História Yours - Capítulo 28


Escrita por:

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Categorias Shawn Mendes
Visualizações 61
Palavras 2.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Há um tempo atrás tive a ideia de juntar minhas personagens (Elinor de TH e Ash) em um simples capitulo, sendo assim, hoje vocês irão conhecer minha ruiva dos olhos azuis, também conhecida como Elinor, espero que gostem!
Enjoy :)

Capítulo 28 - Threats


Olho atenta as pessoas entrarem com fervor dentro do grande ônibus, as risadas altas e piadas contagia a todos, de dentro do meu carro apenas espero que a fila diminua para que enfim eu venha a me juntar a eles.

Encaro meu celular uma ultima vez a espera de uma resposta de Mary, desde o acontecido nosso contato havia diminuído, a principio pensei que tudo não se passava de coisa da minha atordoada cabeça, mas após poucos dias pude constatar que eu a estava perdendo e que por mais que eu viesse a me esforçar para tê-la de volta, não sabia se conseguiria atravessar seus próprios demônios.

Olho novamente para a fila que aos poucos acaba e saiu de meu carro carregando comigo minha pequena bolsa, bato a porta e aciono o alarme, caminho a passos curtos, escondida sob o capuz de minha blusa de frio me posiciono em ultimo lugar na fila a espera que todos entrem, sinto alguns olhares sob mim, no entanto os ignoro.

- Olhe para nós ignorando o fato de que falamos mal um dos outros durante todo o ano a caminho de NY – diz Emily parando ao meu lado, a encaro sorrindo vendo a mesma sorrir de lado - Iupe! – sussurra levantando os braços para cima, a nossa frente Brook e as demais lideres reviram seus olhos antes de entrarem no ônibus.

- Não achei que fosse vim – digo, andando devagar conforme as pessoas vão adentrando o automóvel.

- Eu não tinha a intenção de vim – diz, enrugando o nariz ao ver Shawn adentrar logo atrás de Brook.

- Então o que a fez vim? – indago, ignorando a pontada que sinto ao ver Shawn colocar sua mão na cintura de Brook.

- Minha mãe, ela é uma dessas mulheres malvadas que acham que seus filhos não podem faltar aula – diz rindo revirando os olhos, reprimo uma risada ao lembrar-me de minha própria mãe.

- Você nunca fala da sua família – digo, vendo a mesma ficar tensa ao meu lado,

- Sabe como é mãe controladora, irmão mais velho extremamente cuidadoso – diz rindo nervosa mexendo as mãos, franzo o cenho e caminho aproximando-me da entrada do ônibus.

- Irmão? Você nunca disse que tinha irmão – digo vendo a mesma posicionar-se atrás de mim.

- Sim, eu sei – sussurra enquanto adentro o ônibus já lotado.

Franzo o cenho para a mesma que aponta em direção ao fundo do ônibus, passo por todos os meus colegas e desvio meus olhos de Thomas que me encara, logo noto que os únicos bancos vazios encontram-se ao lado de Shawn e Brook, que mantém seu sorriso ardiloso em seus lábios pintados de um vermelho vivo.

Sinto os dedos de Emily em minhas costas empurrando-me em direção ao banco, solto um suspiro de frustração e me encaminho ao mesmo sentando-me no banco ao lado da janela, sinto Emily sentando-se ao meu lado e me viro em direção a mesma.

- Sinto que esse passeio será demais – diz sorrindo falsamente, não sendo capaz de evitar solto uma gargalhada vendo a mesma rir.

- Sim, eu também.

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Há muitos anos eu poderia entrar na classificação de leitora do ano, a cada novo mês um novo livro era depositado sob a soleira da porta de meu quarto, porém a melhor parte nunca havia sido a leitura em si, mas a sensação de sair de mim mesma e me tornar quem quer que eu quisesse ser.

Andando em meio a todos aqueles livros e pessoas, eu só conseguia me atentar ao fato de que mais uma vez eu havia deixado minha tristeza abanar para longe de mim mesma o que havia de melhor em mim. Solto uma risada amarga e me afasto com cuidado da pequena banca.

- Você está bem? – indaga uma moça de cabelos ruivos, olho para a mesma e me surpreendo pela intensidade de seus olhos azuis sob mim, franzo os lábios em suspeita a estranha, no entanto, em um rompante a respondo.

- Sim, estou bem – digo, limpando meu rosto com o dorso de minha mão, ela arqueia suas sobrancelhas para mim e sinto-me inquieta em minha própria mentira – Ok, talvez eu não esteja ta bem.

- O que aconteceu? – indaga-me suavemente, respiro fundo e a encaro incerta se devo ou não dizer – Olha me desculpe por parecer inconveniente, não quis adentrar sua intimidade.

Dando-me por vencida, viro-me para a mesma que encara meu ridículo crachá de estudante, sorriu de lado para ela colocando uma mecha de cabelo por detrás de minha orelha.

- Você sabe más decisões e toda aquela lorota de colégio – digo dando de ombros, encaro-a e me sinto momentaneamente triste ao me lembrar da viagem de ônibus até aqui.

- Isso também tem a ver com algum rapaz? – indaga-me, mordo o lábio inferior e olho para baixo lembrando-me dos olhos castanhos de Shawn – Eu achei que sim, eles sempre estão lá, não é mesmo?

Solto uma leve risada e a encaro – Você já sentiu como se estivesse de frente para a melhor coisa que poderia te acontecer em meses, mas não sabe como alcançar sem espantar para longe? – indago-a vendo a mesma olhar de soslaio para um homem moreno a nossa direita que a encara com o cenho franzido.

- Sim, já passei por uma situação semelhante – responde-me voltando a me olhar.

- E o que fez? – indago, sentindo-me apreensiva.

- Eu tento não deixar que ele simplesmente vá, no fim tudo que você pode fazer é tentar – responde-me, mordo os lábios assentindo em concordância – Mas você tem que saber o momento certo e principalmente a pessoa, o coração nem sempre é sábio ao escolher, mas sempre é intenso ao sentir, não se deixe levar por ele, afinal de contas, você só tem um, é sua obrigação cuidar bem dele – diz encarando-me com seriedade.

- Você está certa – digo, sorrindo.

- Normalmente ela sempre está – diz o mesmo moço moreno que, até então nos olhava a distancia.

Encaro o mesmo que tem seus olhos apenas para a moça ruiva, a mesma olha-me com suavidade totalmente alheia ao olhar atento do homem moreno. Nesse instante percebo que, os pequenos e mais singelos gestos conseguem valer mais do que palavras jogadas ao vento.

- Estou atrapalhando? – indaga com uma voz rouca desviando seus olhos de sua atenção principal até mim.

- Não – respondo dando de ombros no mesmo instante em que a ruiva diz “Sim”.

Com o cenho franzido ele olha para nós e sinto que este é o momento de dizer adeus.

- Eu vou embora, não posso me perder do pessoal do colégio, minha mãe me mataria se eu ficasse presa em NY – digo rindo de leve, vendo a mesma sorrir – Obrigada pelo conselho, eu irei seguir e espero que você o siga também – arqueio minhas sobrancelhas para a mesma olhando rapidamente para o moreno ao seu lado, ela sorri de lado e reprime um sorriso.

- Fico feliz em ter sido útil – responde-me enquanto me afasto da mesma, aceno para ela que sorri – Ei! – grita chamando-me atenção, viro-me para a mesma – Você não me disse seu nome – diz.

- Ashland – digo, dando-lhe as costas, encaminho-me em direção a Emily que tem seus braços cruzados a minha espera.

- O que estava fazendo? – indaga-me olhando por sob meu ombro.

- Conversando – digo parando ao seu lado.

- Não aprendeu na infância que é errado falar com estranhos? – indaga-me, reviro os olhos para a mesma a empurrando de leve em direção a saída.

- Não nós faça perder ainda mais tempo – digo, enquanto a mesma ri caminhando comigo ao seu lado.

Durante o resto da exposição caminho ao lado de Emily apreciando de longe os belos livros, suas piadas ridículas fazem-me rir distraindo meu ser dos problemas alheios a minha capacidade. Shawn se move discretamente atrás de nós, sempre com Brook a seu lado, seja de mãos dadas ou braços entrelaçados.

Enquanto avalio o local ao meu lado, minto para mim mesma que não sinto nada aos ver juntos, mas a verdade é que cada toque dela nele, meu coração arde e palpita de ansiedade.

Ansiedade esta que me persegue desde o instante em que abri meus olhos naquela nublada manhã. Desde que mamãe havia me revelado sobre a parte da vida de meu pai que eu e meu irmão jamais adivinharíamos, meus momentos de paz haviam sido reduzidos a zero.

- Sinto que você esta inquieta – diz Emily, olho para a mesma do outro lado da pequena mesa que dividimos enquanto comemos nosso barato lanche e suspiro fundo.

- Sim, talvez um pouco – digo sorrindo fraco, Emily arqueia sua sobrancelha fina e faz um pequeno bico com seus lábios pintados de rosa.

- E não vai dividir? – indaga-me, dou outra mordida em meu sanduíche e o coloco de volta na pequena cestinha verde.

- Apenas não é algo simples de dizer – digo, limpando os cantos de minha boca terminando de engolir meu sanduíche.

- Meu pai costumava dizer que más noticias não devem ser preparadas, apenas ditas – diz sorrindo fraco, encaro a mesma e sorriu.

- Você nunca fala da sua família – digo, cruzando os braços sob a mesa.

- Minha família não é o assunto do dia – diz, arqueando suas sobrancelhas.

Riu e a encaro, respiro fundo e não me deixo pensar, apenas digo – Meu pai teve filhos fora do casamento, ao menos eu acredito poder usar o plural – digo vendo a mesma engolir em seco deixando seu sanduíche de lado – E eu irei conhecer eles hoje, em um jantar, acredita? – indago irônica.

- Não gosta de jantares? – indaga-me apreensiva, reviro os olhos para a mesma.

- Apenas não me parece certo, nada disso – digo, embrenhando meus dedos em meio a meus cabelos loiros.

- Imagino que deve ter sido um choque, dada a circunstância de você ao menos ter seu pai mais aqui com você – diz, deixando-me momentaneamente confusa.

- Eu não havia lhe dito que ele morreu – digo, vendo a mesma engasgar-se com seu refresco.

- Eu ouvi pelos corredores, desculpa por simplesmente soltar assim – diz, reprimo meus lábios em uma linha fina e passo os dedos por minhas têmporas.

- Não há julgo – digo, ouço seu suspiro pesado e a encaro.

- Eu sinto muito que esteja passando por tudo isso, mas quando você os vir, apenas tenha em mente que isso também não esta sendo fácil para eles – diz com pesar em sua voz, franzo o cenho a encarando e por um instante deixo-me sentir mais pelos outros e menos por mim.

- Talvez você tenha razão – sussurro vendo a mesma sorrir, sorriu de volta e volto a comer.

Volto a comer e em questão de minutos nos juntamos aos demais, desvio-me de Thomas e de seus olhares intensos, de longe vejo Olivia com seus fones brancos plugados em seus ouvidos, a mesma sorri de leve para mim e retribuo o gesto, a minha frente à professora dita o que quer de cada um de nós nas aulas seguintes, pego meu celular anotando tudo em minhas notas alheia as conversações a minha volta.

- Já disse que sua versão nerd é extremamente gostosa – sussurra Thomas atrás de mim, sobressalto-me bloqueando a tela de meu iPhone.

- Saia daqui – sussurro de volta virando-me para o mesmo, de perto, seu rosto repleto de marcas de uma briga são ainda mais assustadoras.

- Você precisa parar de tentar me tirar da sua vida – diz, franzindo o rosto, encaro-o com desprezo.

- E você precisa sair de perto de mim antes que eu grite – ameaço aproximando meu rosto do mesmo, sinto meus batimentos acelerarem e minhas mãos suarem.

- Eu pensei que depois de Mary você entenderia como as coisas entre nós funcionam, querida – diz com pesar, congelo em meu lugar sentindo o medo abater sob mim, sua mão levanta-se e me afasto assustada, Thomas sorri de lado e coloca uma mecha de meu cabelo de trás de minha orelha – Talvez você precise de um lembrete maior – seus olhos desviam-se dos meus e encaram as costas de Shawn, que tem uma da mãos de Brook em seu bolso traseiro – Eu realmente acho que eles formam um lindo casal, mas nem de longe comparam-se a nós.

- Isso é estupidez – digo, limpando com agilidade as lagrimas silenciosas que banham meu rosto – Não temos nada.

Thomas ri passando seus dedos em meu queixo – Eu consigo ler seus olhos, e eu não gosto do que vejo quando eles recaem sob o pequeno príncipe, mas sei que iremos conseguir resolver isso – diz abaixando sua cálida mão, esquivo-me do mesmo e o vejo sorrir uma ultima vez antes de dar-me as costas.

Enquanto Thomas some em meio aos demais alunos vejo Emily voltando ao meu encontro com dois cafés em suas mãos, respiro fundo e passo as mãos em meu rosto procurando limpar qualquer vestígio de lagrimas.

- Advinha só? – indaga-me Emily rindo – O carinha do café me deu um de cortesia, sabe às vezes eu fico impressionada com o quão radiante eu sou – ri fazendo-me soltar uma leve risada – O que aconteceu com você?

- O que quer dizer? – indago de volta pegando meu café de suas mãos sem olhá-la nos olhos.

- Você parece tensa – diz olhando-me com o cenho franzido.

- Impressão sua, apenas cansada, agora vamos? Não aguento mais esse lugar – digo revirando os olhos dando-lhe as costas, bebo um longo gole de meu café queimando de leve minha língua, caminho em direção a porta do ônibus sem dar-me o trabalho de olhar ao meu redor para olhar em seus olhos, pois sei que se os ver, irei desmoronar.

 


Notas Finais


Muito obrigada por chegarem até aqui :)
Link TH: https://www.spiritfanfiction.com/historia/tiny-heart-12089405


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