História Zero Kosei. - Capítulo 1


Escrita por: e MiriMosuku


Notas do Autor


Oi, sou MiriMosuku, muito prazer.
Boa leitura.

Capítulo 1 - Últimos dias normais.


Fanfic / Fanfiction Zero Kosei. - Capítulo 1 - Últimos dias normais.

Akeny on.

Já são sete da manhã, logo o último dia de aula vai começar. Tenho 15 anos e daqui a algumas semanas irei fazer o teste para a U.A., mesmo sem individualidade, tentar não mata.

Como um dia qualquer me arrumo para a escola e preparo o psicológico para o último dia com o apelido ridículo.

- Bom dia Akeny. - aquela voz familiar, da única pessoa que me chama pelo primeiro nome, Midoriya, um adulto que me conhece a vários anos, ele é alto com olhos e cabelo verdes.

- Bom dia. - respondo rápido e lhe dou tchau.

Vou andando distraída na rua e a medida que me aproximo da escola encontro com os meus colegas de turma. Mas ao chegar na sala piora, sento na minha cadeira no fundo da sala e fico escutando as meninas fofocando enquanto desenho.

- O que a Zero tá desenhando? - um garoto da minha sala com os cabelos tão negros quanto os meus, puxa meu caderno de desenho.

- Ei. Me devolve Spade. - o professor entra na sala e o faz devolver meu caderno.

- Como esse é meu último dia com alguns de vocês quero saber onde querem estudar quando saírem daqui. - o professor falava animado enquanto anotava nomes de universidades de heróis, e perguntavam onde cada um iria fazer o teste, até chegar na minha vez.

Eu só escutava eles falando que podia passar direto que de toda forma eu não ia conseguir entrar em nenhuma.

- U.A. - fico de pé ao falar o que espanta a todos.

- Quer dizer que a Zero Kosei vai tentar na mesma escola que o Spade Luke? - um dos meninos da sala de espanta e fala sem pensar.

- Ela acha que pode se inscrever em uma escola dessas? - disse Spade sarcástico.

- O que me impede? - digo furiosa e o professor nota isso.

- Já chega os dois. - eu me sento em meu lugar e abro o caderno para voltar a desenhar. 

Nessa besteira a aula passou rápida e finalmente o sinal toca, todos fazem fila para o preparatório. Terá um acampamento para definir uma vocação para quem ainda não souber o que fazer, ponho meu nome na lista, por achar que não irei passar e saio da sala, dando de cara com Space junto com alguns outros alunos da turma e uma das meninas tira o colar do meu pescoço com sua individualidade.

- Que fofo, um colar das primeiras pessoas que você matou. - ela não estava errada, esse colar era da minha mãe biológica, ela e toda minha família morreu por causa de uma luta entre heróis e vilões, ele foi encontrado nos destroços do apartamento junto aos seus corpos.

- Me deixem em paz. - vou até ela e quando finalmente consigo pegar meu colar Spade o toma da minha mão.

- Ele já tá todo destruído, acho que vou terminar. - ele põe um sorriso maléfico no rosto.

- Não faça isso. - ele me encarando desintegra meu colar e joga a poeira no chão.

- Isso é pra não testar minha paciência. - ele fala no meu ouvido. Nem sei quando fiz isso que ele está falando, mas meu corpo se moveu sozinho e eu acerto um murro em seu rosto, o que quebra seu nariz.

- Você passou dos limites. - ando até sua direção e lhe acerto mais um soco.

- Segurem ela! - dois meninos seguram meus braços e ele começa a me acertar murros no rosto e na barriga.

- O que está acontecendo? - o professor sai da sala já com raiva de todos, os meninos me soltam e saem correndo. Eu pego a poeira que antes era meu colar, ponho em uma caixinha e saio andando. - É pra me responder!

- Nada de mais, eu já vou pra casa. - o professor apenas ignora e vai para sala dos professores.

Como a fita que prendia meu cabelo havia caído, uso o mesmo para esconder o rosto. Me surpreendo com algo que não acontecia a muito tempo: eu chego perto do pequeno apartamento onde moro e no beco onde fica a porta de entrada está Midoriya me esperando.

- O que aconteceu dessa vez? - pergunta calmo assim que vê meu rosto com os machucados e o nariz sangrando.

- Você está fugindo de novo, não é? - isso já aconteceu outra vez, quando a polícia estava atrás dele e do Stain por algum motivo ele ficou aqui por cerca de dois dias.

- Sim, mas me responda. - diz no momento em que passo do seu lado.

- Briga. - abro a porta e o deixo entrar na minha frente, ele suspira e entra no apartamento.

- Você não abandona a decoração de laboratório? - ele se referiu aos diversos materiais de laboratório espalhados pela casa.

- Eu moro sozinha, isso não faz diferença. - falo enquanto fecho as cortinas. - Você vai dormir na sala.

- Mas todos esses produtos não fazer bem pra saúde. - ele se refere sobre os frascos e tubos de ensaio abertos. 

- Espera, já volto. - entro no meu quarto pra trocar de roupa - Quem é você pra está falando disso? Um cientista e um dos maiores vilões da atualidade. - falo ao sair do quarto.

- Você poderia ser um pouco mais gentil. - ele puxa da cômoda ao lado do sofá um quite médico. 

- Eu sei me virar sozinha. -  tomo o quite da mão dele.

- Deixa de ser bruta. - ele pega o quite da minha mão, me segura e passa um spray nos locais arranhados e põe um curativo por cima.

- Eu sei me cuidar. - digo emburrada, e ele ri com minha reação.

- Eu sei, mas ajudar não mata.

- Você mata seus ajudantes. - olho atravessado para ele, o que o surpreende.

- Essa parte é exceção. - ele fala sem jeito. Não sei se sou má, mas isso é engraçado. - Mas onde está seu colar? Não o vi desde de que você chegou.

- Aqui. - Lhe entrego a caixinha que estava no meu bolso. - Um dos meninos fez isso. - noto seu olhar assustado quando abre a caixa.

- Eu vou dar um jeito. - ele sorri para mim.

- Como a Himiko está? - minha perguntar o deixa surpreso. - Vocês não sabem esconder.

- Até você notou? - ele põe a mão na testa e se inclina para trás.

- Mas é um casal muito fofo. - olho para ele com um sorriso de canto.

- Vai fazer chantagem comigo? - levanta uma das sobrancelhas, fica hilário. - Isso não é coisa de herói.

- Cair no jogo de uma garotinha de 15 anos não parece ser algo muito bom para um vilão cientista. - fico com um olhar vitorioso.

- Só não vale me prender de primeira quando se tornar uma heróina. - dou uma pequena risada com seu modo de mudar de assunto.

- Você não me respondeu. Mas para o seu "aviso" é só parar de fazer o que não devia. - ele olha para cima um pouco pensativo.

- Ela está bem. Mas você sabe que não posso parar meu objetivo. - ele fita o teto sério.

- Mas eu vou fazê-los mudar, eu prometo. - ele me olha preocupado, e eu por acaso me lembro. - Midoriya-sensei, eu estou quase terminando a vacina. - seu olhar muda para surpreso, ao me ver ir para a bancada onde ela estava.

A vacina a qual me referi, é um teste para dar peculiaridade as pessoas que não tem, como nós dois.

- Você devia testar antes de aplicar em si mesma. - ele toma um dos tubos de ensaio das minhas mãos.

- Certo. Eu só preciso do sangue de alguém que tenha individualidade e ela estará pronta. - derramo um pouco da vacina na placa do microscópio e o mostro.

- Ela não será permanente. - ele afirma ao analisar.

- Eu sei disso. - digo cabisbaixa. - até agora torna ela permanente está fora do meu alcance.

- Vou lhe ajudar com isso. - ele sai do meu lado e vai até a porta de saída. - Volto amanhã, vou pegar umas coisas no meu laboratório.

- Até mais. - falo vendo ele pega seu sobretudo e sai.

Ele sempre me ajuda com as pesquisas, não importando o tipo. Adoro isso, ele sempre evita que eu me machuque enquanto mexo nessas coisas.

(...) Quebra no tempo, uma semana depois (05/12), prova física da U.A.

O que será que é dessa vez? Ano passado foi apenas para testar a força das peculiaridades. A vacina está na fase beta ela dura uma hora e meia, a individualidade que eu peguei emprestada é a do tio Dabi, pelo menos foi de quem Midoriya-sensei disse que era o sangue, eu tenho que aplica-la antes da prova começar.

- Mas veja só, a Zero realmente veio. - e eu achando que iria me livrar do Spade.

- Larga do meu pé, idiota. - passo direto e vou para dentro do prédio onde o diretor anunciaria a prova.

- A prova desse ano será em dupla, participantes conta os robôs de nível 3, cada dupla tera até meia hora de luta. - o diretor fala, mas como estou atrás não consigo vê-lo. - troquem de roupa e deixem seus pertences nos armários.

Agora lascou, tenho que ser uma das primeiras lutas ou meu poder já era. Vou no vestiário e me troco, e quando ele finalmente esvazia aplico a vacina no meu braço esquerdo. Quando saímos tiramos bilhetes para definir o lugar, o parceiro e o número da luta.

Eu fiquei com a 4° luta na área três, que ótimo o efeito da vacina já vai ter acabado. Pra minha sorte as duplas acabaram com os robôs antes da vacina acabar, mas eu só tenho 15 minutos, tenho que ser rápida.

- Quarta luta,  Yano Akeny e Tsachi Etsuko. - a garota que faz dupla comigo tem cabelo castanho, pele bronzeada e olhos cinzas.

Eu só pude atacar um robô com um pequeno tornado de chamas azuis, mas não fez muito efeito, antes de ser derrubada e desclassificada pela peculiaridade da Tsachi, terremoto. Ela me derrubou fazendo minha parte ceder com os tremores, dessa forma sou desclassificada por sair da área. Eu volto para as arquibancadas e dou de cara com meu pesadelo.

- Você não devia ter individualidade. - Spade comenta sério ao meu lado enquanto assistia a luta.

- Mas eu tenho, qual o problema? - não tiro os olhos da garota que derruba todos os robôs com um ataque.

- O que você fez pra' conseguir? - eu o iguinoro e vou para o vestiário pegar minhas coisas e ir embora.

Eu sei muito bem que não passei, mas eu sei que ainda posso tentar no próximo ano.

(...) Quebra no tempo. 15 de dezembro. 08:30 da manhã.

As semanas se passam e nada da carta da U.A. chegar. Pelo que parece não vou passar esse ano. Eu estou sentada na escrivaninha aprimorando as vacinas até alguém bater na porta. Para mim é incomum receber alguma coisa. Ao abrir tem apenas um pacote na porta, dentro dele: uma caixa de holograma programado, aperto o botão para iniciar.

- Você não passou de primeira, mas a escola lhe dará uma segunda chance por você ter acertado 100% das questões da prova. Seu segundo teste será dia 8 de Janeiro, no colégio. Até lá. - o holograma desliga e eu fico estática.

- Eu tenho uma segunda chance não posso estragar. Hoje é dia 15, tenho 24 dias até a prova. - arrumo minha bolsa, mesmo sendo apenas durante o dia, e corro para a escola para iniciar o "acampamento".

... 21:00.

- Eu achei que seria emocionante, mas na verdade é bem chato. - Falo sozinha enquanto volto pra casa.

Uma boa noite de sono seria o ideal, mas prefiro estudar um pouco a vacina e noto que cada individualidade dura um tempo diferente chegando a uma conclusão:

- Todas juntas seriam permanentes. - falo animada e misturo todas em um único frasco. - As minhas cobaias acabaram. - me lembro detalhadamente de todas enquanto balançava a vacina. - Mas nenhuma delas mata. - pego a seringa com a mistura e a injetor no meu braço. - Isso está me deixando tonta. - Tudo fica escuro.


Notas Finais


Diga o que acharam.


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