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História Zulema Zahir, As Histórias não Contadas - Capítulo 1


Escrita por: HellenaAlen

Capítulo 1 - A Noite Inteira


Eu gostaria tanto de poder dormir, mas por mais que eu estivesse morta de sono eu fechava os olhos e nada acontecia... Abria os olhos e algo me mandava fecha-los.

Fiquei assim por horas, pensando que talvez eu devesse pedir remédios para dormir na próxima ida ao médico.

Não que fosse fácil assim conseguir medicamentos naquele lugar, mas sabia muito bem o que tinha que fazer para consegui-los. Talvez eu estivesse dispota a isso, a privação de uma boa noite de sono, não me fazia muito bem...

Talvez eu devesse usar do meu tempo livre, já que estava acordada, e não conseguiria dormir tão cedo...

Não demorei a escorregar uma de minhas mãos para dentro de minhas calças.

Me cobri até o pescoço para não chamar a atenção de minhas colegas de celas, que dormiam a muito, mas por segurança decidi me cobrir.

Me tocava sem pressa, apressiando cada momento, era uma noite calma e silenciosa, minha mente podia viajar naquele momento. Podia viajar para bem longe... Mas por alguma razão, minha mente não ia tão longe. Muito pelo contrário. Ela ficava bem perto.

Fechei os olhos suspirando baixinho, estava morrendo me medo de acordar uma das mulheres que dividiam a cela comigo, mas isso não me desencorajou. Aquela tensão toda me deixava mais molhada, o perigo de ser pega me levava a loucura. E foi quando deixei escapar um gemido por meus lábios que eu congelei pela primeira vez.

Eu parei o que estava fazendo e esperei para ver se alguém havia me ouvido. Meu coração estava acelerado, se não acordaram por meus gemidos talvez acordassem pelas batidas do meu coração. Mas não... Nada aconteceu. Todas elas continuaram dormindo então por quê não continuar o que estava fazendo?

É... Foi apenas isso que pensei antes de escorregar dois dedos para dentro enquanto com o polegar massageava o clitóris inchado.

Meu rosto já estava enfiado no travesseiro que abafava meus gemidos enquanto meu quadril se movimentava tentando acompanhar o movimento de minha mão.

Meu interior se fechava ao redor de meus dedos, eu podia sentir o clímax vindo quando ouvi sua voz.

-Casper? - Chamou do outro lado da cela no beliche de cima

Eu congelei pela segunda vez naquela noite, queria fingir que estava dormindo, talvez fingir que estava morta, certamente não queria responder. Mas as consequências caso não atendesse a um chamado de Zulema seriam muito pior do que o constrangimento que eu sentia naquele momento.

-Sim, Zulema? - Respondi tirando o travesseiro do rosto como se nada tivesse acontecido.

-Vem pra minha cama... - Sua voz era suave, diferente do habitual

Levantei-me rapidamente, atravessei a cela e subi no beliche deitando ao lado da morena.

Eu não sabia o que fazer, meu coração novamente parecia que ia sair do meu peito de tão forte que batia.

-Agora me abraça - Sua voz já não era tão suave, sentia que era uma ordem. Mesmo se fosse um pedido, sabia muito bem que Zulema não aceitava "não" como resposta, não importava o contexto.

Ajeitei-me atrás da mais velha, tocando seu braço levemente, minhas mãos tremiam e eu pedia aos céus para que Zulema não notasse.

Meu braço se movia quase que em câmera lenta passando por cima do corpo dela, tinha medo de encostar em sua pele, mesmo que ela tenha dado a ordem para isso.

-Forte - Disse pegando minha mão e puxando para si

Meu corpo ficou colado ao dela, ela de certo modo abraçava meu braço, segurava-me com força impedindo que eu me afastasse ou me movesse.

Eu respirava rente ao seu pescoço, via o quão arrepiada estava, mas não conseguia acreditar.

Zulema segurava minha mão perto de seu seio, e por mais que não fosse sua intenção, eu sentia seus seios roçando e mim. Minha respiração ficava mais pesada em seu pescoço e parecia que ela movia seu corpo contra o meu.

Seus cabelos estavam no meu rosto mas eu não me importava, tinha um cheiro tão gostoso, talvez aquilo tenha me feito relaxar, o perfume de seus cabelos. Meu corpo relaxou, e meu coração estava voltando ao normal.

Mas Zulema puxou meu braço com força novamente

-Mais forte - Dizia ela se segurando em mim.

Eu a abracei mais forte como ela havia mandado e podia jurar que ouvi Zulema suspirar quando sentiu seu corpo pressionado ao meu.

Meu nariz roçava em seu cabelo, em seu pescoço, eu poderia passar a noite toda sentido seu perfume. E enquanto eu aproveitava isso, sentia seus seios roçando em minha mão. Talvez nem fosse de propósito, mas sua respiração estava pesada, seu corpo subia e descia, e já que segurava em minha mão seus seios roçavam em mim.

Eu fechei os olhos e com o polegar acariciei levemente, sem dar muita bandeira. Afinal Zulema nunca havia me dado liberdade. Por mais que eu sentisse que era a preferida entre as outras detentas, ela mantinha uma certa distância. Mas não naquela noite, a distância era exatamente o que não existia entre nós.

Sabe... Quando se está presa, você sente falta de algumas coisas... Digamos que Zulema disfarçava bem, mas ainda sim era humana, e era claro que sentia falta de alguém. Todas nós sentíamos. Eu tinha namorado antes de ir parar naquele lugar... Mas entre o frouxo do meu namorado e Zulema... Não era muito difícil de escolher. Mesmo que insegura, era bem mais excitante se arriacar com Zulema.

-No que está pensando Casper? - Perguntou depois de um longo silêncio

-Eu... - Não me afastei nem um centímetro de Zulema, meus lábios mexiam e roçavam em sua pele - Nada... - Respondi não muito confiante

-Não minta para mim. - Ela apertou minha mão com mais força do que da última vez - Diga Casper, no que estava pensando? - Não sei se ela estava realmente curiosa, talvez só quisesse quebrar aquele silêncio

-Em você... - Não poderia mentir para ela

-Em mim? - Vi um sorriso no canto de seu lábio - Em que exatamente? - Eu engoli seco quando ela perguntou

-No seu corpo - Confessei baixinho perto de seu ouvido.

Assim que fechei a boca eu pude sentir sua mão sobre a minha apertando com mais força, fazia com que eu esfregasse minha mão em seus seios, logo ela foi puxando minha mão para baixo.

Ela controlava tudo, mas eu gostava, ela guiou minha mão por todo o seu corpo.

Eu queria conhecer cada centímetro dela e para isso eu teria a noite inteira.

Teria Zulema a noite inteira. Ou ela me teria, sinceramente não me importava.

Tudo o que importava era que ela estava molhada, arrepiada e com um sorriso no canto dos lábios.

Ela colocou minha mão entre suas pernas, com a mão sobre a minha foi me indicando o que fazer.

Em todo o meu tempo servindo Zulema, nunca a imaginei assim, era algo completamene novo para mim.

Ela empurrou meus dedos para dentro de si, abrindo a boca num gemido silencioso.

-Forte - Ordenou finalmente soltando minha mão para que eu pudesse ter um pouco de controle. Ou assim eu pensei

No final das contas, eu fazia o que ela mandava, era claro quem tinha o controle da situação. Mas eu obedecia, obedecia de bom grado.

Comecei um vai e vem lento porém forte, exatamente como ela havia mandado. A cada estocada eu via que para ela ficava mais difícil ficar em silêncio, mas ela certamente não permitiria que as outras detentas a vissem em tais condições... Suando, ofegante, gemendo baixinho e rebolando para mim.

Era a visão do paraíso, tenho certeza disso, estava maravilhada assistindo Zulema daquela forma. Ela mordia o lábio inferior e arfava, me agarrava com força e gemia palavras que eu apenas não poderia compreender sem um dicionário árabe.

Depois de seu clímax fiquei sem saber o que fazer. Fiquei ao seu lado, ouvindo sua respiração descompassada esperando que me mandasse embora ou qualquer coisa do tipo. Mas não o fez...

Quando sua respiração estava normalizada, ela se virou um pouco olhando para mim, tive medo do que diria.

-Amanhã, as cinco da tarde estará livre - Disse como uma promessa

Nada no mundo poderia ter me deixado mais feliz. O sorriso mal cabia em meu rosto.

-Obrigada - Me aproximei dela indo em direção aos seus lábios, mas não... Eu não poderia beija-la. Abaixei o olhar, sorri de lado e depositei um beijo delicado em seu ombro. Sua pele era macia, e eu só conseguia pensar que não iria nunca mais toca-la. Afinal, seria uma mulher livre na manhã seguinte.

Mas por ora... Ela apenas segurou em minha mão enquanto virava de costas para mim, fazendo com que eu a abraçasse novamente. Eu certamente não me importava. Poderia ficar assim a noite inteira...

Se fosse de sua vontade, faria a noite inteira o que é que ela desejasse.



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