História Youth is a Failure - Capítulo 2


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Categorias Stranger Things
Personagens Dustin Henderson, Eleven (Onze), Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Will Byers
Tags Caleb Mclaughlin, Dustin Herderson, Eleven, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Jane Hopper, Lucas Sinclair, Lumax, Madmax, Max Mayfield, Mike Wheeler, Mileven, Millie Bobby Brown, Netflix, Noah Schnapp, Sadie Sink, Stranger Things, Will Byers
Visualizações 12
Palavras 2.780
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drabs, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Declaro que a história em questão trata de assuntos delicados como drogas, estupro, homossexualidade, entre outros assuntos que possam lhe causar algum tipo de incômodo, e caso você não se sinta confortável peço que não continue.

Música recomenda:
Glitter & Gold- Barns Courtney.
(Link nas notas finais)

Capítulo 2 - Traffic (Dustin)


 

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019.

Hawkins, Indiana.

11:00-AM.


 

 Sempre vão dizer que você tinha outra escolha, mas nunca vão te dar nenhuma escolha. Ninguém vai estar disposto a pagar suas contas, então aprendi que as pessoas podem falar de você o quanto quiserem, mas no fim a responsabilidade sobre seus problemas continuaram sendo suas, por isso deve sempre ignorar opiniões de quem não sabe o que passa. Assim é a vida, sempre julgaram seu caminho sem terem conhecimento do desvio que te fez parar naquela estrada. Tráfico nunca é uma opção, é uma consequência.

 

 Fibrose Pulmonar, era a doença que incapacitava minha mãe, ele vivia ligada a um balão de oxigênio e mesmo assim se cansava facilmente. É uma doença que enrijece os pulmões e reduz progressivamente seu tamanho. Claudia Henderson, minha mãe, nem mais falava sem inúmeras pausas para puxar o ar que faltava constantemente. Além de qualquer movimento ser completamente desgastante. Um cilindro de oxigênio é fornecido pelo governo por mês, mas nesse período minha mãe necessitava ao menos de cinco. Posso lhe garantir que não é um preço barato.

 

 Minha mãe não era a única doente da casa, eu tinha uma doença rara. Displasia cleidocraniana, um diagnóstico assustador para qualquer mãe, é a vida nunca foi fácil para Claudia. Meu pai nos deixou assim que soube da minha doença, quando eu ainda tinha meses de vida. Falou que iria para Chicago fazer um empréstimo para pagar poder os remédios e tratamentos que eu merecia, mas nunca retornou. No início minha mãe pensou que havia acontecido algo grave há ele, mas quando se deu por si havia sido abandonada.

 

 —Está confortável assim?- Ajeitei as almofadas do sofá antes de ajudá-la a se sentar no mesmo.

 

 —Estaria bem melhor caso alguém me trouxesse uma garrafa de Anchor bem gelada.- Mesmo com os pulmões falhando e a frase entrecortada, dona Claudia não perde o humor ácido.- Rápido, certo?

 

 —Seria legal, mas não. Dr.Fergos deixou bem claro que teria que mudar a alimentação, e tenho certeza que cerveja não entra na sua nova dieta.- Lhe entreguei o controle remoto.

 

 —Ele não sabe o que fala, Dusty. Sem contar que eu já estou bem grandinha e sei muito bem me cuidar sozinha!

 

 —Dá pra ver.- Digo, zombeiro. 

 

 —Vai se catar.- Cruzou os braços, sintonizando a TV num episódio reprise de That’s 70 show, aquele em que Kelso acidentalmente incendeia a festa de Jackie. Era um bom episódio, quase tão bom para me prender no sofá, se eu não tivesse um compromisso importante.

 

 —Eu vou mesmo, terei que sair.- Me olhou curiosa.- Eu não demoro. Prometo. Não apronte nada até eu voltar, ouviu?

 

 —E onde você vai, por acaso?

 

 —Preciso ir à biblioteca.- Hesitante eu continuo.- Preciso fazer uma pesquisa de Geopolítica. É importante, conta para a nota trimestral.

 

 Minha mãe não sabia o que eu fazia da vida, na verdade ela nem desconfiava. Para ela o dinheiro do cilindro e dos remédios eram doações dos fiéis da igreja que raramente frequentávamos. Não podia contar para minha mãe que eu vendia drogas para cuidar de sua saúde, ela nunca entenderia, mas eu estaria disposto a tudo por ela. Até vender substância s ilegais para adolescentes sem noção. Talvez eu esteja sacrificando a saúde de dezenas de jovens para beneficiar a da minha mãe, porém se não fosse eu certamente eles encontrariam outra besta para saciar seus vícios.

 

 —Boa tarde, vizinho.

 

 Pude ouvir sua voz assim que passei pelo jardim em direção a velha caminhonete estacionada na calçada. Suzie era a quem a voz pertencia, ela regava o canteiro de margaridas que florescia no seu quintal, convenhamos que era muito belo e fazia muita inveja ao meu gramado de capim ralo, seco e mal cortado. Vizinha minha desde… sempre. Mas apesar de tudo a conversa mas profunda que já tivemos foi quando ela se desculpou pelo seu cachorro, Judas, ter atacado minha tartaruga. Ela não frequenta a escola, sempre foi educada em casa e seus pais eram fanáticos religiosos. Talvez esses sejam alguns dos motivos de nunca termos nos falado de verdade.

 

 —Boa tarde, Suzie.- Correspondi o cumprimento, mas não esperava que a conversa se prolongasse depois daquilo.

 

 —Sua mãe está melhor?- Fiquei durante alguns segundos perplexo com a simples frase.

 

 —Ahn… é. Está sim.- Cocei a nuca e pude ver seu sorriso simpático surgir.

 

 —Que bom, tenho rezado por ela.

 

 Ela parecia ter a intenção de dizer mais alguma coisa, mas sua atenção foi tomada pela mãe parada em frente a porta da cozinha chamando-a para o almoço. Se despediu rapidamente correndo para dentro de casa.

 

12:30-AM

 

 Ao menos não menti quando disse que iria a biblioteca, apenas sobre minha real intenção em ir para lá. Era um local pouco movimentado e perfeito para marcar reuniões de trabalho com os fornecedores. 

 

 Era sempre aqui às sextas-feiras, que Babe Face me passava sua mercadoria. No mínimo eu não eu soltei uma série de tossidas forçadas quando ouviu seu nome pela primeira vez, simplesmente para disfarçar risada escandalosa que escondia no meu peito. Que raios de nome era Babe Face? Eu sei, eu sei, um nome falso era bem mais seguro quando se estava metido com drogas, mas porra. Não tinha um nome melhorzinho, que causasse respeito ou ao menos não provoca crises de risos.

 

 Sua aparência sim era característica de um traficante. Se vestia como um rapper, roupas de marca, corrente e relógio de ouro, tênis caros e o que mais chamava atenção a tatuagem no pescoço.

 

 —Você está atrasado.

 

 —Desculpe, estou aqui agora.- Coloquei a mão nos bolsos da calça.

 

 —O pagamento?- Busquei o envelope no bolso interior da jaqueta, entregando-o em mãos.- tudo aqui?

 

 —Está sim.- Confirmei.

 

 —Aqui seu pacote.- Me passou o saco, confirmando se não havia ninguém vendo o movimento entre as prateleiras.

 

 —Cara, aqui têm quase o dobro do combinado.- Abri o pacote, ao desconfiar do peso.

 

 —Aham, e daí?

 

 —Eu não tenho tantos clientes assim, é impossível vender…-Fui calado quando senti o cano do revólver nas minhas costelas.

 

 —Olha aqui banguela.- Aproximou o rosto insano do meu rosto, o que me fez congelar de medo.- Eu vou te passar a real, você não têm tantos cliente? Você arruma mais cliente. ok?

 

 —Ok, ok!

 

 Esperei ele ir para soltar a respiração. Aquele cara me dava calafrios, principalmente segurando uma arma. Contra mim! 

 

 Eu não sabia o que faria para conseguir vender tantas drogas assim, mas eu não poderia simplesmente negar. Digo, até poderia, mesmo que eu soubesse que Babe Face não fosse me matar na biblioteca pública, eu sabia que ele poderia descobrir onde moro e pior poderia tentar algo contra minha mãe.


 

Terça-feira, 8 de Março de 2016.

Hawkins, Indiana.

06:30-AM.


 

 Eu adorava quando tinham ovos com bacon no café da manhã, era simplesmente o essencial para começar bem o dia. Mal sabia eu que aquela manhã eu não precisaria de ânimo para ir à escola.

 

 Foi tudo tão rápido, foi no trajeto da pia para a mesa de café da manhã que minha mãe caiu com os pratos sujos em mão. 

 

 —Mãe!- Corri ao seu lado e percebi que ela consciênte mais com uma extrema falta de ar:

 

 Já fazia um bom tempo que ela andava fadigada, com um tosse seca persistente e o ar de seus pulmões faltavam com muito pouco. Ela se recusava a ir no médico, nunca gostou da sensação que o ambiente lhe causava. Mas nunca á havia visto tão mal assim, a ponto de perder a fala e a pele ganhar a coloração roxa.

 

 —Mãe, fala comigo! Pelo amor de Deus!- Corri até o armário da despensa onde haviam sacos de papelão.- Aqui! Aqui.

 

 Lhe entreguei o saco às pressas e a auxiliei a levá-lo a boca, para assim poder respirar com o auxílio dele. Ela repetiu o movimento cerca de cinco vezes, digo isso sem certeza alguma já o nervosismo me possuía completamente naquele exato momento.

 

 —Mãe?- Me encarou já não precisando mais de auxílio algum para respirar, mas ainda com a respiração densa.- O que aconteceu? 


 

08:00-AM.


 

 Já fazia mais de uma hora que minha mãe estava para dentro do da aérea restrito a acompanhantes, o médico que a atenção havia pedido uma série de exames para a descobrir o que à acalentava. Tentei descobrir sobre algo mais procurando depois que as enfermeiras já haviam a levado, mas ele alegou que não poderia dar um diagnóstico sem os exames prévios necessários.

 

 Acabei me contentando em ficar sentado naquela sala ampla e bem decorada do Hospital Central de Hawkins, eu clamava pra que o seu problema fosse algo comum e fácil de tratar, sendo este episódio um caso isolado só para nos assustar. No fundo eu já podia sentir que não era nada em vão, entretanto minha ficha não cairia tão cedo.

 

 —Você está acompanhando a Sra.Henderson?- Perguntou a enfermeira de meia idade, com delicadeza.

 

 —Minha mãe já terminou os exames?

 

 —Ainda vai demorar mais um pouco, mas o Dr.Fergos pediu que eu lhe acompanhasse até sua sala.- Me olhou compreensiva.- Ele precisa falar com você a sós primeiro.

 

 —É grave? O que minha mãe têm?

 

 —Sinto muito, esses assuntos não estão ao meu alcance.- A moça simpática esbanjava sinceridade, apesar de eu duvidar da total falta de conhecimento dela sobre o assunto.- Vamos?

 

 —Claro.

 

 O caminho passou pelos corredores amplos, pintados de tinta hipoalergênica num tom de azul pastel, eram como borrões aos meus olhos que só podiam enxergavam o lado negativo agora. Eu não estava preparado para receber uma notícia daquelas, nunca fui a pessoa forte que precisava ser. Sou a versão fraca e banguela da minha mãe, isso porquê ela tem dentes e uma força admirável por qualquer um. Era meu exemplo, mas nunca pude a alcançar, fraco demais pra isso, eu admirei a vida inteira de baixo.

 

 Como um soldado entrando no campo inimigo eu adentrei na saleta ocupada pelo médico que havia a atendido mais cedo. O rosto de compreensão não poderia descrever metade do que eu estava prestes a escutar. Ele nunca entenderia, uma hora que nem mesmo eu entendia. Sempre me perguntava “Por que pessoas boas sofrem por coisas que não merecem.” Ainda não entendia, mas a verdade é que não existem pessoas boas que ruins, existem pessoas e ponto.

 

 “Sua mãe tem uma doença grave, Fibrose Pulmonar, e não há cura. Mas não se assuste, podemos prolongar sua vida por muito tempo, basta seguir uma rotina de tratamentos.

 

 Foi isso que consegui me lembrar daquele dia, de resto, é apenas resto. 


 

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019.

Hawkins, Indiana.

08:00-PM.


 

 O fim de tarde monótono, se desenrolava já dando espaço para noite estrelada com a combinação perfeita de pipoca e filmes antigos. Claro que o fato de se tornar perfeito só era possível com a presença ilustre, apesar de sempre presente, da Srta.Herderson, minha mãe. Deitados no sofá retrátil paralelamente, nós conversávamos sobre a famosa cena de o pecado mora ao lado, quando Marilyn Monroe mudou Hollywood para sempre com seu vestido branco e o par de pernas.

 

 A campainha toca duas vezes seguidas, fazendo nossos olhares se encontrarem em súplicas para que o outro se prontifiquem a atender.

 

 —O que? Você quer mesmo que eu levante minha bunda daqui?- Fez drama.- Olha o meu estado Dustin.- Apontou para o balão de oxigênio ao lado do sofá.- Você não tem dó de mim mesmo, não é?

 

 —Ok já entendi.- Levantei os braços sinal de rendição.- Eu vou atender, e você vai ficar sentada tendo pena de si mesma.

 

 —Acredite Dus, falta muito pra que eu sinta pena de qualquer parte de mim.- Piscou risonha, enquanto a memsma pausou o filme me observando levantar. E tenho que admitir, ela não acabou de dizer nenhuma mentira.

 

 Chegando ao limite da porta, pude ver uma figura conhecida através do olho mágico. Talvez aquilo me causasse calafrios quando recebia esse tipo de visita em casa, mas agora já sabia que poderia confiar nela de olhos fechados.

 

 —Hey, El! - Saudei minha velha amiga, assim que abri a porta.- Quanto tempo, princesa. Pensei que havia esquecido dos velhos amigos.

 

 Éramos amigos desde o primeiro ano do ensino médio, quando vivíamos pegando detenção juntos, isso ocorria bastante. Quando comecei a vender minhas paradas, El já conhecia muito bem às drogas. El, apelido de Eleven, foi dado por Trish, mas foi  encorpado por todos do nosso meio de amigos. Isso se dava apenas à forma curta do apelido, seu real significado era desconhecido por mim, desde do início da nossa amizade Jane recusa que a chame pelo seu nome de batismo. Entretanto Eleven soava bem forte que Jane, fazendo jus a toda personalidade que ela possuía.

 

 —Segura a onda! Você me viu ontem de manhã na escola, Dustin. Deixa de ser emocionado.- Disse divertida, assim que passou por mim, adentrando a casa.

 

 —Hey,mãe! Olha quem está aqui.- Apontei para El, ao meu lado. Sabia que ela gostaria da presença dela.

 

 —Eu a vi Dusty, sou doente do pulmão e não das vista.- Me deu uma resposta ácida e voltou sua atenção, agora sorridente, para minha amiga.- Quanto tempo querida. Venha cá deixa eu te dar um abraço.

 

 Jane como sempre se mostra uma pessoa comunicativa e sorridente, abraçando minha minha mãe como se não se vissem a mais de um ano. Elas eram próximas o bastante para se tratarem dessa forma, apesar nunca passarem um tempo considerável para se conhecerem o suficiente.

 

 —Seu cabelo ficou tão bonito, Srta.Herderson!- Disse passando os dedos entre as madeixas loiras de minha mãe.

 

 —Ao menos alguém percebeu, querida!- Direcionou o olhar para mim. Eu estava definitivamente morto! Ou talvez só um pouquinho.- Certo, Dustin?

 

 —Errado!- Cruzei os braços.- Eu notei sua nova franja.- Ela bufou, perante minha petulância.- O quê?

 

 —Ela sempre teve franja, Dus!- Sorri curto tentando disfarçar.- Se me permite Srta.Henderson, vou roubar seu filho durante alguns minutos, ok?- El já me puxava pelo antebraço em direção ao corredor dos quartos.

 

 —Sem problemas, é um favor que você me faz.

 

 —Ei!-Contestei.- Eu ainda estou aqui, lembram-se?

 

 —Vagamente.- Foi a vez de El tirar uma onda com minha cara, ela adorava atear lenha na fogueira, a chamava de isqueirinho. Se bem que isqueiros tivessem outras utilidades em suas mãos.- Bem podemos conversar?- Usou o nariz arrebitado para apontar o corredor do outro lado do cômodo.

 

 —Claro!- Pedi que me seguisse, gestualmente.- Pode continuar sem mim mãe, já conheço esse filme de côr.

 

 —Até parece que eu ia lhe esperar.- Cruzou os braços, voltando sua atenção à tela após apertar o play.

 

 Jane estava ali atrás de drogas, mas era discreta. Por mais que todos os pontos de fofoca da cidade estarem falarem dos vícios de El desde 2016, mamãe nunca à julgou. Além de nunca ter desconfiar que eu era quem nutria seus vícios, ela sabia da fama de seu padrasto e nunca deixou de confiar em mim. Se eu me sentia mal em quebrar essa confiança? Claro! Mas se diante dos gastos que necessitávamos para manter sua saúde estável eu tiver que quebra-lá, eu quebro.

 

 —Sua mãe é um barato, Dustin!- Rindo, ela tranca a porta que acabamos de passar.- Por que faltou hoje?

 

 —Precisei resolver coisas!

 

 —Aquele tipo de coisas?- Referiu-se às drogas.- Ou a esse tipo de coisas?- Referiu-se a mamãe. 

 

 —Meio que os dois.- Me joguei na cama.- O que você quer pra hoje?

 

 —Tem o quê?- Sentou-se na beirada ao meu lado.

 

 —De tudo! Abasteci mais cedo!- Forçando a entonação, eu revelei.

 

 —Uh!- Assoviou.- Então quer dizer que é meu dia de sorte?- Era incrível como El nunca perdia seu sendo de humor, mesmo já tendo passado por tanta coisa.- Molly!- Puxou a nota de vinte dólares do decote.

 

 —Prefere trouco em notas grandes ou pequenas?- Me levantei até meu aquário.

 

 —Prefiro sem trouco, pode embalar o resto pra viagem!- Piscou.

 

 Exitei, seria uma quantidade alta e me preocupava a forma indiscriminada que ela poderia vir a usar.

 

 —Não sei. Não é muito?

 

 —Vou usar com moderação. Prometo!

 

 —Você que sabe. 

 

 Não havia como negar algo a El. Ela poderia ser a pessoa mais instável o possível, mas se tinha uma coisa que ela tinha era palavra. Por tanto retirei o aquário do lugar que normalmente fica, revelando o local onde era guardados as mercadorias. Lembrando que era diferente do local onde ficava o dinheiro.


Notas Finais




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