História You've got to hide your love away - Capítulo 13


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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags Amor, Comedia, Cynthia Powell, Drama, George Harrison, John Lennon, Músicas, Paul Mccartney, Ringo Starr, The Beatles
Visualizações 48
Palavras 1.892
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie! O capítulo de hoje ta meio blé, mas a história vai virar de um jeito que vocês nem esperam, então se preparem para emoções em um futuro bem próximo! Espero muito que gostem, estou adorando escrever pra vocês. Não esqueçam de comentar ok?
Boa leitura <3

Capítulo 13 - Chapter XIII


Fanfic / Fanfiction You've got to hide your love away - Capítulo 13 - Chapter XIII

John’s POV

Nova York era linda, foi a primeira vez que viajei para fora do país e estava realmente encantado com tudo o que via pela rua. A cidade tinha muita gente, parecia um formigueiro, e havia muitas luzes, muitas mesmo, chegava a ficar tonto. Brian alugou um carro e nos levou para um hotel um pouco longe do aeroporto. Estávamos todos extremamente ansiosos, e as gravações começariam no dia seguinte. Estávamos em NY somente para gravar e tentar popularizar nossa música, mas nosso foco principal era Londres. Queríamos crescer em casa.

- Estou morrendo de fome – Exclamou George com a mão na barriga. George era o que mais comia de nós, não sei como era magro.

- Como sou uma funcionária extremamente competente, trouxe alguns sanduíches – Disse Cyn, entregando a ele um enorme sanduíche que trazia consigo.

- Você é a melhor Cyn – Seus olhos brilhavam ao ver o tamanho daquele lanche.

Chegamos ao hotel e pedimos ajuda a alguns funcionários para descarregar toda aquela tralha que precisamos trazer conosco. O hotel era pequeno e simples, ficamos em um quarto com duas camas de casal, Brian e Cynthia, em outro com uma cama de solteiro cada. Entramos em nosso quarto e agora precisávamos decidir quem dormiria com quem.

- Eu não aceito dormir com Ringo, ele ronca muito – Exclamou Paul soltando seu baixo no velho sofá que havia no quarto.

- Ei, eu não ronco! E, aliás, você é muito espaçoso Paul, não gosto de você mesmo – Disse Ringo parecendo uma criança mimada, fazendo-nos rir.

- Eu não quero dormir com John, ele vai pensar que eu sou a Lucy e vai me agarrar dormindo – Disse George rindo e acendendo um cigarro.

- Vá se foder George – Ri e joguei um travesseiro em sua direção. Lucy. Merda, que saudade da minha garota.

 

- Vou ao supermercado comprar algumas coisas para vocês se manterem até conseguirem uns trocados para se sustentarem, volto já. Não destruam o quarto – Disse Brian rindo e fechando a porta de nosso quarto.

 

- E então meninos, ansiosos? – Perguntou Cyn olhando nosso quarto e sentando-se no sofá. Ela vestia um vestido de lã rosa com mangas longas, meia calças preta e botas da mesma cor. Ela estava muito bonita, e sabia disso.

 

- Um dia seremos maiores que Elvis – Disse Paul pegando meu violão de seu estojo.

I give her all my love,
That's all I do;
And if you saw my love
You'd love her too,
I love her.

 

Paul tocava de olhos fechados, fazendo- nos lembrar de nossas garotas. Resolvi escrever uma carta para Lucy, ela deve estar com saudade, assim como eu.

 

“Meu amor.

Chegamos bem a NY, a cidade é tão linda e movimentada quanto vemos nos filmes.

Estamos ficando em um hotel bem pequeno e simples, mas dá para o gasto. Nosso

Quarto tem duas camas de casal, acho que vou acabar dormindo com George, ele

É o que menos ronca entre nós, e Cynthia e seu pai estão dividindo outro quarto.

Seria tão melhor se você estivesse aqui conosco, eu estaria muito mais feliz.

Paul está tocando uma música que fez para linda e está me doendo o coração

Não poder beijar seus lábios e outras coisas também. Ah, Lucy, que saudade

Do seu corpo... Assim que tiver algum trocado irei lhe pagar uma passagem

Para vir me visitar, está bem? Eu amo tanto você...

 

Com amor, para sempre, seu John.”

 

- Vamos tomar um café, John? – Cynthia sentou-se ao meu lado me dando um susto, minha cabeça ainda estava em Lucy.

Bright are the stars that shine,
Dark is the sky;
I know this love of mine
Will never die,
And I love her. – Paul continuava a tocar com todo seu amor, devo admitir, meu amigo era muito foda.

 

- Não sei se será uma boa ideia, Cyn… - Acendi um cigarro pensando que Cynthia ainda gostava de mim, como havia dito meses antes.

- Qual é John, eu não vou morder você... É só um café, e além do mais não podemos ficar fugindo um do outro, iremos trabalhar juntos talvez por um ano... – Ela tinha razão, tinha que ser profissional com ela, e pensando nisso, aceitei seu convite. Peguei meu casaco que estava em cima de uma das mil malas que levamos, alguns trocados e me dirigi a porta. Paul bateu a mão nas cordas do violão fazendo a melodia parar e me fuzilou com os olhos ao me ver saindo com Cyn, ele gostava muito de Lucy, e não queria deixar nada atrapalhar nosso relacionamento. O ignorei, e segui meu caminho.

- Onde será que tem cafeteria por aqui? – Perguntei colocando minhas mãos no bolso e olhando através daquelas várias pessoas que andavam aparentemente com pressa.

- Podemos procurar – Cynthia seguiu um caminho qualquer, e eu a acompanhei. – Você está diferente – Disse ela olhando para os lados atrás de uma cafeteria.

- Diferente como?

- Não sei explicar... Você está apaixonado né? – Perguntou acendendo um cigarro.

- Estou. – Respondi friamente, também acendendo um cigarro.

- Fico feliz por você, de verdade. – Atravessamos a rua. Encontramos um café.

- Fico feliz de ouvir isso de você, de verdade – Senti orgulho de Cynthia por um momento. Entramos no café, era um lugar não muito grande com cadeiras confortáveis e acolchoadas, o lugar era de tijolos e tinha uma luz agradável. Sentamos em uma mesa que ficava próxima a uma janela e pedimos um café com panquecas. Gostaríamos de experimentar o famoso café americano.

 

- E você, como está? – Perguntei educadamente.

- Estou bem... Na verdade, estarei melhor quando lhe confessar uma coisa que eu fiz – Disse Cynthia diminuindo o tom de voz.

- Fale, então.

- Então, confrontei a Lucy aquele dia na sorveteria.

- Confrontou...? – Perguntei agora nervoso com o que aquela maluca havia feito.

- Então, no dia em que ela dormiu na sua casa e vocês se assumiram para a escola, eu disse que você já havia feito o mesmo comigo, e no fim, me trocou por ela... Enfim, queria te pedir desculpas por isso, e logo, a ela. – Disse Cynthia aparentemente arrependida.

- Você é maluca garota – Respondi agradecendo a garçonete que trouxe comida o suficiente para alimentar aparentemente todos do hotel em que estávamos.

- Eu sei me perdoe por isso – Cynthia tomava um gole do seu café. – Ela deve estar furiosa comigo. – Completou.

- Bom, ela é diferente das outras garotas, não tem essas frescuras de ciúme – Disse dando uma garfada nas panquecas, que estavam deliciosas. Um silencio pairou sobre nos por alguns instantes. Dei-me de conta de que Cynthia seria uma das “outras”.

- Desculpe.... Não quis lhe ofender – Me senti um bosta nesse momento.

- Tudo bem John, só quero você na minha vida, se não for como namorado, que seja como amigo – Sorriu amigavelmente. Aquilo era perigoso, e eu senti medo ao ouvi-la dizer aquelas palavras. Cynthia parecia sincera, mas não sei se poderia confiar. Terminamos nosso café e conversamos mais algumas horas sobre todos os assuntos possíveis, realmente nos dávamos muito bem. No caminho de volta, coloquei a carta que escrevera para Lucy na caixa de correio, desejando que meu coração fosse junto. Voltamos ao hotel um tempo depois, e os garotos estavam compondo algo para a gravação de amanhã.

George estava sentado naquele velho sofá arranhando algo em seu violão, acompanhado por Paul que escrevera algo em seu caderno de músicas, enquanto Ringo fazia algo na cozinha.

- Virou mulherzinha Starr? – Perguntei o provocando. Coloquei o casaco de volta na mala e mexi na panela em que ele cozinha algum tipo de sopa.

- Sou um cara para casar – Disse ele imitando uma mulher, me fazendo rir até doer a barriga.

- Ei John, quer me ajudar? – Paul interrompeu com cara de louco, queria ajuda para compor. – Claro o que você tem ai? – Sentei no espaço que restara no pequeno sofá e tomei o caderno de sua mão. Paul começou a cantar:
I send you flowers,
But you don't care.
You never seem to
See me standin' there.
I often wonder
What you're thinkin' of.

 

-E travei aqui. - Fui até a geladeira e peguei uma cerveja. Brian era o melhor empresário do mundo. Voltei ao seu lado e acendi um cigarro. Um silencio pairou entre nós e ficamos pensando por um instante. Cynthia sentou-se ao lado de George tirando algumas fotografias nossas. Ela gostava de fotos, e volta e meia eu pousara para ela.

I send you flowers,
But you don't care.
You never seem to
See me standin' there.
I often wonder
What you're thinkin' of.

Cantei tentando acertar ao ritmo de George. Errei tudo. Paul anotou cada palavra que eu disse e cantou adaptando para o ritmo que George arranha em seu violão. Levamos em torno de trinta minutos terminando de compor a música, e mais trinta alinhando cada detalhe dela. Resolvemos assinar nossas composições com nossos sobrenomes, e fizemos um acordo (selado com um aperto de mão e uma fotografia de Cyn) que sempre escreveríamos juntos.

- Vocês me tiram o folego rapazes – Disse Cynthia indo em direção a cozinha. Paul me fuzilou novamente como se eu tivesse fazendo algo de muito errado. Eu não estava. Não mesmo.

- Cynthia, venha cá que vou lhe passar a programação dos rapazes de amanhã. – Chamou Brian na porta e assim Cynthia o fez.

- Estamos de olho, Lennon – Disse George servindo-se um pouco de sopa e sentando-se a mesa.

- Você e o Paul tiraram o dia para pegar no pé, nunca vi – Me servi um pouco também e sentei ao lado de George.

- Ninguém aqui é burro John, da para ver que a Cynthia gosta de você e você dela – Concluiu Ringo entregando uma tigela para Paul, e sentando em seu lado.

- A Cynthia é linda, não vou mentir, rola uma atração entre nós, mas eu sou apaixonado pela Lucy, não consigo tirar ela da cabeça.

 - Lucy disse que ama você. – Disse George tomando outra colherada de sua sopa. Que aliás, estava boa.

- Como você sabe?

- A encontrei no parque um dia antes da viagem enquanto ia à casa de Pattie, e então, ela me disse.

- Eu também a amo. – Quando disse isso George se engasgou, e Paul arregalou os olhos como se eu tivesse dito que acabara de assassinar alguém.

- Você? John Lennon? O maior galinha de toda a escola, esta apaixonado? – Perguntou Ringo nos fazendo rir com tantas descrições.

- Ah vá se foder nareba. – Ele odiava ser chamado assim. E eu amava.

- Cuide dela, John, resista a provocação de Cynthia, valerá a pena – Concluiu George me deixando pensativo.

- Vocês precisam estar pronto ás oito da manhã, vestidos com essas roupas – Cynthia mostrara quatro capas do que pareciam ser ternos – e iremos direto ao estúdio, onde ficaremos até as seis da tarde. Alguma dúvida? – Perguntou, entregando uma daquelas capas para cada um de nós.

- Não senhora, senhora – Disse George imitando algum gesto militar, fazendo-nos rir. Arrumamos a mesa, passamos novamente por uma discussão de “quem dormiria com quem” até que decidimos que Ringo dormiria com Paul, e eu com George – graças a deus – e fomos para a cama, o dia seria corrido amanhã. Não consegui parar de pensar em Lucy até pegar no sono. Estava apaixonado por aquela baixinha. Como será que ela está?

 



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