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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 2


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Olá meus amores, voltei! Espero que estejam bem! <br /><br />Quero agradecer aos favoritos já no primeiro episódio, vocês são demais! <br /><br />Espero que tenham uma boa leitura e que gostem 🥰🥰🥰

Capítulo 2 - A Prova Surpresa


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 2 - A Prova Surpresa

POV ZULEMA

- Um uísque com gelo, por favor. - Peço para o bartender que estava preparando outra bebida e me encosto na bancada. 

Dou um suspiro e direciono meu olhar até a mesa onde eu estava, com alguns dos professores novos. Alguns eu conhecia, como Sandoval e Soledad, além de Saray, que era uma das minhas amigas mais próximas. 

Havíamos decidido ir ali e comemorar nossos primeiros dias de aula, éramos novos na universidade e até o momento tudo havia ido muito bem. Nos conhecemos no dia e todos já haviam feito amizade, conversávamos sobre diversos assuntos animados, me sentia bem entre eles. 

Passo meu olhar sobre outras mesas e paro em uma onde achava que tinha alguns estudantes da universidade, achando muita coincidência eles estarem ali ao mesmo tempo que nós.

Continuo a olhar para o local, e vejo um movimento à minha direita, então olho para a pessoa e vejo ser Macarena, a estudante modelo da universidade com os cotovelos apoiados na bancada. 

Me senti intrigada vendo-a ali. Ela ia em bares e bebia? Pensava que estudantes inteligentes assim eram antissociais e se afundavam em livros, estava feliz por estar errada. 

Me senti em um impulso de ir conversar com ela, não sabia realmente por que, mas gostava dela e sentia que tinha algo diferente, que nenhum outro aluno tinha. 

- Esse mundo é mesmo pequeno hein. - Digo dando um sorriso, chamando sua atenção enquanto me aproximava dela com minha bebida em mãos. 

- Ah, oi Senhora Zahir. - Ela diz, aparentando estar nervosa. 

Ela sempre aparentava estar nervosa perto de mim, talvez ela era assim com todos, mas gostava de pensar que era minha personalidade intimidadora que causava aquilo. 

- Pode me chamar de Zulema fora da universidade. - Digo em um impulso, logo me arrependendo da intimidade quando vi ela arquear uma sobrancelha. 

- Tudo bem, Zulema. - Ela diz lentamente e sinto um arrepio percorrer meu corpo assim que ela pronuncia meu nome.

Havia sentido a mesma coisa quando estava devolvendo seus materiais e ela tocou em minha mão... um arrepio percorreu todo o meu corpo, juntamente com uma corrente elétrica, o que será que estava acontecendo?

- Está aqui com seus amigos? - Puxo assunto, vendo que ela estava bem desconfortável. 

- Sim, estão sentados ali. - Ela diz, apontando pra mesa de estudantes que eu já havia visto antes. 

- E como estão as aulas? Está se dando bem em todas? - Pergunto e ela volta seu olhar pra mim. 

- Praticamente em todas, a sua é a mais difícil e a melhor na minha opinião, aí estou lutando mais. - Ela diz e no mesmo momento o bartender entrega sua bebida. 

- Se precisar de qualquer ajuda é só pedir, como eu já disse antes. - Digo, dando mais um gole na bebida. Ela apenas confirma com a cabeça, olhando para frente. - Bom, eu vou voltar, bom descanso. - Digo finalmente e me despeço dela, voltando até a mesa dos professores. 

- Demorou hein Zule, pensei que estava fabricando a bebida. - Saray diz, colocando uma mão em meu ombro e fazendo todos rirem. 

- Quase isso. - Brinco e dou uma risada nervosa.

Os outros continuaram conversando enquanto minha mente vagava até algumas mesas após a nossa, onde aquela aluna intrigante estava com seus amigos se divertindo. 

Eu sabia que havia me sentido atraída por ela, por mais que não quisesse admitir. Ela tinha um rosto e um corpo angelical, olhos esverdeados e lábios convidativos, além de um sorriso maravilhoso.

Eu era lésbica, e me sentia atraída por muitas e muitas mulheres, incluindo estranhas, colegas de trabalho e até mesmo alunas, mas nunca me relacionava com as últimas duas partes, pois sabia que aquilo nunca funcionava bem. 

Se relacionar com colegas de trabalho não era contra a lei nem passível de punição, mas com alunos era. Se fôssemos pegos, seríamos demitidos e com a licença tirada, nunca mais podendo lecionar. Era um risco que eu realmente não estava disposta a tomar. 

- Zulema? - Ouço chamarem meu nome, me tirando dos meus devaneios. 

- Hm? - Volto minha atenção pra Soledad, que havia me chamado.

- Estávamos falando sobre os alunos e as turmas, perguntei se já tinha gostado ou odiado de alguém. - Ela diz, vendo que eu não prestei atenção em nada do que eles haviam dito. 

- Ah, gostei bastante da turma 6B. - Respondo sua pergunta. 

- Ah, a turma da Macarena, né? - Sandoval pergunta, e confirmo com a cabeça. - Que aluna incrível que ela é, acho que todos aqui devem ter gostado dela, ou não? - Ele pergunta e todos confirmam com entusiasmo. 

- Realmente, e uma das mais bonitas que eu já vi. - Hierro diz e Sandoval concorda. 

Não pude deixar de ficar incomodada com aquela afirmação. Macarena era realmente bonita, mas aquilo era um desrespeito com a aluna e muito antiprofissional em minha opinião. 

- Falando em alunos que não gostei, Valbuena incomodou vocês também? - Mudo de assunto, me sentindo desconfortável com o outro proposto.

Todos confirmaram que sim quase em coro, confirmando que aquele aluno seria um problema para todos no decorrer do curso.

- O pai dele é um advogado multimilionário, um dos mais ricos do país, não é fácil. - Saray diz, fazendo eu ficar mais receosa. 

A ameaça que ele havia me dirigido na aula era verdadeira, mas não me abalaria com aquilo, eu era a professora e tinha o poder durante as minhas aulas, nenhum aluno mimado me desafiaria ou desrespeitaria e sairia impune. 

Em um impulso, resolvi olhar para a mesa dos estudantes e ver o que estariam fazendo. Todos conversavam e riam entre si, em excessão de Macarena, que olhava em direção à nossa mesa.

Assim que viu que eu olhava para ela, desviou o olhar e deu um gole grande em sua bebida, fazendo eu dar um sorriso com aquele ato, ela realmente ficava nervosa comigo. 

Voltei meu olhar para a mesa e continuei a conversar com os professores até que todos decidiram ir embora por já estar tarde, e todos teríamos aulas amanhã cedo. 

Peguei minha bolsa branca e me dirigia com o resto do pessoal até o estacionamento, onde o carro de cada um estava. Dei uma última olhada para a mesa de Macarena e não a vi lá, imaginava se ela já havia ido embora. 

Fui até meu Cruze preto e logo destravei a porta, entrando nele e ligando o rádio, que tinha minha playlist favorita. Back to Black tocava no rádio e fui com esse som até minha casa, que era bem perto do pub.

Assim que cheguei, abri o portão e estacionei no local. Entrei pela porta e dei um suspiro, me sentia cansada. Tirei minhas roupas e fiquei somente de lingerie, aproveitando que tinha privacidade pra fazer aquilo. 

Dobrei minhas roupas e arrumei em meu guarda-roupa marrom escuro de portas de correr, pegando um pijama com estampa de escorpião, animal que eu sentia um afeto enorme, sem saber muito por quê.

Me dirigi até o banheiro e tomei um banho rápido, tirando a maquiagem do meu rosto e vestindo o pijama. Assim que terminei, peguei meu laptop e pus meu óculos de leitura, que usava somente quando precisava ler algo no mesmo. 

Eu estava escrevendo um livro sobre direito e código penal, o que eu também ensinava na universidade, estava ainda pela metade, sempre que podia eu tentava escrever um pouco nele, ocupando meu tempo. 

Passei alguns minutos escrevendo até que senti meus olhos pesarem. Olhei então o relógio e vi já serem 23 horas, horário bem tarde pra mim, que acordava sempre 6 da manhã todo dia. 

Guardei meu laptop e apaguei as luzes, liguei o ventilador e deitei na cama, me tampando até a cintura. Como estava muito cansada, logo fui vencida pelo sono. 

Acordei no outro dia com a música do meu despertador, que tocava em um tom alto, para que eu acordasse, já que tinha um sono muito pesado. 

Sentei-me na cama e me alonguei, me preparando pra levantar. Logo o fiz e peguei minhas roupas de ir para a universidade, um terninho preto e uma calça cinza-azulada, com uma blusa azul por dentro. 

Coloquei tudo em alguns instantes e passei um lápis debaixo de meus olhos, o que era costume da minha cultura jordaniana, a qual eu tinha muito orgulho. 

Desci até o térreo e fui até a cozinha, preparando uma tapioca com tofu para comer e um suco natural de laranja. Comi tudo em instantes e estava pronta para ir até a universidade. 

Peguei minhas chaves e minha bolsa, que continha tudo o que eu precisava para dar aulas naquele dia, incluindo meu laptop e alguns cadernos com anotações. 

Cheguei rapidamente até a escola e ouvia meu salto martelando contra o cimento enquanto andava até a entrada, chamando a atenção e os olhares de vários alunos, que eu sabiam que me cobiçavam.

Por mais que tivesse quase 50 anos, me sentia como uma jovem de 30. Cuidava muito bem do meu corpo fazendo exercícios e com uma alimentação saudável. Não passava muita maquiagem e ainda assim minha pele era perfeita, sem rugas nem nada. Eu sabia que era linda e desejável, tinha que rejeitar vários alunos sempre por onde passava, já estava acostumada.

Entrei na universidade e fui diretamente até a sala dos professores, onde sempre ficávamos conversando e comendo até nossas aulas começarem. 

Entrei na sala e constatei não ter ninguém, provavelmente todos já estavam em suas salas, pois o sinal tocaria a qualquer momento, fazendo os alunos entrarem na sala.

Chequei meus horários e vi que teria novamente a turma 6B, de Macarena. Senti meu coração palpitar involuntariamente com aquela constatação, não sabia exatamente por que. 

Minha matéria era uma das mais importantes, tínhamos aulas praticamente todos os dias, então veria bastante ela e sua turma, o que não me parecia ruim, já que era uma turma boa, com apenas alguns alunos que estragavam. 

Eu tinha preparado uma prova surpresa para a turma sobre tudo o que eu havia falado na primeira aula, e queria ver se realmente haviam prestado atenção. Eu tinha certeza que Macarena se sairia bem, já que não tirava os olhos de mim durante a aula inteira. 

- Bom dia classe, guardem seus cadernos! Teremos prova surpresa. - Digo e ouço vários murmúrios. - O assunto será tudo o que eu os ensinei na aula de ontem, espero que tenham prestado atenção e anotado. - Digo enquanto entrego as provas. 

Vou fileira por fileira, entregando as folhas, e dou a última pra Macarena, que se sentava perto da minha carteira, na parede. A olhei e vi seu olhar nervoso, não sabia por que ela estava com tanto medo, se sempre tirava notas ótimas. 

POV MACARENA

“Porra, fodeu, fodeu, fodeu!” “Eu não prestei atenção nenhuma na aula dela, que merda!” - Pensava, enquanto ela entregava as folhas. 

Assim que ela entregou minha folha, ela olhou em meus olhos e deu um sorriso, o que me acalmou um pouco, mas ainda continuava muito nervosa, tinha muito medo de tirar uma nota baixa. 

Tínhamos apenas 40 minutos pra fazer a prova, e a cada pergunta eu sentia mais vontade de estourar meus miolos, estava tendo muitas dificuldades com aquela prova. 

Zulema parece ter notado, pois me olhava de vez em quando, pensativa. Eu sabia que ela havia ouvido que eu era uma aluna ótima e só tirava notas ótimas, e era verdade, mas não havia conseguido me concentrar na aula por causa dela! 

Consegui responder a última pergunta assim que o sinal bateu, dando um suspiro aliviado, mas ainda assim receosa pela minha nota, não sabia se me daria bem. 

Passei o resto das aulas sem prestar atenção nos professores, apenas temendo por minha nota na matéria de Zulema. Não sabia exatamente porque estava tão preocupada, mas sentia meu coração palpitar forte enquanto pensava naquilo. 

O sinal bateu, significando que as aulas haviam acabado e deveríamos voltar pra casa, me amaldiçoei novamente pelo dia perdido, estava muito frustrada por não estar conseguindo me dar bem na faculdade aquele ano... o que havia de errado comigo? 

Meus amigos foram na minha frente, guardei meus materiais lentamente e os seguia de longe, sem ânimo para acompanhá-los. 

Do nada, senti uma mão encostar em meu braço, me dando um choque imediato, olhei então pra trás e constatei ser Zulema. Tinha que ser ela, era a única pessoa que poderia me causar aquela sensação maravilhosa. 

- Macarena, desculpa te incomodar agora que a aula acabou, mas podemos conversar privadamente? - Ela pergunta, com a respiração um pouco alterada, deveria ter corrido pra me alcançar. 

Olho para meus amigos e penso que me esperariam, então concordo com a cabeça e a sigo até sua sala, onde ela fechou a porta. Assim que ela fez isso, sentir meu coração acelerar... por que ela havia fechado a porta?

- Bom Macarena, queria conversar privadamente com você por causa da sua prova. - Ela diz finalmente e sinto meu coração acelerar mais ainda.

- Tirei uma nota baixa? - Pergunto nervosa, sentindo meu coração quase saindo pela boca.

- Na verdade você não acertou nenhuma questão. - Ela diz, e abaixo minha cabeça. - Aconteceu algo? Você não é assim. - Ela diz, se aproximando mais de mim.

- Não, só não consegui prestar atenção em sua matéria, estou tendo dificuldades com ela. - Digo, ainda olhando pra baixo. 

- Olha, se você quiser pode ir até a minha casa, te dou uma aula resumida e deixo você refazer a prova, que tal? - Ela sugere, e meu ânimo volta. 

- É claro que sim! Muito obrigada! - Digo, olhando pra ela e dando um sorriso de orelha a orelha, não esperava aquela atitude dela.

- Ninguém pode saber, senão reclamariam, você sabe né? - Ela diz e eu afirmo com a cabeça e passo a mão pelos lábios, em forma de zíper.

- Minha boca é um túmulo. - Digo animada, fazendo ela dar uma risada. 

O doce som da sua risada preencheu meu coração de uma forma sobrenatural, me senti calma e com o coração quentinho quando ouvi, gostaria de ouvir mais daquilo. 

Além do mais, seus olhos ficavam pequenos quando ela sorria, a dando um charme que só pertencia a ela, o que me fazia ficar mais atraída ainda por ela.

- Bom, você tem compromisso hoje a noite? - Ela pergunta e nego com a cabeça. - Ótimo, podemos fazer hoje mesmo então. - Ela diz e dou um sorriso. 

- Obrigada mesmo Senhora Zahir. - Digo, dando um sorriso enorme em sua direção. 

- Por nada Macarena, esteja hoje às 19 horas nesse endereço, certo? - Ela diz, me entregando um papel. 

- Certo, obrigada novamente. - Digo e então saio pela porta, a deixando aberta. 


Notas Finais


O que estão achando??? Espero vocês nos comentários 🥰❤️❤️❤️


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