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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 1


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Olá meus amores! História nova pra vocês, espero que gostem! <br /><br />Vou tentar atualizar o máximo que conseguir, espero que tenham paciência comigo e se apaixonem pela história tanto quanto eu quando a escrevo. 🥰🥰<br /><br />Desde já agradeço aos favoritos e comentários, vocês fazem parte do meu coração ❤️❤️❤️

Capítulo 1 - O Começo


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 1 - O Começo

POV MACARENA

- Meu nome é Macarena Ferreiro, tenho 18 anos e sou estudante de Direito na UAM, a melhor universidade da Espanha. - Eu digo, cruzando as pernas no banquinho que sentava. 

- Eu vim de uma cidade pequena e de uma educação pobre, mas consegui passar aqui com muito esforço, e estou realizando todos os meus sonhos. - Dou um sorriso. 

- Eu encorajo você a dar o seu máximo e acreditar em seus sonhos, porque eles são possíveis! Você só precisa acreditar em você mesmo. - Finalizo com as mãos segurando meu joelho, e dando uma piscadinha pra câmera. 

- Corta! - Ouço a diretora gritar, enquanto se aproxima de mim. - Macarena, impecável como sempre. Obrigada por ter aceito fazer isso. - Ela diz sorrindo, parando em uma distância respeitável de mim.

- Eu que agradeço por acreditar em mim, Senhora Villaroch. - Dou um sorriso amigável à diretora da faculdade. 

- Você pode voltar para os seus amigos agora, tenha um ótimo primeiro dia! - Ela diz alto enquanto se afastava de mim, entrando em uma porta em minha diagonal. 

Apenas sorrio e me levanto da cadeira, pegando minha mochila vermelha da Nike e me dirigindo até o pátio da escola, onde sabia que meus amigos se encontravam. 

- Aí ele disse: eu não queria ser você. - Ouço Cachinhos dizendo alto e todos da rodinha rindo enquanto me aproximava. 

- Maca! Sente-se aqui. - Valbuena diz, batendo no banco do seu lado. 

O ignoro completamente e me sento do lado de Cachinhos, que havia guardado espaço do seu lado com sua bolsa preta. 

- E aí loira, quanto tempo. - Ela diz baixo, me olhando com um sorriso. 

- Pois é, como foram suas férias? - Pergunto, colocando minha mochila em cima da mesa. 

- Ah foi legal, ficamos na praia a maior parte do tempo e visitamos alguns países vizinhos. - Ela diz sem fazer caso, olhando pra frente. - E o seu? - Ela pergunta enquanto toma um gole da sua água. 

- Visitei meus pais, fiquei lá o tempo todos com eles pra matar a saudade. - Digo dando um sorriso, me lembrando das férias maravilhosas que tive com eles. 

Sentia muita falta dos meus pais, os amava mais do que tudo, e doía ficar longe deles por tanto tempo. Eles moravam em uma pequena cidade no interior da Espanha, milhares de quilômetros de Madrid, os via apenas uma vez por ano. 

Havia me mudado pra Madrid há apenas um ano, assim que passei na faculdade. No começo meus pais ficaram com medo e tristes, mas depois me apoiaram muito, me ajudando a prosseguir. 

Não conhecia ninguém e pensei que não me adaptaria, mas acabei fazendo várias amizades e me tornando uma aluna exemplar na escola, sempre tirando notas ótimas e ganhando honrarias e medalhas. 

Eu não largava mão de sair com meus amigos, saíamos pelo menos uma vez por semana, as vezes pra boates, barzinhos ou restaurantes, mas sempre nos reuníamos. 

Cachinhos, Fábio, Tere, Antônio e Valbuena compunham o “grupinho” comigo, e todos éramos inseparáveis. Dali, o único que eu não gostava muito era Valbuena, mas o aturava pois era muito amigo de Fábio e Antonio, que eram muito meus amigos. 

- Maca, vamos! O sinal já tocou. - Saio de meus devaneios assim que Cachinhos me chacoalha, chamando minha atenção. 

Sacudo a cabeça e pego minha mochila, seguindo o pessoal enquanto íamos até a sala Número 7, onde teríamos nossa aula de Direito Penal, uma das mais importantes do curso. 

Assim que chegamos, sentamos todos juntos nos nossos lugares de sempre e esperamos a professora chegar. Tirei o penal e o caderno em branco da minha mochila e os coloquei em cima da mesa, mas deixo muito na ponta e tudo cai em apenas alguns segundos. 

- Droga. - Digo enquanto me abaixo pra ajuntar os materiais.

Vejo outra pessoa me ajudar a catar tudo, mas não havia olhado quem era, imaginei ser uma aluna do curso também.

- Obrig... - Começo a agradecer, mas logo sou interrompida pela visão que eu havia acabado de ter. 

Uma mulher ruiva incrivelmente bonita se levantava na minha frente, me entregando os materiais. Ela usava um terninho vermelho e uma blusa branca por baixo, tinha um coque preso na cabeça, apenas deixando a franja perfeita solta. Sua roupa realçava muito seu decote, o qual eu fiquei encarando por alguns segundos. 

Ela aparentava ter uns 30 anos, seu rosto era jovem e bem cuidado. Não usava maquiagem, apenas seu olho era circulado com um lápis escuro, a dando um ar misterioso. Seu rosto era extremamente angelical e eu estava paralisada naquele momento com tanta beleza. 

- Está tudo bem? - Ela pergunta quando vê que eu estava travada. 

- S-sim, obrigada. - Digo nervosa e pego as coisas da mão dela.

Assim que peguei os objetos da sua mão, encostei nela por alguns segundos e pude sentir uma onda eletromagnética percorrer todo o meu corpo, era como se eu tivesse sido atingida por um raio, e todo o meu corpo se eletrocutou. 

Voltei imediatamente pra minha carteira, que para o meu azar, ou sorte, era muito perto da mesa da professora. Eu gostava sempre de ficar perto do professor, assim conseguia conversar e tirar minhas dúvidas mais facilmente. Não sabia se aquilo seria algo bom naquele momento. 

- Pessoal, silêncio. - Ouço ela falando, e então toda a atenção se volta nela. - Obrigada. Me chamo Zulema Zahir, mas me chamem de Professora ou Senhora Zahir, por favor. - Ela diz enquanto escreve seu nome no quadro negro. 

- Professora? - Valbuena levanta a mão, chamando sua atenção. 

- Sim? - Ela diz, atendendo ao seu chamado.

- Posso chamar você de amor da minha vida? - Ele diz enquanto dá tapinhas nas mãos de outros colegas, se achando. 

Olho para a professora novamente e vejo seu rosto sério, e então ela retorce a boca levemente. 

- Qual seu nome? - Ela pergunta, desfazendo o tumulto. 

- Ismael Valbuena. - Ele diz, cruzando os braços. 

- Bom, Ismael, saia da minha sala, por favor. - Ela diz, apontando para a porta. 

- Oi? - Ele pergunta debochadamente. - Você sabe quem meu pai é? Ele pode te processar em dois segundos. - Termina, em um tom superior. 

- Pouco me importa, saia da minha classe agora mesmo! - Ela altera seu tom e sua voz sai amedrontadora, tirando o sorriso do rosto dele.

- Não queria ficar nessa aula de merda mesmo. - Ele diz pegando suas coisas e saindo pela sala. 

- Agora que o playboyzinho saiu, vou fazer uma chamada pra recordar os nomes de vocês, certo? - Ela diz, pegando uma folha de papel. 

A professora chamou vários nomes, e olhava um estudante por um, os analisando por alguns segundos. Não conseguia tirar meus olhos dela, me sentia completamente hipnotizada por sua beleza e não ouvi quando ela chamou meu nome. 

- Maca. - Cachinhos me chama, dando um soco em meu braço, fazendo eu voltar pro mundo real. 

- Presente. - Digo alto, e então sinto o olhar quente da professora em minha direção. 

Fizemos contato visual por alguns segundos e podia jurar que vi um sorriso se formar no rosto dela por um milésimo de segundos, ou era apenas minha imaginação, poderia ter sido ambos. 

- O que aconteceu com você? Está no mundo da lua? - Tere pergunta no meu ouvido, fazendo eu revirar os olhos. 

- Não, Tere. Quem fica no mundo da lua é você, esqueceu? - Digo sinicamente, me referindo ao seu hábito de fumar drogas. 

- Pegou pesado hein Maca. - Ela diz, voltando ao seu lugar.

Assim que a professora terminou de fazer a chamada, ela deu mais uma última olhada pra turma toda, demorando seu olhar um pouco mais em mim, pelo menos era o que eu achava. 

- Vamos dar início á aula então. - Ela diz finalmente, pegando fichas na mão e se posicionando perto do telão, onde passaria slides.

A aula passou voando, assim que dei conta por mim, o sinal já havia tocado e todos tinham levantado de suas cadeiras, guardando suas coisas nas mochilas. Levantei-me e fiz o mesmo, me amaldiçoando por estar tão fora no dia de hoje. 

Eu não havia prestado atenção nenhuma na aula, não me lembrava uma sequer palavra que a professora havia dito, e muito se devia ao fato que ela era incrivelmente linda, chamando toda a minha atenção. 

Eu teria que me controlar se ela fosse minha professora até o final do curso... eu sabia que era bissexual e me sentia atraída por homens e mulheres, mas nunca havia me atraído tanto por uma pessoa como me senti assim que vi ela. 

Teria que superar aquela “quedinha” se quisesse me dar bem em sua matéria, que como eu já disse, era uma das mais importantes do curso. Não pretendia reprovar nem tirar notas baixas, continuaria com meu desempenho exemplar e nada mudaria aquilo. 

Após sua aula tivemos o intervalo, indo para a cantina pegar algo pra comer. Havia trazido uma maçã e um suco de uva, e os ingeri rapidamente. 

Me sentia avoada durante todo o momento, meus amigos conversavam e riam em torno de mim, enquanto eu apenas conseguia lembrar daqueles olhos castanho-esverdeados me olhando, de uma forma tão sublime. 

Tentei voltar minha atenção para a conversa diante de mim, mas não estava entendendo nada, então desisti. 

- Vou no banheiro. - Digo, jogando os restos da comida no lixo. 

Me direciono até o local e entro em uma das cabines, fazendo minhas necessidades e me secando rapidamente. Assim que saí pela porta, senti meu coração acelerar, a professora estava ali, lavando suas mãos. 

Me aproximo lentamente da bancada e começo a fazer o mesmo, tentando não fazer contato visual com ela. 

- Macarena, né? - Ouço ela perguntar e então a olho, ela estava apoiada na bancada, secando as mãos com uma toalha de papel. 

- Uhum. - Afirmo, voltando meu olhar para minhas mãos, como se fossem a coisa mais interessante do mundo no momento. 

- Anabel me disse que você é uma das melhores alunas da universidade, fico feliz que é minha aluna. Espero que nos demos bem durante seu curso. - Ela diz, dando um sorriso fraco, apoiando uma mão na bancada. 

Apenas dou um sorriso, tentando esconder meu nervosismo de estar perto dela e ela estar olhando pra mim. 

- Enfim, se precisar de qualquer coisa pode me chamar. - Ela finaliza e sai pela porta, me deixando sozinha. 

Solto todo o ar que nem sabia que estava segurando e desligo a água da torneira, ainda com as mãos molhadas. Tentava me recuperar daquele momento e o bi panic que eu havia acabado de ter.

Mesmo não querendo, ela havia causado fortes emoções dentro de mim, sentia meu peito subir e descer freneticamente, meu coração palpitava rápido e sentia minhas mãos tremerem levemente. Não sabia o que era exatamente que ela tinha, mas sentia que era diferente de todas as outras pessoas que eu já havia conhecido. 

Ouvi o sinal tocar e então voltei até a cantina pra encontrar meus amigos, e logo nos dirigimos até a sala 9, onde um professor careca nos esperava. 

- Caramba, vários professores novos esse ano hein. - Fábio diz baixo enquanto nos sentamos nas cadeiras de costume. 

- Bom dia alunos, me chamo Carlos Sandoval e serei seu novo professor de Filosofia Geral e Jurídica. - Ele diz, escrevendo o nome no quadro.

Suspirei com aquela informação, eu não gostava muito daquela matéria, achava inútil e superestimada, não servia para praticamente nada em nosso futuro, e ainda assim éramos obrigados a fazer. 

- Que professor gato, hein. - Ouço Tere dizendo baixinho, fazendo todos darem uma risada. 

- Sai que eu vi ele primeiro. - Palácios diz, cruzando os braços em desacordo. 

- Sou mais a Professora Zahir. - Cachinhos diz com um sorriso malicioso, fazendo todos concordarem. 

Não posso evitar de sentir meu sangue subir com aquela afirmação, mas não sabia exatamente o por que. Resolvi deixar pra lá e prestar atenção no professor, que já fazia a explicação da matéria. 

O dia passou rapidamente e tivemos mais duas aulas com professores também novos, era como se a universidade havia mandado todos os velhos embora e contratado sangue novo, não havia visto nenhum professor antigo até o momento. 

Uma das professores era cigana, chamada Saray Vargas, ela tinha um cabelo longo preto e usava roupas diferentes, era muito animada e divertida, praticamente todos da turma já haviam gostado dela e feito “amizade”. 

Sempre voltávamos de carona com Fábio, que deixava eu, Cachinhos e Valbuena em nossas casas, ele era o motorista do grupo, e um dos mais responsáveis ao meu lado.

Assim que cheguei na minha pequena quitinete, larguei as chaves em cima da mesinha e me joguei no sofá, descansando meu corpo que estava dolorido, mesmo sem eu ter feito nenhum esforço físico. Estava sentindo a idade chegar, só podia. 

Ouço meu gato miando e se aproximando de mim, e dou um sorriso quando ele se esfrega em minhas pernas. Pego ele no colo e sinto que ronronava, o acaricio por alguns minutos e logo levanto, indo até a cozinha preparar algo pra comer. 

Enquanto almoçava, ouvi meu celular apitar e logo vi ser uma mensagem de Cachinhos no grupo dos amigos, sugerindo que saíssemos hoje para comemorar o volta às aulas. Todos concordaram e estavam combinando um lugar pra ir, apenas deixei eles escolherem, qualquer lugar estaria bom pra mim.

Como eu trabalhava meio período de recepcionista em uma advocacia, me arrumei para ir, colocando meu vestido vermelho de uniforme e um salto da mesma cor. Passei uma maquiagem leve pelo rosto e logo estava no carro, indo em direção ao trabalho. 

O tempo passou rapidamente, sempre tinha meu tempo cheio no trabalho já que trabalhava apenas meio período. Apesar das poucas horas, ganhava relativamente bem, conseguia me manter e comprar algumas coisinhas pra mim. 

Assim que o relógio deu 18 horas, bati meu ponto e me despedi de todos, indo até meu carro e voltando pra casa. Liguei uma música animada e ia pelo caminho batendo os dedos no volante com animação. 

Cheguei em casa e logo tomei um banho, me arrumando para sair com meus amigos às 19 horas. Eles haviam decidido de ir em um pub, um de nossos favoritos, então coloquei apenas uma calça preta e uma camisa xadrez, deixando os primeiros botões soltos, aparecendo um decote generoso em meu corpo. 

Ouvi buzinas no lado de fora e constatei ser Fábio, nossa carona. Peguei minha carteira e tranquei a porta, indo até o carro e me sentando no banco de trás, já vendo Palácios e Valbuena ali. 

Fomos conversando e rindo o caminho inteiro, até que chegamos no pub, que era apenas alguns quilômetros da minha casa. Entramos e nos sentamos em uma mesa redonda, onde cabia todo o pessoal. 

Pedimos nossas bebidas, que logo chegaram. Havia me sentado do lado de Cachinhos e Palácios, que conversavam e me incluíam no meio, fazendo eu me sentir parte da conversa. 

Assim que minha bebida terminou, resolvi ir pegar mais, eu era forte pra bebida, sabia que aguentaria tranquilamente mais uma. Fui até a bancada e pedi para o bartender mais um Red Martini, uma das minhas bebidas preferidas. 

Ele logo foi preparar e então me virei para frente, onde um homem tocava violão e cantava uma música suave, que preenchia o lugar e o tornava mais leve e casual. 

- Um uísque com gelo, por favor. - Ouço uma voz feminina e familiar do meu lado, e logo olho em direção da pessoa, sentindo meu coração palpitar rapidamente com a mulher ruiva que agora olhava em minha direção.


Notas Finais


O que estão achando?? Espero vocês nos comentários 🥰🥰🥰


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