1. Spirit Fanfics >
  2. ZOMBIES ATE MY WOLF Ateez >
  3. É possível confiar em um toque gentil?

História ZOMBIES ATE MY WOLF Ateez - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, pessoas lindas! Tudo bem com vcs? Amores!

Eu vou dar uma pausa de uma semana para organizar a minha área de trabalho que tá uma zona só. Então, depois eu vou postar com mais frequência talvez, se eu conseguir arrumar minhas coisas. Hahaha.

Tbm tava pensando se vcs gostariam de ver algumas fichas de personagens da história! Não falam nada grande sobre o plot de cada um, mas eu acho legal, sempre faço pra organizar as ideias, e isso também dá um direcionamento para vcs leitores. Se quiserem eu vou postar uma ficha de cada personagem na capa dos próximos capítulos, se apoiarem a ideia me deem um sinal nos comentários!

Obrigada por escolherem minha fic para ler! Agradeço muito mesmo! Bora lá!

Capítulo 6 - É possível confiar em um toque gentil?


Fanfic / Fanfiction ZOMBIES ATE MY WOLF Ateez - Capítulo 6 - É possível confiar em um toque gentil?

Logo após San acordar daquele fatídico dia onde se encontraram, Wooyoung o colocou para descansar em sua própria cama, após conseguir acalmá-lo um pouco. San estava cansado demais para lutar, fraco demais para se opor a um simples humano. 

Comeu como um louco e logo voltou a dormir na cama de Wooyoung, totalmente indefeso. 

Sua perna se recuperava na velocidade máxima, levaria menos tempo por ser um lobo, mas ainda levaria algumas semanas talvez. 

Uma febre dolorosa o abatia e seu corpo doía em cada centímetro. Até sua recuperação, San não sairia daquele lugar. Simplesmente não poderia. 

A cama era a única do local. Então, para deixar que San confiasse nele talvez um pouco, Wooyoung abriu mão do confortável chalé e rapidamente acendeu uma fogueira do lado de fora e uma barraca com proteção térmica. 

Dormiu esse tempo todo do lado de fora no inverno para ter certeza de que San não tentaria fugir ao se sentir ameaçado com a proximidade. Esse era um de seus medos, não poderia perder o garoto agora que havia chegado tão longe. 

San se sentiu melhor com o distanciamento. Ao longo dos dias conseguiu captar bem a realidade da sua situação atual. Agora estava totalmente sozinho, sem amigos ou conhecidos, nas mãos de um estranho novamente. Essa situação só piorou seus pesadelos diários que só o faziam lembrar do homem que matou. Até em seus sonhos os monstros não o deixavam em paz. 

Com o tempo, o omega começou a observar cuidadosamente, San viu que não se passava de um chalé de um quarto, um banheiro e uma cozinha/área de trabalho, possivelmente havia um sótão, conseguiu perceber pela pequena porta no canto da cozinha, trancada com um cadeado e várias correntes. 

Seu olhar fixou-se ali, escutou atentamente para ver se algo lá dentro se movia, ou se havia alguma abertura através do telhado. Não percebeu nada. Era completo silêncio. Wooyoung disse que lá em cima estava um cheiro pesado de mofo, a área foi trancada por lhe faltar dinheiro para o concerto. San percebeu que era verdade o que ele falava, mas ainda prevalecia o sentimento de estar escondendo algo. Deixou para lá depois de um tempo. 

A mobília do chalé era simples. Cama, cadeiras, mesa, armários, tudo do mais básico. Incrível era ter água encanada naquele local. Humanos viviam isoladamente naquelas áreas, mas nada os impossibilitava de invadir todos os lugares e se espalhar como uma praga. San pensou para si mesmo. 

Mas é claro que San não se esqueceu dos pequenos amiguinhos que viviam com o humano. O cachorro e o gato eram definitivamente a melhor coisa dali. Nenhum deles se incomodava com a presença de San, apenas o incomodavam quando ele ficava sobre o lugar deles na cama. O gato em particular se irritava muito quando San colocava os pés sobre seu espaço. E o cachorro não realmente se importava, mas ao dormir esmagava San as vezes e sonhava que estava perseguindo algum outro bicho, talvez o gato. O curioso era que nenhum deles tinha nome. Wooyoung apenas os chamavam de cão e gato. 

A preguiça de colocar um nome nos animais deixou San incontavelmente encabulado. Se eram suas preciosidades e seus amigos então por que não deu nome a eles? Não era tarefa de San, mas já se sentindo afeiçoado aos bichos, não conseguiu se controlar. Depois de alguns dias se recuperando ali, San falou uma noite, onde estavam todos jantando a caça que Wooyoung pegou mais cedo. 

-Por que não chamar o cachorro de Shiber? E o gato de Lúcifer? - Não falava muito com Wooyoung por não confiar nele, mas a proximidade que deu naquela noite no jantar conseguiu impressionar enormemente Wooyoung que jurava que San passaria vários dias sem dizer nada. 

-O-o que? - Perguntou pensando ter escutado errado. Pensou que havia esquecido a voz de San, que apesar de estar mais calmo agora, continuava quieto e dolorosamente triste o tempo todo, e deixado bem claro sua desconfiança do outro, mesmo jantando juntos, Wooyoung sairia logo dali para deixar San a vontade. Mas talvez algo tenha mudado. O garoto queria conversar agora. 

-Shiber... - Disse apontando para o cachorro que também parecia surpreso com o novo nome e imediatamente se levantou do prato de ração abanando o rabo. - ... E Lúcifer. - Disse por fim apontando para o gato persa que parecia irritado como sempre e nada impressionado. 

-Wow... - Foi a única coisa que Wooyoung conseguia falar. San estava finalmente se abrindo um pouco talvez. Ou ao menos ele esperava. - Quer... Quer dizer... São os nomes deles agora? - Perguntou ainda impressionado, querendo prolongar a conversa o máximo possível. 

Embora não houvesse durado muito. San apenas fez que sim com a cabeça e logo voltou seu olhar para baixo. Quieto e pensativo. 

Ainda assim era um progresso e tanto para alguém que havia fechado seu coração por completo. Pensou Wooyoung um pouco mais animado com aquela pequena conversa. Fazia poucos dias que San havia chegado ali, mas definitivamente algo mudaria por completo a vida de Wooyoung. Embora ele ainda não soubesse disso. 

-Eu nunca dei nomes a eles antes... Estão comigo menos de um ano, acho que já era hora, né? - Falou animadamente para San que apenas permaneceu em um longo silencio. Os olhos do garoto ora iam parar nos bichos, ora iam em direção aos doces olhos de Wooyoung que causavam sensações dentro de San. 

O pobre omega estava tão sozinho e solitário que qualquer demonstração de afeição fazia seu coração pular mais forte com o desejo de ter alguém ao seu lado, além do bebê que crescia dentro de seu ventre. Algo que San não esperava sentir tão cedo. Tudo por causa da marca em seu pescoço que não existia mais. Seu instinto e seus sentimentos estavam pedindo por um novo parceiro e se não fosse por sua gravidez, o seu cio viria com tudo. 

Seus olhos estavam nervosos e não sabia para onde olhar, se era para os bichos, para Wooyoung que amavelmente falava sobre os seus pets, ou se para a pulseira vermelha que brilhava em seu pulso. 

Pôs as mãos levemente sobre a barriga, tentando sentir seu bebê, talvez fosse muito cedo para sentir um chute, mas era capaz de sentir a vida sendo formada lá dentro. 

Agora que estava abrigado, protegido e finalmente com comida o suficiente para não passar mais fome, San sentiu a sorte que teve até agora, a sorte que outros não tiveram. 

-Como... Como é a sensação...? - Perguntou timidamente Wooyoung ao perceber que San segurava sua barriga tentando sentir o bebê. - De estar grávido? Homens humanos não conseguem engravidar, então eu sempre quis saber... - Falou sorrindo para San. Seus olhos eram fortes e encaravam San de cara, como se não tivesse medo dele. Mesmo sendo um omega, San ainda era um lobo. 

Hesitou em responder aquela pergunta. Pensou bem antes de falar algo. Ainda não confiava nele. Talvez nunca confiaria, mas esta noite, esta noite San sentia avontade de falar com alguém. Qualquer pessoa, antes que a solidão em seu coração começasse a endurecer. 

-É... assustador. - As palavras que saíram da boca do omega chamaram a atenção de Wooyoung. Esperava ouvir algo como alegre, bom ou felicidade. Estava errado. - ... Todo dia eu penso em como vou cuidar dele sozinho, não posso protegê-lo, não consigo lutar, não posso nem andar! - O tom de voz de San não tinha raiva, apenas desespero. Wooyoung podia sentir. - Quer saber como é... Eu pensei que seria maravilhoso quando descobri, eu e Felix juntos poderíamos criar ele... - Seus olhos encaravam os olhos de Wooyoung que ouvia atentamente o que o omega sentia no fundo de seu coração. - ...Mas agora, eu só tenho... medo. 

Sobre a mesa, Wooyoung tentou alcançar a mão de San que repousava ao lado do prato vazio. Mas o omega logo recuou daquele toque com surpresa em seu olhar, com receio de que gostaria daquele toque mais do que deveria. 

São os malditos hormônios disse San dentro de sua cabeça, são os hormônios que o faziam desejar que Wooyoung tocasse em sua mão, que a apertasse e não soltasse. 

Wooyoung não ficou ofendido, como temia San. Apenas sorriu gentilmente e pediu desculpas por ter se aproximado. Recolheu os pratos como sempre fazia e cuidou de toda a sujeira. San agarrou a muleta e voltou para o quarto entrando debaixo dos cobertores grossos. 

O garoto humano passou por perto da porta para checar se San precisava de algo, ao se voltar para sair, foi segurado por uma mão trêmula em sua blusa grossa de lã. Voltou seu olhar para ver o que o segurava, surpreendeu-se com o rosto avermelhado de San. 

-O que foi? Algum problema, San? Não está confortável? - Perguntou preocupado. San soltava lentamente sua blusa, continuava a encarar as próprias mãos, como se tivesse cometido o maior dos pecados. 

-Não... Não, é só que... Vai piorar o frio lá fora... - Disse hesitante, a contradição dentro do omega era gritante. - ...Você não precisa ficar lá na barraca, aqui é a sua casa... - Envergonhado, San continuou acariciando o gato emburrado ao seu lado, que não parecia feliz. - ...Durma aqui. - Conseguiu completar a frase. 

-Oh... - Wooyoung não conseguia segurar a surpresa em seu rosto, hesitou por algum momento. 

Aquela noite foi a mais surpreendente de todas. Wooyoung não segurou a felicidade em sua face. Embora tentasse seu melhor para não deixar a situação desconfortável. 

- ...Então... Então eu vou pegar do armário mais cobertas e dormir aqui no chão... Haha. - Falou coçando o queixo, se apressando em direção ao armário. 

San não disse nada. Apenas se enterrou nas cobertas enquanto Wooyoung se instalava no chão, próximo a cama. 

O cachorro, Shiber, como era fiel ao dono, deitou-se com o humano. 

Os dois garotos pareciam ansiosos demais para dormir, pois seus corações batiam tão fortes a ponto de saltar do peito. Animado pelo avanço, Wooyoung esperava que San aceitasse mais a sua ajuda. Enervado pelas suas ações contraditórias, San se convencia de apenas aceitaria ajuda por realmente precisar. Depois pensaria num jeito de seguir em frente sem o outro. 

A noite foi repleta de sonoros suspiros dos garotos. Dormiu estranhamente tranquilo sabendo que não estava mais tão sozinho. A companhia de outra pessoa era algo que San desejava afinal de contas. Estava tão solitário. 

Entretanto, algo o surpreendeu no meio de seu sono. Ouviu barulhos e gemidos que pareciam bem desesperados e tristes. Abriu seus olhos e foi observar de onde vinham aqueles sons. Wooyoung em seu sono, obviamente inconsciente, começou a chorar e tremer freneticamente. Aquilo desconcertou San mais do que realmente deveria. 

Não gostava de ver sofrimentos desnecessários. Wooyoung o ajudou, algo dentro de San o dizia para não confiar no garoto, mas mesmo assim deixá-lo sofrendo simplesmente... Não parecia certo. 

Haviam monstros dentro de Wooyoung também. 

Tocou em seu rosto gentilmente. Com os dedos trêmulos, San sentiu a pele do garoto fria como um fantasma. Ele suava frio daquele pesadelo. Seu corpo tremia de medo de algo que San não podia ver. Segurou a sua mão até que se acalmasse. E quando percebeu caiu no sono também, com a mão pendurada para fora da cama. 

Quando acordou no dia seguinte, sentiu sua mão vazia e o outro não dormia mais ao lado. O gato ronronava feliz no quentinho e o cachorro não estava em nenhum lugar para ser visto, nem Wooyoung. 

Deveriam ter saído para caçar como sempre, pensou San. 

Sentou-se na cama e encarou por um bom tempo sua própria mão que havia acalmado Wooyoung na noite anterior de seu pesadelo. Por que San havia feito aquilo? Não havia dito a si mesmo que nunca mais confiaria em alguém? E além do mais, confortou um humano. 

No final, San concluiu que estava se apegando as pessoas novamente. E isso não era bom. Nada bom. 

Precisava sair dali o quanto antes. Curar logo e seguir o caminho sozinho. Estava com tanto medo de se aproximar novamente de alguém que suas próprias mãos não paravam de tremer, até que Lúcifer simplesmente enfiou sua cabeça entre elas, surpreendendo San com um pequeno susto. 

Como sempre sua expressão era de nenhum entusiasmo e aquilo o fez sorrir. Mesmo que um pouco. 

Levantou-se da cama apoiado com a muleta e com Lúcifer sobre seu ombro, foi em direção a cozinha. 

Apenas para perceber que a estranha portinha do sótão estava sem as correntes e finalmente aberta. Lúcifer saltou e correu em direção ao sótão, desaparecendo pela abertura. 

San o chamou algumas vezes, e hesitou se deveria ir atrás do gato ou não. Wooyoung disse que aquele local não poderia ser aberto. Mas como atraído para a chama, San se aproximou devagar e com cautela. Chamou pelo gato, mas era inútil, lentamente desapareceu pela porta também. 

Observou com cuidado e se surpreendeu com o que via. Wooyoung não havia mentido, de fato estava tudo mofado, menos uma certa área central onde não havia tanto mofo e parecia ter sido limpo recentemente. 

Lúcifer como um bom gato estava sentado sobre algo que parecia ser uma maleta de couro. 

Quando o gato pulou de cima do objeto, ela acabou abrindo um pouco com o impulso e alguns papéis envelhecidos começaram a voar. Um em particular era assustador para San. 

O nome e a foto de uma pessoa o chamaram a atenção. 

Mesmo que envelhecesse, mesmo que mudasse com o tempo, mesmo disfarçado de outra pessoa, San o reconhecia em qualquer lugar. Agora parecia crescido e mais velho, forte e aparentemente bem. Mas ele não deveria ter crescido como uma criança comum, porque a pessoa que estava naquele pedaço de papel deveria definitivamente estar morta a muitos anos atrás. Suas mãos tremeram pra valer. 

-J-Jongho... Não! - Soltou o papel, que caiu sobre seus pés. San estava sem forças para se segurar na muleta.  

Por que a foto de seu irmão mais novo morto estava no sótão de Wooyoung? Ele deveria ter morrido quando eram apenas crianças! Morreu de uma doença, seu pai disse, no caminho para buscar ajuda.  

Justo naquele momento, Wooyoung, a pessoa mais suspeita, entrava pela portinha com a respiração ligeiramente ofegante, com a expressão um pouco assustada com aquilo, em seu ombro havia uma arma de caçador e em sua mão uma ave morta. 

San imediatamente levantou a guarda e quando estava a ponto de questionar Wooyoung, o garoto soltou tudo e se pôs de joelhos na frente de San com a cabeça baixa. 

-Desculpe! Me desculpe, San! - Começou a falar imediatamente. - Eu ia te dizer sobre ele! Mas se eu falasse agora você iria correndo para onde ele está, e não é seguro! - San não entendia uma palavra do que o garoto falava. - E... Eu confesso que se eu pudesse eu nunca revelaria isso pra você! Eu cometi um erro e deixei a porta aberta! Eu fui burro! Não deveria ser assim. Eu juro que não quero te machucar, nem mentir pra você, mas- 

-Mas mesmo assim, mesmo não mentindo e não me machucando me fez acreditar que eu poderia confiar em você?! - Era o limite para San. - Você pode não mentir, mas ainda omitiu tudo o que você sabe! Me conte agora onde o meu irmão está! E por que ele ainda está vivo! Meu pai o levou embora para buscar ajuda de médicos em outro lugar. E quando ele voltou, ele disse que estava morto e o deixou enterrado! - A mente de San explodia com raiva. Definitivamente não confiaria em Wooyoung de novo. - Eu até mesmo fui todos os dias falar com ele enterrado, só pra descobrir agora que está vivo! 

-San... Se acalme, por favor! Me escute, você não pode ir para onde ele está! É perigoso demais! - Wooyoung se arrependeu de ter cometido aquele erro mais do que bobo. Agora San buscava a verdade. 

-ME FALA ONDE ELE ESTÁ!!! - Gritou o mais alto que podia. Wooyoung recuou ligeiramente quando viu a cor dos olhos de San mudarem, ele se transformaria em lobo e o mataria com certeza se disse a coisa errada. - Você sabe o que é perder a sua família inteira?! Ficar sozinho e sem ninguém! Se isso for verdade... Se o Jongho está realmente vivo, eu preciso ir atrás dele! - Seu olhar, apesar de estar se transformando, ainda demonstrava desespero. - Por favor, Wooyoung... Ele é o único que eu tenho agora! - Suplicou enfim. 

Wooyoung estava encarando um dilema. O pior de todos. Se San saísse nesse estado ele morreria com certeza. Não poderia deixar San morrer! Não agora, o omega fazia parte de algo muito maior do que a guerra que estava apenas começando. San não fazia ideia no que queria se meter, e mesmo assim suas palavras o atingiram como uma faca no peito. Não realmente entendia aquele sentimento, mas queria entender, por causa da sua própria solidão. 

-Eu... não sei o que é perder uma família... San. - Começou tentando se recompor. Sua expressão que estava abalada anteriormente, agora era a mesma expressão séria, de um soldado pronto para cumprir seu dever. - Porque eu nunca tive ninguém! Nenhum familiar, nem amigos. O mais próximo que eu já tive, eram esses caras! - Disse apontando para seus animais. - Mas eu entendo que você não quer perder mais ninguém. E mesmo assim eu não posso te deixar ir! Desculpe, San. Não queria que acabasse desse jeito. 

Num saque rápido de sua arma, um tiro foi disparado a queima roupa, atingindo San no ombro o empurrando para trás. Foi fácil, pois San já estava fraco. O omega caiu no chão com sangue se espalhando. O tiro não foi fatal, mas o suficiente para fazer San sentir uma dor queimante que o paralisou. 

-É para o seu bem, San. - Disse friamente. - Eu sinto muito. - Tratou de parar o sangramento pressionando o ombro de San, que o fez grunhir com o toque e encarar Wooyoung com os olhos puros de raiva. 

Depois de ter certeza de San se recuperaria em alguns dias, devido ter a regeneração mais acelerada, Wooyoung apenas saiu do sótão com seus animais e trancou San ali sozinho. Dizendo que era para seu próprio bem. 

Mas Wooyoung havia cometido o pior dos erros, ele não conhecia San bem o suficiente para saber que ele não ficaria quieto. 

Era arriscado, mas mesmo ferido, San transformou em sua forma de lobo e pulou no ponto mais danificado pelo mofo. Geralmente a madeira não cederia tão facilmente, mas com seu peso pelo menos quatro vezes maior, foi com tudo para aquele único ponto fraco da madeira. O chão cedeu e San se libertou. Pingando sangue loucamente, seu ferimento havia aberto, mas conseguiu proteger a perna ferida, mesmo que por pouco. 

Por sorte, caiu bem de frente para a porta de saída. Antes que Wooyoung pudesse reagir, San correu para fora chocando seu corpo contra a porta, despedaçando-a. 

Ele correu mais do que aguentava, sua perna estava em frangalhos novamente. Não conseguia mais se apoiar nela. Agora mancando, ele praticamente se arrastava pela neve. 

Wooyoung era ouvido ao longe, gritando. Shiber latia alto também. Ele farejava seu rastro de sangue. Era loucura, San sabia. Sair neste estado, grávido e ferido. 

MAS! Era Jongho, ele estava vivo! Vivo! San pensava sem parar. E até tinha uma ideia de onde ele poderia estar. O garoto sempre sonhou em ir para a cidade dos humanos ser cantor. O único motivo dele ainda estar vivo era esse! Só podia ser. San queria acreditar naquela pequena esperança que havia ganhado. Jongho. 

Não poderia ir assim sem nada. Precisava de mais pistas sobre o paradeiro de Jongho. Voltaria para o antigo Bunker, que incrivelmente descobriu não ser longe dali. Esse tempo todo esteve dando voltas e voltas em círculos dentro da floresta.  

Quando conseguiu se arrastar por completo até o local do Bunker, San pensou que estava alucinando pela perda de sangue. 

Os corpos de sua família ainda deveriam estar ali, enterrados e Felix deveria estar congelado, por não ter tido a coragem para enterrá-lo. Mas onde estavam agora? 

A bagunça recente na terra fez San perceber de que não era uma ilusão. Alguém ou algo desenterrou sua família e roubou seus corpos. 

 

E San não entendia porquê. 


Notas Finais


E então? O que acharam do cap?? Acho q cada vez mais estamos estranhando o plot do Woo, mas logo logo tudo ficará claro. Agora que o San tem alguma esperança, ele vai ter um objetivo pra seguir! Mas como sempre, o menino é louco e faz tudo as pressas. Ai Ai...

No capítulo que vem vai aparecer um novo personagem do ATEEZ! Então fiquem espertos!

Tbm tava pensando em outros projetos para começar, vão ser mais curtos provavelmente, porém mais trabalhosos. Acontece que tenho um plot inspirado na série Dark que assisti na Netflix. Tava pensando em um ship não muito popular do ATEEZ, mas ainda não decidi. Me digam se viagem no tempo é legal!

Não se esqueçam de me dizer se querem as fichas dos personagens postados. Não vai ter spolier da história, só uma base de cada personagem! Pode ser legal.

Muito obrigada novamente e nos vemos no próximo capítulo!!! Beijos e até mais!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...