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História Zumbis - Capítulo 13


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Notas do Autor


E aí, pessoal. Mais um capítulo para vocês.

Boa Leitura!!!!!

Capítulo 13 - Capitulo 12 Quem São Vocês?


– Quem são vocês? Onde estou? – Pergunto confusa e meio assustada.

– Você realmente não sabe quem eu sou? – Pergunta o homem que havia me abraçado. Sua expressão era de uma tristeza profunda e de decepção. Ele aparenta ter 21 anos como eu o conheço? Eu tenho 16 anos.

– Não... – Digo sem querer dizer. São todos desconhecidos, estou nervosa e com medo. – Onde está minha mãe? – Pergunto já me levantando da cama.

– Sua mãe está em uma ilha, esperando com que cheguemos lá. – Explica uma mulher de cabelos pretos com algumas mexas presas numa presilha para trás, ela era magrinha e tinha um olhar amigável e confortante.

– Vocês estão mentindo. Sabia que podem irem presos por rapto de menor? – Digo ficando mais nervosa ainda. Será que o carro que me atropelou me sequestrou?

– Menor? – Pergunta indignado o cara de nome esquisito e o único que eu sabia o nome, Cebola. – Mas você tem 18 anos.

– O que?! – Exclamo indo até o único espelho do quarto, meus cabelos estavam curtos num estilo channel e minha aparência condizia com o que ele falou. – Quanto tempo eu fiquei em coma? – Pergunto desesperada.

– Faz só alguns dias. – Responde o moreno que eu não sabia o nome.

– Eu vou matar aquela vadia!!! – Grunhi o cara de cabelos espetados, saindo porta a fora.

– Cebola!! – Chama a mulher, mas o outro não a dá ouvidos. – Já volto, Mô. – Diz para mim e logo sai atrás do cara.

– Eu vou fazer alguns testes com você para ver se além da sua memória, algo não foi afetado também. – Diz ele me encarando.

– Você é médico? – Pergunto e ele coça a nuca.

– Sou um vet. – Responde e eu não entendo que tipo de médico ele é.

– Como assim? – Pergunto arqueando uma sobrancelha.

– Sou um veterinário. – Fudeu!!! – Mas não se preocupe, eu aprendi bastante coisa com um médico aposentado que era do nosso grupo.

– Espera... Nosso grupo? – Pergunto confusa.

– É melhor que a Magali, aquela garota que estava aqui, lhe conte tudo. – Responde. – Ah, a propósito, vocês duas eram bem amigas. – Sorri e eu concordo com a cabeça. É, não duvido, ela me parece bem legal.

~*~_~*~_~*~

– Zumbis?! – Exclamo achando uma loucura e irreal, eles estão me enganando só pode.

– É verdade, Mô. Posso lhe mostrar, mas vou chamar meu noivo para ir conosco. – Responde ela.

Quando ela volta, está acompanhada de um cara de cabelos escuros e encaracolados.

– Esse é o Cascão, você já o conhece, mas não se lembra. – Diz ela com um sorriso amigável.

– Olá. – Sorri ele e eu retribuo educadamente. – Vamos então? Antes que escureça.

– Claro. – Responde ela encaixando seu braço no meu.

Saímos daquele lugar, que parecia um hotel cercado por muros. Cascão estava portando uma pistola e uma faca, Magali só uma pistola com silenciador. Eu, é claro que não iria pegar nada, não acredito nem um pouco no que falaram. Zumbis? Isso é impossível.

– Walker. – Sussurra Cascão assim que escutamos uns passos arrastados.

– Agora acredita? – Pergunta assim que uma pessoa toda apodrecida e com um braço quebrado, aparece. Ela grunhia e vinha em nossa direção como se quisesse atacar.

– Isso é maquiagem. – Digo ainda não acreditando.

– Vai nessa. – Diz Cascão e logo enfia a faca através do olho daquela coisa. Quando ele tira, o defunto cai.

– E agora? – Pergunta ela novamente. Me aproximo e examino aquele corpo estirado no chão. Aquilo realmente foi uma pessoa um dia, mas apodreceu e agora não passa de uma pilha de merda.

– Mas como é possível? – Pergunto a eles e os mesmos dão de ombro.

– Não sabemos, ninguém sabe. – Responde Cascão.

– A única coisa que sabemos é que se espalhou mais rápido que gripe. – Completa Magali.

~*~_~*~_~*~

– Ele quer se aproximar, mas também não quer se magoar por ver que você não se lembra dele. – Diz Magali olhando para o mesmo cara que havia me abraçado algumas horas atrás. Estávamos no pátio daquele hotel, já estava anoitecendo, então fizeram uma fogueira no centro, alguns integrantes daquele grupo estavam sentados em cadeiras e outros em pé. Já sabia quem era quem, pois a Maga havia me apresentado, mas não lembrava de ninguém, como previsto.

– Nós... – Começo e ela me olha como se quisesse que eu continuasse. – Ele e eu estávamos juntos? Tipo faz muito tempo?

– Estavam. E não faz muito tempo, quer dizer, faz um tempinho, mas não se conheciam antes desse apocalipse zumbi. – Responde.

Olho para o homem de cabelos espetados que me encarava com tristeza. Até que ele é bem bonito, o que estou falando? Ele é muito gato, será que nós já? Mônica tira isso da cabeça sua pervertida.

– É sua? – Pergunto olhando a menininha que ela segurava no colo e dava de mamar.

– Não, ela é sua e do Cebola, só estou cuidando dela, digamos que todos ajudam. Mas é mais sua e dele. – Responde e eu arregalo os olhos. – Espera, eu me expressei errado, uma mulher a entregou para você a cuidar, então você e o Cê se apegaram e se “apossaram” dela. A propósito, ela se chama Estela.

– Ah. – Suspiro aliviada, só que me faltava ter esquecido que estive gravida. – Ela é fofinha. – Digo brincando com Estela que ria e tentava pegar nos meus dedos.

Já sabia de tudo sobre minha vida nesse grupo, mas ainda assim não lembrava de nada. Jeremias disse que alguma coisa pode ligar um gatilho para que eu lembre de tudo, mas também pode acontecer de nunca haver esse gatilho.

Eu realmente queria lembrar...

~*~_~*~_~*~

– Eu não acredito que vocês vão permitir que essa puta jante conosco. – Se enfurece Cebola olhando para uma nova integrante.

– Quem é ela? – Sussurro para Magali e ela me olha meio pra baixo.

– Foi ela que fez você perder a memória. Irene. – Responde e eu encaro aquela guria com raiva.

– Só um instante. – Digo e me levanto indo direto na frente daquela naja. – Isso é por causa do que você me fez. – Dou-lhe um soco muito forte a fazendo cair no chão. O lugar onde eu acertei o soco, começou a sangrar.

– Sua vadia, eu juro que da próxima vez você vai morrer de verdade. – Diz ela se levantando pronta para vir para cima de mim, mas uma ruiva, Marina interfere a dando outro soco igual o meu.

– E isso é pelo Daniel! – Exclama com raiva.

– Ela não pode mais ficar no nosso grupo. – Diz Magali e eu meio que me surpreendo, não por ela querer isso, mas por ser ela quem falou sobre isso. – Ela é um risco para todo mundo.

– Vocês não podem me mandar embora. – Diz ela desesperada. – Não irei sobreviver lá fora.

– Azar o seu, amanhã cedo você não será mais do nosso grupo. Vamos seguir sem você. – Diz Cascão sério e ríspido.

Todos não falaram mais nada. Cascão era o líder, mas não foi por isso que ficamos quietos, mas sim, porque todos concordavam com a expulsão.

~*~_~*~_~*~

– Cebola? – O chamo abrindo devagar a porta do seu quarto.

– Mônica?! – Exclamou pulando da cama e indo em minha direção. – Você lembrou? – Perguntou com um olhar cheio de esperança e felicidade.

– Er... Não. – Respondo e me sinto mal por ver seu olhar se tornar cinza novamente.

– Ah. Então... O que faz aqui? – Pergunta coçando a nuca.

– Eu queria ver se você está bem... – Começo enquanto ele vai até a cama e se senta.

– Na medida do possível. – Diz dando uma risada falsa.

– E também... – Minha voz se perde por nervosismo e vergonha.

– Também? – Insiste e eu o olho profundamente.

– Gostaria de tentar de novo se você quiser. Mas nada já muito rápido, tipo ir se conhecendo devagar e ver como se desenrola. – Falo rapidamente e sem nenhuma pausa. Ele vai me achar uma idiota, olha a cara dele sem expressão, deve me achar a maior babaca e atirada.

– Eu adoraria. – Sorri ele, feliz e aliviado. – Seria ótimo.

– Que bom. – Digo aliviada e constrangida, devo estar mais vermelha que um tomate.

– Não aguento mais ficar longe de você. – Confessa constrangido, suas bochechas estavam levemente coradas o que o deixou mais lindo e fofo.

– Assim você vai me matar de vergonha. – Digo rindo e me levantando. – Então... Vou ir dormir, amanhã nos falamos.

– Ah, claro. – Diz ele me acompanhando até a porta.

– Boa noite. – Digo abrindo a porta.

– Dorme bem. – Sorri.

– Tchau. – Digo e logo lhe dou um selinho um pouco demorado, mas também depois disso, saio correndo para meu quarto sem nem o olhar.

Estou com tanto calor e vergonha, mas eu queria dar aquele selinho, ele foi tão fofo e não tentou forçar nada, mesmo sabendo que já tínhamos algo antes. Estou parecendo uma adolescente, sorrindo que nem boba por algo tão normal e bobo, mas fazer o que? Estou feliz com isso. Ele me traz conforto, segurança, tudo de bom só de chegar perto.

Cebola, mesmo tendo esquecido de você. Você está me fazendo querer me apaixonar de novo.

Só espero que isso dê certo.


Notas Finais


Até mais!!


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