensei que ficaria tão feliz em ter que explicar como se faz panquecas.

— É isso por hoje, vejo vocês na próxima aula. — Ouvi o professor dizer, enquanto se retirava da sala.

— Amiga, achei que você gostava do Kai como... Homem — minha amiga comentou, virando para trás sua carteira a fim de continuar aquela discussão que havíamos começado mais cedo, durante o intervalo. — Você parece mais a babá dele.

— Não tem nada a ver, okay? — retruquei. — Eu só levei ele 'pra casa aquele dia porquê ele parecia estar passando mal e ele mora sozinho, é difícil nos primeiros mêses.

— Só falta você ir todo dia dar comida na boca dele — Ela riu.

— Olha aqui, vou te bater, garota. — Fiz menção para levantar logo percebendo que não era uma boa ideia. — Ele 'tava realmente doente e talvez esteja hoje também, não encontrei ele pelos corredores...

— Vai que ele só não saiu da sala porque tem medo de sair e encontrar você na frente da porta esperando uma chance de falar com ele de novo.

— Nossa, sua chata, eu só fiz isso uma vez!

— Eu só estou dizendo que se você quer alguma coisa com ele podia simplesmente fazer, não precisa ficar correndo atrás de migalhas. — ela revirou-se para frente quando percebeu que o próximo professor entrava na sala, completado de forma direta: — Nem parece a menina cheia de atitudes que eu conheço.

Pensei um pouco sobre aquilo que ela dizia e, de fato, eu normalmente não tinha medo de tomar atitude quando eu gostava de alguém, mas Huening era diferente, eu queria ir devagar, queria conhecê-lo, queria saber o que ele gosta e cuidar dele, fazer ele se sentir bem. A esse ponto nem eu me reconhecia mais.

[...]

O fato era: eu não gostava muito de festas. Sim, pode parecer estranho, mas eu não gosto muito daquela quantidade exagerada se soju e das pessoas se amontoando. As músicas não eram ruins mas eu preferia tomar um vinho em casa, na calma do meu lar. Por isso eu estava naquele ambiente apenas por que havia sido arrastada pela minha amiga mas mesmo assim, quando fiquei cansada do som alto, fui para o fundo da casa de Soobin, onde ele me concedeu um quarto. Eu estava tão cansada, havia passado a noite anterior estudando, eu só queria deitar um pouco para descansar e talvez ver um vídeo de receitas no celular.

Não muito depois de eu ficar um tempo descansando, alguém abriu a porta. Me assustei achando que fosse algum casal tirando as roupas ou até mesmo Soobin pedindo o quarto de volta mas não era ninguém mais ninguém menos do que Huening Kai. Que mundo pequeno, não?!

Minha mente nublou por um instante ao ver a imagem dele ali, que não pareceu notar minha presença de imediato, logo trancando a porta e suspirando alto, parecia nervoso.

— Kai? — perguntei, anunciando minha presença. Os músculos das costas do garoto se tensionaram até que ele se virasse e percebesse que quem estava ali era eu e então pareceu aliviado com esse fato.

Noona, o que você 'tá fazendo aqui? — ele falou baixinho de forma que eu quase não ouvi.

— Eu que te pergunto isso. Soobin sabe que você 'tá aqui? — Perguntei, logo me arrependendo, visto que ele não havia respondido. — Você 'tá fugindo de alguém ou algo assim?

— Bom... não de alguém. — ele comentou depois de alguns segundos de silêncio, se sentando em uma cadeira vazia que estava ali no quarto, perto da porta. Pensei em me levantar e ir até ele mas talvez isso o assustasse.

— Você está fugindo de uma situação? — perguntei, por último e ele acenou em concordância. — Tudo bem, não vou te perguntar mais, pode ficar aqui comigo então.

— Obrigado, noona — ele falou, desviando o olhar pelo quarto, parecia impaciente.

— Vem sentar aqui do meu lado — chamei, dando alguns tapinhas ao espaço vazio na cama, Huening Kai olhou mas não parecia fazer sinal de se mover. — Você não disse que queria me agradecer pela noite em que te levei 'pra casa? Então me faz companhia agora.

Alguns minutos passaram em silêncio, até que ele se levantou, relutante. Me senti um pouco mal em fazer isso, parecia que eu estava o obrigando a fazer algo absurdo e totalmente contra as vontades dele. Huening se sentou um pouco longe de mim, colocando as mãos em cima do colo.

— Assim é desconfortável, vem aqui, mais perto. — chamei, me aproximando dele eu mesma e tentei não parecer tão frustada quando eu perguntei: — Por que você tem tanta vergonha de mim?

— Eu... — ele disse em um fio de voz, quando estava tímido daquele jeito é por que com certeza não havia bebido.

— Olha, não sei a imagem que você tem de mim mas eu nunca faria algo que você não quer — Completei, me aproximando mais um pouco, o que contradizia minha frase anterior, visto que com certeza aquela proximidade estava deixando o garoto um pouco desconfortável.

Me senti mal em fazer aquilo mas eu simplesmente não conseguia me afastar, aquela imagem a minha frente era tão perfeita e eu estava tão perto a ponto de conseguir ver todas as pintinhas: uma acima da boca, uma perto do nariz, uma no pescoço, também uma acima do olho esquerdo. Os lábios do garoto estavam incrivelmente juntos, como se ele mordesse em nervosismo e sua bochecha e orelhas tão rosadas quanto no dia em que ele teve febre. 

Huening Kai tentou se afastar de imediato o que fez com que ele perdesse um pouco do balanço na cama: as suas mãos saíram de seu colo e foram direto para o colchão em uma tentativa de se equilibrar. Ele não caiu mas talvez algo pior — ao ver dele — havia acontecido, eu percebi que o volume em sua calça estava inegavelmente evidente. Seria essa situação a qual o garoto estava tentando evitar?



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