História Zahara - Capítulo 15


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Zoey Deutch
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais, Zoey Deutch
Tags Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Zahara, Zoey Deutch
Visualizações 74
Palavras 3.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


o CAPITULO É NARRADO PELO LUKE.

Capítulo 15 - She's All That


Fanfic / Fanfiction Zahara - Capítulo 15 - She's All That

 

Me sentei no sofá da casa de Mike e respirei fundo, contente por conta de algumas coisas que aconteceram.

-E então? - Calum perguntou - Vai querer jogar FIFA ou Fortnite?

Olhei para ele de relance, notando algumas marcas em seu pescoço e sorri, pensando se deveria fazer uma piada com aquilo.

-Tanto faz - respondi - Estou cansado demais para jogar.

-Cansado - questionou ele - O que você anda fazendo para estar cansado? Arrumou um emprego e não nos contou.

Não, eu arrumei alguém e não contei a vocês pensei.

-Passo muito tempo limpando a minha moto - justifiquei, tanto faz.

Calum riu, pronto para zombar dessa desculpa um tanto merda. Ashton resolveu aparecer assim do nada, como um fantasma.

-Olha quem resolveu dar o ar da graça - comentei - Muito trabalho para fechar a loja?

Ashton respirou fundo, mas acabou rindo.

-Complicado ser gerente - falou ele, todo orgulhoso pela promoção que recebeu - Mas gosto do meu trabalho.

-Espero mesmo que você continue amando - comentou Calum - Detestaria ter um chefe que detesta o próprio trabalho.

-Seriam turnos infernais - falou Ashton fazendo uma careta - Onde está Mike?

-No andar de cima - respondi - Com Crystal.

Ashton pegou um pouco das batatinhas chips que estavam em uma travessa encima da mesa de centro.

-Ele disse que vai ser rápido - completei.

Ambos fizeram uma careta, obviamente maliciando a frase.

-Meu comentário foi muito inocente - me defendi - Vocês dois tem probleminhas.

Os dois riram e vi Calum optar por jogar FIFA, passando um dos controles para Ashton.

Quer perdia passava o controle, simples, assim que perdi a minha partida para Calum e passei o controle de volta para Ashton, ele começou a puxar papo.

-Naquele dia da festa da Crystal, você sumiu um pouco antes do parabéns - começava ele - Foi embora cedo?

Peguei meu celular e dei uma checada nas notificações, não haviam nenhuma realmente importante então abri um jogo qualquer nele e tentei em distrair.

Naquele dia da festa, levei Zee para casa mais cedo que o estimado.

-Até que sim - respondi tentando montar os bloquinhos corretamente.

-Foi acompanhado para casa? - perguntou ele marcando um gol em Calum, que reclamou baixo.

Pensei um pouco, não para a minha casa.

-Não - respondi dando de ombros.

-Sua ex com nome de marca de chinelo - tentou falar ele, me fazendo rir - É ex mesmo?

Passei a mão na cabeça um tanto desconfortável, onde ele queria chegar?

-Sim - falei me lembrando dela, o que me fez ter um calafrio momentâneo - Bem ex mesmo.

Eu não estava mentindo, ela era de fato minha ex. Nem amiga de Crystal ela era mais, ainda bem, assim não tinha que esbarrar com ela quando tivesse que sair com Michael e Crystal estivesse junto.

Foi dessa maneira que eu havia conhecido ela. Arzaylea e Crystal eram amigas faziam pouco menos de 3 anos e ambas viviam grudadas, e como Crystal namorava com Michael a tempos e eu e ele éramos melhores amigos, foi de certa forma inevitável não ter contato com ela.

Naquela época era tudo meio natural, o que incluíam os lábios dela, mas nunca liguei porque faziam certas coisas ficarem melhores ainda.

Ela era de longe a problemática que é hoje, mas talvez eu tenha a ajudado a ficar assim.

-Não está saindo com ninguém? - tentou ele novamente.

Encarei Ashton, que sorria por conta de outra partida ganha. Esperei Calum me passar o controle.

-Tem algum motivo, para você estar tão preocupado assim com quem eu estou saindo ou não? - as vezes precisamos ir direto ao ponto.

-Não é nada demais, cara - se defendeu ele - Lembra da Zee? Que foi a loja de discos uma vez...

Respirei fundo me lembrando de quando ele e Zee conversaram na festa de Crystal, de como foi irritante assistir aquilo, ele estava muito perto dela.

-Lembro - respondi rápido, sorri quando marquei um gol.

-Vocês dois, ela me contou um dia que te viu trabalhando no meu lugar, foi de lá mesmo que se conheceram?  - pensei que talvez ele estivesse me deixando fazer gols de proposito, assim eu me sentiria um pouco mais à vontade com sua curiosidade.

Na verdade, foi de lá sim. Então simplesmente assenti.

-Ela é bonita - respondeu ele - Muito bonita, do tipo de garota que não sabe o quanto é bonita mas isso só a faz parecer ainda mais bonita.

Me lembrei dela, de suas feições. Mesmo usando óculos, era impossível não pensar o quão adorável ela ficava com eles.

-Ela usa óculos, de grau sabe? - comentei - Quando ninguém está olhando.

Por conta da informação extra, Ashton acabou se desconcentrando do jogo para me olhar, o que me fez marcar outro gol.

Vi uma veia da testa de Ashton ficar muito em evidencia, o que em fez sorrir.

-Sabe Luke - começou a dizer ele com sua voz de robô irritado, quando dei por mim quem tinha feito um gol havia sido ele - Também perguntei a ela se vocês já tinham saído juntos alguma vez, mas ela me respondeu que não.

Espera ai, como assim?

Nós já havíamos saído algumas vezes, sei que em nenhuma delas foi algo premeditado, mas mesmo assim eram saídas, certo?

Pensei no dia em que liguei para chama-la para um encontro, logo após ela correr de mim (o que no começou me incomodou, mas acabei rindo da situação) e resultou em algo extremamente bom no final, mesmo que não tivéssemos saído para lugar nenhum.

Ashton ainda esperava por alguma explicação, mas me limitei a dar de ombros.

-Quando ela me respondeu que não, parecia um pouco desapontada - continuou ele - Talvez ela estivesse esperando por alguma atitude vindo de você, mas esqueci que você é um marica.

Não levei o "marica" para o lado pessoal, mas a parte dela parecer "desapontada" sim. Porque era comigo, ela estava desapontada comigo?

Estranhei um pouco a situação, já que naquele dia passamos alguma horas juntos. Ela não chegou a dizer nada sobre isso, nem mesmo parecia se sentir assim.

-Não liga para ele Luke - falou Calum do nada - Ele só está te enchendo o saco porque você fez 2 gols nele.

O cronometro na tela mostrava que o tempo havia terminado. Ashton passou de má vontade o controle para Calum, que sorria animado e parecia pronto para fazer pelo menos uns 5 gols encima de mim.

-Sabe Luke - é, Ashton não estava afim de deixar isso para lá - Eu duvido que você a convide para sair.

Franzi a testa, concentrado em não perder para Calum, desejando poder mandar minha melhor expressão de "que porra é essa?" diretamente para Ashton.

-Quanto? - essa foi a pergunta mais genérica que já fiz.

-$200 - falou ele - Mas se você não a convidar….

-Eu sei - o interrompi - Eu que te devo $200.

-Nada disso - respondeu rindo - Se você não a convidar, eu a convido.

Eu estaria mentindo se dissesse que não tivesse percebido que ele talvez tenha segundas intenções com Zee, já assisti ele fazer o mesmo joguinho com outras. Sempre começou com sussurros e aproximações demais, e no minuto depois, o alvo já estava em sua cama.

 Ouvi a televisão indicar que alguém havia feito um gol e sabia que não tinha sido eu, pois estava distraído demais lançando minha melhor expressão de "estou muito incomodado" para Ashton.

-Entendi - respondi tentando manter a voz em um tom adequado.

-Acordo feito? - perguntou ainda sorrindo, se divertindo mais que Calum após marcar esse segundo gol.

Joguei o controle para ele e sai da sala, mas antes sussurrei um "acordo feito" de maneira clara.

*****

Eu deveria ligar para ela, pensei.

Pensava no quanto ela parecia "desapontada" interiormente naquele dia após a festa. Os olhinhos brilhando, a maquiagem na medida certa, as bochecha vermelhas cada vez que eu dia algo inapropriado para ela.

E a testa suada, logo após ela se agarrar em mim e não parecer querer soltar.

Me remexi na cama, decidindo que o cochilo do final da tarde estava cancelado. Hoje era o meu dia de folga, preciso aproveita-lo.

Deitei de costas para cama e fechei os olhos por um último momento, começando a pensar em Zee bem ali encima de mim, fazendo movimentos de vai e vem.

-LUKE - o grito veio seguido de duas batidas.

-O que foi? - gritei de volta.

-Tem roupa suja? - perguntou minha mãe, me fazendo despertar.

-Sim - respondi - Espera só um minuto.

Comecei a procurar por qualquer peça de roupa jogada ali pelo quarto, recolhendo meias e cuecas, alguma calças e camiseta e até minha jaqueta favorita.

Procurei por qualquer coisa esquecida dentro dos bolsos, encontrando um saco já vazio de algo que usei a alguma semanas atrás, um arrepio percorreu o meu corpo me fazendo ficar em alerta. Senti minha boca secar e procurei pela garrafa de agua que costumava deixar no quarto.

Arrumei as peças de roupas em um bolo só e abri a porta do quarto, minha mãe esperava com um cesto em mãos então joguei tudo lá dentro.

-Fez suco? - perguntei a ela, que assentiu - Ótimo, estou com sede.

Notei que ela olhava para dentro de meu quarto, e como sai em disparada em sua frente, foi ela que fechou a porta.

-Não esquece de limpar o quarto Luke, ou Arzaleya não vai mais querer entrar ali - avisou ela.

Revirei os olhos enquanto abria a geladeira, ela sabia que esse comentário poderia me incomodar mas não acho que tenha feito de propósito.

Conselho do tio Luke: visem os seus pais quando o seu relacionamento atual acabar.

-Tanto faz - respondi, talvez eu usasse a falta de informação dela ao meu favor - Mãe, preciso de um conselho.

Ela se virou para mim, atenta.

Meu celular vibrou, quando o peguei vi que eram notificações dela.

-Esquece - respondi largando o copo na pia.

Quando sai, pude ouvir ela sussurrar um "jovens, sempre tão apaixonados".

Na mensagem de texto, dizia um breve "boa noite". Peguei a minha jaqueta reserva e as chaves da minha moto. Parei por 1 minuto na porta da garagem para escrever uma resposta para ela.

Não queria entregar muito, mas sabia que ela ficava um tanto estressada quando era pega de surpresa. Talvez fosse a hora de tirar a prova.

Peguei minha moto e dei partida, meu destino era o posto mais próximo, enquanto um cara enchia o taque da moto para mim, adentrei a loja de conveniência e comprei uma garrafa de vinho barato.

Era um tanto complicado equilibrar a sacola enquanto dirigia, parei de frente a casa do vizinho de Zee. Eu o batizei de Kevin já que não me lembrava qual era de fato o seu nome, ele me ouviu estacionando pela janela e fez sinal de "joinha".

Já estava de noite e a grande arvore, que ficava no jardim da frente de sua casa, fazia uma sombra na calçada. Era o lugar perfeito para estacionar e ficar ao mesmo tempo camuflado.

Não era a primeira vez que eu fazia isso, mas ainda não em sentia tão seguro assim.

Pensei em me esquivar pro sua janela, mas mudei de ideia, estava grandinho demais para isso. Caminhei para a porta da frente e liguei para ela, deixei chamar 3 vezes e desliguei.

Era o meu modo de dizer que a esperava aqui fora.

Segundos depois, sua porta se abriu e ela estava ali, linda e de pijamas.

-Mas já? - perguntei - Ainda são 21h.

-Shhh. - pediu ela, as luzes do lado de fora e do de dentro estavam apagadas - Nem todas as pessoas madrugam Luke.

Franzi a testa estranhando sua frase, que horas ela pensava que eram agora?

-Zee - sussurrei para ela - Está tudo bem?

Fui puxado para dentro, a porta sendo fechada com um baque mudo, seguido da tranca.

Enquanto ela me guiava rumo ao seu quarto, percebi a casa estava escura demais, como ela conseguia circular assim com as luzes apagadas desse jeito?

Quando ela fechou a porta, me sentei em sua cama e percebi o quão quente seu edredom estava.

-Eu atrapalhei o seu sono? - perguntei a ela, que se aproximava e vinha ao meu encontro, o que me fez pensar que talvez ela fosse se sentar em meu colo.

-Sim - respondeu quando passou reto, voltando a se deitar e se cobrindo com o edredom.

-Mesmo?

Ela assentiu, parecia que a luz do quarto aceso a e estava incomodando.

-Quer que eu apague a luz? - perguntei.

-Não precisa - respondeu bocejando - E então, ao que devo a visita?

Sorri enquanto tirava a garrafa de vinho de dentro da sacola, mostrando para ela.

-Você queria me embebedar? - perguntou rindo.

-Não - tratei logo de esclarecer - Só queria beber enquanto você me explicava porque está pronta para dormir tão cedo, digo, todos vocês pelo visto.

Ela deu de ombros, como sempre fazia quando não sabia bem uma resposta, talvez fizesse sem perceber.

-Me dê sua mão - perdi.

Sem hesitar, ela esticou o braço em minha direção, então comecei a massagear igual fazia com minha mãe quando era mais novo.

-O que tem de errado? - perguntei de maneira direta - O clima aqui, parece de enterro, se ofensas.

Zee riu, mas não parecia tão à vontade para isso.

-Queríamos que fosse esse o motivo - reclamou.

-Então qual é?

-John e Zac discutiram logo após a janta - contou ela, franzi a testa imaginando o mini Zee gritando com o pai, que se bem me lembro tinha pelo menos 1.80 de altura - Zac chorou, esperneou e por fim tive que dar banho nele porque ele não queria tomar, por um momento achei que ele espumava de raiva.

Engoli em seco tentando não rir daquilo, pois já pintava esse cenário em minha cabeça.

-Eles discutiram por conta do preço do vinho na loja de conveniência do posto aqui de perto? - brinquei - Porque fala sério, $15 a garrafa é um tanto caro para um vinho tão ruim.

Ela se sentou na cama, eu ainda massageava a sua mão enquanto a via sorrir. Ficamos quase cara a cara se não fosse pela diferença de altura, mas não me importava em olhar para baixo.

-Você gastou tudo isso em uma garrafa de vinho? - zombou ela - Que absurdo.

Beijei sua mão enquanto morria de vergonha por ter dado a impressão de que sou pão duro, tentei me esconder atrás dela mas sem sucesso.

-Aceitaria beber comigo? - perguntei a ela.

Ela se levantou da cama e caminhou para fora do quarto, esperei ela voltar com duas taças e um abridor de garrafas, o que me fez tomar aquilo como um sim.

Sentada logo a minha frente e com nossas taças cheias, comecei a me sentir mais à vontade ainda ali.

-Como foi o dia? - perguntei a ela.

-Foi ok, teve macarrão no almoço, pão na chapa do final da tarde e por conta disso não jantei. Lavei a roupa e apartei a briga de meu pai e meu irmão - disparou sorrindo - E o seu?

Ela parecia adorável enquanto dizia coisas complicadas enquanto mantinha o tom de voz doce e forçado, como se zombasse da própria situação.

-Bom, acordei um pouco tarde e fui à casa de Mike para almoçar, jogamos FIFA e Calum e Ashton também estavam lá - informei a ela - Conversei sobre algumas coisas com Ashton e fiquei com algo na cabeça, algo que ele me disse.

Ela franziu a testa, tomou seu provável 3° gole de vinho e pareceu pensativa.

-Não vai me perguntar o que é?

Ela sorriu, parecendo desorientada. O que me fez sorrir junto com ela.

-Como assim? - perguntou.

-Vocês conversaram alguma vez? - joguei um verde - Sobre sair com outra pessoa, se você está saindo com alguém em especifico e etc.

- O que? - perguntou fazendo uma careta.

Ok, admito que me enrolei na hora de falar. Reparei que ela já estava encostada na parede ao lado da cama, ainda sentada mas de maneira inclinada, reparei em suas pernas nuas e inclinei a cabeça.

Bom, eu obviamente não consigo ser bom com as palavras de vez em quando, mas tem outra coisa que eu sou muito bom e ela seria o meu plano B de hoje.

Dei mais um gole na minha taça e reparei que a dela já estava vazia. Essa é boa pra secar as coisas, pensei.

-Sabe, conversando com Ashton hoje à tarde eu pude saber um pouco do que vocês dois conversavam aquele dia -comecei a execução do meu plano B um tanto confiante, passei a mão em um de seus calcanhares e me aproximei um pouco mais - Não perguntei diretamente para ele, mas o conheço o suficiente para saber que não precisaria....

Ela erguei uma das sobrancelhas, os olhos passavam da minha mão e iam em direção ao meu rosto de forma rápida. Não precisei puxa-la pois a mesma foi deslizando para baixo, me fazendo colocar nossos copos na cômoda ao lado da cama antes de voltar e me deitar ao seu lado, com a cabeça apoiada no braço.

-Ele me contou que te perguntou se eu e você, você e eu - fiz essa gracinha de propósito, ela me olhava de baixo, os olhos piscando enquanto esperava - Já havíamos saído juntos, e você respondeu que não...

Esperei ela me interromper com uma explicação mas isso não aconteceu. Ao invés disso, ela bocejou.

-Não sei onde quer chegar - falou do nada.

Droga, meu plano B não funcionou. Suspirei derrotado e parti para o plano Beijo. Senti seu corpo tremer enquanto ela ria tentava rir durante aquilo, obviamente percebendo meu desespero.

Quando fiz menção em me afastar para respirar, ela me puxou para ela novamente e me prendeu.

Sinceramente, não me incomodava em continuar assim pelo resto da noite. Mas percebi que hoje as coisas só seriam esclarecidas na base da conversa mesmo.

-Zee - tentei falar - Nunca saímos juntos.

-Aham - concordou ela voltando a me beijar.

-Precisamos mudar isso - falei quando ela desviou os lábios dos meus, seguindo para meu pescoço.

-Precisamos mesmo? - perguntou ela - Tanto faz.

Suspirei alto, o que me fez repensar em toda dor de cabeça que já passei com garotas que só chegavam nesse estágio comigo depois de encontros e mimos.

Zahara me dava outra perspectiva de tudo, como se eu não soubesse nem 50% sobre o que se passa na cabeça do sexo oposto.

Mas eu queria isso com ela, queria leva-la para sair e mima-la com tudo o que eu posso oferecer. Mesmo com ela sendo um tanto paranoica as vezes, e sendo assustadoramente adorável circulando por sua casa com as luzes apagadas.

-Zahara - chamei seu por seu nome completo, sem apelidos - Eu quero fazer isso certo.

Ela parou por um momento, se jogando de volta na cama e suspirando alto.

-Quem decide o que é certo ou errado? - perguntou - Não tivemos um encontro e por isso não estamos "certos"? Que se dane isso.

-Que se dane? - repeti, sorrindo.

-Sim - respondeu ela - Não me importa se não tivemos um encontro, você está aqui e é isso que importa, que se dane essa regra chata de encontros. Não precisamos deles para se apaixonar um pelo outro.

Ela disparou isso de uma maneira despreocupada, não parecendo ciente do que havia dito, suas bochechas estavam levemente rosadas e isso me fez perceber que ela talvez não estava 100% ciente de suas palavras.

-Estou com sono - informou ela se arrumando na cama - Apague a luz por favor.

A encarei de maneira curiosa antes de me levantar e apagar a luz, da mesma maneira que o clima esquentou ele esfriou. Pensei se estaria tudo ok eu deitar ao seu lado com ela um pouco bêbada, estão esperei ela me chamar.

-Luke?

Caminhei até ela e me deitei ao seu lado, considerado ir embora depois que ela pegasse no sono, e ela se enroscou em mim.

-Zee? - a chamei - Qual foi o motivo da briga?

Um suspiro alto foi escutado, seguido de um bocejo.

-Minha mãe ligou no telefone fixo e foi Zac que atendeu - respondeu ela.

Esperei uma resposta mas ela parecia ter caído no sono. A cutuquei e ela continuou.

-Quando ela foi embora, eu não chorei - contou ela - Mas Zac chora até hoje.

Engoli em seco enquanto me acomodando melhor nela, com Zee as coisas eram mais do que aparentavam ser.

Parecia um quebra cabeça e ela me dava uma única peça por vez, isso tornava difícil saber quem de fato ela era e qual a sua história. Mas mesmo pensando no quanto a história podia piorar, eu ainda queria ficar e terminar de escuta-la.

Senti o final da história bem ali colado em mim e imaginei alguns motivos para pensar que ir embora fosse uma boa opção. Mas nenhum eles me deixou feliz, imagino que se a mãe dela tivesse pensado sobre isso antes ela teria visto que não seria feliz longe deles, e talvez tivesse ficado assim como eu fiz.


Notas Finais


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