História YYxY - Capítulo 4


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Red Velvet, Zara Larsson
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Seulgi, Zara Larsson
Tags Ação, Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Fifth Harmony, Investigação, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Lia Jones, Policiais, Red Velvet, Zara Larsson
Visualizações 337
Palavras 2.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigada a todos os comentários. Em breve responderei S2

Capítulo 4 - Memórias


Fanfic / Fanfiction YYxY - Capítulo 4 - Memórias

POV Lauren Jauregui

New York. 2030. January.

Acordei com uma dor enorme em minha cabeça e um barulho do meu lado esquerdo bastante irritante, o que eu entendi o que poderia ser quando olhei para o lado.

“ – Sinto muito se realmente causamos problemas para a equipe de vocês, mas a nossa organização tem a permissão para testar nossos agentes a qualquer momento.”

“ – E eu tenho a permissão de socar a minha mão na sua cara.”

Era os diversos agentes tanto da CIA quanto FBI conversando com Seulgi e Zara, elas não pareciam felizes, mas ao menos estavam vivas.

Levantei de onde haviam me deitado depois do meu desmaio, e arrumei minha roupa, ajeitando meu cabelo atrás da orelha.

Procurei por aquela latina que não saia da minha cabeça, circulando meu olhar por todo o escritório, não encontrando sequer sua silhueta. Camila não estava mais aqui.

Cerrei meus dentes, me aproximando de onde o grupo se concentrava, tentando entender do que eles ainda estavam discutindo.

“ – Lauren, que bom que acordou.” Seulgi me olhou com seus olhos puxados bem marcado por causa da maquiagem. “ – Diga para ele como iremos o processar por quase ter nos feito morrer.”

Olhei para o alto agente em seu terno preto com um semblante frágil, como se a qualquer momento pudesse sacar sua arma por medo e nos ameaçar para ficar longe.

Dei um passo para frente, fazendo suas pernas tremerem, mas ainda assim continuar firme. Conseguia perceber seu suor molhando a gola da camisa, um típico sinal de nervosismo.

“ – Façam melhor da próxima vez.” Falei baixo, andando para o lado dele, esbarrando em seu ombro para sair daquele escritório escroto de uma vez por todas.

“ – Lauren...” Ouvi Seulgi chamar meu nome, sem entender minha reação e apenas ignorei, seguindo meu caminho.

Depois de caminhar para longe daquele prédio, peguei um caminho contrário, entrando por um bosque central, com ruas envolta da calçada.

Andei tranquila, com minhas mãos no bolso, olhando as pessoas ao meu redor, todas com suas vidas rotineiras para seguir...Trabalhar, ter seus filhos e adquirir bens.

Se preocupando apenas com o próprio mundo enquanto por fora da bolha tudo se colapsa com um terrorismo descontrolado e planejado.

Uma das crianças no bosque me olhou enquanto brincava em uma areia, ela apontou para a minha barriga, provavelmente notando alguma cicatriz que a assustou.

Sorri de lado, negando com a minha cabeça. Sentia falta da minha cela quando me deparava com essas situações chatas, são realmente bem-criadas por seus pais.

“ – Pirralhos.” Fechei meu semblante, continuando minha caminhada.

Estava começando a me questionar se realmente valeu a pena aceitar o contrato com essas agencias de segurança logo agora, principalmente nesse estado, eu realmente estava bem para proteger o mundo?

Mas essa não é a questão, eu não estava aqui apenas para acabar de vez com essas ações terroristas sem controle, eu estava aqui para ajudar essas meninas. Sim, elas não têm chance se eu não ajudar.

Tenho de me convencer de que elas são realmente boas, pois até agora não acredito no que foi me contado. Seulgi apesar de ter uma personalidade briguenta, deixa a profissionalidade de lado quando tem parceiros envolvidos.

E quando se quer ser corretor e objetivo, ter contato com pessoas não é a melhor coisa a se fazer. Apenas te deixa confuso quando precisa tomar decisões.

Aprendi isso do pior jeito, quando meu Coronel perdeu a vida para salvar meu parceiro de batalha, apenas porque ambos eram mais íntimos.

As bombas explodiam ao nosso lado, deixando um fundo de som fino que praticamente estourava nossos ouvidos. A visão estava embaçada com tanta poeira que as minas formavam, mas não podíamos parar.

Atiradores vietnamitas corriam atrás de nós, não havia lugar para se esconder, apenas uma fresta de uma parede demolida que daria até os nossos tanques, mas demoraria para atravessar.

Não tínhamos tempo, era o nosso fim. Mas se eu conseguisse ser mais rápida, eles focariam seu tempo atirando no meu parceiro e não em mim, e então eu me salvaria.

“ – Jauregui! O que está fazendo?” Pavel gritou, tossindo pela fumaça. “ – Temos que dar cover um para o outro.”

Fechei meus olhos correndo ainda mais rápido, soltando as coisas de minha cintura para facilitar meu movimento e a minha passagem.

Cheguei o mais rápido que pude na fresta da parede, atravessando e caindo no chão do outro lado, perto dos nossos outros soldados, vendo o coronel me olhar com medo, procurando por meu parceiro.

“ – Cadê o Pavel?” Ele gritou, tirando a arma das costas e apontando para mim. “ – Diga aonde ele está.”

“ – Ele já era um homem morto desde o momento que pisou nessas terras.” Falei, o olhando com fúria nos olhos.

“ – Desgraçada!” O coronel gritou, correndo para a fresta de onde eu vi, atravessando com dificuldade, em tempo de ficar na frente de Pavel que vinha seguido por vários atiradores.

Ele sequer conseguiu gritar o nome do amigo dele, levando tiros até nos olhos, caindo de joelhos no chão enquanto Pavel ao ver o que acontecer, voltou para o corpo morto, não aceitando.

Perdendo a sua chance de se salvar e morrendo do mesmo jeito, caindo em cima do Coronel. Cerrei meus dentes, fechando meus olhos, escutando nossos soldados iniciarem uma sequência de tiros para cima dos inimigos, afastando os mesmos.

Suspirei, sentindo o vento bater sobre meu corpo, carregando as folhas das árvores para o fundo do bosque, como uma trilha a ser seguida.

Senti uma presença me observando e andei mais devagar, porém perto de carros, vendo pelo retrovisor um homem de terno correndo até mim.

Parei no passeio, ainda olhando para frente, escutando agora passos silenciosos, quase parando. Eu esperava que ele fosse me seguir.

“ – É realmente uma vergonha para um agente como você ser um capacho do FBI, não é mesmo...Joshua.” Virei meu corpo, vendo-o me olhar com a respiração ofegante pela corrida.

“ – Eu pensei que você iria nos abandonar, ninguém sabia para onde você tinha ido.” Ele se explicou, se aproximando. “ – Eu peço minhas sinceras desculpas, mas não há nada que aconteça nesse mundo sem que o FBI não esteja por dentro, eu tive de seguir as ordens, eram diretamente do presidente.”

“ – Que se foda o presidente, você colocou em risco mulheres despreparadas para esse tipo de prova.” Falei alto, andando até ele. “ – O que aconteceria se eu não tivesse aberto aquela sala. O que você teria feito com Camila, você sequer se tocou que ela desmaiou?”

Segurei no terno dele com meu punho, olhando bem para os olhos dele. Cerrei meus dentes variando meu olhar para seus olhos sem saber me controlar, não com esse idiota que prometeu nossa segurança.

“ – Lauren...eu entendo, e sinto muito, não esperava aquela reação.” Ele falou baixo, tentando se soltar mas eu me mantive firme.

“ – Escute bem Joshua, você pode fazer qualquer coisa comigo, mas se tocar naquelas garotas, eu juro que acabo com o que você chama de vida. Eu caço qualquer um que lhe for importante e meto uma bala na cabeça.” Ameacei ele, sentindo minha veia do pescoço pulsar.

Eu era preparada para esse tipo de prova, por mais que fiquei anos sem ter contato com isso, passei minha vida adulta inteira trabalhando em cima de sobrevivência, mas aquelas garotas não.

Todas não passavam de policiais com dons melhores em relação aos seus colegas, nada de grandioso. Não era como se cada uma fosse feita de aço, pelo contrário, não sei o que seria capaz se Camila não tivesse acordado.

Soltei ele, e franzi meu cenho quando ele começou a sorrir. Ameacei voltar a segurar o terno dele, mas Joshua se afastou, parando.

“ – Porque está rindo?” Perguntei nervosa.

“ – Eu não esperava que você tivesse esse tipo de reação. Pensava que você estava se lixando para a vida delas.” Ele gastou, mas ainda receoso.

“ – E eu estou. Acha que me importo?” Menti. “ – Por mim elas que se fodam, mas não antes de terminarmos a missão, porque sem mim elas não conseguirão, e é apenas por isso que estou aqui. Quando tudo ficar bem, eu mesmo mato-as.” Apontei para ele.

Falei sentindo a raiva sair de mim, me controlando melhor. Eu detestava perder a consciência desse jeito e agir por impulso, mas isso era como o meu sobrenome, eu nasci para ser assim.

“ – Você quem sabe.” Ele deu de ombros, andando de volta para um carro preto longo, me chamando. “ – Vamos, irei mostrar onde vocês irão se hospedar.”

“ – E porque eu iria ficar no lugar que vocês querem?” Questionei, ainda parada na calçada.

“ – Porque todas concordaram, com você seria diferente?” Joshua voltou a pergunta, quase entrando no carro.

Se todas concordaram...isso significa que Camila também estava no meio, e talvez eu consiga ficar no mesmo teto que ela, o que seria ótimo para nossa evolução na missão, certo?

POV Kang Seul-Gi

New York. 2030. January.

Estava no carro preto de Joshua esperando-o conseguir trazer Lauren para dentro. Todas já estavam aqui, exceto Camila que pelo o que explicaram foi levada para um hospital para em seguida ser deixada no local onde ficariamos.

A situação foi pior para ela, ficamos todas preocupadas, mas estaríamos mortas se não fosse pelas técnicas de sobrevivência de Lauren. Devemos muito a ela, mas não acho que isto baste, ela ainda é uma agente muito complexa.

Mas acredito que uma convivência irá mudar isso. Ela está entre nós para nos proteger certo? Ela é a mais treinada para essa missão, somos apenas pivôs.

Se caso ela queira se vingar, quem estaria em desvantagem seriamos nós, por mais que eu saiba como dominar uma boa arma afiada, eu jamais posso me comparar a alguém que mata com as próprias mãos a sangue frio.

Zara estava ao meu lado, mexendo no telefone. Ela parecia indiferente, apesar de ter discutido com os agentes, ela não era muito desesperada como pensei, apenas tinha suas crises.

Não diria que é a melhor pessoa para proteger alguém mas tenho certeza de que ela é muito boa no que foi chamada para fazer nessa missão. Fugas com veículos e perseguição.

“ – Que demora. Qual o problema dela?” Zara perguntou, olhando para fora da porta aberta do grande carro.

“ – Acho que ela ainda não se conformou com tudo isso de missão.” Respondi pensando no lado de Lauren.

Por coincidência, assim que falei, ela apareceu na porta, entrando de qualquer jeito dentro do carro se sentando na parte da frente que tinha os bancos invertidos, virados para nós.

“ – Estão bem?” Ela perguntou. E eu acenei concordando.

Depois disso houve um silêncio no carro, sendo cortado apenas pelo barulho do carro que se colocou em movimento, andando pelas ruas movimentadas de New York.

Eu nunca pensei que visitaria um lugar desses, pelo menos não desse jeito, o máximo que poderia pensar era uma excursão. Se meu salário rendesse para viajar é claro.

Zara começou a conversar pelo telefone e Lauren fechou os olhos por um momento, escorando os braços nas pernas. Mas eu não conseguia ouvir ou prestar atenção nelas, era como se eu estivesse em transe, escutando a música do rádio.

O clima estava nublado aqui em Seul, talvez eu não deveria demorar muito na rua. Apesar de estar saindo do trabalho agora, preciso comprar algumas verduras para a janta.

Minha mãe deve estar querendo Lámen hoje, faz muito tempo que não jantamos juntas e seria bom fazer essa surpresa para ela.

Desde que o papai faleceu por câncer ela vem estado muito sozinha em casa, se isolando das coisas e de todos. Gostaria de poder fazer algo a mais, mas infelizmente meu trabalho ocupa muito tempo de mim. São raros os momentos que posso sair para comprar ingredientes e visita-la.

Caminhei tranquila até o bairro conhecido por mim, subindo os degraus da entrada da casa, batendo duas vezes até que ela pudesse me atender.

Esperei três minutos e ninguém sequer se mexeu dentro da casa. Me preocupei, pois, nesse horário a ajudante não costumava estar com ela.

Me inclinei perto do vaso de planta, retirando a chave reserva que sempre pedia para ela esconder, voltando a fechadura para abrir.

“ – Mãe? Está aí?” Perguntei alto, fechando a porta atrás de mim. “ – Não me diga que está ouvindo as novelas no último volume de novo.” Sorri, ainda segurando as compras.

Andei até o meio da sala, estranhando por estar um cheio forte e horrível. As luzes estavam apagadas e um vulto estranho se fazia por cima do tapete.

Levei minhas mãos até o interruptor, acendendo em seguida. Um clarão se fez e minha boca se abriu, soltando as sacolas no chão, fazendo espalhar todos os legumes.

O corpo da minha mãe estava pendurado por uma corda ligada a um gancho no teto para luminárias. Ela estava com o rosto para baixo, com os cabelos caídos, e gotas de sangue pingando da sua boca.

Caí de joelhos no chão, tampando minha boca, chorando como nunca chorei, me sentindo abandonada, incapaz de salvar a minha própria mãe.

E sem poder fazer nada, deixei que as lágrimas me inundassem, me fazendo dar gritos de desespero, como se alguém ou algo pudesse mudar essa situação.

“ – Mãe...” Gritei por ela, andando de joelhos até tocar seus pés, abraçando seu corpo gélido. “ – Mãe...”

E a única coisa que conseguia focar o olho, era o aquário atrás dela, com um pequeno peixe preto me olhando parado, como se soubesse o que tinha acontecido, como se sentisse o que estava ao seu redor.

Meu pai havia comprado esse peixe para a minha mãe um ano antes da sua doença, desde então ela cuidou tão bem do mesmo, e quando aconteceu a tragédia, demos o nome dele de esperança.

E era justo esperança que me mantinha firme nesse momento...

“ – Mas não mais...” Sussurrei, sentindo meu olho esquerdo escorrer uma lágrima. Limpei, me lembrando de quando fiquei sabendo que o pet shop que ele estava havia sido explodido.

Seja lá quem fez isso, irá pagar. Eu juro por tudo que acredito, que quando descobrir o culpado de tudo isso, de todas essas armas químicas espalhadas causando caos e mortes globais...eu irei decapitar a cabeça desse infeliz e empalhar.


Notas Finais


Twitter: @MiauJones


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