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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 15


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Volteiii, espero que gostem 🥰🥰

Capítulo 15 - Discussão


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 15 - Discussão

POV ZULEMA

- Ah Cachinhos... - Macarena diz assim que entramos no quarto, e começa a chorar.

Fecho rapidamente a porta e dou um abraço nela, fazendo com que ela tremesse e soluçasse em meu ombro. 

- Vai ficar tudo bem. - Digo baixinho, e sinto ela balançar a cabeça negativamente enquanto continuava a chorar.

Separo nossos corpos, e Macarena desvia o olhar do meu.

- Ei, olha pra mim. - Digo calma, erguendo seu queixo gentilmente. 

Macarena finalmente olha em meus olhos, e posso ver a tristeza que ela sentia. Vi que a amizade que ela tinha com Kabila era maior do que eu imaginava, e entendi a dor que ela sentia. 

- Eu preciso ligar pra Saray, ela iria querer isso. Vai ficar bem aqui sozinha? - Pergunto baixinho, e ela apenas concorda com a cabeça. 

- Eu já volto. - Digo, secando as lágrimas em seus olhos e abrindo a porta. 

- Ah! Eu já estava indo abrir a porta. - Anabel diz assim que eu a abro.

- D-diretora... o que está fazendo aqui? - Digo nervosa com sua presença.

- Vim ver Stefania, ligaram para a escola. - Ela diz, como se fosse óbvio. 

Ela olha para dentro do quarto e vê Macarena, então arqueia uma sobrancelha. 

- Vocês... vieram juntas? - Ela pergunta suspeita. 

- Err, n-não... foi pura coincidência... - Digo nervosa, minhas mãos já suavam. 

- E por que você estava aqui? - Ela pergunta.

- Eu..... estava visitando uma amiga, aí vi a senhorita Ferreiro e, me preocupei com Kabila... Aliás, eu já estava voltando para a minha amiga, se me der licença. - Digo, passando por ela na porta. 

- Melhoras para a sua amiga. - Ela diz simpática. 

- Ah, claro... obrigada. - Dou um sorriso nervoso e olho para Macarena.

Ela dava um sorrisinho malicioso para mim, fazendo eu ter vontade de punir ela ali mesmo. Onde já se viu rir em um momento delicado e tenso como aquele? 

Tiro aqueles pensamentos da mente e saio de lá, me dirigindo até mais longe e discando o número de Saray, que demora algum tempo para atender.

- Alô Zule, não posso conversar muito agora... Cachinhos logo vai chegar aqui em casa. - Ela diz animada.

- Oi Saray... preciso te contar algo. - Digo receosa. 

- Aconteceu algo? - Ela pergunta um pouco preocupada.

- Você pode vir aqui no hospital? Receio que Kabila teve um acidente... - Digo, e ouço um barulho que parecia vidro quebrando. 

- Saray? Está tudo bem? - Pergunto preocupada, ouvindo sua respiração alterada. 

- V-você tá falando sério? - Ela pergunta desacreditada 

- Infelizmente sim. Quer que eu te busque? - Pergunto calmamente.

- E-eu não sei se vou conseguir dirigir... - Ela diz afetada. 

- Estou indo, me espere. - Digo prontamente, pegando as chaves do bolso e correndo até o carro. 

Assim que chego no veículo, dou a partida e logo chego na casa de Saray, que era um pouco perto do hospital. Ela estava muito abalada, não soltou uma palavra sequer no caminho todo, estava séria e com o rosto inchado do choro. 

- O-onde ela está? Preciso ver ela. - Ela diz, assim que saímos do carro. 

- Cigana, calma... a diretora está lá, ela não pode suspeitar de nada. - Digo, segurando seus ombros. 

- Eu não ligo! Preciso ver Cachinhos! - Ela diz alto enquanto lágrimas corriam por seu rosto.

- Eu sei, mas eu ligo. Você pode perder seu emprego... se acalma. - Digo baixo, e ela se acalma um pouco. 

- Zule... eu amo ela... não posso perdê-la. - Ela diz baixinho, me envolvendo em um abraço. 

Seu corpo tremia incontrolavelmente, e me preocupo muito com ela. Aquilo estava indo longe demais, Saray não deveria ter se apaixonado por uma aluna... aquilo poderia custar muito pra ela. 

- Saray, calma, tudo vai dar certo. - Digo, tentando acalmá-la.

Ela me solta de supetão e agarra o braço de uma enfermeira, que se assusta com aquele ato brusco. 

- Como está Estefanía Kabila que foi admitida aqui? Eu preciso saber! - Ela diz alto, e seguro seu braço. 

- Você é parente dela? - A enfermeira pergunta ainda assustada. 

- Ela é sua... irmã! - Digo, fazendo a enfermeira fazer uma careta julgadora. 

- É, sou irmã adotiva dela, algum problema? - Saray diz ameaçadora, fazendo a enfermeira se assustar mais ainda. 

- T-ta bom... A senhorita Kabila sofreu um acidente contra outro carro e está com algumas costelas quebradas e o estômago perfurado, mas já fizemos a cirurgia de emergencia e foi um sucesso. Só estamos esperando ela acordar. - Ela diz, e vejo Saray respirar aliviada. 

- Muito obrigada, e desculpe. - Ela diz, e a enfermeira apenas confirma com a cabeça. 

Assim, eu e Saray nos sentamos na sala de espera até que a diretora foi embora, sem nos ver. Assim que ela saiu, fomos correndo até o quarto de Kabila, achando ela acordada e sendo alimentada por Macarena com um pouco de dificuldade. 

- Cachinhos! Ah, graças a Deus! - Saray grita assim que vê ela e corre para abraçá-la.

- Oi meu amor. - Ela diz sorrindo, enquanto Saray a envolvia com os braços e a enchia de beijos. 

- Por favor, nunca mais faça isso... eu pensei que tinha te perdido. - Ela diz, deixando algumas lágrimas saírem. 

- Nunca te abandonaria, te amo demais pra isso. - Ela diz carinhosa e deposita um beijo na testa de Saray. 

Não posso deixar de sorrir para aquela cena, e quando vejo Macarena me olhando, sorrio mais ainda. Por mais que estivesse muito receosa com a situação, não se podia negar que a história era um tanto cômica.

Duas professoras que eram melhores amigas, ficando com suas estudantes, também melhores amigas. Aquilo daria um romance clichê ótimo em um livro ou filme, mas na vida real as coisas eram mais difíceis, nossas carreiras e o futuro delas corriam risco. 

Macarena me tira dos meus pensamentos quando levanta e se posiciona do meu lado, envolvendo minha cintura com um dos braços. 

- Elas são muito fofas, não acha? - Ela sussurra baixinho no meu ouvido, enquanto olhava Saray e Kabila sorrirem e conversarem.

- São... mas nós somos muito mais. - Digo em seu ouvido, fazendo ela sorrir maliciosa. 

- Não acho que sejamos mais fofas... Mas que somos muito mais gostosas e quentes, nós somos. - Ela diz, fazendo eu morder os lábios. 

- O que acha de deixarmos o casal feliz a sós e ficarmos gostosas e quentes na minha cama? - Digo maliciosa, e ela sorri. 

- Acho uma ótima ideia. - Ela diz, e dá uma mordida leve no lóbulo da minha orelha, me causando arrepios.

- Err, meninas, vamos indo tá? Um beijo. - Digo apressada, mas as duas nem dão bola, apenas continuam a conversar e sorrir.

Saímos do quarto e Macarena entrelaça nossas mãos, me causando borboletas no estômago com aquilo. Nunca havia ficado de mãos dadas com alguém em público, achava aquilo clichê e muito desnecessário. Mas, por algum motivo, eu realmente gostei de estar assim com Macarena... e aquela sensação me assustou muito.

Vamos em silêncio até o carro, e então abro a porta em um gesto cavalheiro para Macarena, que apenas sorri e entra. Logo vou até meu lado e dou a partida, indo rapidamente até em casa, mas assim que chegamos, vejo um carro familiar na entrada, e logo uma pessoa inconveniente sai do veículo assim que estaciono. 

POV MACARENA

Havíamos acabado de chegar novamente na casa de Zulema, e eu me encontrava muito feliz. Felicidade essa que durou pouco, somente até eu ver uma silhueta conhecida e extremamente indesejada se direcionando até nós.

- Oi Zule, como você tá meu amor? - Helena diz, se aproximando dela com um sorriso malicioso.

- Helena, eu... - Zulema tenta dizer, mas a interrompo, colocando meu corpo entre as duas.

- Seu nada, ela é minha. Agora se manca daqui antes que eu arranque essa palha de aço que você chama de cabelo. - Digo desafiadora, olhando em seus olhos. 

Helena era um pouco maior que eu, então tive que olhar um pouco pra cima na hora de olhar para ela. 

- Quem é essa pirralha Zule? Sua priminha? - Ela diz dando um sorriso debochado e passando a mão na minha cabeça. 

- Eu vou te mostrar quem é pirralha aqui, sua hija de puta. - Digo completamente irritada, quase arrancando a mão dela fora. 

Só não parti para cima dela e arranquei aquele sorriso debochado, porque Zulema segurou meus braços com toda a força, me impedindo de ir.

- Se acalme meu amor. - Ela diz baixo no meu ouvido, mas Helena ouviu. 

- “Meu amor”? Ah Zule, você realmente se rebaixou dessa vez hein? - Ela diz cínica. 

- Sou muito melhor que você, isso eu garanto. - Digo irritada, tentando me soltar de Zulema para atacar aquela naja.

- Ela é uma fofinha. - Ela diz apertando minha bochecha, e aquilo foi o ápice para que eu enlouquecesse. 

- ME SOLTA ZULEMA, VOU ACABAR COM ESSA VADIA! - Grito, fazendo com que Zulema me segurasse mais forte ainda. 

- Ui, ela é bravinha. - Ela sorri irônica.

- Zule, quando se cansar de brincar com esse ninfeta, me liga. - Ela diz, jogando um beijo no ar para Zulema e rebolando até seu carro.

Quando ela dá a partida, Zulema afrouxa meus braços e me solto dela, completamente louca de raiva. 

- Por que diabos você não falou nada?! - Digo alto, vendo a expressão séria de Zulema.

- O que queria que eu dissesse? - Ela pergunta um pouco alterada.

- Sei lá... qualquer coisa pra calar a boca daquela idiota já estava bom. - Digo enojada, e Zulema suspira. 

- Eu sei que Helena foi um pouco longe, mas... - Ela diz, mas a interrompo. 

- Um pouco longe? Ela me chamou de ninfeta! - Digo magoada com Zulema.

- Bom... ela não estava completamente errada, não é? - Ela diz, e finalmente explodo. 

- VOCÊ VAI FICAR DO LADO DELA SUA PUTA? - Grito muito alto, mas Zulema não muda de expressão.

- Olha Macarena, só estou dizendo que tecnicamente ela não mentiu, você realmente é muito mais nova que eu. - Ela diz, me fazendo rir ironicamente.

- Era só o que me faltava. Eu não acredito nisso Zulema, realmente não acredito. - Digo desacreditada passando as mãos pela cabeça.

- Vamos entrar, te acalma um pouco. - Ela diz, envolvendo minha cintura com os braços, mas me desprendo dela bruscamente.

- Eu não vou em lugar nenhum sua puta, vai se fuder! Eu vou pra casa. - Digo completamente irritada.

- Maca, você nem tá de carro. - Ela diz alto enquanto eu me afastava dela. 

- Tô pouco me fodendo. - Grito finalmente, e logo desapareço dali. 

Assim que me afastei o suficiente, peguei meu celular com as mãos tremendo e chamei um táxi, e ele chega após alguns minutos. 

Assim que chego em casa, jogo meu celular longe e me sento no chão, apoiando as costas na porta, e finalmente deixo tudo o que eu estava sentindo sair. 

Minhas mãos e meu corpo inteiro tremiam incontrolavelmente enquanto lágrimas corriam livremente por meu rosto, fazendo eu soluçar enquanto pensava em tudo o que havia acontecido e tudo que Zulema havia me dito. 

O que mais havia doído, era ela ter defendido aquela nojenta da Helena depois de todas as coisas ruins que ela havia dito, eu não podia conceber uma coisa daquelas. 

Meu peito subia e descia freneticamente enquanto eu chorava, eu me sentia cada vez mais sem ar e o meu corpo tremia muito, pensei que eu realmente fosse morrer.

Após alguns bons minutos, finalmente consigo controlar minha respiração e parar um pouco de tremer, então me levanto apoiada no sofá e sento no móvel, ainda me sentindo abalada. 

Em um momento de total revolta e raiva, pego minha bolsa e vou em passos pesados até meu carro, estava farta daquilo e acabaria com isso naquele momento. 

Dei a partida e cantei os pneus em velocidade até o lugar que eu desejava, um dos meus pubs favoritos e o melhor da cidade para achar alguém para uma transa. 

Era aquilo que eu precisava... uma boa transa para esquecer aquele escorpião venenoso. Zulema havia me magoado muito, eu nunca iria perdoar ela por aquilo, e devolveria a punhalada na mesma intensidade. 

Assim que chego lá, tento me acalmar um pouco e vou até o bar. 

- Um gin e tônica, por favor. - Digo para a bartender que estava de costas pra mim. 

Assim que se vira, a mulher ruiva dá um sorriso e se aproxima de mim, apoiando os cotovelos no balcão. 

- O que uma mulher tão linda assim tá fazendo aqui sozinha? - Ela pergunta maliciosa, e retribuo o sorriso. 

POV ZULEMA

Finalmente segunda havia chegado, haviam se passado dois dias desde que eu e Macarena brigamos. Eu mandava mensagens, ligava e até mesmo fui uma vez em sua casa, mas ela não me deu sinal de vida, sabia que estava me ignorando. 

O lado bom de ter aula com ela hoje, era que ela não poderia mais me ignorar, simplesmente pediria para conversar com ela no final da aula e esclareceria tudo. Ficar longe dela aqueles dois dias havia me mostrado que eu não queria mais fazer isso... sua presença se tornou a coisa que eu mais gostava no dia.

Só esperava que não fosse tarde demais para eu ter percebido isso. 

Estava a caminho da universidade, com minhas mãos tremendo com o nervosismo de ver ela novamente. Eu precisava vê-la e sentir seu corpo e suas mãos em mim de novo. Macarena havia se tornado uma parte importante do meu dia. 

Assim que chego na escola e estaciono na minha vaga, pego minhas coisas no banco de carona e vou andando lentamente até a entrada, procurando Macarena entre seus amigos no lugar que eles sempre ficavam. 

Surpreendentemente, não a achei, e senti uma pontada de desapontamento e preocupação com aquilo. Não sabia se só estava me evitando, ou se algo mais sério havia acontecido. 

Mantive meus olhos em seus amigos enquanto andava para frente, e acabei esbarrando em alguém sem querer. 

- Ah, me desc... - Começo a me desculpar, mas assim que vejo quem é, meu sangue ferve. 

- Olá, maninha. - Ela diz, maliciosa. 

Alicia estava ali, na universidade que eu ensinava, de mãos dadas com Macarena, que me olhava de forma desafiadora.


Notas Finais


O que acharam?? 🥰


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