História You're Taking My Heart By Storm - Anne with an "e" - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Anne with an "E" (Anne), Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Anne Shirley Cuthbert, Clary Fairchild (Clary Fray), Diana Barry, Gilbert Blythe, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Marilla Cuthbert, Matthew Cuthbert, Personagens Originais, Simon Lewis
Tags Gilbert + Anne
Visualizações 173
Palavras 4.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi genteeeee!
Demorei mas voltei!
Mais um... Dessa vez com uma ceninha picante!
Bj BJ

Capítulo 5 - Baile de Namoro - Hot?


Fanfic / Fanfiction You're Taking My Heart By Storm - Anne with an "e" - Capítulo 5 - Baile de Namoro - Hot?

Anne.

6 P.M.

-... e esse é o salão de festas. – suspirei acabando a explicação sobre toda a casa. Eu me sentei no divã da sala de estar com os meus amigos sentando nas poltronas e nos sofás espalhados pela sala, Jace e Jonathan continuaram de pé, Gil apareceu na batente da porta e me olhou com um sorriso maravilhoso no rosto – o meu sorriso – ele se aproximou e se sentou ao meu lado e enlaçou nossos braços e vi Clarissi e Isabelle darem uma risadinha abafada e depois olhei em direção á Simon que olhava atentamente para a lareira agora acesa, mesmo sendo um dia – praticamente – lindo, estava ficando com uma temperatura desagradável, a falta de calor estava me afetando muito, eu estava pálida e os pelos de todo o meu corpo estavam eriçados e eu podia sentir a umidade da minha região íntima pulsar, o calor das mãos de Gilbert me invadiram e eu pude sentir o leve beijo que ele repousou sobre minha têmpora, eu senti seu cheiro me inundar e depois abri os olhos lentamente e olhei meus amigos por um tempo antes de Alec e Magnus adentrarem pelo salão e se sentarem nas poltronas um ao lado do outro de mãos dadas.

-Então... vocês pensam em fazer uma grande festividade? – pergunta Clary e eu sorrio.

-Ah... sim, é claro que sim, você sabe bem que adoro festas. – digo sorrindo e arrancando um sorrisinho de canto de Jace.

-Essa é das minhas! – diz o outro pondo as mãos nos ombros de Clary. Rio com o comentário.

-Eu estava exatamente pensando sobre isso... – Magnus começou suas explicações e suposições e ficamos até á meia noite conversando e eu e minhas amigas iríamos á cidade de manhã e compraríamos o tecido para decorar as mesas e o salão, a festa seria daqui a uma semana e eu e as meninas estávamos muito ansiosas com a decoração – juntamente com Magnus que ficou o tempo todo falando sobre tecidos e coisas do gênero –, depois que eu dei boa noite – juntamente com os outros – eu e Gil subimos para nosso quarto de mãos dadas.

Eu adentrei em direção ao banheiro e escutei o giro da maçaneta e a tranca sendo acionada, sorri, depois de alguns minutos eu ligo os registros de água – quente e fria – depois olho no espelho do banheiro e começo a tirar os grampos do cabelo e Gil entra no banheiro, ele está sem camisa e sem as botas, os pés se arrastam pelo carpete cinza e eu – com meus pés também descalços – o encaro um pouco, ele vai atrás de mim e começa a desabotoar os botões do vestido, depois que o vestido cai no chão, eu sinto o frio inundar meu corpo e ele desata rápido os nós do espartilho e ele cai liberando meus seios do aperto, eu tiro a calçola e pego meu robe na arara ao lado da pia, depois mergulho um dos dedos na água e desligo os registros e deixo o robe cair no chão, Gil tira as calças de couro e as meias, ele passa a mão no cabelo e depois sorri – sorrio de volta, como quem não quer nada – e ele mergulha na banheira por cima de mim e me beija, sinto as mãos dele enlaçarem minha cintura quente – o moreno da pele dele irradiava a minha –, eu sorrio e seguro as mãos ao lado da banheira branca e ele aprofunda o beijo – arfo – ele sorri entre beijos e depois me segura em seu colo.

-Eu te amo tanto. – diz arfando, eu afago seus cachos negros e olho em seus olhos Oh Deus que homem! Ele me olha e depois desce a mão para meus glúteos e eu gemo em resposta, ele os aperta e arfa, sinto o membro dele rijo em minha barriga – eu devo estar mais molhada do que com a própria água – olho em seus olhos de novo e vejo o desejo ali, meu corpo está pegando fogo, mordo o lábio e ele geme – fez mais efeito do que o esperado – ele me beija de novo e roça a língua na minha, sem pensar eu agarro seu membro e ele geme em meus ouvidos.

-Oh... ãhn... Anne! – adverte e eu continuo segurando e sentindo a textura da pele. Pelos céus! É tão macia e tão... gostosa de se pegar. Começo a massagear e fazer carinho olhando sua expressão, ele estava com os lábios levemente abertos em um sussurro. – Não... pare! – diz e eu sorrio, escuto os gemidos dele. Ele abre os olhos e vejo a fúria, paro os movimentos subitamente quando ele me pega no colo e abraça minha cintura – possessivo – eu sussurro:

-Gil! – ele aperta mais a minha cintura e nos tira da água e me beija percorrendo meu corpo com as mãos, eu gemi quando ele segurou um dos meus seios com a mão e fez um leve carinho no bico, depois puxou e soltou, depois eu senti a cama nas minhas costas.

Tudo que eu sou é um homem
Eu quero o mundo em minhas mãos
Eu odeio a praia
Mas eu permaneço
Na Califórnia com os meus pés na areia
Use as mangas do meu suéter
Vamos ter uma aventura
Cabeça nas nuvens, mas minha gravidade é centrada
Toque o meu pescoço e eu tocarei o seu
Você nesse pequeno shorts de cintura alta, oh

 

 

Ele me deita e começa a me beijar, eu resmungava e gemia o nome dele, as mãos deles, eram calejadas e eu sentia elas afofarem meus glúteos, ele estava levando os beijos até um dos meus seios, eu arfei e ele o mordeu, depois ele chupou e lambeu, fez o mesmo com o outro, eu passava as mãos na cabeça dele fazendo leves carinhos e dando leves arranhadas, ele foi descendo os beijos e chegou.

-Molhada... – sussurrou e eu assenti. – Minha... – mesmo não sendo uma pergunta eu assenti, ele me olhou com desejo e luxúria, os dedos dele apertaram a minha cintura. – Só para mim? – assenti novamente. – Diga... – exigiu e me tocou.

Ela sabe no que eu penso
E o que eu penso
Um amor, duas bocas
Um amor, uma casa
Sem camisa, sem blusa
Apenas nós, você vai descobrir
Nada que eu não queira te contar, não

Porque está muito frio
Para você aqui e agora
Então me deixe segurar
Suas duas mãos nos bolsos do meu suéter

 

Um dos dedos dele tocou minha intimidade – que pulsava – depois a boca dele se aproximou e me deixou louca, gritei, o prazer me inundava, os lábios dele se encontravam com os meus, eu segurava os cabelos dele, os puxava e arranhava a face dele – não pareceu se importar -. Inferno, eu o queria tanto! Eu o desejava tanto! Eu o amava tanto! Estava me fazendo contrair a coluna quando rolava a língua pelo meu clítoris, eu mordia o lábio e gritava, ele gemia. Ele retirou a boca e passou os dedos, eu gemi.

-Diga o que quer Anne... – ele disse arfando assim como eu.

-Afunde... esses... dedos! – eu gemo e arfo quando ele enfim me penetra com os dedos, sinto a textura dos dedos dele roçando nas paredes de dentro de mim. Prazer – me invade de tal maneira -, amor – me deixa louca, como se eu fosse um lobo sedento por carne – e desejo – reprimido por muito, que revira meu estômago.

E se eu pudesse somente tirar o seu fôlego
Eu não ligo se não tem muito o que dizer
Às vezes o silêncio guia nossa mente
E te move para um lugar tão distante
Os arrepios começam a chegar
O momento em que minhas mãos encontram sua cintura
E então eu vejo seu rosto
Coloco meu dedo em sua língua
Porque você ama o gosto, yeah

Estes corações adoram
Toda a pulsação acelerada
Aqui dentro está quente
Lá fora começa a chover

Vamos lá
Um amor, duas bocas
Um amor, uma casa
Sem camisas, sem blusas
Apenas nós, você vai descobrir
Nada que eu realmente queira te contar, não, não, não

Porque está muito frio
Para você aqui e agora
Então me deixe segurar
Suas duas mãos nos bolsos do meu suéter
Porque está muito frio
Para você aqui
Então me deixe segurar
Suas duas mãos nos bolsos do meu suéter

Whoa, whoa
Whoa, whoa, whoa
Whoa, whoa

Porque está muito frio
Para você aqui e agora
Então me deixe segurar
Suas duas mãos nos bolsos do meu suéter

Porque está muito frio
Para você aqui e agora
Então me deixe segurar
Suas duas mãos nos bolsos do meu suéter

Está muito frio
Está muito frio
Os bolsos do meu suéter

5 de Novembro. 5 P.M.

Anne.

Chegara o dia do baile e eu e minhas amigas tínhamos feito todas as decorações, comidas, arranjos para vestidos e coisas do tipo, eu agora estava no salão de festas com as criadas da minhas casa ajustando os últimos detalhes, Jon e Gil estavam na parte do churrasco, vestidos como verdadeiros carniceiros – eu ri -, e Clary estava com Isabelle passando os nossos vestidos á ferro, eu estava com um pouco de frio naquela manhã, mas o cheiro do almoço que minha mãe e as outras cozinheiras estavam fazendo cheirava pela casa inteira, eu tentei me concentrar no que estava fazendo – vendo Clarissi tentar dançar em vão com Jonathan, ela era péssima, mas Jonathan era paciente, e os dois se amavam tanto -, eu desci os degraus do pequeno palco ao lado das grandes cortinas que cobriam os vitrais da galeria que se abria no salão de festas, as cortinas eram vermelhas escuras e brancas, agora estavam abertas revelando a luz refletida nos vitrais e nos cabelos ruivos de Clarissi, minha amiga estava sorrindo – sorri – ela estava tão feliz por estar com Jonathan, e eu sabia o porquê – eles se amavam – e também sabia que eu e Gil éramos – e sempre seríamos – assim, eu o amava e ela sentia o mesmo.

6:40. P.M.

-... Anne você está bem? – eu me dei conta de que os dois tinham parado de dançar quando Clarissi me fez essa pergunta na minha frente, ela estava em frente á Jonathan que a segurava com carinho pela cintura.

-A... sim... sim estou bem... é que, eu só.... deixa para lá. – digo e sorrio, eles gargalham um pouco e depois eu os chamo para um chá, eles aceitam e começamos a falar sobre coisas aleatórias até que...

-Então... – Jonathan começa, agora Jace, Clary, Isabelle, Diana, Jon, Simon, Gil e Clarissi estavam na sala. – Eu ouvi alguns barulhos ontem á noite... – corei violentamente e senti o pulso de Gil acelerar, ele ficou quente demais e vi suas bochechas corarem iguais ás minhas. – Espero que seja a casa. – eu rio – de nervoso – enquanto tento não engolir em seco meu chá.

-Eu acho que também ouvi... – Jace começa.

-Jace! – Clary repreende, eu escuto um risinho de Isabelle e depois Simon também ri.

-E-eu... é que... – Gil tenta falar algo mais não consegue.

-Ei! Vocês não precisam ter vergonha, é algo que todos nós aqui na sala já fizemos, pelo menos uma vez... Menos meu irmãozinho aqui! – diz Izzy e bate no ombro de Alec, ele resmunga e a olha nervoso.

-Eu acho que devemos continuar os preparativos já vão dar sete horas. – digo me levantando do divã, e Gil me segue levantando também, ele dá um sorriso tímido e depois os homens saem para ir até o alfaiate que está na sala dos homens – ao lado dessa – e eu e as meninas então resolvemos subir para o meu quarto. Chegamos lá depois de alguns minutos e as criadas já nos esperam, eu olho em direção do quarto e está todo arrumado, as cortinas estão abertas e atrás da minha cama estão as pequena senhoritas que arrumam os banhos de todas nós, as quatro banheiras estão espalhadas por trás das cortinas da minhas cama, e há uma quinta banheira mais ao fundo, Magnus sorri de lá e acena, eu sou um risinho.

-Ora... ora quando foi que os cavalheiros liberaram você Mag? – perguntou Izzy que gesticulou para Liss – a sua criada pessoal, de cabelos negros e pele branca, com um vestido típico igual ao de Izzy, azul – tirar seu vestido.

-Eu me liberei Sr Lightwood. – ele dá um risinho e Clary chama Jovanne para tirar seu vestido também, eu me sinto estranha quando não sinto os beijos de Gil em meu pescoço, somente os dedos esguios de minha criada – e amiga – Rosa, ela falava algo enquanto desabotoava o vestido, e depois que ele caiu no chão eu me preparei para ela tirar o espartilho, que caiu no chão fazendo um pequeno chiado, minhas amigas também estavam nuas e Clarissi já estava em sua banheira e Rosalinda massageava seu cabelo, eu fui em direção á minha banheira e entrei assim que vi Clary que estava com a banheira á minha frente entrar também, Izzy estava com a banheira ao meu lado direito e Clarissi estava no outro canto com a banheira ao lado direito de Clary.

-Meninas, as senhoritas nem acreditam no que eu descobri sobre os condes lá embaixo... – começou Liss e Isabelle riu e afundou mais um pouco na espuma da banheira.

-O que foi que descobriu Liss? – perguntei rindo e esperando Rosa terminar de massagear meus cabelos, as criadas estavam sentadas em banquinhos atrás de nós, e em outros banquinhos estavam os xampus, sais de banho, e condicionadores.

-Dizem por aí que o Sr. Herondale vai pedir a senhorita Clary em casamento, e que até comprou uma aliança! – diz ela animada, eu bato palmas animada e Clary engasga com o vinho que Jovanne deu á ela.

-O que?? – ela diz, e Izzy dá gargalhadas, Liss diz um simples “É verdade!” e depois eu vejo que Clarissi está segurando algo em sua mão, não espere, é em seu pescoço. Oh Deus! É uma linda corrente de ouro com a pedra esmeralda em forma de um círculo enorme.

-Clarissi o que é isto? – eu aponto animada para a corrente, todas as meninas exaltam o olhar até o pescoço de Clarissi.

-Ah... Isto? – pergunta segurando o colar de forma que todos – inclusive Magnus que parecia mais surpreso do que todos os outros – vissem, eu ouvi suspiros e as meninas olhavam maravilhadas para o colar. – Vou Jon, ele me deu ontem... – mais suspiros – ele disse que essa esmeralda é tão preciosa, mas que não se comparava ao nosso amor... – ela sorria lembrando-se do momento, as meninas deram gritos animados. – É... foi isso. – diz ela.

-Óóóóóóó... – com um coro dizemos todas nós – até Magnus -, eu passo as mãos no meu anel e ergo as mãos.

-Esse aqui foi o anel que Gil me deu á uns três meses. – digo e as meninas e Magnus olham para mim com sorrisos.

-É... Tão... Lindo... – diz Magnus, vejo as lágrimas nos olhos dele, nesse momento Clary se levanta da banheira – deixando Jovanne com os olhos arregalados – e corre até Mag, e o abraça, nua mesmo, as outras e eu saímos da banheira e vamos também, o abraçamos e ele deixa as lágrimas caírem.

-Ó... não precisam fa-fazer i-isso... – ele suspira e sorri – triste – eu automaticamente começo a encher os olhos de água. – Vocês são incríveis... eu amo todas vocês! – diz Mag depois que o soltamos e ele seca as lágrimas.

-Eu também amos vocês todas. – digo e nós damos um abraço coletivo – molhadas, nuas e com certeza sem vergonha nenhuma – depois que paramos de chorar voltamos para as criadas que seguram os nossos roupões, eu sorrio para Rosa e a surpreendo com um abraço.

-Eu também te amo Rosa! – digo e ela passa as mãos no meu cabelo com ternura e eu sorrio por cima do seu ombro.

***

Gilbert.

8:30 P.M.

O meu criado sai do meu quarto de vestir e eu vejo pelo espelho Anne me observando, eu saio dali sorrindo enquanto ela me observava mordendo um pouco o lábio, meu coração contrai e acelera, eu a olho de cima abaixo, seu vestido está tão lindo que eu fico ansioso – excitado – somente de olhos, eu a rodeio com o olhar e ela sorri para mim tímida, a olho mordendo o lábio, meu coração quase sai para fora quando ela estende a mão e faz um sinal com o indicador para eu me aproximar e eu o faço, ela gesticula para si mesma e eu não entendo, tento, mas não entendo, então reparo, abaixo de mim – mais especificamente, abaixo do meu tórax – o decote dela me chama a atenção, eu a olho, já sinto-me rijo, ela se aproxima e cola nossos lábios.

-Oh Anne... não... não podemos. – digo tentando protestar enquanto caço o mamilo dela por dentro do vestido, eu suspira e começa a me puxar mais para si, eu a tomo em meu colo e a sento na cama me afastando. – Não podemos... não agora. – digo com ternura, ela me olha com confusão e com um pouco de nervosismo.

-E porque não Gilbert? – pergunta e eu me aproximo tocando o rosto dela, minha roupa social preta roça no tecido do vestido dela, a casaca preta que está no meu ombro me deixa enojado, não quero nada além dela naquele momento, mas temos um compromisso, e essa semana... bom, essa semana... eu tenho medo de que algo aconteça á ela.

-Porque... porque... – eu tento falar.

-O QUE? – ela se irrita, alterando o tom de voz, eu também fico com os nervos a flor da pele, ela se levanta e me empurra.

-PORQUE EU ESTOU COM MEDO POR VOCÊ! – digo e ela revira os olhos “Ah merda!” penso, não podia ter dito isso, não tão alto. É verdade, mesmo assim eu agi errado ao gritar com ela, Anne fica parada, perplexa, eu me aproximo, no início ela rejeita meu carinho e continua de cara fechada e com os braços esguios cruzados. – Anne... meu amor... eu... e-eu... eu sinto muito. – digo enfim e ela me olha, posso ver agora a expressão de compreensão no rosto dela.

-Eu também sinto muito. – diz e toca meu ombro, eu a pego pelo braço e abraço, ela logo retribui e eu passo os braços pela cintura dela e ela massageia as minhas costas, eu passo as mãos em seus cachos e ela passa as mãos pelo meu cabelo segurando e fazendo um leve carinho, eu encosto a cabeça no ombro dela e ela passa um braço por trás do meu pescoço. Depois de alguns minutos abraçados nos soltamos e ela ajeita o vestido e eu visto o paletó, depois nos abraçamos novamente e eu a seguro na cintura e beijo sua testa com ternura, ouço alguns passos no corredor e Isabelle Lightwood entra acompanhada de Simon Lewis, ela trajava um vestido lindo azul, mas não como o de Anne – que era vermelho – e sim como uma flor. Eu os cumprimentei e Anne sorriu encorajando-me, enlaçamos as mãos, fomos andando até o corredor e deixamos que Isabelle nos anunciasse e depois descemos com os braços dados, as pessoas lá presentes explodiram em palmas, eu sorri e Anne também, quando descemos o último degrau eu comecei a me lembrar do dia em que nesse mesmo salão eu e Anne dançamos, meu coração se contraiu com a lembrança e eu senti meu peito inflar de uma felicidade imensa, por estar aqui, por estar com ela, por desejar ela, por sentir que devo passar a minha vida inteira ao lado dela, Anne ainda não sabe mas aquele anel que eu lhe dera não era somente de namoro, era um anel que selava nosso amor e nosso compromisso, eu a amava, e já dissera tantas vezes que eu chegara a conclusão de que a palavra fazia tanto sentido que se eu não a dissesse talvez estaria até mesmo fazendo algum pecado. Chegamos ao centro do salão e eu coloco minha mão em sua cintura e ela cora um pouco e eu sinto-a levar a mão até meu ombro e a música começa.

Nós faremos tudo

Tudo

Por nossa conta

 

Nós não precisamos

De nada

Ou de ninguém

 

Eu deixo minhas emoções fluírem através da ligação de nossas peles, eu simplesmente podia descrever como algo maravilhoso, era como se estivéssemos ligados para sempre, sabia que éramos apaixonados e quando olhávamos um para o outro era como se faíscas cobrissem nossos corpos. Eu a girei e grudei nossos corpos e a beijei, depois continuei dançando e a girando.

Se eu me deitar aqui

Se eu simplesmente me deitar aqui

Você deitaria comigo

E esqueceria do mundo?

 

Eu não sei bem

Como dizer

Como eu me sinto

Olhei para ela por breve segundos encarando a beleza de Anne. Oh Deus! Minha Anne... é... exatamente... MINHA Anne. Ela sorria e me encarava também, eu podia vê-la ali, tão maravilhada com a minha expressão quanto eu estava com a dela, podia vê-la, senti-la, ouvi-la, eu estava prestes a ter um infarto se alguém não a tirasse da minha frente, teria um infarto por tamanha beleza, simplicidade, inteligência, amor, amizade, por ter tudo isso somente para mim, por saber que ela sempre seria minha, mas eu tinha medo de que isso acabasse. Deus como eu tinha medo disso, eu a perderia, eu... a perderia. Eu não podia imaginar tamanha complexidade em uma mulher só, porque somente de olhar o rosto dela já não conseguia decifrar metade de sua expressão, eu só podia dizer que ela estava feliz, e que talvez esse motivo fosse a festa ou eu mesmo. Mas agora, junto á ela, eu não queria nenhum tipo de atenção a não ser dela.

Aquelas três palavras

São ditas demais

Elas não são o suficiente

Se eu me deitar aqui

Se eu simplesmente me deitar aqui

Você deitaria comigo

E esqueceria do mundo?

 

Anne.

Ele me girou mais uma vez e eu fiquei observando enquanto ele fazia cara de pensativo, parecia perdido, mas sorria, eu automaticamente sorri, ao vê-lo assim, tão perto, me faz ter até calafrios, era tão difícil ter de conviver com ele no passado sem nem poder deixar o sentimento escorrer por entre todos os nossos ossos e pele, eu agora me sentia como se fosse uma castanha mergulhada em mel, estava tão doce e quente que os sentimentos que brotavam de agora em diante eram todos relacionados á Gil, e aos meus amigos e minha mãe. Ele me trouxe mais para perto.

Esqueça o que nos é dito

Antes que fiquemos velhos demais

Mostre-me um jardim

Que esteja ganhando vida


 

Vamos passar o tempo

Perseguindo carros

Em volta de nossas cabeças

 

Senti seu cheiro me inundar e quis abraça-lo e o fiz, seus braços fortes me enlaçaram e ficamos assim, dançando colados, somente balançando e sentindo o peso dos nossos corações calejados se esvaírem.

Se eu me deitar aqui

Se eu simplesmente me deitar aqui

Você deitaria comigo

E esqueceria do mundo?

Esqueça o que nos é dito

Antes que fiquemos velhos demais

Mostre-me um jardim

Que esteja ganhando vida

Tudo o que eu sou

Tudo que já fui

Está aqui nos seus olhos perfeitos

Eles são tudo o que consigo ver

Eu não sei onde

Confuso sobre como, também

Apenas sei que estas coisas

Jamais mudarão para nós

Se eu me deitar aqui

Se eu simplesmente me deitar aqui

Você deitaria comigo

E esqueceria do mundo?

 

Depois que a música acabou saímos da pista de dança e fomos em direção do palco de mãos dadas, minha mãe esperava por nós, meu coração batia forte demais, eu tinha medo que ele saísse por si só, andamos e chegamos ao lado de minha mãe, eu fiquei ao lado de Gil e minha mãe ao meu lado, Jace e Clary estavam ao lado de Gil e eu sorri ao vê-los, depois eu dei um passo a frente e limpei a garganta, os músicos pararam de tocar e eu disse:

-Boa noite Sras. E Srs. Eu e Gilbert queríamos anunciar hoje, através desse baile nosso aniversário de compromisso... – todos bateram palmas, Gil se aproximou e enlaçou minha cintura em um abraço de lado.

-O que Anne quer dizer é que é um prazer ter todos os Srs e Sras em nossa festa de namoro, em breve serviremos o jantar. – diz e limpa a garganta – Quero lhes apresentar o Lorde Herondale e sua noiva Srt Clarissa Fairchild, também iremos dar as boas vindas á Alexander Lightwood e sua irmã e minha amiga Isabelle Sophie, e á Srt.Clarisiane Woodwater e seu noivo Lorde Jonathan Daniel Whiteforets. Obrigada á todos. – diz ele, quase abro a boca em espanto. Ele é ótimo! Cruzo os braços e faço um bico manhoso, não gosto de pessoas que são melhores que eu em discursos, ele ria e Jace se aproximava segurando a cintura de Clary os dois também riram.

-Ela não muda nunca não? – pergunta Jace e eu o olho com cara feia, ele levanta os braços em rendimento e eu aumento minha carranca, Gil beija minha bochecha e eu coro, depois me viro para ele.

-Não ouse me tocar seu traíra! – digo e ele gargalha, não aguento e dou gargalhadas também.

-Oh amor, não me desafie... – ele diz e depois se aproxima do meu ouvido. – Se não você sabe que perderá. – eu arrepio e ele ri de lado, depois pega minha mão.

-Quer dançar Senhorita Anne? – pergunta em tom brincalhão, vejo Diana acenando do outro lado do salão, eu dou uma leve acenada e depois Gil se vira para olhar para onde chamava minha atenção. – Tudo bem, depois dançamos, podemos ir conversar um instante com Diana... – ele diz e eu sorrio – mas, depois você vai ser toda minha Senhorita. – diz e eu coro e tapo a boca abafando os risos.

-Sim Senhor Blyte. – digo e saímos andando até Diana.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...