História You've Got To Hide Your Love Away - Capítulo 7


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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags Mclennon
Visualizações 15
Palavras 2.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei! Vai chover hoje, só porque eu tô postando kkkkk😅
Pequeno crédito a @Luuuaaahh pois a parte do Karma foi inspirado num negócio que só a gente entende (Sorry, migah, tinha que fazer isso 😉)
Pra quem está lendo, nem tudo é o que parece, okay...?
Sem mais delongas, fiquem com o capítulo de hoje
Boa leitura!

Capítulo 7 - Dear Friend


Fanfic / Fanfiction You've Got To Hide Your Love Away - Capítulo 7 - Dear Friend

É horrível quando as coisas não saem como você as planeja, mas obviamente, não temos o controle de tudo em nossas mãos e é isso que causa os altos e baixos dentro da nossas vidas, afinal, se tivéssemos esse controle, a vida seria fácil demais. John percebia que por mais que sonhasse, por mais que desejasse por dentro, as coisas não aconteciam como ele queria, nunca. Quando era criança, desejava que seu pai e mãe voltasse, mas isso nunca aconteceu e o deixou frustrado. Seria tão fácil se tudo acontecesse como queria, sem medos, sem inseguranças. Ao som de "In Bloom" do Nirvana, transmitido pelos seus fones de ouvido, John caminhava pelo corredor do colégio com as mãos no bolso e vários pensamentos em sua mente criativa porém perturbada.

- Boa tarde, John! - apareceu Ringo com um sorriso. Se não fosse pelo tom de voz alto do rapaz, talvez John não o ouviria.

- Boa tarde. - respondeu retirando os fones para o ouvir melhor - Quanto tempo, não é? Sr. Starkey! - brincou.

- Pois é, meu amigo! - riu o mais baixo - Mas me conta, como foi o seu show? - obviamente ele perguntava da música, se John realmente tinha a feito e se tinha acontecido algo a mais que era de seu interesse.

- Então, Ringo... - umideceu os lábios como se tentasse arrumar uma forma de contar que as coisas não tinham acontecido como planejado.

- John, o que rolou? - perguntava o mais baixo.

- Vamos começar com a notícia boa: Tô namorando agora, eu acho... - essa última parte disse um tanto em voz baixa. Seu amigo se surpreendeu por um instante - A notícia ruim: não é com o Paul. - O humor sádico de John era surpreendente, parecia gostar de sua própria desgraça, mas essa era sua forma de não ficar triste com isso.

- John Winston Lennon, o que caralhos aconteceu enquanto eu estava fora? - pode ter soado agressivo, mas Ringo disse em um tom de voz assustadoramente calmo.

- Prometo que te conto tudo, mas por favor, não surta. Eu já tô surtado comigo mesmo! - agora o ruivo caminhava saindo para outra direção onde não havia tantas pessoas circulando e seu amigo o acompanhava.

A conversa se prolongava e Ringo parecia cada vez mais indignado, porém procurava uma forma de tentar ajudar seu amigo que agora parecia precisar mais de atenção do que de um sermão. Lennon era puro sentimento, mas não os entendia, não os controlava, por isso precisava de ajuda. Podia ser esperto em várias coisas, mas nesse quesito, era um tolo.

- Então você tá com Cynthia para esconder que gosta do Paul? - perguntou o mais baixo depois que seu amigo contou a história. Ele respondeu confirmando com a cabeça meio receoso. - Não seria mais simples você contar o que sente para o Paul sem ter que colocar outra pessoa na história?

- Do que adianta eu fazer alguma coisa? Ele tá com a Jane! - enfatizava o ruivo.

- Você não pode ter tanta certeza com relação a isso. - disse passando esperança para o amigo, mas ele parecia prestar atenção em outra coisa. Fitava o chão como se tentasse ouvir algo distante, parecia nascer antenas na cabeça do ruivo - John? O que foi?

Não respondeu, apenas passou pelo amigo sem o fitar tentando perseguir o som que o instigava: a voz de Paul. Ouvia-se quase como um sussurro e por não ter muitas pessoas naquele ambiente, conseguiu o ouvir vagamente. Se escorou em um armário e olhou a direta onde suspeitava vir o som, Ringo, que tinha ficado um tanto curioso, apenas observava os movimentos de John. Realmente era a voz de McCartney da qual ele ouvia, mas não esperava que estaria com maldita Asher, e para piorar, em beijo caloroso dentro dos corredores da escola. Um ódio e ao mesmo tempo tristeza se fixou dentro de John e por impulso fechou o punho com força. A dor era tão grande que não sabia o que fazer, não podia fazer nada e isso o irritava cada vez mais. Deu um forte soco em um dos armários daquele corredor fazendo um grande estrondo, tamanha foi a força que a porta ficou amassada. Sentiu sua mão ferir com o ato, mas não era maior do que a ferida em seu peito. O estrondo foi tão alto que Paul ouviu o som, olhou exatamente para John que permanecia lá emanando sua fúria porém não o encarava. O ruivo não se importava de ter sido visto pelo amigo, na verdade, era isso que ele queria, mostrar o que realmente sentia em relação aquilo. Foi como um choque, quando percebeu que não tinha mais o que fazer, John deu meia volta e seguiu a passos largos.

A paixão era assim. A alguns dias esse sentimento o fazia bem de uma forma que o levava as nuvens, mas agora sentia uma dor que lhe carregava ao mais profundo inferno. Maldito era esse sentimento.

- Johnny? - essa voz. Não podia negar que ficou surpreso de ver que Paul havia o perseguido. John tinha deixado Ringo para trás e saiu a procura de um lugar para ficar sozinho, encontrando esse refúgio em uma salinha onde mais servia de depósito do colégio. Um bom lugar para ficar quando se quer estar apenas com seus próprios pensamentos. Sinceramente, John já começava a questionar se Paul era uma espécie de Karma em sua vida, só não sabia rotular se era bom ou ruim. - Imaginei que estaria aqui.

- E acertou. - olhava irônico para o moreno. Não sabia exatamente como reagir depois daquilo, após a tristeza restava o vazio. - Mas por que achou que eu estava aqui?

- Você costuma se isolar, - disse se aproximando e permanecendo ao seu lado - principalmente quando tá com raiva.

- E por que eu estaria com raiva?

- Eu que te pergunto, você amassou um dos armários com um soco, tá até a marca certinha da sua mão lá. - gesticulava com a mão para enfatizar o fato. - Ringo ia vir atrás de você, mas disse que iria eu mesmo. Alguma câmera deve ter te filmado, você sabe disso né? - John levantou os ombros como se dissesse um "tô nem aí". - Mas qual foi o motivo do seu ódio para fazer aquilo?

- Briguei com a minha tia. - a desculpa mais esfarrapada que o garoto já deu - Sabe como é, ela vive me enchendo o saco por causa desse negócio de escola. Que tenho que ter boas notas e se não tiver, me ameaça a não ir mais ao The Cavern ou algo assim.

- Sei... - o olhou desconfiado - Por que eu sinto que você tá mentindo?

- É sensitivo agora? - esse puro sarcasmo fazia Paul rir.

- Não. Mas já que não quer me contar, tudo bem. - John deu um leve suspiro naquele instante. Paul puxou sua bolsa, que estava em suas costas anteriormente, para pegar algo. Enquanto procurava essa tal coisa, continuava - Você entendeu alguma coisa da lição da professora Eleanor?

- Sério que você tá perguntando isso pra mim? - questionou indignado. Quando Paul arrancou o caderno da bolsa, um papel caiu de entre as páginas que chamou a atenção de John mas o moreno não percebeu. Lennon iria pegar, mas seu amigo o desviou a atenção.

Era engraçado como mesmo depois de muitas coisas acontecendo, nada mudava entre eles, como se todos os problemas ficassem para trás. Paul começava a perguntar coisas sobre a lição em questão que John não fazia a mínima ideia de qual era, se não valia uma nota importante, era bem provável que não tinha a feito. Para se mostrar prestativo, tentou ajudar como podia o seu amigo, ele era inteligente, sabia fazer referentes questões, só não tinha motivos e muito menos coragem para fazer. É bom ajudar a pessoa da qual você gosta, mesmo que ela pareça não ter os mesmos sentimentos sobre você.

Nesse momento ouviam o sinal, curioso ter acontecido tanta coisa antes disso.

- Você vem? - perguntava Paul se levantando com o caderno em mãos.

- Não tô afim.

- Você é quem sabe. Vai acabar brigando com sua tia de novo. - disse em tom de ironia que John não deixaria de perceber.

- Até mais tarde, Macca. - o mesmo respondeu apenas com um pequeno aceno saindo enfim daquela sala.

Aquele papel que instigava John permanecia no chão, havia caído no esquecimento. Podia ser algo importante, alguma lição, anotação, não custava olhar para ter certeza. Abaixou-se e segurou a folha em mãos que estava perfeitamente dobrada ao meio. Bufou. Até pra dobrar uma folha era perfeccionista. Abriu-o sem muita cerimônia verificando o que era estreitando os olhos por causa da miopia, chamou sua atenção por não ter muita coisa, apenas umas pequenas frases. Aquilo era... Um poema?


Dear friend, throw the wine

I'm in love with a friend of mine

Really truly, young and newly wed

Are you a fool, or is it true?


Uma interrogação parecia ter aparecido na cabeça de John no exato momento em que leu o conteúdo daquele papel. Teria feito algo errado? Não sabia, mas já tinha lido, era impossível evitar as paranóias seguidas. Aqueles pequenos versos eram como uma carta para um "querido amigo". Quem seria esse "querido amigo"? John se intitulava melhor amigo de Paul desde que se conheceram, e isso não era lá novidade, mas a coisa mais impactante seria o segundo verso onde ele diz estar apaixonado por um amigo. Seria ele esse amigo? "Não, John. Não viaja!" pensava consigo. Depois vinha enfatizando a paixão, e concluindo que esse alguém era jovem e recém-casado. Podia ser uma metáfora. O seguinte verso deixava claro que ele "é um idiota", não sabia se sentia ofendido ou lisonjeado se isso era realmente para ele. Percebendo que não teria muitas certezas, apenas clássicas paranóias, guardou o papel em um dos bolsos não se preocupando se o amassaria. Iria devolver para Paul? Talvez, mas não agora.

Saiu enfim daquela sala sem olhar para os lados, apenas seguindo pelo grande e largo corredor. Teria de enrolar enquanto estivesse matando a primeira aula. Deu alguns passos quando ouviu alguém o chamado a atenção.

- Hey, Johnny. - Era Stu, seu deboche era claro na sua voz. Stuart Sutcliffe era estudante do terceiro ano, ele e John chegaram a ser bons amigos, porém as coisas mudam com o tempo, as pessoas mudam. Como John, Stu também estava matando aula, mas vamos dizer assim que ele não era a melhor companhia. - Está matando aula? Que coisa feia!

- Não enche, Stu! - sem querer muito papo continuou caminhando.

- Eu sei sobre você, Lennon. - disse destilando seu veneno - Mas não se preocupe, seu segredo está guardado comigo, pelo menos por enquanto.

- Do que você tá falando, Stu? - parou para fitar o rapaz de cabelos claros e olhos azuis e caminhando em sua direção. Sabia que aquilo não tinha fundamento, não havia como conversar com Stuart, ele se tornou uma pessoa insuportável, mas mesmo assim ficava receoso com a capacidade dele de fazer alguma coisa contra ele.

- Relaxa, eu não quero o seu mal. - respondeu fazendo o ruivo arquear uma sombrancelha. - Se você quiser, eu até te ajudo com isso.

- Eu não sei do que você tá falando, e mesmo se soubesse, não gostaria da sua ajuda.

- Tem certeza? - caminhava na direção de John - E se eu te der uma ajudinha com o Paul, hein? Que tal começar dando um fim na Jane...

- Do que você tá falando, Stu? - enfatizava o ruivo e agora se aproximava dele de forma ameaçadora. - Por que não tenta destilar o seu veneno pra cima de algum idiota? Pra cima de mim, não vai funcionar.

- Vai fazer o quê? Me bater? Me poupe Lennon. - o deboche do garoto era tão grande que fez o sangue de John subir, por impulso, empurrou o garoto pelos ombros o fazendo bater com as costas na parede.

- Eu não tô com cabeça pra suas idiotices, na verdade, eu nunca tô.

- Você tá diferente, antes éramos tão amigos.

- ÉRAMOS! Fiz bem em ficar longe de você!

- E tudo por quê? Pra fazer amizade com um engomadinho do caralho que você é apaixonado! - perdendo a paciência que já não tinha, John agarrou o colarinho de Stu, fazendo ele bater com as costas novamente na parede.

- Você meça suas palavras pra falar qualquer coisa sobre mim ou sobre o Paul! - a fúria nos olhos de John era visível, podia a qualquer momento dar um soco na cara de Stuart para tirar finalmente aquele sorriso cínico dele.

- Você se irrita tão fácil. - ria debochado - É fácil brincar com você! - Com isso, ainda o segurando pelo colarinho, jogou o garoto no chão com violência. Poderia ter batido nele, mas não se rebaixaria ao nível dele, mantendo sua razão em perfeito estado. Logo se recompondo, seguiu sozinho por aquele corredor deixando Stu no chão.

Amizade é algo que escolhemos com o tempo, deixamos alguns no passado, mas outros permanecem. Stuart pode ter sido um grande amigo de John no passado, mas quando Paul chegou conseguiu perceber que Stu não era aquilo que julgava ser, e depois que Lennon se acompanhou com o rapaz ele realmente mudou de uma forma mais positiva. A amizade de John e Paul se tornou maior do que a que tinha antes com Stuart, como se tudo que veio antes não importasse mais. Isso deixou o garoto enciumado, causando maior atrito entre Lennon e Sutcliffe, nunca chegou a casos muito extremos, Stu apenas provocava.

Paul, que permanecia em aula de química, girava o lápis entre os dedos observando o caderno. Voltou sua atenção para a porta. Uma ansiedade o percorria por dentro e ninguém sabia o que se passava com ele. Ao perceber que a aula estava quase chegando ao fim, com certa pressa, saiu daquela sala e iria atrás de alguém que não era tanta novidade. Iria atrás do seu "Querido amigo".


Notas Finais


Próximo capítulo (se nada mudar no meio do caminho, não garanto nada) promete hein?😉✌️


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