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História Yu-Gi-Oh! - The Dark Dimensions - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Bem, esse universo é completamente inspirado em Yu-gi-oh! Season 0 , sendo assim, as pessoas são psicopatas e sociopatas em potencial - principalmente as versões femininas de Atém e Kaiba.

Cada capitulo terá uma personagem de capa, assim ajuda a criar a imagem delas de forma melhor, invés de imaginar o kaiba o joey de peitos q -

Créditos do material em psd para a capa :cashwmere_ddgetsj

Ae! Lembre que essa história é Yuri (girlxgirl).
Espero que gostem

Capítulo 1 - Roleta Russa


Fanfic / Fanfiction Yu-Gi-Oh! - The Dark Dimensions - Capítulo 1 - Roleta Russa

Dizem que a origem dos jogos se entrelaça com a história da humanidade, tendo seu início no Antigo Egito,  há cerca de 5 milênios. Esses jogos antigos podiam predizer o futuro da humanidade e dos reis, através de rituais mágicos que determinavam o destino. Eram conhecidos como Jogos das Trevas.

Agora, uma jovem descobriu os segredos do enigma do Milênio, e libertou os Jogos das Trevas. No coração e na mente dessa jovem, reside a luz e as trevas 

 

[...] 

 

— Você ainda está nessa?  — Questionava a garota de longos cabelos dourados e com um olhar um pouco desinteressado. A jovem parou ao lado da menor e cruzou seus braços conforme fazia uma expressão de impaciência e soltava um suspiro curto. — Você sabe que não precisa ficar se escondendo, certo?  Ninguém vai mexer com você e nossa querida colega Kaiba… Bem, acho muito difícil ela aparecer aqui depois daquele duelo de ontem.  

Yui não estava com medo, bom não admitiria que estava em voz alta pelo menos, mas realmente parecia mais seguro ficar escondida debaixo de seus livros invés de sair daquela sala e ter o azar de encontrar algum algo de Setsuki, embora não conseguia se lembrar que a mais velha tinha amigos no colégio, nunca tinha a visto socializar com ninguém. 

— Eu sei.  Eu sei, Jun. — Falava Yui em um tom calmo conforme a estudante se levantava e respirava fundo antes de encarar o quadro negro a sua frente e depois a porta da entrada da sala. Ela estava confiante, não havia nada de errado, apenas havia conseguido derrotar a campeã Nacional e ganhando seu título. Isso era tão sufocante para falar a verdade, Yui nem se lembrava direito o que havia acontecido naquela noite, apenas se lembrava que tinha chegado na loja de seu avô e bem, ele não estava lá…  Set ligou e falou que estava com o homem e quando chegou lá… Era quase como se sua mente bloqueasse suas lembranças do que ocorreu, mesmo Junko e seus demais amigos repetindo aquela noite diversas vezes. 

— Ai! Eu não consigo! É pressão demais, ela pode vir aqui e tentar alguma coisa. —Declarava a garota em um tom meio assustador enquanto tentava voltar para seu canto. 

Jun revirou seus olhos e se viu obrigada a puxar a amiga pelo braço para fora da sala. 

— Sabe que é ridiculo você ter medo de alguém como a idiota da Kaiba.  — Exclamava Jun que ia puxando a amiga para fora da sala. — Tudo bem que tudo que ela disse foi bem perturbador, mas quais sãos as chances de tudo aquilo ser verdade? 

 

Jun se referia a noite passada de novo, essa parte Yui conseguia se lembrar com clareza. Setsuki havia praticamente admitido dois assassinatos, ela deixou bem claro que para conseguir todas as cartas de Olhos azuis, bem, ela havia feito o primeiro dono enlouquecer, o segundo a máfia deu um jeito e o terceiro… Yui balançou sua cabeça negativamente conforme se lembrava daquela cena e um sentimento assustador tomou conta de seu corpo, seu avô seria o próximo, ele poderia ter sido morto pela garota.  

— Ei! — Chamou a loira que se abaixou um pouco para poder ficar no mesmo nível que a amiga, passou sua destra pela franja loira, às jogando para trás. — Você sabe que ela falou aquilo apenas para te deixar mais nervosa, era a estratégia doentia dela.

Yui deixou a amiga jogar sua franja para trás e deu uma risada falhada. 

— Eu sei… Eu sei … Mas não consigo parar de pensar que poderia ser meu avô… — O seu tom era fraco e melancólico, era evidente a preocupação que sentia e Jun não a culpava. 

— Apenas relaxa e vamos. Eu, como a ótima amiga que sou, vou te levar para casa e obviamente estou me convidando para passar a noite em sua casa, para ter certeza de que ninguém vai invadir seu quarto e te esfaquear.

— Oh! Realmente saber que você vai me proteger de uma possível facada é animador demais. 

 

As duas garotas seguiram para fora da sala de aula, os corredores do colégio já estavam vazios devido o horário, todos já deveriam estar no andar inferior pegando suas coisas para ir embora. 

Yui Muto, era uma adolescente normal, nunca foi a garota popular do colégio, na verdade por muito tempo foi considerada a pessoa estranha que deveria ser ignorada por todos, mas as coisas mudaram de uma forma drástica depois que fez amizade com Junko Katsuya. Bem, Jun e Yui era algo complicado de se explicar, era aquela típica amizade que você olha e pensa que nunca poderia acontecer. Jun era antiga valentona do colégio, chegou até a bater na menor algumas vezes, mas tudo mudou no dia que Yui a salvou de um cara mais velho, Jun ainda se lembrava daquela noite -foi a experiência mais bizarra da sua vida - Yui tinha mudado por completo, tinha uma faca em sua mão e apostou como se não tivesse medo de nada. Bem, depois desse episódio as duas ficaram inseparáveis.  A loira não chegava a ser excluída, mas não era a garota mais popular do colégio - embora tivesse se tornando agora que tinha uma personalidade mais “tranquila”. 

— Onde estão os outros?  — Questionou Yui que puxava seus longos cabelos para o lado e os passava por cima de seu outro.  

—Hmm… Acredito que Aoi está em seu trabalho na lanchonete e a Hana, deve estar enchendo o saco de alguém em algum lugar.  — Comentava loira que se espreguiçava conforme parava a frente de seu armário e começava a retirar seus sapatos com cuidado.  —Não se preocupe, todo mundo combinou de aparecer na sua casa mais tarde, você vai precisar de ajuda para cuidar do seu avô de qualquer jeito. 

Yui ficou um pouco sem jeito, ainda era muito novo todo esse assunto de amizade e pessoas na sua casa quase todo dia. 

— Hey! — O tom de Jun ficou mais alto, o que chamou atenção da menor que olhou na direção a amiga encarava. — Bakura. 

A garota de longos cabelos esbranquiçados abriu um sorriso gentil de canto e fez um gesto meigo com a cabeça em forma de cumprimento. A garota parecia um pouco apressada, mas parou para poder caminhar na direção das outras. Ryo tinha um tom de voz calmo, era muito raro vê-la aumentar seu tom, também estava sempre com um sorriso gentil em seu rosto.  

— Eu achei que não tivesse mais ninguém aqui. — Comentava a garota de cabelos brancos que ajeitava sua bolsa. — Pensei que teria de voltar sozinha hoje, mas o que vocês ainda estão fazendo aqui? 

—Yui estava tendo um ataque de pânico na sala! — Declarou Katsuya com um largo sorriso conforme apontava para a amiga. 

— Junko! — A menor chamou a atenção antes de suspirar de forma frustrada. — Não foi bem isso, eu apenas…

— Você derrotou a campeã nacional de Monstros de Duelo! — Interrompia Ryo com um largo sorriso e era possível ver um brilho em seus olhos castanhos, parecia impossível a garota ficar mais bonita, mas ali estava ela completamente radiante. — Você deveria estar com as outras pessoas! Todo mundo só fala sobre você, confesso que fiquei com inveja, está mais popular que eu, isso é incrível! 

Yui deu um passo para trás um pouco desconfortável com aquele comentário, ser o centro das atenções não era algo muito convidativo a garota de cabelos tricolor, ela sempre teve um estilo próprio e seu jeito próprio -que costumava afastar as pessoas, - era estranho virar a pessoas mais popular da escola da noite para o dia. 

— Eer… Não acho tão divertido isso. — Comentava Yui que terminava de calçar seus sapatos e suspirava baixo. — Digo, eu não fiz nada demais, apenas tive… Sorte!

Jun seguia a menor e cruzava seus braços.

— Sorte não te faz ganhar da campeã nacional. 

Yui optou por ignorar aquele comentário e apenas seguiu andando na direção de sua casa, sabia que Ryo e Jun estariam atrás de si e podia ouvir as duas conversando sobre o duelo que havia acontecido na noite anterior, a garota de cabelos dourados contava cada detalhe como se fosse a coisa mais incrível do mundo.  

Conforme as garotas andavam, Yui não pode deixar de reparar que tinha algo errado naquele momento, um carro preto estava às seguindo, no momento que a garota se virou falar com Jun sobre aquilo o carro parou ao lado delas. 

— Mas que porra… — Jun não terminou sua frase pois reparou que a porta do motorista se abria, revelando um homem todo de preto, era forte demais para ser um simples motorista, mas não tinha muito o que falar. 

—  Senhorita Yui? — Perguntou o homem fazendo uma breve reverência por questão de educação, as três garotas se entreolharam naquele momento antes de voltar a olhar para o motorista. — Kaiba-sama, cordialmente solicita a sua presença em sua casa, sua e de suas amigas. — O motorista tinha um tom cortês e tranquilo, não parecia ameaçador e nem parecia criar suspeitas. As garotas se entreolharam mais uma vez antes de suspirar fundo, era óbvio que Yui não queria aceitar aquele convite, mas Jun parecia tão empolgada naquele momento. 

— Eer… Eu tenho de ir? — Perguntou Ryo que parecia ansiosa para sair dali. 

— A senhorita Kaiba-sama insiste que as três estejam presente. 

Ryo suspirou de forma profunda, ela quase não andava com Yui e ali estava ela presa as duas, teria de entrar no carro de um estranho e teria que aguentar um surto da garota mais rica e sociopata do colégio.  Ela falou um baixo “ok” e praticamente grudou em Junko, das três a loira era a mais forte e que teria mais chances de quebrar a cara daquele motorista bizarro.  

O homem abriu a porta para elas, seus corações podiam está acelerados naquele momento, mas entraram no carro, Yui sentou do lado da janela direita, Jun no meio e Ryo no janela esquerda -ela ainda estava nervosa com tudo aquilo e amaldiçoava as duas garotas de forma silenciosa. 

— Er… Qual seria o motivo dessa visita? — Perguntou Jun, ela no momento era a voz das garotas, ela percebeu que as menores estavam visivelmente assustadas, principalmente Yui que deveria ter pensamentos horríveis pairando sua cabeça naquele momento.  

Na verdade a garota de cabelo tricolor estava quieta por ter um mal prescentivemtno sobre tudo aquilo, não esperava que Kaiba viesse atrás dela tão cedo, imaginava que poderia demorar um pouco mais antes disso acontecer. 

— Eu não tenho permissão de informar. — Essas palavras foram o suficiente para fazer Katsuya xingar o resto do caminho inteiro.  

[...] 

 

— Chegamo. — Anunciou o motorista que parava na frente de uma mansão gigantesca. As garotas olharam pela janela incrédulas com aquilo, não conseguiam acreditar que uma aluna do colégio delas morava naquele lugar e de acordo com os boatos, ela morava naquele lugar gigantesco sozinha. 

Elas saíram de dentro do carro, Ryo agradecia por não ter sido esquartejada no barco daquele carro, mas ainda estava irritada com toda a situação, mesmo seu rosto mostrasse apenas uma expressão de medo, seguia atrás da garota de cabelos dourados. 

— Ryo, não fique grudada em mim! — Rosnou a garota que seguia na frente para dentro da mansão, assim sendo seguida pelas outras. Ela era a mais curiosa com tudo aquilo e a mais irritada, não conseguia acreditar que havia sido “sequestrada” e nem havia recebido uma respostas decente sobre tudo aquilo, sua maior vontade naquele momento era quebrar a cara de Set e talvez fizesse quando a encontrasse.  

O jardim da frente era perfeito e bem cuidado, embora seus olhos estavam focados na grande porta de madeira que se abria e revelava os gigantesco hall de entrada. A decoração era de tirar o ar, mas parecia um palácio europeu do que uma mansão. 

— É um prazer rece… — O mordomo da mansão era um pouco assustador, era um homem baixo de meia idade, seu rosto estava todo marcado pelo tempo e seus cabelos já não existiam mais, mas havia um bigode acima de seus lábios. De qualquer forma o homenzinho foi interrompido pela loira. 

— Exatamente qual o problema da Kaiba? Mande ela aparecer logo e dizer o que está acontecendo!

— Junko! — Yui chamou atenção da amiga antes de desviar seu olhar completamente sem jeito. — Eu sinto muito pelo comportamento da minha amiga, ela apenas está nervosa com tudo isso. 

— Não se preocupe, eu entendo o nervosismo dela. — A voz que respondeu era nova, era uma voz feminina e que parecia pertencer a uma criança. As garotas ergueram seus olhos para o topo da escada e se depararam com a garota de cabelos negros rebeldes, ela tinha alguns traços semelhantes aos de Kaiba, mas nunca havia a visto antes.   —Minha irmã não convidou vocês. Fui eu. 

Jun e Yui se entreolharam naquele momento, era uma forma de comunicação das duas e ambas se questionavam quem era aquela nova pessoa. 

— E quem é você? 

— Megumi. Podem me chamar assim. — Dizia a menina com um sorriso adorável em seus lábios e assim apontava na direção de uma das inúmeras portas da mansão.  — As convidei para almoçar comigo, nada demais. 

Aquilo era suspeito demais, as garotas sabiam disso, mas comida é algo que não se nega e sem contar Megumi era uma criança, o que ela poderia fazer de tão ruim assim? 

 

[...]


 

Elas seguiram em silêncio a menina de cabelos negros que as guiava até o que deveria ser a sala de jantar, por algum estranho motivo nenhum dos empregados da mansão as seguiu. Alguma coisa gritava na cabeça de Yui e de Ryo para que saíssem dali o mais rápido possível, mas não podiam deixar aquele lugar até entenderem o porque daquele convite assustador e o que tinha de errado naquela menina.

Bem, a sala de jantar -assim como toda a casa- era gigantesca e tinha uma mesa de quase dois metros ao centro do salão, sobre ela diversos tipo de comida, na verdades todos pareciam ter saído de uma lanchonete e isso criou uma frustração as garotas, que imaginavam que a comida da mansão seria bem melhor que um lanche barato.  

— Podem escolher o que quiserem. — Dizia a menina com seu sorriso doce e apontando seu dedo para Jon. — Você primeiro. 

Outra troca de olhares e uma jogada de ombro devido a confusão por aquilo, mas como eram convidadas não tinha nada o que fazer além de aceitar as regras.  

Jun deu um passo na direção da mesa e começou a rodeá-la a procura de algo que chamasse sua atenção e acabou pegando uma batata frita que estava a sua frente, ela comeu algumas antes de desabar no chão tremendo.  

— Junko! —  Gritou Yui que foi correndo na direção da amiga para socorrê-la. Sua respiração estava fraca e seus olhos fechados. 

Ryo deu um passo para trás e olhou na direção da menina, que por sua vez estava gargalhando de uma forma doentia. 

— Quem é você? — Perguntou Bakura com seu tom calmo. — E onde estão as donas dessa casa?

A menina soltou um suspiro baixo enquanto virava seu pescoço para o lado o estalando e dava uma risada contida. 

— As irmãs Kaiba, meio que estão mortas. 

Yui e Ryo arregalaram seus olhos ao escutar tais palavras, mas perceberam que poderia ser um tipo de blefe já que a menina começou a gargalhar daquela forma doentia. 

— Não se preocupem, elas estão… Longe e sem contar deveriam se preocupar com vocês agora. — Dizia a menina que apontava na direção de Jun que estava caída se contorcendo no chão. — Ela vai morrer se não fizerem nada. 

— Você envenenou a comida… — Murmurou Ryo que dava um passo para trás e balançava sua cabeça de forma negativa, ela estava visivelmente assustada com tudo aquilo e se arrependia por não ter escutado aquela voz interna sua. 

— Não precisa ficar tão abalada e bem fácil salvá-la, só precisam ganhar. 

— Comer essa comida? — Gritou a menina de cabelos brancos. — Não! Sem chances!  

Ela chegou a olhar na direção de Yui para pedir algum tipo de apoio, elas podiam não ser tão fortes, mas se ficassem juntas poderia pegar o antídoto a força daquela menina, afinal era uma criança. Mas quando os olhos castanhos de Ryo se encontraram com os de Yui alguma coisa havia mudado. 

— Nós vamos jogar.


 



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