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História Yuta Vermelho, Yuto Azul - Capítulo 11


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Notas do Autor


vocês podem considerar esse cap e o proximo basicamente extras de boiolagem porque a fic era pra ter acabado no cap passado
OSKAOSKA

Capítulo 11 - Azul de frio, vermelho de vergonha


— Isso parece um encontro. — resmungou Yuto, encarando os próprios pés enquanto escondia o rosto em seu cachecol vermelho-Yuta.

Ele e Yuta tinham trocado os pares do All Star. Cada um tinha uma cor, vermelho e azul. Foi por insistência de Bakamoto, ele achava bonitinho mesmo que não admitisse em voz alta, afinal, apesar de ficar sustentando a imagem de ser o desavergonhado entre os dois, ele realmente adorava coisas doces como essa. Além disso, por causa do frio, estavam usando sobretudos pretos muito parecidos, mas, obviamente, não iguais — nenhum deles tinha combinado vestuário além dos tênis. Quem olhasse de fora certamente diria que eles eram um casal e, de certa forma, Yuta e Yuto realmente eram, mas apenas não tinham dito nada oficialmente ainda.

Nakamoto levantou o rosto para fitá-lo, apertando sua mão um pouco mais forte contra a da de Adachi. Soltou um risinho.

— É porque isso é um encontro. 

Ah... — Com uma expressão envergonhada, Yuto assentiu. — Faz sentido, eu acho.

Com mais uma risadinha, Yuta deixou-se chegar mais perto dele naquela noite fria do inverno japonês e seguiu guiando-o pelas ruas. Eles tinham acabado de sair do cinema, dividiram um balde de pipoca e Yuto até mesmo deixou o mais velho ficar com o resto do seu refrigerante de limão. Depois de se confessarem um para o outro, de se beijarem escondido várias vezes embaixo das árvores da escola, de segurarem as mãos no caminho de volta para casa… Se aquilo não era um encontro, nem mesmo Nakamoto, que se nomeava o deus moderno do amor apenas para encher o saco de Adachi, sabia o que era.

— O que você achou que era? — Perguntou o mais velho, curioso.

Adachi o espiou por trás do cachecol exageradamente enrolado em volta de seu rosto, os olhinhos brilhando toda vez que miravam Yuta.

— Não sei também. — sussurrou, encarando qualquer outro canto. — Não parece muito real, eu… Hum, eu não saio muito.

— Yuto-kun, você é adorável. — Ele riu novamente, controlando o súbito desejo de deixar um beijo na mão gélida do outro. — O que eu preciso fazer para que esse encontro pareça mais real para você?

— Nada, assim está bom. — Adachi deu de ombros, ainda envergonhado. 

Yuta sorriu, assentindo.

— Você é a criatura mais amável que já pisou nessa terra. 

Eles seguiram em ritmo preguiçoso para a casa de Yuto. Assim que chegaram, não demorou muito para Nakamoto sair correndo do abraço do outro para se enfiar embaixo do cobertor no sofá, reclamando que seu nariz estava gelado. Com um sorriso, Adachi gentilmente retirou seu cachecol e sobretudo, colocando-o no cabide ao lado da porta. Hyde não se levantou para recebê-los, muito confortável em seu ninho quentinho, mas deixou um miado alto percorrer a casa para deixá-los ciente de que ele estava ali. Depois de tirar as roupas pesadas de rua, o mais novo rumou até o sofá e retirou os tênis de Yuta, que resmungou algo ainda envolvido pelo cobertor azul-Yuto. A meia dele era roxa com gatinhos amarelos, presente que ganhou de Yuto.

Demorou certo tempo para convencer Nakamoto de sentar-se e tirar o sobretudo também, mas Adachi era experiente em fazê-lo obedecer. Colocou as coisas do mais velho ao lado das suas, observando por um momento como era agradável ver a combinação de cores na porta.

Azul-ele, vermelho-Yuta, azul-ele, vermelho-Yuta.

— Vem cá me esquentar, meu nariz ainda ‘tá geladinho!

— Você não quer chá? — Questionou, mais do que ciente que o mais velho sempre pedia por chá quando estava em sua casa, ainda mais agora no frio.

Yuta pareceu entrar em um dilema, tornando-se pensativo por um momento. Enquanto ele matutava essa questão em sua cabeça, Yuto pacientemente foi até a cozinha e colocou a água para esquentar. Não muito tempo depois, ouviu o pedido manhoso vindo da sala e não conseguiu segurar um sorriso.

— Eu sei, já estou fazendo. — murmurou, não realmente certo de que o outro poderia ouvi-lo.

Não muito tempo depois, sentiu o par de braços carentes envolver-lhe pela cintura, o que fez Adachi rir, agora ciente de que, sim, Yuta provavelmente tinha o ouvido. Ele tinha pés tão leves quando andava pela casa que Yuto vivia tomando susto ao encontrá-lo de repente tão perto, mas recentemente estava se tornando mais fácil decifrar por onde percorria Nakamoto e sua vontade inexplicável de explorar cada cantinho azul daquele aconchego que era a casa do mais novo.

— Você me lê muito bem. — A voz dele reverberou pela sua pele, trazendo arrepios.

— Eu só sei que você gosta muito de chá.

Yuta sorriu.

— E de você? Você sabe o quanto eu gosto de você?

Yuto fez um som de negação, mas a realidade é que essas palavras o deixavam quentinho por dentro, ainda mais junto da risada escandalosa de Bakamoto. Virou-se a ele, de qualquer forma, e deixou um beijo no nariz geladinho.

— Eu também gosto muito de você, mesmo. 



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