História Yuganda ai - Capítulo 11


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Categorias Durarara!!
Personagens Celty Sturluson, Izaya Orihara, Personagens Originais, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima
Tags Durarara
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Palavras 3.904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Diligência


Fanfic / Fanfiction Yuganda ai - Capítulo 11 - Diligência

" Você sabe a razão pela qual eles nunca te deixam dormir a noite. E você está correndo em círculos. Seus dedos congelados contra seus lábios ardentes, uma luta sem heróis você tem que lutar, você tem que começar uma revolta. Então, vamos acordar seu leão adormecido." 

[Jenix; catch fire] 

  10 - Diligência

   - Obrigado pelo casaco, Dotachin. 

  - Não me agradeça. Só achei que você talvez estivesse precisando de um já que deve ter perdido aquele preto felpudo que costumava usar.   

- Eu costumava?   

Shizuo gruniu indicando que esse era um assunto sem autorização de falar. Shizuo estava entre Kadota e Izaya, mas isso não impedia de ambos conversarem - era quase como se não estivesse lá. A loja que Kadota havia mencionado era à apenas três quarteirões do apartamento do loiro. Quem iria imaginar. O supermercado da noite que "salvou" Izaya por acidente. Estava ali e o menor iria trabalhar nele.

Entraram no estabelecimento - era enorme, Shizuo não havia notado isso na última vez que esteve ali. Kadota puxou o braço do informante indicando um caminho, Shizuo foi atrás. Os três foram até uma sala perto de onde deixavam os estoques. Lá, Kadota apresentou devidamente o informante para a dona do Supermercado, uma senhora em torno dos seus quarenta com miopia. A senhora tinha os olhos repuxados, tão repuxados que tornava-se difícil de se ver as íris dos mesmos. Sua visão foi direcionada a Izaya, fez algumas expressões mas não disse nada.  

 - Ele não tem currículo, nem identidade - começou a mulher se mexendo no acento para ficar confortável - francamente, Kadota. Por que acha que quero uma pessoa tão... Ninguém aqui?  

 Kadota tentou argumentar uma desculpa, a demora estava fazendo Shizuo ficar impaciente, olhava de vez em quando para o relógio percebendo que a hora de ir trabalhar estava se aproximando. Sentiu Izaya se mexer ao seu lado, olhou na direção do mesmo, ele não expressava uma expressão o que deixava Shizuo intrigado se perguntando o que estava se passando naquela cabecinha. Até a boca dele e sua voz se fez ouvir.

- Com sua permissão, mas... Pelo que sei, a senhorita deve ao menos me seder uma entrevista, estou certo?

   A senhora olhou cautelosa para Izaya.   

- Sim, mas como disse; não tem muito o que fazer quando você não tem nada que lhe registre como um cidadão legalizado.  

 - E novamente torno a dizer;  ao menos me seda uma entrevista.

   Tanto a senhora como Shizuo e Kadota não intendiam o que o menor queria com aquilo. A mulher murmurou um: vamos ver o que um ninguém como você tem a me dizer. Kadota e Shizuo esperaram a entrevista terminar do lado de fora da sala. Shizuo pós as mãos nos bolsos intediado.  

 - Quanto tempo isso vai demorar? Eu tenho que ir trabalhar. 

  - Se você quiser eu espero ele por você. 

Shizuo lançou um olhar cerrado ao moreno de boina - olhar quase como indignação - "qual é a sua, cara?" - não conseguia compreender toda aquela gentileza que seu amigo tinha para com o seu protegido indesejado. Ninguém era tão legal assim simplesmente. Mais alguns segundos e a porta foi aberta e de lá saiu a dona do supermercado sendo acompanhada pelo informante, a mulher dava alguns risinhos tímidos antes de perceber o olhar de estranheza que ambos Shizuo e Kadota lançaram para ela. Torciu se recompondo e adquirindo uma formação mais rígida, se virou para Izaya o encarando seria.   

- Orihara-kun. Fique sabendo que gosto de ver meus empregados tendo diligência no trabalho. Ainda não tenho certeza então decidi deixar que você fizesse minha lista de serviços da loja, para eu descobri em qual área se encaixa melhor.   

- Farei o meu melhor, Chefe-san.   

- Então por que não começamos agora em?   Shizuo olhou deles para o relógio e franziu os lábios.

 - Olha, não pode ser outro dia? Está na hora de eu ir trabalhar. 

- Não tem problema não, Shizuo. Eu tenho o dia de folga hoje, vigio o Izaya-kun pra você - disse Kadota com um tom camarada, que Shizuo estava aprendendo a detestar.  

 - Então está tudo resolvido. Orihara-kun, venha, vou lhe mostrar o que fazemos no setor 8. 

 Não deu tempo de mais respostas e logo Shizuo estava deixado pra trás. Viu o braço magrelo e pálido do informante balançando lhe dando Tchau tchau. Quase quis ir atrás deles mas tinha que correr, o supermercado ficava nos limites do distrito o que só tornava sua caminhada mais longa. Deu as costas saindo do estabelecimento as pressas. Quando chegou na agência tinha a respiração pesada e o rosto rubro, correr no frio 7 graus à baixo de 0 era horrível. Pegou um café se acalmando sentado. Olhou para os lados esperando encontrar Kyohi mas a mesma não estava em lugar nenhum.

  - Esperando alguém, Heiwajima-kun? - disse o zelador, um senhor já de meia idade que já exibia seus fios grisalhos.  

- A Kyohi está atrasada ou aconteceu alguma coisa com ela?

O senhor uniu as sobrancelhas grisalhas em confusão.   

- Não, eu a vi faz meia hora. Ela está na secretaria.  

 Shizuo correu até a secretaria onde sabia que Kyohi estaria - onde trabalhava - era bem movimentado até. Saiu perguntando pela sua parceira temporária, queria explicações. Um novato foi quem o guiou até onde ela estava. Shizuo foi direto.  

 - Você não me disse que não seria mais minha parceira. 

- Desculpe, recebi a notícia de que deveria voltar ao meu posto de costume hoje pela manhã. Ti esperei para avisar, mas você... - deixou a frase incompleta, mas não precisava falar mais nada.  

 Não tinha mais nada que pudesse fazer. Apenas desejou um bom dia pra sua ex-parceira - não tinha mais informações se pudia fazer seu serviço sozinho, afinal, não havia recebido informações sobre qual área deveria visitar. Pensou em voltar para casa, talvez esta seria uma oportunidade para arrumar seu apartamento. Mas tão logo pós os pés pra fora do prédio viu a tão conhecida moto da criatura da noite. Se aproximou encontrando a mesma dentro de um beco, encurralado um homem armado com uma faca - talvez por ter um porte maior que a entregadora não a temia. Invés disso tirava sarro da mesma.

   - O que foi? É muda?-...  

 - Se é assim não se incomode em chamar a polícia!  - disse enquanto se apressava em esfaquear a dullahan que inesperadamente foi empurrada pro lado dando espaço para que Shizuo desse um soco certeiro no homem. 

 - "Shizuo, o que faz aqui? "  

 - Estava passando e vi sua moto - respondeu - ele parecia estar lhe incomodando.  

 - "Ele me abordou e me roubou - era o que estava escrito no PDA - a abordagem de pedir por favor não é muito boa nessas situaçõ...  

 Não teve tempo de escrever mais nada antes que o ladrão apunhala-se o loiro pelas costas. O único problema, era que diferente do que o ladrão esperava, Shizuo não caiu - na verdade virou o encarando assassinamente lhe acertando novamente um soco mais firme que o primeiro.   

- Seu irritante.

 - "SHIZUO!" - a dullahan apenas escreveu e logo foi de encontro ao amigo, mais precisamente para onde ainda estava cravada a faca - "calma, eu vou ti levar até o Shinra." 

  - Não se preocupe. Não está doendo. 

  (...)

 - Duro na queda, não é? Agradeço pela intenção de proteger minha amada, mas na próxima certifique-se que o canalha esteje bem espancado. Tem sorte dele ser péssimo de mira, se não teria atingido um nervo bem importante aqui.

   Shinra limpava o sangue do amigo enquanto tagarelava sem parar. Shizuo não conseguia sentir as dores que o corte deveriam lhe dar. O loiro apenas tamborilava os dedos na cadeira quieto e pensativo.   

- Onde está o Orihara-kun? 

- Kadota lhe arrumou um trabalho, acho que ele fez alguma mandinga para aquela mulher aceita-lo sem registros sem nada.

 - Quem?

 - Izaya. 

  O médico ficou em silêncio, o que atiçou a desconfiança de Shizuo. O loiro virou assim que Shinra avisa ter terminado com a sutura. O maior não vestiu a blusa, temia manchá-la de sangue. Ficou encarando o amigo sério. E quando viu que o médico não tocaria mai no assunto resolveu forçar. 

- Se você sabe alguma coisa, trate de me contar.

   Shinra o ignorou indo pra cozinha. Shizuo insistiu sendo vencido depois de várias tentativas falhas. Não ficou pra almoçar, iria aproveitar a paz que teria em sua casa, sozinho novamente - pelo menos por enquanto - entrou no apartamento, fora o cheiro se sentia como antes - antes, na época que agora parecia mais distante do que nunca, época em que não sentia o peso da atmosfera, que não existiam responsabilidades e que não conhecia o homem de madeixas negras de olhos escarlate e sorriso malicioso. Bem antes. Sua infância.  Quando dormia com seu irmão em um colchão e brincavam de pega-pega pela casa, fazia sua mãe ficar louca com a bagunça que faziam. Antes de ter aquela discussão infantil com seu irmão e acabar erguendo aquela geladeira - que no final lhe resultou alguns ossos quebrados e três dias deitado numa maca de hospital. Tudo antes daquilo era tranquilo. Imaginava que talvez sua falta de paciência vinha da mesma coisa que a usava para lhe dar uma força fora do comum - possivelmente - seus pais levaram-no a vários médicos e todos diziam que ele era uma criança saudável e que não tinha nada de errado consigo. Então se era assim, por que não conseguia mais ser como antes? Por que tinha toda essa fúria repentina dentro de si? E de onde vinha essa força?   Seu celular tocou mas o ignorou, estava quase dormindo e não queria deixar a oportunidade passar - assim o fez.

  Seu susto foi sem igual fazendo seu coração bater tal qual uma bomba. Alguém batia na porta, o barulho não só o incomodava como também estava incomodando os vizinhos. olhou seu relógio, eram quatro da tarde, abriu a porta preguiçosamente tendo certa surpresa a encontrar Kadota ali respirando pesado.  

 - O que você quer? - jogou impaciente. 

- Perdi o Izaya de vista... Não sei onde ele está.

 Shizuo bosejou coçando a cabeça sem o menor interesse no que o amigo dizia.  

 - Não se preocupe, ele acha uma forma de voltar pra casa. 

 - Você não me ouviu? Ele está perdido em Ikebukuro. Você sabe quantos querem a cabeça dele, não é? 

"Eu ainda não vejo motivo pra tanta preocupação" - Shizuo deu de ombros parecendo intediado.

 - E só porque jogaram aquela praga nas minhas costas você veio aqui me avisar? 

  O tom rude na voz do loiro fez Kadota se surpreender.  

- O quanto você o odeia, Shizuo? 

  Shizuo ergueu uma sobrancelha em confusão, como se não fosse óbvio seus motivos. Kadota bufou. 

- Ok, desculpe por lhe incomodar. Vou procurar enquanto ainda está cedo, desculpe de novo - disse Kadota dando as costas indo para o elevador. 


Shizuo revirou os olhos em raiva - "não posso ter um tempo de descanso? Kadota, você me paga" - pegou seu casaco bem rápido fechando a porta. Correu até o elevador, as portas do mesmo quase se fechando. Kadota se assustou quando viu a mão do loiro empurrando as laterais quase as amassando.  

 - Que fique claro que estou fazendo isso porque não quero que coloquem a culpa em mim se o corpo dele for encontrado morto em um beco qualquer.   

(...) 

 " deve estar muito frio lá fora. Provavelmente se não se agasalhar bem é capaz de os cidadãos acabarem encontrando um corpo morto e gelado no chão de algum córrego, e então os peritos iriam investigar quem era essa pessoa desafortunada. Iria mexer para ver se acaso ela tinha identidade, mas ela poderia não ter. Então eles iriam procurar alguma coisa a partir do seu DNA – iriam descobrir o seu trabalho, quem era, onde morava, suas doenças... Os pais, parentes, tudo isso sem nem imaginarem que estavam descobrindo mais do que o próprio morto sabia... Eles saberiam bem mais do que o morto queria descobrir. Mas acho que não seria tão mal – ele não se lembrava da própria vida mesmo" - tais lembranças vinham a tona em sua mente. Parecia uma premonição do moreno.

Shizuo não podia negar, estava congelando de tanto frio - se perguntava se o casaco que Kadota deu para seu protegido seria o suficiente para guarda-lo contra o frio - "droga, primeiro de tudo, por que aquele imbecil resolveu ter a brilhante idéia de passear por ai?" - ficar andando sem um único sinal do moreno era desgastante. Se separou de Kadota para assim aumentar a possibilidade de achar o informante - "o quanto você o odeia" - aquelas palavras ficavam voltando vez outra a sua mente. Odiar? Era engraçado Kadota lhe perguntar isso, depois do mesmo presenciar todas as armadilhas que Izaya colocava na vida do Heiwajima - "depois daquele pilantra tentar acabar com a minha vida tantas e tantas vezes você ainda me pergunta isso?" - era tão óbvio, por que ninguém conseguia ver isso? Não era ele o vilão da história, ele era uma vítima, uma vítima que não ficaria parada sofrendo sem lutar. A tarde se fazia cair na escuridão pouco a pouco agora, se não acha-se o menor logo tinha certeza de que alguma gangue o acharia. Antigamente, ver Izaya surrado em um beco era seu desejo de consumo, mas agora não seria justo. Odiava-o, mas sabia que o menor provavelmente não sabia que seu corpo era ágil o bastante pra escapar de uma surra, então provavelmente estaria amuado pedindo ajuda - também nunca vira o moreno agredindo alguém com os punhos, não, Izaya tinha ciência do que era capaz e uma luta corpo a corpo não estava na sua lista. Agora Shizuo se perguntava; o que tinha sido feito daquele canivete que o informante tanto amava? 

  Sua atenção foi roubada para o que parecia ser uma briga. Correu até onde vinha a barulheira, haviam pelo menos sete caras dentro daquele beco sem saída, viu um dos caras correr para as sombras a mão em punho.

 - Vai pagar por aquela vez! - disse e logo em seguida desferiu um soco no rosto do rapaz que era segurado por dois caras, um em cada lado de seu corpo. O mesmo cara voltou a lhe acertar mais socos, estes na barriga.   Aquele cheiro não o deixava enganar, mesmo com o odo de sangue ainda conseguia sentir o cheiro de Izaya. Seu coração vacilou uma batida quando ouviu as torcidas secas do moreno, estava fraco. Tão fraco que caiu sem resistência, seus agressores já estavam se aproximando para mais uma sessão de tortura quando ouviram o urrur do monstro de Ikebukuro. 

- O que vocês estão fazendo, SEUS MALDITOS!!! - bravejou Shizuo. 

O líder do grupo cuspiu um riso de deboche subestimando o homem que estava de pé na frente do beco. Deu a ordem aos seus comparsas que o atacassem e assim o fez. Seus olhos se ergueram no momento em que viu Shizuo erguer um de seus homens e o arremessa-lo contra os outros. Shizuo arrancou sem nenhum esforço um cano de uma das paredes e como um jogador de basebol jogou um dos caras de encontro com a parede, os outros correram assim que foram pegos na mira do loiro sobrando apenas o líder.

 O rapaz não se deixou abalar pelo que acabara de ver. Puxou uma barra de metal e tentou acertar o loiro, Shizuo segurou a mesma no ato, os ambares não estava para brincadeiras. Puxou a barra a jogando com o homem para o outro lado da pista. Provavelmente aquele cara não conseguiria se mexer por um bom tempo. Quando virou para o que sabia encontrar - Izaya caído e  fraco no chão - teve a surpresa de ver que o moreno o encarava, sustentando seu tronco nos braços. Os olhos escarlate foram do maior de pé a sua frente para alguns dos caras que o mesmo havia surrado. Shizuo notou, e pela primeira vez percebeu o que fez. Ele perdeu o controle, não como as vezes que perdia e agrediu Izaya em sua casa. Perdeu o controle da fera dentro de si, deixou sua força falar mais alto - "agora você sabe quem sou" - agora Izaya viu o que já havia visto tantas outras vezes, só que agora, era como está vendo pela primeira vez. E como na primeira vez, o moreno não mostrou um mísero resquício de medo. Não o encarava como uma fera ou um monstro como todos os outros, não, na primeira vez Shizuo sentiu a imensa vontade de ver naqueles olhos o que via em todos. Foi quase como Shinra o viu, só que o informante era... Desafiador.   Shizuo abaixou até a altura do menor. Analisou a face do mesmo, estava bem machucada e saia sangue pelo canto da boca - os dedos do loiro fizeram menção de toca-lo mas não o fez, insegurança? Shizuo não sentia isso, só não tinha certeza se estava pronto para finalmente ganhar o merecido olhar de pavor do moreno, pela primeira vez em todos esses anos. Mas este não veio, pois surpreendendo-o, o moreno entrelaçou os braços no pescoço do loiro em um abraço firme como o de alguém segurando a única coisa que lhe mantinha viva. Shizuo conseguiu sentir seu coração tão rápido e forte, talvez pelo susto.

- Não tenho medo de você, Heiwajima-san.

  "Mas eu queria que tivesse, inteto" - queria que não existisse aquilo, aquela empatia em suas personalidades, o que era isso? Por que logo isso? Eram dois seres que se odiavam apenas por natureza. Shizuo viu isso de imediato, mas por outro lado... Eles sabiam, que não importando todas as diferenças, no final tinham o mesmo núcleo, o núcleo que somente ambos tinham, diferente de todo o resto e isso fazia Shizuo se perguntar; por que? Por que tem que ser assim? 

 Shizuo ajudou Izaya a se levantar e devagar começaram a caminhar de volta pra casa. O moreno segurando na blusa do loiro. 

- O que estava fazendo? 

-... Eu queria voltar ao lugar naquela noite - respondeu Izaya sem olhar para Shizuo. 

- Mas então, conseguiu o trabalho? - perguntou Shizuo ganhando de imediato um sorriso triunfante nenhum pouco modesto do moreno - isso deve responder minha pergunta. 

 Tiveram que ligar para Kadota dizendo que Izaya ja estava em casa. Ainda eram seis da tarde, era muito cedo para dormir, na verdade, Shizuo duvidava de que conseguiria depois do descanso que teve pela tarde. Estava sem a menor vontade de cozinhar, já estava indo ao banheiro tirar aquele fedor de inhaca que havia grudado em si, a porta do mesmo foi aberta de uma vez batendo no loiro. Izaya usava um pijama azul marinho, os fios molhados estavam sendo bagunçados pela toalha. Diante daquilo, Shizuo não evitou sua curiosidade (com uma pequena pontada de indignação inesperada). 

- Quem ti deu esse pijama?!

Izaya mostrou confusão com aquela pergunta, então respondeu seco. 

- Dotachin quem comprou pra mim. Eu disse que usava suas roupas emprestadas então ele me levou a uma loja e compramos.

 - E qual o problema em usar minhas roupas? - bravejou - Se ele tem dinheiro pra comprar essas besteiras pra você então por que não ti leva logo daqui? - trovejou. Puxou o braço de Izaya o apertando bem forte, queria que o moreno sentisse o quanto estava irritado - Dotachin, Dotachin. Porra, para de chamar esse cara pelo apelido, você nunca mais me... - parou de imediato percebendo o que acabara de fazer - "Shizu-chan. Esse nome..." - largou o moreno num movimento repentino, Izaya não caiu pois tinha uma parede para se apoiar.  

 Os olhos escarlate não deixaram de notar a expressão confusa que o loiro carregava. As sobrancelhas negras se curvaram, as pálpebras descansaram alguns sentimentos e a boca de língua venenosa falou. 

- Eu só...- iniciou, os lábios curvados para baixo - Só estava tentando fazer você não ficar bravo comigo... Pra não ter que ouvi isso - disse com raiva - Por que? Por que você faz tanta questão de me mostrar que sou indesejado aqui?  

A resposta não veio, invés disso Shizuo respondeu com um bater de porta na cara do informante. Dentro do banheiro, Shizuo tentava se controlar - "Droga, por quê nunca pode ser fácil uma conversa com você? Merda, merda, merda" - fazia birra naquele cubículo que chamava de banheiro. Depois de algumas puxadas de cabelo e palavrões murmurados finalmente tomou o tão esperado banho. Com a mente mais relaxada seria capaz de se controlar, sua expressão passou a ficar mais amigável - foi para o quarto, seu celular tocava quando abriu a porta, secou a região do rosto e atendeu rápido.

  - Alô? 

 - Shizuo-sempai?

 Seu coração vacilou de imediato. Quase teve um ataque cardíaco só em ouvir a voz da russa.

 - ... Vo-Vorona? 

 - Desculpa ligar em tal hora. É que... Gostaria de lhe informar que estou regressando ao Japão.  

- Sim, sim. Tom-san me disse quando fui vizita-lo - o sorriso nos lábios do loiro eram inevitáveis, a voz da amiga lhe dava ansiedade - quando você vem?  

- Segundo minhas orientações, estarei no aeroporto à 23:00, pegarei um táxi e irei direito para um hotel. Me certificarei de estar presente na empresa às oito em ponto da manhã.

 - É mesmo? Então é verdade o que disseram?- Shizuo levou um susto interno com as batidas na porta - Espera. Vorona ti vejo amanhã - disse isso e logo desligou - o que você quer?

 -...

- Izaya? 

- Um edredon - disse alto o suficiente para que o outro ouvisse - está frio hoje.

 "O que?" - Shizuo franziu o selho em confusão abrindo a porta de imediato. Nem esperou e já exigiu explicações ao menor.

 - Por que vai dormir na sala? 

- ... - Izaya encarou a face do loiro logo em seguida correndo os olhos pelo quarto dando um suspiro - Não quero dormir com você - disse entrando sem compromisso indo direto até o guarda roupa na parte que sabia ter o que procurava, pegou o edredon voltando pelo mesmo caminho que veio - boa noite pra você - disse seco.

   (...)

"É hoje. Não acredito. Vorona provavelmente já deve estar no hotel, preciso ir logo encontrá-la" - Shizuo se levantou ignorando a tontura que sentiu do movimento súbito. Correu para o banheiro, era quinta, então o água estava morna na medida certa para aquele frio absurdo. Tomou banho e se arrumou as pressas qual foi sua surpresa ao ver Izaya já arrumado e tomando café da manhã - o moreno vestia uma calça moleton cinza e uma blusa de mangas compridas preta com gola circular. Se aproximou encarando o moreno que lhe fitava com igual intensidade sem medo que o outro reclamasse da sua atitude. 

  O café da manhã foi mais longo do que imaginava, isso por que não houve diálogos. Izaya estava extremamente frio está manhã e isso incomodou um pouco o loiro. 

- Eu ti acompanho até o supermercado - disse Shizuo quando terminaram de comer. Encarou o outro vestir o blusão militar, que ainda ficava alguns centímetros grande no corpo esguio do moreno.

 - Não preciso que me leve a lugar nenhum - disse já fechando a porta.  

 - Mas que moleque mau criado. 




Notas Finais


Ficarei triste se vcs dizerem que não gostam da Vorona. Eu acho ela uma personagem interessante.
Quanto ao capítulo, eu acho que vcs estam ficando com raiva desse relacionamento sem progresso não é? Desculpa, estou trabalhando nisso.


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