História Zero Hour! - Columbine - Capítulo 15


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Palavras 3.890
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá novinhas?!
Hoje resolvi postar um pouco antes do prazo 🖤 MAS ANTES QUERO AGRADECER AOS FAVS QUE MESMO SENDO POUCOS PARA ALGUMAS PESSOAS, PARA MIM JÁ É BASTANTE!
MUITO OBRIGADA MEUS BEBÊS 💛


Enfim:

⚠️ Obs:


》 Nesse capítulo haverá algumas partes do diário do Dylan Klebold.

》 O diário do Dylan era totalmente ao contrário do Eric que era rebelde e irritado.
As entradas do Dylan ao diário é entre 1997 a 1999, relatando a depressão, prosa romântica e auto-aversão. Mas momentos ele se mostra perigoso, indesejável e sozinho. No entanto, há frases horríveis e desconfortáveis no diário dele de se ler, com o que ele passou e sentiu antes de cometer o tiroteio.

》 A música da Foster The People - Pumped Up Kicks. É um hit bastante conhecido, pelo seu toque e pelas letras. A música é inspirada ao Massacre de Coumbine, segundo Mark Foster, compositor da banda. Porém a música foi retirada das rádios nos EUA em 2011, pelo significado que ela trás, além de incentivar ao tiroteio nas escolas. ( bem sem noção isso né ksksksksk) PORÉM ELA CONTINUA SENDO UM SUCESSO 🖤

》 Brooks Brown morava próximo à casa do Harris, em 1995-96, quando se matriculou em Columbine High School, fez amizade com o Eric através do Dylan e do Nate Dykeman. No final de 1997, Eric e Brooks acabaram brigando por conta da rebeldia do Harris jogar um pedaço de gelo contra o vidro do carro do Brown, que o resultado foi uma rachadura. Porém, o mesmo ameaçou a Eric pagar e contou para Katherine. No entanto, contou que Eric escondia bebida alcoólica, o que piorou mais ainda a situação.

》 Eric ameaçou Brooks, dizem que iria matar a família dele. Enfim, tiveram mais tretas que colocarei futuramente em observação aqui…

》DE TUDO ISSO A AMIZADE DELES ERAM DE PUTARIA SKKSKSKS

》 EU EDITEI AS PALAVRAS DO DIÁRIO DO KLEBOLD. PORQUE A TRADUÇÃO AS VEZES FOGE DA FRASE E MUITAS VEZES NÃO FAZEM SENTIDO. POR ISSO DEI UMA CORRIGIDA. E PARTES DO DIÁRIO FORAM RETIRADAS, COMO NOMES DE PESSOAS, OU PALAVRAS IRRECONHECÍVEIS PELO PRÓPRIO DYLAN.

》 O GIF É A NOSSA CHERZINHA ❤😍

Capítulo 15 - Natural Selection


Fanfic / Fanfiction Zero Hour! - Columbine - Capítulo 15 - Natural Selection







▪Dylan Klebold▪




"Eu esperei muito tempo
É, e a agilidade da minha mão agora puxa gatilhos
Eu debato com o meu cigarro
E o digo: Seu cabelo está em chamas
Você deve ter perdido o juízo, yeah
Foster The People - Pumped Up Kicks."




• Janeiro de 1998 •






"…Cara eu não sei o que está acontecendo ultimamente, nunca existe! Toda essa merda, família, garotas e amigos…tão estranho e diferente do passado…mais uma vez, esse caminho da existência. Eu ainda me pergunto se vou ter um amor…"

《---VoDKa---》 2/01/98





Me desgasto facilmente ao ver que estou tentando seguir em frente. Todos os olhares direcionados à mim, parecem me rejeitarem. Ao retribuí-los, sinto que os pensamentos dos outros são negativos a minha pessoa. E a questão é…por que continua insistindo a prosseguir com essa vida medíocre? Por quê?

Profundamente eu sou um fardo, carregando um peso insignificante que pode me ajudar a perder essa vida.

Essa manhã não consigo me animar, olhando aquelas almas jovens e sorridentes nos corredores da Columbine, me fazem pensar em como tudo isso é tolice. A vida passa e as pessoas não se importam com o amanhã. E se algo trágico ou terrível acontecesse? Salvaria a vida ou tentaria sobreviver?

Tão fútil, mas é realista em uma perspectiva.

Fechei meu armário, logo escutando as risadas demoníacas dos Jocks vindo pelo corredor. Eu realmente queria caber em meu armário essas horas e me esconder desses delinquentes que representam tanto essa merda, que nomeiam de escola. Me dou conta, que já estão ali, agitando e zombando de tal maneira, parecendo o inferno em minutos.

— E AÊ BOIOLA? — um dos garotos me empurram, fazendo com que meu corpo batesse violentamente nos armários de ferro. Assustando de uma forma ridícula.

Eu não poderia fazer nada, a não ser me recompor e lançar um olhar depravado para eles. Que mesmo assim, continuam a brincar com a situação. Um bando de merdas!

Após isso, deslizo minha mão em meus cabelos, que estão quase alcançando meus ombros. O que tanto desejo! Em seguida, fecho a porta do meu armário 837 e vou ao meu destino. Aonde está acumulado e barulhento, no local que a metade da Escola se localiza.

A Cafeteria.

Descendo os degraus, escutando as vozes e risadas dos alunos. Aquilo me deixa tanto sensível e ao mesmo tempo raivoso, por saber que todos os santos dias são assim. Quem saiba estão falando aleatoriamente de mim!

Rolei meus olhos pelo local, infestado de garotas e garotos de tal estilos e de tais personalidades. Todos se comunicando de uma maneira elétrica naquela manhã, enquanto dentro de mim, me sentia completamente frustrado, sem ânimo de estar ali.

Vejo Mike e Eric Veik sentados em uma mesa, próxima a janela grande. Porém, pensei em pegar algo para comer, antes de me juntar com eles. Mas desistir ao ver que a bancada de comida, está com atletas e líderes de torcida. Desistindo, fui até os dois moleques que riam descontraídos.

— Oi galera? — puxo a cadeira, sentando-me sem permissão.

— Fala aê, cara? — Veik me cumprimenta sorrindo.

— Cadê o resto? — indaguei confuso, em falta dos outros meninos.

— Devem estar na China, dançando pelados! — Mike exemplificou rindo.

— O Eric deve estar atrás de uma garota, o Brooks fumando e o Nate com a Kristi! — Eric explica indiferente.

Assenti lentamente. No entanto naquele momento escuto aplausos na Cafeteria, o que me chamou atenção pela mais euforia daquele povo exibido. Virei o rosto para trás e vejo os grupinhos populares da Escola, glorificando a loura, a qual não mantém mais um contato comigo, desde daquela noite na BlackJack.

Bradley Silverstone.

Faz entorno de 2 meses que não chego mais perto dela. Ela nem olha mais na minha cara, e o pior é que trocou-me pela sua antiga parceira na aula de Química.

Eu queria pedir perdão por tudo, de todas as meninas, ela foi a única com que me fez se sentir bem, mesmo estando péssimo. Mas meus instintos me bloqueiam e a única solução é admirá-la ou ter pensamentos perversos e maliciosos com ela.

— EEEEE PORRA! — Mike aplaude junto com os demais. O que me deixa mais desentendido ainda.

— Se está maluco? — pergunto tornando atenção a ele.

— Ele é! Não precisa nem perguntar. — Eric ri da minha afeição.

— Por que estão aplaudindo a Bradley? — indaguei, olhando-a como sempre, com suas roupas extravagantes e engraçadas, mas caem perfeitamente nela. A mesma sorri e faz reverência aos alunos que saúdam e assobiam como agradecimento.

— A namoradinha do Eric Harris, ajudou os alunos na aula de Aritmética com as notas. —

— Ou seja, trapaceou o professor que acabou aumentando todas as notas de 60% dos alunos da Columbine! — Mike fala quase aos cochichos. Até parece com essa loucura dos outros, vão escutar essa fofoca. — E agora estão glorificando à loirinha! —

— É sério? — fico surpreso com a coragem dela.

— Espera aí? Ela não é do Dylan? — Veik muda repentinamente de assunto. Brincadeira!

— Era! Era! Mas o Eric já está passando por cima! —

— Ela não pertence a mim e nem ao Eric. Deixe-a em paz! — me irrito.

Aaaaaa! Então se ela não é de vocês…eu posso passar a linguiça no pãozinho dela? — Mike zomba mexendo as sobrancelhas.

— Faça o que quiser… — dei de ombros. — Menos chegar perto. —

— E ciúme do caralho ein!? — Eric balança a cabeça e ri. — FALANDO NO DIABO, OLHE ELE AÍ! —

Me viro para trás e vejo o REB, caminhando distraidamente.

— HEY ERIC? — Mike o chama, que já se aproxima com cautela.

— Sim, Satã? — Eric senta-se ao meu lado; bocejando.

— Me chama de Satã de novo, que você vai se arrepender de acordar vivo! —

— E tem como acordar morto? — olha as ideias do Harris. Misericórdia!

— Só se for zumbi! — comento, escutando as risadas deles.

— Cara! Eu dormi sem querer na Aula de Inglês. — Eric relata a ridícula história que ele sempre se faz de vítima.

— E daí? — Mike faz pouco caso.

— E daí, que eu tive um sonho…Não! Não é sonho. Foi um pesadelo! — parece meio desesperado para contar uma bobagem. — Tá! Eu tava no banheiro, aí com aquela imensa vontade de mijar, abri o zíper da minha calça, bem de boas. Não vai que meu pinto descola do meu corpo e cai direto no vaso sanitário e vai esgoto abaixo! —

Puta que pariu! — xinguei sem querer segurando o riso.

— Acordei aos berros! A professora ficou assustada e mandou em ir ao banheiro, pensando que estava vomitando ou algo do tipo, na aula. —

— E isso foi um pesadelo? — Veik levanta a sobrancelha.

— Ata! Vai ver se é bom perder o pênis! Só teste pra ver! — falei rindo.

— Eu não quero ter um furo e mijar pelo buraco, igual as meninas! — Harris dramatizou o que disse.

— Mas teu pênis está inteiro, não está? — Mike pergunta, em tom de brincadeira.

— Fui correndo no banheiro ver! Está preso e seguro! — Eric segura no meio das pernas. Não tem nem vergonha!

— Mas no seu sonho, você viu um dedinho mindinho descolando e caindo no vaso! — zombei rindo da sua cara.

— HA HA HA HA… Eu não deixava! — os dois garotos em minha frente gargalham altamente.

VoDKa seu vagabundo! Está me chamando de pinto pequeno!? — Eric ficou puto. Vish!

— Pelo menos não é burro! —

— FILHO DE UMA ÉGUA ARROMBADA! — me deu um soco certeiro no braço. O que doeu em minutos, mas não evitou da minha risada divertida.

— Para mim, seria normal o Eric perder o pinto do que a virgindade. — Mike sempre rindo com coragem da cara do Eric.

— EU VOU PERDER É MINHA MÃO EM CONTATO COM SUA CARA! SEU DESMILINGUIDO. —

Se eles continuarem a levar isso longe, Eric vai ficar realmente maluco e acabará em uma briga terrível. Como aconteceu com o Nate e o Brooks! É por isso que eles não estão aqui. Culpa todo do REB!

— E aí, falou com o Brooks!? — cutuquei seu braço, vendo seu olhar maléfico a mim. Fiz por provocação mesmo!

— Sabe que não estou falando com aquele filho da puta! — cruzou os braços.

— Depois que quase quebrou o carro do Brooks no inverno passado, você que fica louco? Tu és um moleque de bosta! — Veik retruca-o.

— Na verdade foi o carro que bateu no meu pedaço de gelo! — Eric ri.

As vezes ele me assusta, sabendo que está errado quer se permanecer correto. Brooks me falou que Eric, na época que estava caindo muita neve na cidade, por rebeldia apanhou um pouco de neve e raivosamente disparou contra o vidro do seu carro. Os dois brigaram muito depois disso, Eric agia como se tudo aquilo fosse uma brincadeira.

Eu não entendendo muito suas atitudes!

Distraído com os meus pensamentos, escuto o garoto ao lado reclamar de algo. No entanto, fazia careta e zombava de alguém.

— Estou cansando dessa escola! — Eric reclama e eu apenas assenti com toda verdade.

— Soube que sua namoradinha trapaceou o professor ontem, ajudando todos os alunos na aula! —

— Eu tenho namorada? —

— A Bradley não é namorada de ninguém. — reviro os olhos, bufando em seguida.

— Cala a boca Dylan! — Mike me dando um chute nas pernas, debaixo da mesa. Maldito!

— Ela fez o que? — questiona atônito o Eric.

— Trapaceou, ajudando os alunos com as notas! —

— Uma vigarista! Tinha que ser loira! —

— O que tem contra pessoas loiras? — franzi o cenho, apontando para meu cabelo. Espero que tenha entendido.

— Que são burros demais pra ser verdade! — Eric sempre sendo escroto com seus comentários infantis.

— Dylan, desça a paulada nessa palito de dente! — Mike me incentiva. Mas nunca faria isso com o Eric, não faria mal alguém que mesmo sendo o nível dos baixos, está ao meu lado.

— Eu não estou falando com ela! — Eric dá de ombros a situação.

Caralho! Até com loirinha? — um deles aponta para a Bradley, que está a distância da nossa mesa, se comunicando alegremente com seus amigos. — Você realmente é menino de merda! —

— Essas horas a orelha da menina deve estar explodindo de tanto falarem! — respondi seco.

— Quem manda ter o nome na boca do povo? — Harris me olhou sério.

A única coisa que consegui fazer naquele momento, foi apenas afirmar com a cabeça e me manter em silêncio. Há ideias minhas que não bate muito bem com as do Eric. Já discutimos várias vezes, mas nada além do grave.

— Qual é a sua próxima aula, VoDKa? — Harris me pergunta naturalmente, gesticulando seus dedos, enquanto analisava-os.

— Aula de Vídeos! E você? —

— O mesmo! — se levanta com prontidão a se retirar dali.

Sem receber ordens, fiz o mesmo, ajeitando meus cabelos. Os olhares dos dois garotos que permaneceram sentados, pousam em nós, porém já sabiam que iríamos nos retirar dali.

— Mais tarde se falamos! — Eric vira as costas depois dessa "despedida."

— Okay! Até mais, mi compadres! — Mike acena rapidamente, junto ao Veik, que em seguida torna a conversar novamente.

Vou atrás do Eric, que com pressa, já está umas cinco mesas distantes dali. Tentaria alcançá-lo, mas estranho ao vê-lo parar no meio do caminho, fazendo com que eu chegue mais perto de si. Ficou petrificado com algo. Pude ver em sua afeição serena e sem piscar os olhos, numa determinada região da Cafeteria.

E lá está o seu alvo, cuja estava sendo centro de atenções à poucos minutos. Ela o analisa de cima abaixo, como se quisesse ter certeza que é a pessoa, na qual está pensando. Eric, respectivamente não se mexeu ou até mesmo soltou um palavrão diante desse fato embaraçoso. - Por um lado, em uma concepção que ele está gostando de mirar a loura. -

Mas os olhos esverdeados dela, me fitam; na esperança de que ela esteja bem. Dei um sorriso, sem mostrar meus dentes, mas infelizmente não foi retribuído. Bradley rolou seus olhos brilhantes por eu todo, como fez ao REB, e simplesmente virou as costas. Como se tudo isso, fosse uma perda de tempo.

No fundo, sinto que tudo à minha volta, está desgostando da minha existência. Que facilmente me ignoram! E isso está me machucando.

PORRA! — exclamou Eric, deslizando feramente a mão pela cabeça.

Se tornando alguém desagradável, o mesmo retorna a caminhar em direção a escadaria principal da Cafeteria. Eu desconfio muito do humor do Eric, certamente ele fica irritado quando uma menina o rejeita ou simplesmente ignorá-o. Mas ele não se importa muito com as garotas atletas ou populares de Columbine, sabe muito bem que nunca teria sucesso com elas.

Porém...por que ele se importaria com a Bradley? Sendo que a detesta! Uma situação delicada para se entender.

Seguindo, enquanto subo o último degrau da escada, parando no corredor enorme da Escola. Eric se vira para mim, com uma expressão nada boa, coçando a nuca e seu cenho totalmente franzido. As mãos recolhidas em sua bermuda jeans, está pensativo. E acredito que esse não seria um excelente momento para tirá-lo do sério.

— Olha...eu…eu…— dicçiona aos gaguejos. — Eu vou fumar, na…na Área de Fumantes e…

— Eu vou junto! — dou um passo à frente.

— Não! Quer dizer…Eu vou ao banheiro e… — fechou os olhos, tentando captar as palavras certas. Ele está contradizendo ou o que? — …E…Nós se encontramos na sala de aula, tá bom? —

— Por mim, tudo bem! — arqueio os ombros.

Eric apenas balança a cabeça e dá as costas para mim, o que me deixou completamente intrigado. Eu não sei o que se passa na cabeça dele, mas acredito que esteja na mesma situação que a minha.

"Ninguém repara os problemas de um perdedor qualquer."





▪▪▪







• Casa dos Harris - 7:05pm da noite •




Meus olhos vidrados na tela do computador, enquanto jogo DOOM animadamente. Eric está em sua cama, lidando nervosamente com os livros da matéria que ele tanto gosta; História. Mesmo escutando seus murmúrios chatos, nada me impediu de continuar a jogar.

Todavia, REB desde manhã está com um comportamento totalmente inalterado. Momentos ele está calmo, outro ele está estressado, poderia ser o Luvox, que ele tanto se auto-medica. Mas devo estar enganado, muitas vezes ele fica agressivo, porém seu humor está apenas instável, o que é estranho por um lado.

Eu queria perguntar o que está havendo com ele, se for arriscar, mas Eric pode se transformar outra em pessoa com quaisquer indagações medíocres. - Talvez seja uma garota que pela milésima vez, rejeitou-o. -

— Cara! Não estou achando os textos do conteúdo de Literatura! — resmunga folhendo os cadernos.

— Talvez tenha enfia no rabo! — escapou essas palavras, sem tirar a minha concentração do jogo.

— Espera aí, vou abaixar minhas calças e você vê se está enfiado lá! — retrucou, me fazendo rir altamente.

— Deixe eu terminar de jogar! — gesticulei, mandando que continuasse a procurar os seus problemas.

Escuto-o bufar e tornar a vasculhar suas coisas à procura dos papéis. Atirando loucamente no jogo, me sentia forte e seguro ao segurar aquela arma de fogo. Risos baixos e um sorriso largo, se abre a cada alvo que acerto.

Em minha mente ideias maléficas e judiciais surgem repentinamente, enquanto jogo. Pensamentos sanguinários e de um assassino em série, aparecem em minha cabeça. Parecia planos perfeitos para soluções, mas seria muito arriscado a cometer.

Oooh! Deixa eu jogar…Mas quero proc…— me atrapalha mais ainda. Desgraçado! — ACHEI ESSA PORRA! — se exaltou, mostrando-me os textos.

— Calma aí! — teclo, atirando em outro alvo.

— Por um lado, estava seriamente acreditando que enfiei no meu ! — ri do seu comentário hilário.

Por tanto, minha mente não aquieta com a esplêndida ideia, eu queria falar para o Eric, mas bem no fundo não sei se seria uma boa partilhar isso a ele. Ultimamente estou me assustando um pouco com essas atitudes malucas dele, não imagino se ele levaria para o lado cômico ou sério da história.

Olhei-o de relance, que nesse exato momento está em pé, segurando um papel rasgado e o seu celular. Seus olhos não piscavam por um segundo, parecia hipnotizado ao ler o que está escrito.

Escuto o suspiro frustrado dele e balançar a cabeça, estava pensativo em algo. Até que seu olhar se encontra com o meu, mostrando-me estar inteligível até demais.

— Ela não é mais a sua parceira de Química, não é? — balbuciou atordoado.

"Do que ele está falando, Deus?"

Franzi o cenho, fechando brevemente a minha cara para ele. Eric muda de assunto repentinamente, deixando tudo sem sentido. A única solução é bufar em protesto e tornar a jogar o DOOM.

Merda mesmo! — mussita, jogando o celular e o papel encima da mesa, aonde está o computador. Me assustando e deixando curioso.

Espiando uma distância mínima do papel, fico surpreso ao ler o nome da Bradley. - Por que ele teria o número dela, sendo que a mesma não deu em nenhuma ocasião o telefone para o Eric? -

Quer saber foda-se!

Eric pode ter insistido ou até mesmo ameaçado-a pedindo seu número. Meu sangue pode ter fervido, mas espero que seja apenas uma bobagem passageira em meu corpo.

Ignorando aquela situação embaraçosa, foquei em minha imaginação que grita loucamente dentro da minha cabeça. Eu quero desabafar de uma vez, mas não sei se o Eric seria um ótimo ouvinte, sem querer surtar. Portanto, ele me entende em momentos e isso me motiva a querer falar o que penso pra ele.

— Isso bem que poderia ser Columbine! — acenei com a cabeça para o jogo, enquanto visualizo Eric sentado na cama de uma forma desengonçada.

O olhar dele se encontrou com um meu, seguido com um sorriso de canto. Sua postura se endireita e a expressão dele compulsou para pensativa. Espero que seja uma boa ideia!

— E pode ser! — assentiu com sinceridade.

Por um lado, acreditei muito que ele levaria a brincadeira, mas as palavras que saíram de sua boca foi por pura verdade.

Balanço a minha cabeça novamente, tentando amenizar para o humor essa prosa.

— Você é louco! — digo rindo nasalmente.

— Mas foi você quem teve a ideia! — arqueou os ombros.

Levou a sério o que eu disse.

— Apenas disse que poderíamos ser os atiradores…

— ISSO! — se levantou em um pulo. E veio até aonde estou, com anseio de falar o que pensou depois o que foi dito. — E podemos ser. Transformar Columbine em um verdadeiro jogo de DOOM! No qual nós poderíamos atirar nos demônios, ou seja, o nosso alvo principal, os atletas! —

— Mas se for assim, acertariamos os outros alunos! —

— E quem se importa? — fez pouco caso. — De todos esses anos, sendo rejeitados, humilhados, excluídos, feito de capacho para um bando de acéfalos com merda na cabeça. Quando temos um plano perfeito e pronto para ser executado, o nosso alvo pode ser qualquer um que parar em nossa frente. —

— Haverá muito sangue no chão! — mussito, olhando para as minhas mãos.

— Olha, essa ideia é perfeita para acabar com tudo. Só precisamos de um plano e um excelente planejamento. — ele sorri ao dizer. — Aí eu te pergunto... Você não acha essa sua ideia de massacrar a escola, brilhante? —

— Sim! — afirmei sincero.

— Então…Todas as pessoas que nos humilharam e excluiram, vão pagar. Elas vão saber quem somos, quando tiverem implorando pelas vidinhas nojentas e podres que elas têm. —

— Não só elas! O Colorado inteiro! — sorri de canto.

— Melhor ainda, a porcaria da América inteira, vai saber quem somos! —

— Faremos um assassinato em massa?! — questionei um pouco duvidoso.

Eric exaltado, aponta diretamente à imagem do Adolf Hitler que está prensado sobre a parede, próximo à sua cama. Isso indica que poderemos nos inspirar nele, que é uma ótima ideia.

— Ele…Ele queria ser reconhecido pelo mundo inteiro e conseguiu. E eu acredito que conseguimos! Podemos tornar isso uma lenda na história, como Hitler fez! —

"Dylan Klebold e Eric Harris cometeram o maior assassinato da história, em uma escola americana." Bãããnnn! — comento rindo ao pensar nos noticiários e jornais relatando o desastre.

— HA HA HA! Isso aí V! Podemos fazer algo igual ao Atentado de Oklahoma. Se inspirar nas guerras mundiais. — gesticula nervosamente. — Isso..isso vai ser incrível. —

— Vamos ser lembrados eternamente! — assenti entrando em sua onda das palavras.

— Hitler acreditou em seu potencial. E nós acreditamos! — tornou apontar ao autor da imagem. — Eu acredito que podemos se tornar mais que um Deus ao fazer isso! —

Apenas observei a sua animação ao falar. Agora sim é o Eric que eu conheço!

— Vamos fazer uma pirâmide, na qual os atletas e os fodidos que nos atentou por anos estão no topo. E é por esse topo que começamos a destruir e matar eles. E no final, acabaremos quem está no último da pirâmide. —

— Um ótimo exemplo! — ri, alisando a mão no cabelo.

ISSO É SELEÇÃO NATURAL! FILHOS DA PUTA TEM QUE LEVAR TIRO! — Eric sorri amargamente com os braços abertos.

Essa frase vai permanecer em minha cabeça infinitamente.

— E aí Dylan? Vamos planejar essa sua ideia…ouuu…Foda-se tudo, e vamos nos preparar para aguentar aqueles merdas acabarem conosco?! —

Podia negar toda essa loucura, mas eu tive uma ideia descente que por um lado é assustadora, mas para mim é como se fosse algo que realmente brilhou em minha cabeça e que é para eu seguir em frente e conseguir o que eu quero.

A solução está feita, Eric está comigo seja em problemas.

Um sorriso maligno surge em meus lábios, já sabendo que participaria e cometeria uma atrossidade que um humano normal, não teria um pingo de coragem de realizar.

— Isso será divino! Descontarei minha irá nesses bastardos. Vamos acabar com todos! —

— AE PORRA! — Harris se alegrou mais ainda, no tanto que deu um soco no ombro enquanto ria pela nossa ideia maluca. — VAMOS DERRUBAR AQUELA ESCOLA. E NENHUM, MAS NENHUM FICARÁ EM PÉ DIANTE NÓS DOIS! —

— Um plano, dois garotos armados e uma lenda na história dos Estados Unidos à acontecer. —

— Destruir um por um! — me olhou frio, cerrando seus dentes ao dizer.

— Isso será o Massacre de Columbine! — por fim, finalizo expansivo.

Uma simples ideia, pode se tornar um perigo para o ser humano. Esse plano pode me levar ao tanto que desejo, talvez possa ajudar a destruir a minha vida e eliminar a minha existência nesse lugar, que chamam de mundo.





"A propósito, alguns zumbis são mais espertos do que outros,

alguns manipulam ... como meus pais.

Eu sou Deus...

Os zumbis pagam por

sua arrogância, ódio, medo, abandono e

desconfiança."

《---VoDKa---》 1998.









• Continua…•







Notas Finais


CAPÍTULO LIXO. MAS FOI POSTADO...ENTÃO JÁ SABEMOS QUEM COMEÇOU A CAGADA

VODKA SKSKSSK E O ERIC COM FOGO NO FIOTE, GOSTOU DA IDEIA KSKSKSKSKSK
A BRADLEY FOI VAGABUNDA EM IGNORAR OS GAROTOS E TROCAR O DYLAN NA AULA DE QUÍMICA 😢 #DESGRACADA

A frase "Seleção Natural! Filho da puta tem que levar tiro."
Realmente está no diário do Eric Harris. Então coloquei aqui, pra deixar a coisa mais treta 😂


"E os zumbis (no diário do Dylan.) Significa as pessoas em sua volta!"

Espero que tenham curtido ou não, quaisquer indagações, dúvidas, xingamentos, ameaças. Estou aqui pra vcs ❤😍

~• Juro solenemente não fazer nada de bom. •~

🖤XOXO 🖤


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