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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 13


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Chegayy KKKKK

Boa leitura ❤️❤️

Capítulo 13 - Crise


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 13 - Crise

POV MACARENA

- Maca, eu... - Zulema diz, tentando se explicar, mas não dou espaço para isso.

Apenas dou as costas pra ela e vou correndo até o banheiro, onde eu entro e tranco a porta com força, querendo quebrar tudo o que eu via pela frente. 

- Maca, abre essa porta. - Zulema diz, batendo na porta. 

Sinto o ar faltar no meu peito, e logo percebo que uma crise de ansiedade me invade, fazendo meu corpo inteiro tremer e eu chorar mais ainda. 

- Maca, abre por favor. - Ouço Zulema dizer mais baixinho.

- S-sai daqui. - Digo com dificuldade, sentindo uma falta de ar imensa. 

- Senhora Zahir, deixa comigo. - Ouço a voz de Cachinhos na porta. 

- Eu... eu quero explicar o que ela viu... - Zulema diz, um pouco desapontada. 

- Depois você faz isso ok? Agora eu preciso ajudar ela. - Ela diz calma. 

- Está bem. - Zulema diz, e tudo fica em silêncio por alguns segundos. 

- Maca? Sou eu, pode abrir. - Cachinhos diz carinhosamente, batendo de leve na porta. 

Assim, destranco a porta e logo vejo ela entrar, me encostando na parede em quase uma posição fetal.

- Está tendo uma crise? - Ela pergunta baixinho, e apenas confirmo com a cabeça, me abraçando mais forte ainda. 

Cachinhos não diz mais nada, apenas se senta do meu lado e me abraça, fazendo eu chorar mais ainda com aquilo. 

- Vai ficar tudo bem Maca. Eu não sei o que aconteceu com você e Zulema, mas tudo vai ficar bem, prometo. - Ela diz, acariciando meu cabelo. 

- Eu não consigo me controlar, é a ansiedade falando. - Digo com dificuldade, soluçando. 

- Eu sei Maca, está tudo bem. Esperaremos passar e então sairemos. - Ela diz baixinho, continuando a me abraçar. 

Após alguns bons minutos, minha respiração se regulou e eu já não sentia mais meu corpo tremendo, sinalizando que a crise havia passado. Cachinhos percebe isso e levanta, estendendo a mão pra mim e me ajudando a levantar. 

- Lave o rosto pra gente voltar. - Ela diz, e a obedeço, passando a água gelada em meu rosto vermelho. 

Respirei fundo e sequei o rosto, fazendo ele voltar ao normal, em excessão das olheiras que agora estavam destacadas em meu rosto.

- Vamos? - Cachinhos diz, estendendo a mão pra mim e sorrindo. 

Apenas confirmo com a cabeça e tomo sua mão, fazendo com que saíssemos dali.

O sinal já havia batido, e havia acabado de me lembrar que a primeira aula era bem a classe de Zulema, fazendo eu respirar fundo ao chegarmos ali na porta da sala dela. 

POV ZULEMA

Eu já havia começado a aula com a turma de Macarena e me encontrava muito incomodada com sua cadeira vazia. Eu realmente não havia imaginado que ela reagiria tão mau assim somente de ver Helena me beijando. 

Será que ela já tinha sentimentos tão fortes assim por mim para reagir daquele jeito? Só de pensar em uma coisa daquelas, meu estômago se revirava. Eu realmente não queria que Macarena tivesse sentimentos por mim, pois eu sabia que ela apenas se machucaria no final. 

- Turma, estão conseguindo fazer os exercícios? Se precisarem de ajuda é só pedirem. - Digo, e recebo alguns murmúrios de volta. 

- Consegue me dar a resposta da 5? - Ouço alguém dizer e levanto a cabeça, constatando ser Valbuena, como sempre. 

- Leia o livro que você acha. - Digo, me segurando muito para não revirar os olhos. 

- Mas é mais fácil se você me der, não acha? - Ele diz malicioso, fazendo eu me enojar. 

Antes que eu pudesse responder e colocá-lo no seu lugar, ouço baterem  na porta, e sou obrigada a ir atendê-la.

- Olá senhora Zahir, podemos entrar? - Cachinhos diz, enquanto Macarena estava atrás dela. 

- Claro meninas. - Digo, abrindo mais a porta e deixando as duas passarem. 

Macarena apenas encarava o chão enquanto passava, e logo se sentou na sua cadeira de costume, colada com a minha. 

Assim que passo as atividades para as duas, me sento na minha cadeira e olho para Macarena, que fazia os exercícios sem nenhuma vontade. 

Não satisfeita, pego meu celular na mão e pigarreio levemente, fazendo Macarena olhar para mim, então aponto para o celular, insinuando que ela pegasse o dela, e foi o que ela fez. 

Z: Você está bem? 

Macarena demora algum tempo para responder, ainda que estivesse olhando para a tela o tempo inteiro.

M: Estou.

Z: Pois não parece. 

M: Impressão sua, estou ótima.

Estava começando a digitar, mas Macarena continuou e mandou mais uma mensagem. 

M: Agora se me der licensa, preciso fazer as atividades, professora.

Ela mandou essa última mensagem e bloqueou o celular, voltando ao seu livro de atividades.

Após isso, me levantei da cadeira e andei entre os estudantes, tentando disfarçar a frustração que eu sentia. 

- Alunos, todos terminaram? Vamos corrigir. - Digo após alguns minutos, voltando para a frente da classe. 

POV MACARENA

Havíamos acabado de corrigir as atividades quando o sinal tocou, fazendo eu agradecer mentalmente por aquilo. 

Em seguida tivemos aula com a Senhorita Vargas, onde eu vi que Cachinhos flertava descaradamente com ela, fazendo eu me preocupar com aquilo, pois ela poderia se dar muito mal caso alguém descobrisse. 

Pensando naquilo, eu entendia o que Zulema sentia sobre mim... apenas uma garota, que poderia arruinar toda a sua vida e carreira que construiu ao longo de anos, e me senti muito mal por aquilo. 

As outras aulas passaram rapidamente, estava com a cabeça na lua como sempre, e sequer percebi que a última aula era com a Senhora Nuñez, apenas fui no automático e quando eu vi, o sinal de ir embora já havia tocado. 

Sendo assim, voltei com meus amigos para casa. Eles foram conversando e rindo o tempo inteiro enquanto eu só fingi estar a par da conversa, mas me sentindo vazia por dentro

Assim que cheguei em casa, apenas joguei tudo no chão e peguei apenas meu celular, me jogando no sofá, vazia e exausta de tudo o que estava acontecendo ultimamente. 

Ouço meu celular vibrar e cogito não ver o que era, mas considerei que poderia ser meus pais ou alguma notícia importante, então o peguei. 

Assim que vi de quem era a mensagem, minha barriga se encheu de borboletas imediatamente, e me amaldiçoei por aquilo. 

Z: Oi Maca, posso ir aí?

Assim que vi aquela mensagem, eu sentia meu interior gritando, se esgoelando, para que eu dissesse que sim, e que deixasse ela cuidar de mim, mas eu lutava intensamente contra aquilo. 

M: Daqui a pouco vou trabalhar. 

Mando apenas, e bloqueio o celular, me movendo com dificuldade até a cozinha e fazendo algo para comer enquanto deixei o celular em cima do sofá. 

Após almoçar, fui até meu quarto e me arrumei para o trabalho, que eu já estava quase atrasada. O momento inteiro eu pensava em Zulema, e aquilo estava literalmente acabando comigo e me “comendo” inteira por dentro.

Coloco meu uniforme de sempre e entro no carro, dando um suspiro e a partida, dirigindo até o local onde eu trabalhava. 

A única parte que eu não gostava daquele trabalho, era que eu precisava colocar um sorriso no rosto mesmo que estivesse um caco por dentro, pois eu era obrigada a fazer aquilo. 

Parece que quando você está triste, nem o sorriso forçado vem direito, e as pessoas percebem imediatamente que você não está bem, só não ligam o suficiente pra perguntar.

Após um torturante turno no trabalho, finalmente cheguei em casa, mas pra minha surpresa, assim que parei o carro para abrir o portão, vejo o carro de Zulema ali. 

- Ah não. - Digo baixinho para mim mesma ao vê-la descer do carro. 

Abro o portão e entro na garagem de casa, mas Zulema faz o mesmo, e assim que saio do carro, ela se aproxima mais de mim. 

- Você me evitou o dia inteiro. O que aconteceu? - Ela diz, me prensando contra o carro. 

- Z-Zulema, me deixa em paz. - Digo com dificuldade, a empurrando para longe de mim.

Assim que abro a porta, ambas entramos em casa, e me afasto de Zulema, que ficou parada perto da porta. 

- É por causa da Helena? - Ela pergunta, fazendo meu estômago revirar quando ela pronuncia seu nome.

- Zulema, eu estou pouco me fodendo para quem você transa ou deixa de transar. - Digo irritada, dando as costas pra ela. 

- Pois não parece. - Ela diz, fazendo eu me irritar mais ainda. 

- Só por que transamos, não quer dizer que somos exclusivas. - Ela diz, agora muito perto de mim, acariciando meu braço. 

- Estou ciente disso. - Digo com os braços cruzados, afetada com seu toque. 

- Não é como se você não transasse com outras pessoas, né? - Ela pergunta, fazendo meu sangue ferver com aquilo. 

- Quer saber mesmo? Não, Zulema, eu não “transo” com mais ninguém além de você. - Digo, fazendo aspas raivosas. 

- E por que não? Você é linda, deve ter vários atrás de você. - Ela pergunta confusa. 

- Porque eu estou apaixonada por você! - Deixo escapar em um deslize, e logo cubro minha boca assustada. 

Assim que ouve aquelas palavras, Zulema desfaz o sorriso em seu rosto e arqueia as sobrancelhas, olhando para o chão. 

- Eu realmente não queria que chegasse nisso. - Ela diz decepcionada, colocando a mão na cabeça. 

- Zulema... - Tento me aproximar dela, mas ela se afasta. 

- Macarena, você não entende... eu não posso me envolver com você. Não podemos continuar com isso, não quero que você se machuque. - Ela diz, dando as costas pra mim e indo até a porta. 

- E quem vai me machucar? Você? - Digo depressa, me colocando na sua frente. 

- Exatamente! Eu não sou boa Macarena, eu não tenho e nem quero ter um relacionamento sério. - Ela diz, ainda sem olhar em meus olhos. 

- Não precisamos tornar isso sério se você não quiser. - Digo, já desesperada com o rumo daquela conversa. 

- Você acabou de dizer que está apaixonada, eu não posso fazer isso com você. - Ela diz, tentando ir até a porta, mas a impeço com ambas as minhas mãos em seu peito. 

- Vai me dizer que você não sente nada por mim? - Digo ousada, fazendo ela olhar em meus olhos. 

- Macarena, eu... - Zulema balbucia, desviando o olhar novamente, mas ergo seu queixo e junto nossos lábios. 

Zulema não lutou contra aquilo, o que fez eu agradecer mentalmente. Segurei seu queixo enquanto pedia passagem com a língua, que foi concedida sem resistência. 

Aprofundo o beijo calmamente, e posiciono minha outra mão em sua nuca, acariciando seu cabelo tão macio e sedoso. 

Assim que iria aumentar a intensidade, Zulema descola nossos lábios, se afastando de mim e me olhando desnorteada. 

- Você não pode mais fazer isso, eu a proíbo. - Ela diz, secando a boca. 

- Você me proíbe? - Digo desacreditada, rindo irônica. - O que vai fazer se eu desobedecer? - Pergunto maliciosa, andando em sua direção. 

- Vou ter que tomar medidas mais severas, como contar à diretora. - Ela diz, e paro de andar imediatamente. 

- Você não faria isso. - Digo, sentindo meu peito acelerado. 

- Não duvide de mim. - Ela diz, me olhando ameaçadoramente. 

- Quem é você, e o que fez com a minha Zulema? - Digo, totalmente desapontada com ela. 

- Eu sempre fui assim, você só está percebendo agora, pois estava muito ocupada sonhando com contos de fadas. - Ela diz secamente, fazendo meus olhos marejarem. 

- Sai daqui. - Digo magoada, apontando para a porta. 

Zulema não diz nada, apenas se direciona para fora, saindo e fazendo com que eu batesse a porta muito forte, dando um barulho alto. 

POV ZULEMA

Havia acabado de entrar no meu carro, e sentia minhas mãos tremendo e uma vontade enorme de chorar me tomar, fazendo eu dar um soco no volante, machucando um pouco minha mão. 

- Que merda! - Digo, enquanto lágrimas já saem por meus olhos. 

Eu estava arrasada, pois não queria ter dito nada daquilo para Macarena, mas eu sabia que precisava ser feito, para que ela não se machucasse. 

Por mais que eu soubesse os sentimentos que tinha por ela, não os admitiria, não podia fazer isso. Além de arruinar a minha vida, arruinaria a dela também, e eu não podia fazer aquilo com ela. 

Após alguns minutos, seco as lágrimas que restaram e dou a partida, chegando em casa após algum tempo. 

Assim que cheguei, apenas tomei um banho, fiz minhas higienes e fui dormir, apagando por conta do choro que havia me dado muito sono. 

No outro dia, acordo com o rosto um pouco inchado por causa da “ressaca” de choro que ainda restava em mim.

Vou até o banheiro e lavo o rosto com água fria, conseguindo diminuir um pouco o tamanho das olheiras e cobrindo o resto com maquiagem e corretivo.

Me arrumei em minutos e logo estava na universidade, vendo Macarena com seus amigos na mesa de sempre, e vi que ela dava risada com eles, fazendo eu me incomodar em certo ponto com aquilo. 

Chego em minha sala e dou as aulas do dia, não conseguindo tirar Macarena da cabeça por um segundo sequer e me amaldiçoando mentalmente por aquilo. 

Não tinha aula com ela hoje, mas sabia que precisava conversar com ela urgentemente por alguma razão. Então, assim que o sinal tocou, saí rapidamente da sala e fui até o lado de fora, encontrando seus amigos mas não vendo Macarena. 

- Cachinhos, sabe onde Macarena está? - Pergunto, olhando para os lados a sua busca. 

- Ela está com o professor Sandoval, ela está ajudando ele com alguma coisa. - Ela diz, e volta a mexer no seu celular. 

Por algum motivo, não gostei nada daquela informação, e resolvi instintivamente ir até a sala de Sandoval, vendo que a porta estava fechada. 

Assim que iria bater na porta, ouço a voz de Macarena lá dentro e resolvo ouvir um pouco, para saber do que se tratava aquilo. 

- Você é uma menina muito linda Macarena, você sabia? - Ouço Sandoval dizendo, parecendo malicioso. 

- Ah, obrigada. - Ouço a voz de Macarena, e sinto meu coração palpitar. 

- Você pensou na minha oferta? - Ele diz, e sinto meu estômago revirar com aquilo. 

- E-eu... não teria outro jeito? - Ouço ela perguntando nervosa. 

- Tem, mas esse jeito é mais gostoso, não acha? - Ele diz, e sinto o sangue subir de tanta raiva que sentia.

- Err... eu... - Ela diz, mas para imediatamente, e ouço sons abafados, parecendo que estavam se beijando. 

Assim que ouvi aquilo, não respondia mais por mim, e acabei abrindo a porta de supetão, vendo Sandoval agarrando Macarena, que tentava sair das mãos daquele asqueroso. 

- Solta ela agora seu hijo de puta! - Digo alto, partindo pra cima dele e o jogando no chão. 

- Zulema, calma! - Ouço Macarena dizer, mas a ignoro. 

Desfiro um soco na cara de Sandoval, fazendo sua boca sangrar e ele ficar desnorteado. Não satisfeita, dou mais socos nele, me sentindo mais enraivecida a cada golpe, querendo acabar com sua raça naquele momento mesmo

- Zulema, para por favor, alguém vai descobrir! - Macarena diz desesperada, e finalmente me tomo por mim. 

Assim, me levanto de cima de Sandoval, que continuou no chão quase inconsciente. 

- Se você contar pra alguém, termino de te matar, seu estuprador de merda. - Digo enojada, cuspindo nele. 

- Ei, vamos, por favor. - Macarena diz preocupada, praticamente me empurrando até a porta da sala. 

- O que diabos aconteceu aqui? - Ouço uma voz perguntar na porta, e assim que vejo quem é, sinto meu corpo inteiro gelar. 

- D-diretora Villaroch... - Digo nervosa, escondendo minhas mãos ensanguentadas.


Notas Finais


O que acharam?? O que será que vai acontecer hein?? 😁🥰❤️


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