História Yours - Capítulo 29


Escrita por:

Postado
Categorias Shawn Mendes
Visualizações 98
Palavras 1.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Musica: Time - Mikky Ekko
Enjoy :)

Capítulo 29 - Feelings


Fanfic / Fanfiction Yours - Capítulo 29 - Feelings

“Sim, nós caímos como folhas do jardim do Éden.”

Empurro a porta com a chave ainda na fechadura e sinto o cheiro de frango assado, especialidade de mamãe, sendo sincera, a única coisa que a mesma sabe fazer sem deixar marcas de queimadura por cima.

Adentro minha casa deixando minha bolsa sob o sofá ao passar pela sala, Jerry olha para mim e sorri logo voltando sua atenção ao seu desenho, passo meus dedos em seus cabelos macios e caminho até mamãe que se mantém de costas para mim.

- O cheiro está bom – digo, vendo que a mesma se sobressalta virando-se para mim em um rompante, sorriu de leve para a mesma que coloca sua mão sob seu coração.

-Não te ouvi chegando – diz se desculpando, apoio meu quadril contra a cadeira de madeira da mesa e a encaro – Como foi o passeio? – indaga voltando sua atenção ao forno, a respondo com um leve dar de ombros e mantenho-me parada encarando suas costas.

- Quando eles chegam? – indago vendo a mesma tencionar suas costas.

- As oito, mas seus avós chegam em poucos minutos – responde-me se virando para mim, arqueio minhas sobrancelhas e vejo a mesma limpar suas mãos em seu avental rosa – Querem estar aqui por vocês, e para os conhecer, afinal, são netos deles – diz, sorrindo minimamente.

Olho para trás tendo apenas o vislumbre dos cabelos loiros de Jer, volto-me para minha mãe – O que disse a ele? – indago-a.

- Que ele iria conhecer pessoas muito legais hoje – diz, ouço o cansaço em sua voz e suspiro balançando a cabeça em sinal de entendimento.

- Eu vou me arrumar – digo empurrando-me em direção ao meu quarto, passo pela mesma apertando de leve seu ombro.

Em meu quarto fecho a porta e respiro fundo caminhando em direção a meu armário abro o mesmo e encaro o vestido preto com pequenas estampas de flores que eu havia separado logo cedo.

Eu não gostava de pensar na ironia do destino, nem mesmo na forma como o mundo se virava para nos fazer pagar por nossos pecados, mas, encarando o vestido a minha frente, o mesmo que meu pai havia comprado para que eu usasse em minha festa de formatura – a qual eu teria que adiar por mais um ano – eu me perguntava se depois de tanto tempo, eu enfim, não havia me tornando uma das pessoas irônicas que o mundo tanta ama punir.

Respiro fundo pegando o cabide preto que prende o vestido, caminho em direção a minha cama jogando-o sob a mesma, me dirijo ao banheiro e levo meu tempo para me preparar, ao sair do mesmo sou capaz de ouvir as risadas de Jer e de vovô, olho em meu relógio e vejo que sobra-me poucos minutos antes de ter seus rostos impregnados em minha cabeça e suas vidas entrelaçadas a minha.

Visto-me e me olho no espelho uma ultima vez saindo sem fechar a porta de meu quarto, entro na cozinha sentindo os olhares de meus avós em mim, mamãe caminha até mim e passa seus dedos nas mangas longas de meu vestido, ela o reconhece.

- Está linda – diz sorrindo, sorriu de volta e antes que eu consiga lhe agradecer o som da companhia ressoa por toda a casa.

Jer se levanta e vem até o meu lado, ele segura minha mão e seus ingênuos olhos contam-me que, mesmo sem que ele saiba o que esta por vim, ele está ao meu lado, sorriu para ele que pisca para mim.

- Crianças – diz vovó, olho para a mesma que tem seu cachecol lilás em volta de seu pescoço – Está na hora de conhecer seu irmão.

Respiro fundo apertando a mão de Jerry que olha assustado para mamãe, ouço o som dos baixos sapatos de vovô em direção a porta, ela é aberta e um sincero sorriso nasce nos lábios do mesmo, ele abre espaço dando passagem para que o intruso entre.

Meu coração bate forte e alto, minha respiração fica presa em meus lábios trêmulos e sinto a mão de Jerry apertando a minha com força, vejo de soslaio os olhos preocupados de mamãe, mas não a olho, pois a minha frente o intruso ganha rosto, cheiro e nome.

Seus olhos encaram-me e sinto o chão sumir, dou um passo em falso e o encaro, os olhos castanhos encaram-me com culpa e por um instante penso que tudo se trata de uma brincadeira, até vê-lo surgir por detrás dela, a principio meu cérebro não me diz nada, ele apenas tenta processar as informações, mas depois, como um filme todas as imagens se juntam em minha mente fazendo com que eu me sinta a atração principal do circo.

Sinto os dedos de Jer soltar-se de minha mão e ele caminhar em direção aos mesmos, a cada passo que meu pequeno sol da em sua direção, uma imagem nova inunda meu cérebro.

                “– Você veio – digo sorrindo, vendo a personificação dos meus devaneios mais recentes.

                - E você estava a minha procura – diz, de forma convencida sentando-se de forma relaxada em um dos puffs.”

Jer continua sua caminhada até ele que mantém os olhos sob mim, ele passa por vovó que o encara com as mãos presas em seu peito, como em uma oração.

                “- Como sabe onde moro? – indago virando-me para ele.

                - Eu sei muitas coisas – responde enigmático [...] “

Jer finalmente para a sua frente atraindo momentaneamente seu olhar. Olho para meus entes a minha volta dando outro passo para trás.

                “- Eu irei cuidar de você também – digo vendo o mesmo voltar a olhar para mim – Não pense nem por um instante que está sozinho.

                - Eu não me atreveria – responde.”

- Você já esteve aqui – diz Jer, sinto uma lagrima escorrer de meus olhos e encaro-a atrás dele, ela me olha com pesar.

Ele se abaixa ficando a altura de Jer e meneia a cabeça em concordância, Jer tomba a cabeça para o lado e o encara, ele se vira para mim e estende a mão.

- Ashland, venha conhecer nosso irmão.

Volto meus olhos nublados para ele, e uma ultima imagem toma-me antes que eu apenas corra.

”- Ashaland pare! Por favor – grita puxando-me para si, sinto-me ajoelhada a sua frente e vejo seus olhos castanhos procurarem por mim.

- Isso é minha culpa – digo em um sussurro rouco, levo minhas mãos até meu pescoço sentindo-me cansada de lutar.

Arfo mais uma vez em desespero fechando os olhos deixando que a dor, a culpa e todos os sentimentos que se sucedem caiam sob mim, ouço Shawn chamar-me novamente e abro a boca para respondê-lo, mas algo para-me de imediato.

Sinto seus lábios macios sob os meus, suas mãos continuam a firmar-me de pé, por longos segundos sinto-me flutuando sob uma imensa nuvem, como se estivesse prestes a cair a qualquer momento, mas a verdade é que a muito eu já havia caído.”

Ouço sua voz gritar-me quando passo pelo mesmo correndo, ouço Jer perguntar a mamae o que houve, ouço vovó chorar e vovô tentar consolá-la, vejo Emily olhar-me com tristeza em seus olhos, mas nada disso me mantém, apenas me da mais força para correr.

  Desço as poucas escadas da varanda correndo e quase caiu ao tocar com meus saltos a fofa grama, as lagrimas deixam minha visão nebulosa, mas mesmo a distancia enxergo meu carro do outro lado da rua, porém antes que eu venha a por os pés sob o duro asfalto, sinto suas mãos em meus braços puxando-me de encontro a seu firme tórax, inspiro com força arrependendo-me no instante em que seu cheiro toma-me.

- Deixe-me em paz – grito empurrando-o, Shawn encara-me e vejo medo em seus olhos, vejo angustia e pesar e por um instante imagino estar apenas vendo o reflexo do meu olhar contra o seu – Você mentiu – digo sentindo minhas defesas caírem ao chão.

- Apenas dei-me um minuto – diz erguendo as mãos em sinal de rendição, afasto-me do mesmo e nego.

- Eu odeio você – digo ferozmente, ele nega com a cabeça e tenta se aproximar – Eu odeio você – grito vendo todos surgirem a varanda, olho para minha mãe que tem lagrimas em seus olhos e uma mão sob a boca, lembro-me dos dias no hospital, da rispidez que a mesma o tratou, ela já sabia, todos já sabiam – Eu nunca irei te perdoar – digo olhando-a afastando-me – Nunca – sussurro virando-me em direção ao meu carro.

Destravo o mesmo adentrando em seu conforto, não dou uma ultima olhada a eles, apenas dirijo para longe me dando a momentânea chance de fugir, de esquecer.


Notas Finais


Muito obrigada por ter chegado até aqui :)
Por conta da volta as aulas/trabalho irei atualizar Yours apenas nos fds, espero que todos entendam, xx!
Link TH: https://www.spiritfanfiction.com/historia/tiny-heart-12089405


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