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História Zootopia - depois das uivantes... - Capítulo 18


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Notas do Autor


Bora!

Capítulo 18 - A praga


- Ok, isso tá começando a ficar mais estranho do que já está! Nick, tem um papel dobrado em um desses bolsos da frente da mochila. Pode pegar pra mim por favor?

- Claro, só um momento.... *procurando* acho que achei, é esse aqui?

- Sim esse mesmo. Deixe ele no seu alcance, vamos precisar dele.

- Posso perguntar o que é?

- O endereço de alguns locais que só nós temos por enquanto. Caso seja necessário irei mandar a todos os oficiais. Agora me faça outro favor? Pega meu notebook aqui atrás ou até mesmo seu celular, e veja se há alguma atualização sobre esse... essa... essa merda toda... Você entendeu.

- Tá.

. . .

- Alguma coisa?

- Não, nada. A mídia está falando a mesma coisa a cada 1 hora. "Algo está infectando os habitantes de Zootopia!"

- Isso tá meio óbvio! Quero alguma coisa mais encorpada em informações.

- Vou ficar te devendo agora.

- Não tem problema. Pra isso existem os interrogatórios. Estamos chegando, o hospital fica a 10 minutos daqui.

Enquanto isso...

- Jennifer? . . . Jennifer?

Atendendo ao chamado de seu parceiro, a onça lentamente abre os olhos, assim, conseguindo reconhecê-lo. Estava deitada em uma maca, com uma bolsa de soro sendo injetada em sua veia.

- Ma... Matuza? Mas o que...?

- Calma, calma. Não se preocupe. Você está no hospital. Estávamos a trabalho e no meio do caminho, você começou a sentir uma dor insuportável na região do estômago e na cabeça, depois desmaiou. Não sabemos o que você tem ainda. Médicos colheram uma amostra do seu sangue para analisar a situação. E enquanto isso acontece, você precisa ficar repousando aqui.

- Mas e o caso? E o DPZ?

- Já passei tudo pro Garramansa. Ele avisou ao Bogo e a  oficial Hopps. E disse que aguarda retorno.

- Tá sentindo alguma coisa?

- Tô com uma leve dor de cabeça só.

- E o estômago?

- Está normal.

- Muito bom. Provavelmente você terá que passar a noite aqui.

- Como é que é? Não tá falando sério, tá?

- É pro seu bem Jennifer. Precisa ficar aqui! Por que que nem eu disse, não sabemos ainda o que deu em você. E se ainda estiver em você? Esse não é um processo rápido, então por hora, não temos o que fazer. Eu só espero que você não tenha sido mais uma presa dessa doença ai fora.

- *suspiro* Espero que não tenha sido nada, na  verdade. Não adianta eu surtar agora. Mas eu te garanto que ainda não tô entendendo nada de tudo isso.

- Todos nós queremos que não seja nada. 

- Bom... já que não tenho escolha, pode ir até minha casa pegar algumas roupas pra mim? Você sabe onde é e onde fica tudo lá, né?

- Sei, sei sim. Pode deixar comigo

- Tá bom Matuza,  muito obrigada pela ajuda e por me trazer até aqui.

- Só fiz o meu dever...

- As chaves estão no porta-luvas. Mas eu preciso do meu documento e do meu celular. Pode trazer pra mim?

- Ah... já ia esquecendo. 

Matuza tira um documento e um celular do bolso. Eram de Jennifer.

- Aqui. Eu peguei caso alguém ligasse pra você. E o documento eu precisei pra dar entrada com você no pronto socorro.

- Mas somos da polícia.

- Sim, eu sei. Mas eles pediram o documento depois que você já tinha entrado e já estava sendo atendida. Dependendo do que for, não vão nem precisar transferir você pro centro médico policial.

- Isso seria ótimo.

- Bem... eu vou voltar ao trabalho. Os médicos virão aqui de tempo em tempo saber como está. Quando eu sair do expediente, vou até sua casa pra pegar algumas roupas pra você e trago aqui. Pode ser?

- Claro, perfeito. Obrigada de novo e me desculpe não poder continuar nessa com você.

- Relaxa. Eu acredito que não será tão difícil assim fazer perguntas. Eu seguro a barra.

- Beleza Matuza.

- Eu já vou indo. Tchau Jenny. A raposa curvou-se para abraçar sua parceira.

- Cuidado.

- Terei.

. . .

Judy e Nick já haviam chegado ao primeiro destino do dia, o  hospital municipal de Tundralândia. Estavam se identificando na recepção com seus blocos de anotações em patas. esperando que alguém pudesse lhes dizer em qual andar estavam internadas as vítimas desse suposto "vírus", ou se eles simplesmente estavam espalhados pelo hospital. Judy estava impaciente, pois ainda tinham de passar em outros lugares depois dali. Por sorte ou não, um dos atendentes apareceu com uma cópia da lista de infectados com hora, data de registro, andar, quarto e leito em que estavam. Eram 4 quartos com 3 leitos cada. Ambos se dividiram na tarefa, e cada um ficou com 2 quartos. Nick subiu ao 3° andar, e Judy ao 5°.

Judy olhou pelo vidro da porta, 3 animais na mesma situação de Jennifer. Aparentemente todos bem.

Judy P.O.V

"Não entendo. Esses animais estão bem! Que tipo de vírus invade o organismo de alguém, pra não fazer nada? Eu até entendo o motivo da internação, isso é realmente necessário pra descobrir o por que todos estão ficando desse jeito e nessas condições. Mas enfim... hora de trabalhar."

Quando girou a maçaneta e abriu aquela porta, Judy se lembrou imediatamente de "Cliff Side" onde Leãonardo estava mantendo os predadores presos sob efeito das uivantes. A diferença é que agora estavam todos conscientes e pacíficos. O quarto era separado em três partes por grandes placas de acrilico pretas. O paciente conseguia olhar apenas para frente, onde havia uma janela de fora a fora. Porém as placas não impediam que todos conseguissem enxergar a televisão em cima de uma pequena cômoda à frente das camas.  Judy se aproximou do primeiro paciente, um jovem jaguar, que aparentava ter seus... 20 anos de idade, estava deitado, com soro na veia. Primeiramente Judy se apresentou...

- Com licença senhor, bom dia, Perdoe-me pelo incômodo. Sou a Oficial Judy Hopps do Departamento Policial de Zootopia. Mostrou o distintivo.

- Bom dia oficial Hopps, sou Morgan Lick. Em que posso ser útil?

- Ok... Morgan... aqui, achei! *Riscando nome da lista* Estou aqui para fazer algumas perguntas e talvez tentar descobrir o que possa ter te causado o mal que te trouxe até aqui. Se importa?

- Não senhora, com certeza não. Fique à vontade.

- Morgan, são apenas perguntas simples sobre o que aconteceu antes de vir parar aqui, ok?

- Sim senhora.

- Tá bem, *pegando bloco de notas* ok, vamos lá. Quantos anos tem, Morgan?

- 19

- *anotando*  Muito bem. Agora me diga, quando começou a sentir-se mal?

- Ontem à noite.

- Estava em casa?

- Não, eu estava voltando da pista de skate com meus amigos.

- Lembra o horário?

- Não senhora, mas não era muito tarde da noite. Eu creio que por volta de umas 19:00. 

- *anotando* entendi. O que você e seus amigos estavam fazendo durante o percurso?

- Nada de mais. Estávamos apenas conversando, trocando piadas, rindo com nossos skates nas patas. Me lembro que parei pra tomar água em uma fonte, e depois compramos alguns salgadinhos em uma loja de conveniência e continuamos a voltar pra nossas casas.

- Certo. E seus amigos, eram quantos?

- 3

- Pode me dizer o nome deles? 

- Claro, é John, Curly e Billy

- Sabe a idade deles?

- Curly é o mais velho. Ele tem 22, Billy 19 também e John 18.

- Não se assuste com a pergunta, mas algum de vocês ingeriu algum tipo de substância ilícita ou alcoólica?

Óbvio que se tivesse, ele não diria. Mas Judy é uma policial, ela foi treinada pra esse tipo de situação. Ela saberia se Morgan estivesse mentindo.

- Não senhora. Apenas Curly bebe de nós 4. Mas ontem passamos o dia inteiro com ele e não vimos ele beber nada.

- *anotando* perfeito Morgan. Agora me diga o que sentiu quando começou a passar mal.

- Uma dor insuportável no estômago, cheguei a quase não sentir minhas pernas. Precisei sentar.

- Mais alguma coisa além disso?

- Dor de cabeça repentina, tremedeira, tontura e tosse também.

- Entendi. Terminamos. Só preciso de alguns dados seus antes de ir, caso eu precise falar com você novamente.

Judy pediu o endereço e o telefone de Morgan. Já tinha informações o suficiente para juntar com a dos demais pacientes e tentar chegar à algum lugar. Sua única esperança além dos seus próximos 5 interrogatórios, são os resultados de Nick.

. . .

*celular tocando* 

- Alô?

- Matuzael?

- Jennifer, tá tudo bem?

- Não. Minhas dores deram as caras novamente! Porém agora estou com tremedeira e tossindo. Estou pior que antes.

- Aguenta aí, eu tô voltando!




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