História Youth (Romance Gay) - Capítulo 19


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance Gay
Visualizações 66
Palavras 2.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boooooooooa tarde meu povo... EU SEI EU SEI que demorei muitoooo de novo, mas fiquei sem tempo e depois na bad pois o vôzinho do meu utt faleceu (sad), enfim vida que segue e que Deus conforte o coraçãozinho dele. Voltando a falar sobre a fic eu espero que não me abandone :(( tenham uma boa leitura !

Capítulo 19 - 16. Capítulo


Fanfic / Fanfiction Youth (Romance Gay) - Capítulo 19 - 16. Capítulo

                                                                    (Dean)




   A noite tinha sido incrível para ele, já havia acordado a algum tempo, mas não se atrevia a se mexer e acordar o garoto, temia que se saisse do lugar acordaria daquele sonho.
   O loiro ainda estava deitado em seu peito, ele não havia se mexido nem um centimetro após ter adormecido, e Dean se convenceu de que seu peito era o melhor lugar para ele dormir. Seu sorriso ainda bobo ao acariciar os cabelos macios e cheirosos do garoto foi substituído por uma carranca ao ouvir seu celular tocar. Ele não queria se mexer, mas aquele barulho com certeza o acordaria e praguejou a pessoa que o estava ligando aquele horário, afinal deveria ser muito cedo - pensava ele.
   Retirou o garoto - que resmungou -  com cuidado de seu peito colocando sua cabeça sobre o travesseiro, se levantou e foi até a comoda pegar o celular. A pessoa que estava ligando provavelmente desistiu da ligação antes que Dean pudesse atender pois o aparelhou havia parado de tocar. Pegou o celular olhando o visor que já marcavam onze da manha, desbloqueou o display verificando as notificações que se tratavam de Greta enchendo sua caixa postal e sua caixa de mensagens, o que fez Dean revirar os olhos. Colocou o aparelho novamente na cômoda indo em direção a cama, mas parou admirando a visão de Thomas nu deitado sobre ela.
   A transa tinha sido intensa até demais para ele, mas ele só havia percebido isso agora que observava o menor que estava com a pele leitosa completamente marcada. As nadegas do outro estavam com algumas manchas avermelhadas e em uma delas conseguia ver perfeitamente a marca de sua mão. Seus ombros, braços e pescoço possuiam marcas de mordidas e chupões que já começavam a ficar roxas. Ele não lembrava de ter deixado todas aquelas marcas, deveria está fora de si pelo tesão que estava sentindo pelo garoto.
   O telefone tocou uma vez mais fazendo o menor murmurar revirando na cama o que fez com que o moreno corresse para atender o telefone antes que o outro acordasse.


   - Alô. - atendeu o telefone sem nem ao menos ver quem era.

   - O que esta fazendo no hotel? - a voz do outro lado da linha o fez congelar.

   - Bom dia senhor... - disse ele com o coração quase saindo pela boca.

   - Responda garoto! - a voz de seu pai estava alterada como nunca havia ouvido em sua vida.

   - Eu precisei passar a noite aqui, bebi demais com um amigo e não podia sair dirigindo já que não posso estragar a sua imagem... - pensou em algo rápido, mas não soou convincente.

 
   - E por que não pegou um taxi? - questionou

   - Deveria ter pego um taxi bêbado? - rebateu.

   - E você dormiu em uma suíte com um... amigo? - a voz de seu pai soou como desprezo.

   - Sim, divide com um amigo. - respondeu firme.

   - É o garoto Wellesley não é? - sua voz ainda sai com desprezo e aquilo incomodava muito a Dean.
   - O que tem ser ele ou outro? - perguntou exasperado.
  
   - Aquele garoto é muito... E sua família... - calou-se por um momento. - Dean, eu não o quero com esse garoto. Me entendeu? -  concluiu frio como uma placa de iceberg.
 
   - Não pode escolher as minhas amizades... - rebateu exasperado.

   - Isso é uma ordem Dean e não um pedido, se afaste desse garoto! - seu pai quase rugia ao telefone. - E eu quero que venha almoçar comigo, lhe dou uma hora! - antes mesmo que ele pudesse rebater a ligação já havia sido encerrada.



   Dean sabia o quanto seu pai não era um homem de ameaças, mas não abriria mão daquele que o estava fazendo feliz pela primeira vez em toda sua vida. O garoto resolveu não contraria a vontade de seu pai em o acompanhar no almoço, para que ele achasse que estava tudo sobre seu controle. Foi para a ducha, lavou os cabelos e saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura. Entrou no quarto e sorriu ao concluir que o menor era mesmo um dorminhoco ou ele o havia cansado demais na noite o anterior o que o fez sorrir ainda mais largo. Escreveu um bilhete informando que teve que sair urgente, deixou o número de celular, pediu um café da manhã reforçado para ele e antes de sair o cobriu com o lençol beijando o topo de sua cabeça.



   Chegou ao endereço que seu pai havia enviado e foi direcionado a mesa onde seu pai já se encontrava. Almoçaram em silêncio, enquanto seu pai li algo no celular o garoto imaginava o que será que o menor estaria fazendo nesse momento e se ele já teria acordado. Quando acabaram de almoçar estava desesperado para que seu pai o liberasse para que ele corresse imediatamente para o hotel na esperança de ainda encontrar o garoto por lá.
   Ficou uns vinte minutos encarando impacientemente seu pai que em nenhum momento desviou o olhar do celular. Estava a ponto de levantar da mesa e se despedir quando seu pai depositou o aparelho sobre a mesa e voltou seu olhar para o garoto a sua frente.

   - Dean, espero que nossa conversa tenha entrado em sua cabeça... – começou seu pai já o deixando impaciente pois sabia o rumo daquela conversa. – Mas não o trouxe aqui para isso, eu gostaria que arrumasse uma GAROTA para levar ao baile de verão. – a palavra garota tinha sido bem enfatizada pelo seu pai.

   - Quando será?

   - Dia sete. – Dean suspirou, seria na próxima semana. – Suas provas se iniciam essa semana certo?

   - Sim...
  
   - Quero que durma em casa. – o garoto o encarou confuso.

   - Como assim?
 
   - O que não entendeu? Quero que volte todos os dias para casa, quero me certificar que está estudando mesmo. – xingou seu pai mentalmente. – Você anda um pouco avoado desde que começou com essas novas amizades... Farei questão de lhe buscar todos os dias na faculdade Dean, pode ir! – concluiu seu pai pegando o aparelho da mesa voltando a atenção ao mesmo novamente.

   Aquilo deixou o garoto indignado, ainda estava sentado a mesa encarando o senhor a sua frente que parecia não se importar com a sua presença ali.

   - Tenha uma boa tarde senhor... – foi só o que conseguiu dizer.



   Voltou ao hotel encontrando o quarto vazio, mas o café da manha havia sido tomado o que deixou ele um pouco contente, afinal se o menor tivesse chateado com algo não perderia nenhum minuto mais ali, certo?
   Foi até a cama, se sentou retirando o celular do bolso da jaqueta e verificou as mensagens; rolou o aplicativo devido as inúmeras mensagens de Greta, mas nenhuma do garoto. Ainda olhando o aplicativo o celular apitou informando uma nova mensagem.

   @ThomasWellesley: Esse é o seu número, certo?

   Aquela mensagem fez o garoto rir de quão ingênuo o loiro poderia ser.

   @DeanStanff: Sim. Eu voltei ao quarto, mas você já havia ido embora.

   @ThomasWellesley: Quando acordei e não te vi amaldiçoei toda a sua geração, demorei um pouco para achar o bilhete, mas fui embora porque recebi uma ligação dos meus pais.

   @DeanStanff: Parece que nossos pais decidiram ter nossas atenções justamente hoje rs, mas o que seus pais queriam com você? Achei que eles fossem um pouco ausentes...

   @ThomasWellesley: E são... Mas fomos convidados para almoçar com o rei e eles gostam de fingir ser uma família feliz...

   Aquela informação fez o sangue de Dean ferver, aquele homem queria mesmo está perto do garoto a todo custo, os pais do garoto sabiam e mesmo assim o levavam como oferenda.

   @DeanStanff: Onde você está? Não quero que você vá...

   @ThomasWellesley: Do que você está falando?
  
   @ThomasWellesley: Olha preciso ir, nós iremos almoçar... Depois nos falamos, beijos.

   Dean encarou a tela do celular a apertando, podia destruir o aparelho de tanto aperta, então suspirou fundo e resolveu ir embora daquele lugar.



   O pai de Dean havia cumprido o que lhe prometeu, foi lhe buscar todos os dias na faculdade para que ele dormisse em casa, mas não se contentou apenas com aquilo pois também havia retirado o aparelho celular do garoto o deixando incomunicável. Só havia visto Thomas uma vez após a noite do hotel e tinha sido muito breve; ele estava indo para o estacionamento com seu pai e o viu parado o observando de uma janela da sala de aula. Provavelmente o garoto não deveria está entendendo nada, e talvez estivesse bravo com Dean por não responder suas mensagens, mas será que ele havia mandado mensagens – pensou o garoto,

   - Você está pensando em que Dean? – perguntou seu pai o tirando de seus devaneios.

   - Sobre o quão patético está sendo você me buscar esses dias na faculdade. – respondeu mal criado.
 
   - Você ainda vai me agradecer um dia, mas mudando de assunto, quem era a garota que estava com você quando eu cheguei?

   - Greta... – respondeu sem ânimo. A garota o perseguia insistentemente para todo os lugares mesmo com Dean a ignorando.

   - Ela até que é bonita, qual o sobrenome dela? – o garoto virou-se para o pai e o analisou com cuidado, o que significava todo aquele interesse em Greta? Seu pai nunca quis saber nada sobre sua vida pessoa então não sabia o porque de todo aquele interesse.

   - Ela não é de nenhuma família que o senhor conheço. – ainda o analisando viu seu semblante franzi, como se estivesse ponderando sobre aquela revelação. – Bem... Deveria leva-la a festa nesse fim de semana...

   - Por que tenho que levar alguém?

   - Não alguém... Uma garota, essa garota! – insistiu.

   - Por que? – o que significava tudo aquilo? Seu pai querer que ele leve alguém que não fosse da alta sociedade? Seria desespero?

   - Só faça o que mando. – ordenou.



   O dia passou relativamente devagar e o garoto se odiava, odiava sua vida e seu pai por está prestes a dar mais esperanças a Greta ao chama-la para o baile, mas não tinha escolha, seu pai era bem convincente quando queria.
   Avistou a garota e correu para alcança-la no corredor, fez o convite e como o esperado ela sorriu radiante antes de beija-lo. Dean se sentia estranho por continuar com aquilo, não só porque não sentia nada quando a beijava, mas também porque sentia que estava traindo a garota, o garoto e a si mesmo.



   O fim de semana chegou e o garoto estava se arrumando para o tal baile, combinou de buscar a garota por volta das seis, mas estava enrolando tanto para sair que com toda certeza chegaria atrasado.
   Dean usava um smoking preto, camisa, gravata e sapatos também na cor preta ressaltando sua pele incrivelmente clara. O garoto realmente era atraente, penteou os cabelos - que agora caiam no sobre a testa - para trás e suspirou fundo ao perceber que não tinha mais como fugir, já estava passando do horário marcado com a garota.
   Buscou a garota em sua casa e foram juntos para o baile de verão que nada mais era que uma festa muito cara onde pessoas muito ricas falavam sobre suas riquezas e esbanjavam soberba. Olhou para Greta enquanto pensava se foi realmente uma boa ideia tê-la trazido até aquele local, pois era óbvio que ela não se encaixava ali e não queria que se sentisse mal por não ser da mesma classe que o restante dos convidados.
   Encontrou seu pai que conversava animado com alguns executivos de multinacionais, foi até ele, apresentou a garota a todos os homens presentes e seu pai a elogiou da maneira mais falsa que Dean já havia se apresentado. Se afastou levando consigo a garota que estava tão absorta com tudo a sua volta que não percebeu como o pai do garoto a analisou.

   - Meninos... – disse seu pai se aproximando deles. – Preciso falar com você a sóis! – se dirigiu ao garoto.

   - Tudo bem senhor... – respondeu o seguindo.

   Foram para o local mais reservado do evento deixando a garota sozinha no enorme salão. Dean se preocupou em deixa-la desprotegida em meio a toda aquela soberba, mas fez o que o pai havia pedido. Quando em fim estavam a sóis seu pai se virou segurando o garoto pelo braço.

   - Por que não lhe deu um vestido decente? – disparou.

   - Não entendo...

   - Não entende o que garoto? Como pode deixa-la vir com aqueles trapos? – seu pai lhe interrompeu perguntando furioso. – Se estava sem dinheiro devia ter utilizado o cartão de crédito ou ter me pedido dinheiro.

   - Não tem nada demais na roupa que ela está usando senhor...

   - Exato! – foi interrompido novamente. – Não há nada demais, como acha que eles vão acreditar? E se acreditarem, o que acha que vão pensar do filho do primeiro ministro?

   - Do que o senhor está falando? – o garoto estava muito confuso com todo aquele falatório.

   - De qualquer maneira quero que a beije no meio do salão. – disse seu pai o surpreendendo.

   - Por que? Não vou beija-la. – não estava entendendo nada do que estava acontecendo.
  
   - O que achou Dean? Que sairia daquela forma com aquele garoto e que não surgiriam boatos? – o olhar de seu pai era duro e gélido como um iceberg.

   - Mas o senhor fez com que as noticias desaparecessem...

   - Sim Dean eu fiz, mas ainda não inventaram um dispositivo para apagar memórias, por que não sei se você lembra, mas todos que estão aqui hoje estavam naquela festa e lembram de como você arrastou aquele garoto... – dizia seu pai entre os dentes. – Então faça sua parte e acabe com esse burburinho de uma vez por todas e beije logo aquela garota. – ordenou.

   - Por que? Não foi o senhor mesmo que disse não se importar com o que os outros pensam sobre você? – questionou o garoto.

   - E não me importo, mas não é sobre mim que pensam nada e sim sobre você... Não admito que o filho que eu criei para ser o melhor esteja envolvido em alguma fofoca desse tipo, me ouviu Dean? NÃO ADMITO! – a ultima parte saiu como uma ameaça. – Agora vá e não me decepcione.


   Dean foi para onde Greta o estava esperando, olhou algumas vez para seu pai que ainda o encarava de forma dura. Aproximou-se da garota a puxando pela cintura para si; a garota se assustou com o ato, mas ao perceber que se tratava de Dean logo se recompôs; pois uma das mãos no rosto dela o trazendo para si selando seus lábios. O garoto não queria aquilo e então forçou-se a lembrar-se daquele quarto de hotel fazendo com que o beijo ficasse intenso e desesperador, os dois estavam quase sem folego quando seus lábios se separaram. Dean a olhou nos olhos e como ele queria que aqueles fossem os olhos de Thomas, mas algo estava errado pois os olhos do garoto estavam bem ali só que não diante de si e sim observando aquela cena. Ele se afastou da garota e pode ver seus olhos marejados e claramente magoados, quis se aproximar dele, mas uma outra garota - que Dean já havia visto com ele porém não a conhecia – o beijou com toda vontade o que fez todo o corpo do moreno esquentar de raiva. Na mente do maior ele tinha sim errado por ter beijado Greta, só que ele tinha sido obrigado, mas o garoto estava retribuindo o beijo daquela garota como se estivesse gostando daquilo. Sentiu vontade de surra-lo por fazer aquilo na sua frente, mas apenas deixou o local e as pessoas que estavam nele para trás a passos largos indo em direção a saída.
   Era oficial, Dean odiava seu pai, sua vida e agora ODIAVA AQUELE GAROTO por fazer ele se sentir um IDIOTA.


Notas Finais


Pessoal só quero deixar claro aqui que Dean é sim um garoto violento, mas eu detesto romantizar violência então não se preocupe que essa fic não vai romantizar esse tipo de situação. Muito obrigada por não desistirem de mim xoxo ;*


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