História Zombi Infekta - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Tags Zumbi
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Palavras 1.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Thriller


A porta foi aberta bruscamente, fazendo um grande barulho.

- Vão ficar a noite inteira aí?! Os preservativos tão lá fora, no posto de saúde! - Era Izzy.

Ao fundo, Julie mal conseguia falar, de tanto gargalhar.

- Eu admito! Eu que pedi pra ela falar isso!

Izzy ria junto.

Nos reunimos novamente, mas mal conversamos, pois já era hora de dormir. A sala tinha 4 boxes que dividiam as patrulhas do grupo. Só entravam dois de nós em cada um deles. Tony dormiu sozinho, assim como Izzy, enquanto Julie dormiu com Valentine, e eu, com Nathalie. Pudemos escutar alguns sons de beijos durante a noite, mas não nos importamos muito.

Finalmente amanheceu. Decidi não comentar nada sobre os sons, mas eu e Nathalie não fomos os únicos a ouví-los.

- Luke, você devia ser menos barulhento durante a noite. - Disse Tony.

- O que quer dizer?

- Os beijos, porra! Eu não consegui dormir direito por causa disso.

- Sinto informar, mas eu não beijei a Nathalie durante a noite.

- Espera aí... - Começou Nathalie. Se o Tony e a Izzy estavam separados e nós não nos beijamos... só resta...

Enquanto Julie estava vermelha como um tomate, Valentine expressava tranquilidade, ou melhor... frieza...

- Julie, não fica assim. Você sabe que ninguém se importa seriamente com isso. - Disse Valentine. - Talvez até estejam felizes por nós!

- Nisso você tem razão... - Disse Nathalie, sorrindo levemente.

- Realmente. - Disse eu.

- Ah, que seja. - Começou Tony. - Só não criem esperança pra que eu fique com a Izzy.

- Por falar na Izzy... - Disse Julie.

- Cadê ela? - Disse Valentine.

Começamos a procurar por toda a sede, mas não a achamos. Até decidimos procurar no lugar mais óbvio que podíamos: O seu "cantinho do sono". Ta-dam! Lá estava Izzy, recitando rituais satânicos incompreensíveis enquanto continuava dormindo. Valentine optou por tentar acordá-la.

- Izzy. Acorda logo. Já tá todo mundo de pé. - Dizia ela, cutucando a bochecha de Izzy.

- Awn... só mais... um... cupcake... - Murmurava Izzy

- Ela tá... sonhando com doces... - Disse Julie.

- IZZY! ACORDA PORRA! - Gritou Tony.

Ela finalmente acordou, assustada.

- Delicado como um coice!

- Você não ia acordar se eu não fizesse isso.

- É, talvez você tenha razão... Mas não vamos enrolar. Preciso mostrar o posto de saúde pra vocês. É de onde eu tiro comida pra encher meu buchinho. O problema é que tá acabando. Eu pensei em ir pro mercado Gaisy depois de zerar todo o estoque de lá.

- Então, tá. Guie-nos até esse tal posto de saúde. - Disse eu.

Ela abriu a sede silenciosamente, para não chamar a atenção dos zumbis, e pelo jeito, a situação estava calma.

Andamos um pouco até sair do terreno do McLee e atravessamos a rua que levava ao posto de saúde.

- Era disso aqui que eu tava falando ontem, Nathalie. - Disse Izzy, apontando para uma caixa de preservativos, enquanto Nathalie avermelhava mais que um tomate, e Julie gargalhava.

A porta podia ser facilmente aberta, já que estava quebrada. Eu já imaginava o porquê. É bem provável que Izzy tenha arrombado ela do jeito difícil... chutando ela até quebrar.

Quando todos entramos, Izzy nos guiou até os fundos, onde os funcionários guardavam comida em conserva, dentro de um freezer.

- O cardapio hoje é de manga e pepino. Ontem também foi. A semana inteira também foi. - Disse Izzy. - O que vão querer?

Começamos a catar os potes de conserva, e acabaram faltando dois. Eu e Tony abrimos mão dos nossos.

- Olha... eu tô abrindo mão de quase quatro dias de refeição por vocês... sabem que vão ter que retribuir, não é? - Perguntou Izzy.

- Relaxa, Izzy. Vamos te levar conosco para um lugar seguro.

Ela ficou mais tranquila com isso.

Acabamos por passar a manhã e tarde inteira no posto de saúde, conversando sobre diversos assuntos dos mais aleatórios possíveis. Nathalie tomou coragem pra expor a história dela para o resto do grupo, e me impressionei por ela não deixar nem mesmo uma única lágrima escapar. Ela parecia mais tranquila depois de desabafar tudo comigo.

Estava começando a anoitecer.

- Gente... não preferem voltar pra sede agora? As coisas ficam um pouco agitadas à noite, e nós só estamos com pistolas à disposição, com exceção de Valentine, que vive com uma metralhadora pendurada nas costas, e Tony, que vive com um pé de cabra pendurado na cintura. - Disse eu.

- Tem razão. - Concordou Tony.

- Vamos lá, então. - Disse Izzy.

Saímos da sede, e fomos surpreendidos por uma grande horda vindo dos fundos do McLee.

- É, eu acho que não vai dar pra entrar lá... - Disse Nathalie.

- Acho que você tem razão... - Concordei.

- Rápido! Vamos para o ginásio lá em cima! - Disse Valentine.

- Não dá pra entrar! É uma porta de garagem. - Disse Izzy.

- Nada que um pé de cabra e a força bruta não resolvam. - Disse Tony.

- Além disso, é só a entrada principal que é bloqueada por uma porta de garagem. Se entrarmos pelos fundos, consigo arrombar. - Disse Julie.

- Estamos esperando o quê?! A horda está vindo! - Alertei.

Saímos em disparada, mas chegamos a tempo. Tony quebrou a tranca do cadeado com um pé de cabra, e começamos a levantar a porta. Abrindo, todos chegaram lá dentro, e finalmente, estávamos seguros de novo. Ou melhor, era isso o que a nossa ilusão dizia.

Começamos a ouvir barulhos no telhado, até que o vidro se quebrou.

- Merda! Escaladores! - Gritou Tony.

Valentine começou a atirar com a metralhadora, andando para trás simultaneamente.

- Tá parecendo o Michael Jackson em Smooth Criminal. - Disse Izzy.

- Eu diria que isso se parece mais com Thriller. - Disse eu, entregando uma pistola a ela. - Sabe atirar?

- Não me subestime! Eu sou filha de um general! - Gritou ela, meio segundo antes de, por milímetros, não dar um tiro no próprio pé.

- Tô vendo. Me dá isso. Eu cuido dos zumbis por hoje. Outra hora te ensinamos a atirar.

Conseguimos acabar com todos os escaladores, e começamos a ouvir batidas na porta.

- Abre a porta. - Disse Valentine.

- Os zumbis vão entrar! - Disse Tony.

- Abre a porta!

- Mas Valentine...

Ela incorporou a face mais fria que eu já havia visto nela desde que nos conhecemos.

- Abre. A. Porta. Tony.

O desejo de Valentine foi realizado, com a minha ajuda e com a de Tony. Valentine começou a atirar incessantemente com aquela arma que parecia ter munição infinita. Ela foi se aproximando da porta, cada vez mais. Era claro que ela planejava sair, mas era melhor que não interferíssemos.

Ela realmente saiu, e estava destruindo a horda cada vez mais. Ela já estava consideravelmente longe, até que a munição finalmente acabou. Ela voltou correndo, e um pouco longe da porta, ela gritou:

- Vai fechando! Eu entro deslizando! Rápido! Eles estão vindo.

Eu não duvidava dela. Ela com certeza ia conseguir. Ela era uma garota do tipo que vive dando carrinhos quando tem futebol na aula de educação física. O problema é que ela não estava na quadra. Ela estava fora do ginásio. Literalmente.

Valentine tropeçou em uma pedra, e ao invés de vir deslizando, ela caiu no chão. Não conseguimos parar a porta a tempo. Apenas um membro de Valentine voltou para o ginásio.



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