História You're worst than nicotine - Capítulo 16


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Categorias Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Sherlock
Personagens Mycroft Holmes, Sherlock Holmes
Tags Hot, Sherlock Holmes
Visualizações 35
Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - The wedding


Eu suspirava profundamente todo o caminho, Sherlock segurava minha mão mas eu não conseguia me sentir segura. Falar em público não é o meu forte, nunca foi, a timidez sempre foi uma amiga. Chegamos na igreja e logo vi todos cumprimentando os noivos, saímos do carro e Sherlock se pôs ao meu lado.

- Posso desistir? - eu disse ainda olhando para a igreja.

- Não. - ele disse mostrando a palma da mão, a segurei e fomos de mãos dadas até eles.

Era estranho ver as pessoas prestando mais atenção em mim e  Sherlock do que nos noivos, passamos por todos os convidados e logo as atenções se viraram para nós dois.

- Onde estavam? - Mary disse me abraçando.

- Perdemos a cerimônia? - eu perguntei não me importando. 

- Perderam, só vieram pra festa. - Watson disse enquanto sorria para o resto dos convidados.

- Vamos entrar ou vamos ficar aqui fora? - Sherlock perguntou se colocando ao lado de John. 

- Temos que cumprimentar todos antes de entrarmos. - Mary disse me colocando do lado dela.

Eu juro que tentei parecer que estava gostando mas eu não consigo, deixei minha cara de decepção aparecer sem me importar, até que apareceu uma moça com uma criança, que veio correndo para me abraçar sendo que eu nem a conhecia. 

- Essa é filha da minha prima. - Watson disse e eu tentei me livrar daquela praga que chamam de criança. - Ela gosta muito de você e do Sherlock.

- Qual o seu nome? - eu disse a deixando me abraçar. 

- Margareth. Eu gosto de crimes e assassinatos que nem vocês. - ela disse eu dei meu sorriso mais sincero. 

- Vai ser uma grande detetive quando crescer. - eu disse e finalmente ela me soltou com um sorriso no rosto. 

- Janine! - Mary gritou me tirando dos meus pensamentos. - Quanto tempo.

- Realmente. - a mulher de cabelos negros disse a abraçando e depois olhou para Sherlock. - Não sabia que Watson tinha amigos tão atraentes. 

- Compromissado. - Sherlock disse e eu dei uma risada baixa.

Ela veio em minha direção para me cumprimentar mas eu coloquei a mão na frente a impedindo. Ela entrou no salão e todos me olharam me reprovando.

- Não gostei dela, não posso fazer nada. - eu disse me explicando.

- Onde está Mycroft? - Watson perguntou e eu gelei.

- Não vem. - eu disse seca. - Vamos logo. - entrei com Sherlock e logo entraram os noivos.

Ficamos no salão bebendo e "socializando" Lestrade não me deixava em paz nenhum minuto e Molly não parava de falar em como o namorado novo dela era legal e essas coisas idiotas. 

- Molly eu durmo com Sherlock quase todo dia e não fico expondo para todos. - eu disse a parando e fui procurar Sherlock.

- Você está com Sherlock? - ouvi Lestrade falando mas não me importei em responder.

Encontrei o padrinho ao lado da noiva e me coloquei do lado dela.

- Então aquele é o sargento dele? - eu disse olhando para um homem com metade do rosto queimado. 

- Ele fala tanto dele, fico feliz que ele tenha vindo. - Mary disse e Sherlock a olhou sério.

- Pare de sorrir. - ele disse.

- É meu casamento. - ela disse rindo e ele perdeu a paciência. - Escolhi esse vinho,mas está horrível. - ela disse quase cuspindo.

Ela saiu para falar com alguns convidados e eu já queria ir embora, mas Sherlock me puxou antes de eu chegar na porta.

- Eu não quero ficar. - eu disse choramingando. 

- Precisa ficar perto de mim, aquela tal de Janine não sai do meu pé. - que medo de mulheres.

- Agora sabe como eu me sinto perto de homens. - eu disse sorrindo.

Ele colocou a mão na minha nuca e me beijou calmamente, mas eu nós separei. O dia era dos noivos, mas as atenções estavam todas em cima de nós, principalmente quando nos beijávamos. 

- Preciso fazer uma ligação. - eu disse arrumando a gola do terno dele. - Não coloca fogo na igreja por favor.

Sai de perto dele e fui para um lugar onde não tinha muitas pessoas.

Mycroft já pegou a pasta?

Já estava saindo. Por que não levou a pasta de volta? Assim nós poderíamos passar um tempo juntos.

Eu estou compromisso com seu irmão lembra? Mycroft eu só fiz aquilo para conseguir a pasta.

Sexo é moeda de troca para você!?

Com você sim.

Desliguei antes dele começar a dar chilique. Me olhei no espelho que estava no fundo da igreja, eu realmente era uma pessoa horrível, não só de aparência como de alma também. Sherlock ainda não tinha percebido isso.

Voltei para o salão e todos já estavam se sentando para começar a comemoração. Me sentei entre Janine e Sherlock, ele me olhou e começou a me deduzir, eu fingi que não percebi. Depois que todos falaram foi a vez de Sherlock começar a falar. Ele contou da despedida de solteiro, de como ele ficou surpreso de ser chamado para ser padrinho e como ele odiava Mary por roubar o John dele. Logo chegou minha vez, eu me levantei e tentei segurar o choro, senti minhas bochechas queimarem. 

- Bom, eu nunca pensei ser madrinha de casamento de ninguém até porque eu quase não tenho amigos além de Sherlock e Mycroft, mas aqui estou eu. Mary é a irmã que minha mãe nunca quis me dar e ainda bem que ela não me deu, eu não aguentaria passar mais de dez minutos perto dela. - algumas pessoas riram. - Mary tem um jeito especial de me tratar, ela faz parecer que somos uma grande família problemática, que tem momentos bons e ruins, exemplo disso foi no dia em que fomos resgatar Watson de dentro de uma fogueira, todos juntos, só para salvar uma pessoa. Eu estou me esforçando para não sair daqui já que dizem que é falta de educação sair mais cedo de um casamento, mas eu quero que Mary e Watson tem todo meu apoio. - eles sorriram. - Espero que passem muitos anos juntos cuidando dos seus "filhos" problemáticos. - Sherlock sorriu quando eu apontei para nós dois. - Um brinde ao melhor casal da Inglaterra. - todos brindaram e eu finalmente pude me sentar.

Sherlock depois disso começou a falar sem parar, ele falou por uns dez minutos e depois disse nosso código para assassinato. Eu e Watson fomos atrás dele, para saber o que estava acontecendo.

- Qual o número do quarto do sargento? - ele perguntou e eu não entendi nadinha.

- 207. - Mary disse subindo as escadas, a memória dela é muitooooo boa. 

Logo entendi o caso, era uma facada retardada. O assassino colocava um objeto fino atravessando o cinto, que quando fosse tirado resultaria numa hemorragia interna, que ocasionaria a morte. Super esperto. 

Depois de Sherlock resolver o caso resolvi descer e ir para o salão de festas, onde estavam todos dançando e cantando, alguns estavam enchendo a cara e eu estava parada na entrada. Resolvi pegar meu casaco e ir embora, peguei o cachecol que estava na minha bolsa e coloquei, sai o mais rápido possível para que ninguém pudesse me ver. Peguei um táxi e cheguei em casa depois de alguns minutos, subi e Sherlock estava sentado no sofá vendo uma foto.

- Não sabia que tinha vindo para casa. - eu disse tirando o sapato.

- Como conseguiu essa foto? - ele me mostrou a foto de Magnussen e eu gelei. - Como?

- Onde achou isso? - eu perguntei tentando mudar de assunto. 

- No chão do quarto. Como essa foto foi parar no nosso quarto, se essa foto estava dentro da pasta de Mycroft?

- Como sabe dessa pasta? - ele segurou meu braço. - Sherlock tá me machucando.

- O que você fez para conseguir essa pasta? - ele perguntou me puxando mais para perto violentamente. - Como conseguiu a pasta?

- Eu pedi para Mycroft, só isso. - eu não queria contar a verdade, mas deixei escapar minha expressão e logo ele deduziu.

- Transou com ele? - eu abaixei a cabeça. - Transou com ele. Tudo isso para conseguir uma pasta. Quantas vezes? - ele disse alterando o Tom de voz.

- Só uma vez, no dia em que eu saí. - ele deixou uma lágrima escapar e eu tentei me soltar dele. - Você tá realmente me machucando.

- Você acha que isso é dor, mas não sabe como eu estou me sentindo. Não passa de uma vadia qualquer. - ele disse soltando meu braço de uma vez. 

Eu não tinha mais condições de ficar lá, desci e entrei no apartamento de minha mãe. Ele estava certo, eu não passava de uma qualquer.



Notas Finais




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