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História You're thinking we'll be fine again - Capítulo 3


Escrita por: kaats

Notas do Autor


Oieeee como vocês estão? Espero que bem!!!
Então eu dei uma pausa nessa história, mas estou com mais dois capítulos prontos e vou postá-los.

Capítulo 3 - You were the only person I wanted there


 

A tarde era mais uma daquelas de outono, gelada e podia-se ver diversas folhas marrons voando. Sebastian estava na casa da mãe, fazia alguns dias que ele tinha certo interesse em estar ali além de vê-la.

- Eu acho que deveria começar a apostar na loteria. – a mãe de Sebastian entrou na cozinha e fala dela o assustou, ele tirou os olhos da janela e encarou a mãe. – Você está parecendo um vizinho fofoqueiro.

- Não estou não. – ele pegou a xícara de café que tinha deixado na pia, olhou mais uma vez para o lado de fora, mais especificamente para o quarto aonde Willa estava mexendo em alguma coisa, e depois voltou a encarar a mãe.

- O que tem ai... – Georgeta empurrou Sebastian para o lado e olhou para onde ele olhava. - ...aaaa agora eu entendi. – ela deu uma risadinha e voltou a encarar Sebastian com um sorriso irritante. – Desde quando ela está de volta?

- Faz uns três dias.

- Você já foi falar com ela? Porque esse seu comportamento está parecendo de um adolescente.

- Eu já falei com ela, mãe.

- E você não me contou, por que?

- Porque não achei necessário. Toda vez que eu conversar com alguém eu preciso te contar?

- Tirando o fato de que é com a sua ex que...

- Para a sua informação... – ele olhou rapidamente para a outra casa, Willa agora estava ao telefone, e foi sentar-se na cadeira que havia perto da ilha. - ...eu e a Willa nunca tivemos nada, então, tecnicamente, ela não é minha ex.

- Eu não vou discutir isso com você, ainda mais que você sabe muito bem o que eu penso dessa história.

- Eu já sei, todo mundo já sabe. Eu sou o vilão dessa história.

- Eu não disse isso, filho.

- Mas é o que todo mundo pensa.

- Olha... – ela se aproximou dele e fez carinho no cabelo do mesmo. - ...eu também entendo seu lado, está bem? Nessa história não existe um culpado, vocês só lidaram com o que houve de maneira diferente, talvez vocês devessem ter conversado.

- Eu não quero falar sobre isso agora, mãe. – ele passou a mão no rosto.

- Anos atrás ela estava com raiva, mas ela nunca me odiou.

- Eu não falei com ela anos atrás, na verdade falei com ela faz algumas semanas. Apesar de você, eu e a Willa continuamos próximos. – Scott foi até a cafeteira preparar um café para si mesmo.

- Tudo bem. – ela deu um beijinho na cabeça dele.

- Sabe... – Sebastian fez uma careta, aquilo era um segredo muito bem guardado que ele nunca havia contado, mas acho que talvez a mãe pudesse dar alguma direção para ele sobre o que havia acontecido algum tempo atrás. - Há uns dois anos atrás, eu não sei porque, mas Willa me ligou, em uma vídeo chamada.

- O QUE? – a mãe dele ficou surpresa, ela conhecia Willa e sabia que depois do que aconteceu aquela seria a última coisa que ela faria.

- Eu sei, eu tive a mesma reação que você. Ela estava meio bêbada e usando óculos. – Georgeta o olhou sem entender. – Quando ela está triste e cansada ela usa os óculos. – ele explicou.

- Você REALMENTE conhece ela. – a mulher deu uma risadinha.

- Normalmente é o que acontece quando você am... – ele parou no meio da frase e a mãe fez uma cara de sabida. - ...convive muito tempo com uma pessoa. – Sebastian ficou sem graça. – Mas, continuando, ela começou a agir como se nada tivesse acontecido, me contou sobre o dia dela, sobre as coisas que ela estava fazendo na Suécia, que tinham umas cervejas que eu precisava provar mesmo que eu não fosse gostar. – um sorriso brotou nos lábios de Sebastian. – Foi algo muito normal para nós dois, até que ela começou a dizer que sentia a minha falta e... – ele olhou para a mãe e começou a ficar vermelha.

- E o que? – a mãe dele estava com uma expectativa incrivelmente alta.

- Eu não vou comentar isso com você. – ele jamais falaria para a mãe que havia feito sexo virtual com Willa.

- Agora você me deixou extremamente curiosa...

- Eu não...

-..alguém em casa? – eles foram interrompidos com alguém entrando na cozinha e, para a surpresa de ambos, era Willa que, assim que colocou os olhos nele fechou a cara.

- Willa, um anjo!!! – a mãe de Sebastian foi até ela e a abraçou fortemente. – Que saudades de você! Por que não me disse que estava voltando?

- Eu decidi tudo em cima da hora. – ela retribuiu o abraço e se afastou da mulher. – Você continua mais linda do que antes, Georgeta, como isso é possível?

- Para de bajular a minha mãe, Willa. Ela já gosta de você.

- Eu não estou bajulando ninguém, apenas dizendo a verdade.

- Eu sei...

-...ei, ei! – a mãe dele se meteu. – Vamos parar os dois, está bem? – ela olhou de um para o outro.

- Desculpe entrar assim na sua casa, mas, assim, eu precisava muito de um favor, Georgeta. – Willa virou para a mulher, ignorando Sebastian o máximo que pode.

- Só pedir.

- Eu precisava ir até o centro, você consegue me dar uma carona?

- Eu adoraria, Willa, mas tenho que trabalhar. – ela mentiu pensando que, talvez, aquilo fosse uma oportunidade para Willa e o filho conversarem. – Inclusive, eu estava de saída. – ela deu um beijinho no rosto de Willa. - Depois eu passo na casa da sua irmã para colocarmos a conversa em dia. – ela mandou um beijo para Sebastian e saiu dali fingindo uma pressa.

- Acho que sobrou só eu. – Sebastian se levantou e deu de ombros.

- Se não for incômodo, você podia me dar uma carona? – era a última coisa que ela queria, mas tinha prometido ajudar a irmã. - Eu sei que podia pedir um Uber, mas preciso comprar algumas muitas coisas e não seria muito apropriado em um Uber.

- Eu vou sim, só vou pegar um casaco e carteira.

- Ok, te encontro lá fora.

Willa, como combinado, foi para o lado de fora esperá-lo. A última coisa que ela queria era pedir esse favor a ele, mas quando foi até a casa vizinha, pensou que a mãe dele poderia dar uma carona.

- Seu motorista chegou! – ele disse alto de maneira meio animada demais. – Senhorita... – ele lançou um sorrisinho para ela e abriu a porta. - ...por favor.

- Eu tenho mãos. – ela disse irritada, entrou no carro e fechou a porta com tudo.

Sebastian deu a volta, entrou no carro, ligou e saiu. O caminho foi incrivelmente silencioso e nem ao menos o rádio ele ligou, não queria que algo acabasse com aquela saída educada entre os dois.

Quando chegaram no centro da cidade, Sebastian acabou servindo de carregador para ela. Eles passaram em muitas lojas, compraram muitas coisas que ele não sabia para que serviam e, como o cavalheiro que era, se ofereceu para carregar todas as sacolas.

- Bom, acho que isso é tudo. – Willa disse assim que eles terminaram de colocar as compras no carro. – Podemos ir embora.

- Na verdade, vou te cobrar por esse passeio. – ele fechou o porta malas e olhou para a cara de Willa. – Não com dinheiro, mas será que a gente podia tomar um café? Não gosto de cobrar favores, mas isso seria meio que o mínimo.

- Um café. – ela disse irritada e saiu andando na frente dele até a Starbucks mais próxima, ela não viu, mas Sebastian fez um gesto de comemoração com a mão e depois foi atrás dela.

Assim que entraram na famosa cafeteria, ele não deixou que ela fizesse nada, na verdade pediu para que ela procurasse um lugar mais afastado para os dois, usando a desculpa da fama, e depois foi pegar os cafés.

- Aqui está, Willa. – ele disse ao colocar o copo na mesinha a frente dela e se sentou ao lado dela no sofá.

- Obrigada. – ela pegou com pouca vontade e se afastou dele. – Você poderia ter sentado na minha frente.

- Alguém poderia me reconhecer e... – ele colocou o braço no encosto do sofá. - ...você está cheirando bem demais.

- Não, você não vai começar, não é? – ela virou o rosto e o encarou.

- Desculpa, eu só achei que...

-...as coisas tinham voltado ao normal? – ela bebeu um gole do café, era o especial de Halloween que ele sabia que ela gostava, aquilo aqueceu o coração dela e fez algumas memórias virem à tona, memórias boas como uma sessão quase que particular de cinema com Sebastian, aonde ele acabou por fazer coisas meio impróprias para ela.

- Você está corando. – ele notou e franziu o nariz. – O que...

-...a gente não tem desses na Suécia. – ela disse. – Eu sentia muito falta disso. – ela tomou mais um gole e abriu um sorriso, Sebastian sorriu junto com ela porque ela parecia muito mais bonita. – Isso sempre me traz boas lembranças.

- Então, instantaneamente, você bebeu e se lembrou de...

-...daquela vez no cinema.

- Oh... – ele abriu as pernas. -...eu me lembro disso. – ele começou a rir da forma escandalosa e com o nariz franzindo, ela sempre acho aquilo a coisa mais fofa nele. – Você quase derrubou um desses cafés na minha mão!

- Shiuuu! – ela fez para ele ficar quieto. – Não foi minha culpa que você enfiou a língua no meu pescoço e a mão dentro da minha calça. – ela disse baixo.

- Na verdade foi por baixo do vestido, você estava de vestido. – ele bebeu um gole do café e levantou uma sobrancelha. – Bons tempos...

- O que você e sua mãe estavam conversando quando eu cheguei? – ela soltou e Sebastian fez uma careta.

- Talvez eu tenha contado para ela sobre aquele dia que você me ligou uns dois anos atrás. Olha, pra minha defesa, eu não contei sobre a parte do sexo.

- Eu estava bêbada, você sabe, não é?

- Eu sei bem disso. – ele virou de lado e a ficou encarando. – Apesar de ter sido uma ótima experiencia aquela, o que eu sempre me pego lembrando era o porquê você estava chateada.

- Eu só estava bêbada.

- Você estava de óculos. Eu conheço você, sei que estava chateada.

- Eu não tinha tido o melhor dos meus dias. - ela se lembrou que exatamente naquele dia ela tinha descoberto algo que até o momento não havia conseguido acabar, mas não ia comentar isso com ele. – E eu só queria me sentir eu mesma e em casa, só isso.

- Eu faço com que você se sinta você mesma e em casa, Willa?

- Melhor a gente parar com essa conversa. – ela se levantou. – Vamos embora. – ela começou a sair e ele foi atrás dela.

Willa andava rápido e quando ele a alcançou, ela na estava parada em frente ao carro, ele precisava dizer algumas coisas, mas não faria isso no meio da rua, então abriu o carro, os dois entraram e ele saiu assim que fechou a porta do automóvel.

- Por que a gente não pode ter essa conversa? – ele disse de repente. – Você não pode escapar de mim para sempre.

- Eu não tenho nada para falar com você, não sobre o que você está querendo falar e sobre o que você quer fazer as coisas parecerem. – diferente dele, Willa ainda tinha o copo de café nas mãos, Sebastian havia jogado o dele no lixo quando saíram da Starbucks.

- Eu só estou tentando deixar as coisas as claras.

- Não, você não está. – a voz dela começou a ficar embargada. – Você está tentando fazer a mesma coisa que fez no começo, você está tentando se aproveitar de um momento de fragilidade pra me levar pra sua cama. E depois? Você vai fazer parecer como se fosse o relacionamento perfeito, como se você fosse perfeito, mas quando as coisas realmente complicarem você vai dar um jeito de sumir e me fazer descobrir que você está "tirando umas férias" do outro lado do oceano.

- Willa... – ele olhou para ela rapidamente e viu que ela estava chorando.

- Eu sei que nada daquilo era para ter acontecido, mas você era a única pessoa que eu queria que tivesse ficado lá. Eu amava você e o que a gente tinha, eu tive que aguentar tudo aquilo sozinha e comecei a duvidar se o que você dizia era ou não verdade. E eu não quero passar por tudo isso de novo. – ela passou a mão no rosto e limpou as lágrimas de uma forma nada discreta. – E, para a sua informação, eu tenho um namorado, e eu estou muito feliz com ele. – ela sabia que nunca poderia chamar Pedro daquilo, mas ele não tinha como saber disso.

- Ah, sério? Meus parabéns. – ele ficou com raiva e ciúmes. – E aonde ele está que não está aqui com você?

- Ele tem um trabalho muito importante.

- Aposto que é mentira. – ele estava agindo de forma infantil.

- Não é. – ela pegou o celular no bolso e abriu em uma foto, virando e mostrando rapidamente para ele. – Aqui está, o nome dele é Pedro!

- Isso ai é seu namorado? – ele só viu a foto de relance. – Você merece alguém muito melhor do que isso.

- Você nem o conhece.

- Mas eu sei que sou melhor do que ele.

- Ah, cala a boca! – ela disse brava e virou o máximo que conseguiu para ficar de costas para ele dentro do carro.

Sebastian sabia que não podia fazer mais nada, então ficou mudo o restante do caminho, assim como ela, e quando chegaram na casa da irmã dela, ele só deixou as coisas na porta e foi embora sem se despedir de Willa.

 


Notas Finais


Até o próximo... <3


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