História Youth - Capítulo 10


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Fuyumi Todoroki, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki, Tsuyu Asui, Uraraka Ochako (Uravity)
Tags Midoriya Izuku, Shouto Todoroki, Tododeku, Tw Pra Homofobia, Tw Pra Rejeição Familiar
Visualizações 155
Palavras 2.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ahem, em primeiro lugar, vcs tem o total direito de me bater pela demora, MAS VEJAM SÓ, CAPÍTULO ESPECIAL PRA VCS
em segundo lugar, perdoem possíveis erros, 2k de palavras é meio fora da minha zona de conforto ENTÃO EU TO BEM CANSADINHO

amo vcs e obrigado por todo o apoio <3

Capítulo 10 - Midoriya - Estabilidade (Especial)


Midoriya's Pov

Eu sabia exatamente o que aquela mensagem significava.

Por isso que, menos de quinze minutos depois, eu estava em pé na sala, pronto pra sair ou servir como ombro amigo, o que Todoroki precisasse, o nervosismo e a preocupação tomavam conta do meu corpo, naquele aperto horroroso indicando que algo está errado. Minha mãe entrou na sala justo em meu momento de crise. E óbvio, ela conhecia melhor do que ninguém a expressão em meu rosto.

- O que houve, Izuku? - Seu tom era delicado e quase assustado, eu só a via falar daquela maneira quando realmente estava preocupada. Geralmente ela é descontraída, mas quando envolve meu bem estar, a situação muda.  

- Shouto. Está vindo pra cá - Me apressei a completar antes que ela pudesse concluir sozinha. - Algo aconteceu entre ele o pai, tenho certeza.

Brevemente, expliquei o drama entre ambos, para que ela compreendesse a possível gravidade da situação, sentou-se no sofá como se precisasse de equilíbrio e era nítida a preocupação em seu rosto. Suspirei, desbloqueando o celular em busca de notícias, mas não havia nenhuma outra mensagem.

Longos minutos depois, a campainha tocou. Num sobressalto, minha mãe e eu trocamos olhares ansiosos quando ela levantou para a abrir a porta. Shouto estava lá, nossos olhares se encontraram e não pude desvendar a expressão em seu rosto, era um tanto complexa, parecendo um misto de emoções, meu coração se apertou e eu desejei abraçar aquele garoto.

- Oi querido, entre. - Todoroki logo estava em nosso sofá, sem olhar diretamente pra mim, muito sério, aparentemente viera o caminho inteiro remoendo o ocorrido.

Sentei-me ao seu lado, parecia digerir o acontecimento, encarando a parede com certo pavor. Coloquei a mão delicadamente sobre seu ombro, estava tremendo um pouco.

- Ele me expulsou de casa. - Foi tudo o que disse, mas aquela frase foi um choque terrível. Houve um silêncio desconfortável, quebrado pelo soluço de minha mãe atrás de nós.

Honestamente, eu não sabia o que dizer e me senti um imprestável. Tanto apoio que Shouto me dera e eu ao menos conseguia retribuir, mas eu podia ficar ao seu lado e isso eu faria sem pensar duas vezes.

- Pode ficar conosco o tempo que precisar, querido - Minha mãe falou, com a voz embargada e eu concordei. - Vamos...vamos resolver tudo isso.

- A gente vai passar por isso juntos - sussurrei. - Prometo estar aqui por você.

Seus dedos frios procuraram os meus e não recuei, sentir aquele toque foi importante para nós dois naquele momento. Todoroki segurou-se a mim como se eu fosse sua estabilidade, a única coisa que o mantinha no mundo.

E foi aí que entendi, para ele eu o era de fato.

[♠️]

Minha mãe não tentou impedir quando, minutos depois, estávamos na rua. Shouto precisava de uma caminhada para por os pensamentos em ordem e é claro que eu o acompanharia. Já estava escuro e fazia frio, mas nenhum de nós dois ligou, já que ainda haviam muitas pessoas lá fora.

Não demorou para notar que Todoroki procurava algo especifico, olhando as placas com os nomes das ruas e seguindo um caminho que parecia ter sido decorado posteriormente, não quis questionar e apenas segui em seu lado.

Demorou alguns minutos até que aquele garoto parasse, suspirasse e aparentemente concluisse que estávamos perdidos.

- Que lugar você 'tá procurando? - Pergunto, olhando em volta. Eu não costumava vir para aqueles lados. Era mais movimentado, o que fazia sentido, já que só antissociais como eu ficam em casa numa sexta-feira à noite.

Ele suspira, chutando uma pedrinha na calçada.

- Era pra ser surpresa - Olha pro céu, parecendo realmente decepcionado.

- EI! Tudo bem, qualquer coisa que fizermos vai ser legal!

- É, sim, mas... - Reflete por um momento, até que num súbito movimento parece chegar a uma decisão - Espera um minuto.

Todoroki entra na cafeteria do outro lado da rua e passando-se uns três minutos sai de lá com mãos vazias, enquanto uma interrogação gigantesca se forma na minha cara. Voltou até onde eu estava - felizmente - esclarecendo minha dúvida silenciosa.

- Fui pedir informação - Admito que nos achei idiotas por não termos pensado nisso até agora.

Fizemos nosso caminho até o lugar misterioso e dessa vez realmente parecíamos estar na rota certa (foi o que deduzi pela expressão de puro alívio do Shouto). A conversa não fluiu muito, visto que Todoroki ainda estava um tanto melancólico e não sou bom com essas coisas, então apenas o deixei com seus pensamentos.

Quando finalmente paramos, não pude acreditar no que meus olhos viam. Em minha frente estava simplesmente o parque de diversões mais incrível que eu vira em toda minha vida. Gigantesco, colorido e cheio de pessoas e brinquedos. Olhei pra Shouto, pasmo.

- Eu sei que não é o que você queria - Seu tom era como alguém que pedia desculpas. Tive vontade de bater nesse garoto. - Mas eu realmente não acho que eles irão reabrir tão cedo e...

- Shouto! É perfeito! - Meus olhos literalmente brilhavam quando agarrei a mão dele, correndo para a entrada.

A entrada era surpreendentemente barata, considerando o tamanho do parque, o que explicava a fila gigantesca onde esperamos, mas isso não afetou a recente empolgação que eu havia adquirido. Todoroki, contagiado por mim, parecia melhor.

Andei pelo parque feito uma barata tonta por uns cinco minutos, eu realmente não conseguia decidir o que faríamos primeiro. Acho que Shoto percebeu, já que ele mesmo me puxou pra fila de um dos brinquedos logo depois. Engoli em seco, vendo que ele tinha escolhido justo um dos mais altos.

- Você tem medo de altura? – Perguntou, ainda me observando.

- N-NÃO! CLARO QUE NÃO! – Respondi, encarando determinado o brinquedo e sentindo meu estômago embrulhar.

- Tudo bem – ele ri, acariciando minha mão com o polegar (só agora notei que ainda a segurava). – A gente pode ir em outro.

- Não! Tá de boa. – Olhei mais uma vez pra altura exagerada daquilo, mesmo assim, eu iria. Quer dizer, deve ser seguro, né?

Resultado: eu me tremi todo, desde o momento em que entramos até sairmos dela. Agarrado no braço de Todoroki, eu fiz o possível pra não gritaram. Mas não foi tão horrível, uma moça gritou todo tempo e ainda vomitou na saída, quer dizer, eu mantive a classe. Shouto parecia bem mais animado, até mesmo deixando escapar uns risinhos desajeitados do meu desespero, ele pelo contrário, não teve medo.

- Ah, foi divertido. – Disse, enquanto seguíamos uma direção aleatória. – Vamos de novo. – Acrescentou, num tom mais provocativo, raro dele.

- Deus me livre! – Estremeci só de pensar em tal possibilidade.

É claro que nós fomos na montanha russa depois, “Ah, mas Izuku, você não tem medo também?”, nesse caso é divertido, não é um brinquedo de psicopata que quase te mata nas subidas e descidas. Sem ofensas.

Passou-se mais um tempo, até que eu olhasse o relógio, percebendo já estar tarde, dei um muxoxo de decepção, não poderíamos ficar muito. Eu estava gostando de passar um tempo ali.

- Não olha pro relógio – Shouto pegou meu celular, desligando-o e me entregando de novo. – Prometo que a gente não vai voltar tarde, mas não pensa nisso agora.

Sorri, concordando com a cabeça e permitindo que ele segurasse minha mão e me arrastasse pra outro lugar. Era uma daquelas barracas de jogos, onde você ganha prêmios. Decidi fazer uma tentativa, só para concluir que minha teoria sobre aquilo ser roubado era verdade. As garrafas simplesmente não caiam e EU JURO que acertei. Decepcionado, eu me afastei, dando espaço para Todoroki tentar. Impressionantemente, ele conseguiu na maior facilidade, me deixando de boca aberta e sentindo um lixo.

Ele escolheu uma pelúcia de boneco de neve, não entendi o significado, mas achei fofo.

- Toma, pra você – Disse, estendendo-o pra mim.

- N-nem, você pegou é se... – Antes que eu pudesse terminar a frase, ele colocou o bicho nos meus braços. Sorri, corando um pouco. - ...você realmente não ia aceitar um não, né?

- Não.

Como ninguém é de ferro, paramos para comer algo, havia uma série de lanchonetes ali dentro e levou mais um bom tempo até que decidíssemos o que comer, optando por uma porção grande e bem gordurosa de batatas fritas, além de dois copos de milk-shake. Super saudável, mas vamos combinar que sair de casa e comer um prato de salada não dá.

- Fazia tempo que eu não me divertia assim. – Comentei, sorrindo.

- É, está sendo ótimo. – Ele suspirou, abrindo um sorriso um tanto melancólico. Apertei a mão dele.

- Vai dar tudo certo, prometo.

- Eu sei que vai, obrigado. – Ele sorriu, agora mais alegre.

Ficamos em silêncio por um momento, até que eu peguei uma batata frita e mergulhei no copo de milk-shake. Shouto franziu o cenho diante daquilo.

- O que? Você nunca fez isso?

- Quem mergulha a batata-frita no milk-shake?

- Eu mergulho! – Levei a mão ao peito, fingindo estar ofendido.

- Não faz sentido, a batata tem sal e o milk-shake é doce. – Ele pareceu refletir na mistura.

- Prova! – Mergulhei outra batata, enfiando na boca dele, mesmo a contragosto. Todoroki franziu o cenho, mastigando aquilo.

- Não é bom, mas também não é ruim. Se isso faz sentido.

- Acho que faz! – Ri.

Ficamos ali mais alguns minutos, conversando ou só apreciando a companhia um do outro. Suspirei, cansado e de barriga cheia, eu começava a ficar com sono.

- Vamos em mais algumas coisa, depois podemos voltar – Observou meus olhos, que começavam a piscar mais pesados. Concordei e levantamos, seguindo pelo caminho cheio de jovens e – principalmente – crianças empolgadas com os pais cansados em seu encalço.

Depois de uma breve observação, decidimos dar uma volta na roda gigante, mesmo achando que tinha a chance de eu acabar dormindo em algo lento, é um clássico e até meio clichê ir na roda gigante, então não deixaríamos de ir.

Devo admitir que era um pouco mais alta do que eu imaginava, o que me deixou meio tenso enquanto subíamos. Já Todoroki parecia uma criança, olhando maravilhado as pessoas lá em baixo, que tornavam-se pequenos pontinhos. A vista era bonita, sim, mesmo o parque estado localizado numa área relativamente comum, o céu estrelando acompanhado das centenas de luzes a distância formavam uma bela visão. Sorri, feliz por estar ali, virando o rosto em direção a Shouto.

- É demais, né?

Ele concordou, mirando seu olhar em mim, era fofo o quão entusiasmado estava naquele momento.

- Fico feliz por termos vindo aqui, se não fosse por você, eu nunca pensaria nisso. – Suspira. – Acabou sendo tudo ótimo.

Sorrio novamente, sentindo meu rosto esquentar um pouco. Continuamos nos encarando por um tempo, em silêncio, até que eu desvio o olhar um tanto desconcertado. Não demorou também para que nossa volta acabasse e descemos, deixando ambos escapar um muxoxo infeliz.

Nos afastamos da multidão na fila e senti a brisa gelada bater nos meus braços. Deus, eu não imaginei que pudesse ficar tão frio! Agarrei o boneco de pelúcia, tentando ignorar o frio e me amaldiçoando por ter vindo sem casaco.

- Esfriou, deve estar tarde – Todoroki me observou, meio preocupado. – Vamos embora.

Concordei, pegando o celular no bolso e constatando – para meu choque – que já era mais de meia-noite.

- MEU DEUS! – Arregalei os olhos, segurando a mão de Shouto e começando a correr para fora do parque. – Minha mãe vai nos matar!

Não acredito que tínhamos perdido a noção do tempo assim, foi tão rápido! Eu realmente gostaria de ficar mais, mas meu lado de filho exemplar me fez correr de lá o mais rápido que minhas pernas permitiram e até meu fôlego esgotar. Paramos em uma rua pouco movimentada (um perigo, eu sei), enquanto eu tentava recuperar o fôlego e me sentindo um besta por ter saído correndo daquele jeito sem ter preparo físico.

- Você ‘tá bem? – Senti a mão do outro em meu braço, estava terrivelmente gelada.

- ‘Tô sim, só não devia ter corrido – Ri, envergonhado, enquanto a afobação e o calor repentino passavam, me fazendo tremer de frio de novo.

Então, ele me abraçou. Num primeiro momento, fiquei totalmente sem reação, – nunca tinha sido abraçado por um garoto antes! – mas logo retribui, porque, nossa, eu estava gostando. Meu corpo esquentou-se entre o braços dele e a sensação era indescritível, eu sentia algo tão...bom. Algo que eu nunca havia sentido, uma sensação engraçada no estômago, era bom e ao mesmo tempo agonizante. Minha respiração acelerou um pouco, enquanto eu me segurava a ele com ainda mais força.

Nisso eu percebi que não somente ele precisava de mim, como eu também precisava dele. Talvez antes disso eu não tivesse reconhecido como esse garoto entrou na minha vida e se tornou tão importante pra mim em um curto espaço de tempo, como ele mudou tudo. No fim das contas, Ochako estava certa, valia a pena arriscar, valia a pena dar um chance.

Eu podia ser feliz e eu podia amar alguém.

E foi isso que eu fiz, eu dei um chance. Foi isso que eu fiz quando me afastei dele e segurei seu rosto por entre minhas mãos. Foi isso que fiz quando o beijei.

Eu me senti como protagonista de um romance clichê, estávamos ambos sob a luz do luar, lábios unidos em movimentos delicados, somente nós dois, porque só precisávamos um do outro.

E foi maravilhoso.


Notas Finais


ESPERO QUE TENHAM GOSTADO E NÃO ME BATAM POR TER ACABADO DO NADA

O TIO AMA VCS


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