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História Zurena - Forbidden Love - Capítulo 3


Escrita por: ClexaZurena4ever

Notas do Autor


Olá meus amores, voltei! Episódio super longo pra vocês! Estou me sentindo inspirada 🥰🥰

Boa leitura, espero que gostem 💕💕

Capítulo 3 - A Boate


Fanfic / Fanfiction Zurena - Forbidden Love - Capítulo 3 - A Boate

POV MACARENA

Assim que saí da sala de Zulema, não pude evitar em dar pulinhos de alegria com aquele momento. Não sabia por que estava tão animada assim, afinal era só uma prova. Apesar disso, sentia meu coração feliz, e era o que me importava. 

Alcancei meus amigos, que prestaram atenção na minha felicidade assim que cheguei, pois todos me olharam de uma maneira estranha, com sorrisinhos maliciosos. 

- Tu acabou de pegar alguém Maca? - Cachinhos pergunta com uma sobrancelha arqueada. 

- Claro que não, estão loucos? Só estava arrumando meu material, credo. - Digo, tentando disfarçar meu sorriso. 

- Aham, a gente finge que acredita. - Palácios diz, com seu jeitinho debochado. 

- Enfim, vamos? - Digo, mudando de assunto, e todos concordam. 

Entramos então no carro de Fabio, que levou cada um para as nossas respectivas casas. 

Assim que cheguei em casa, liguei uma música animada bem alta em minha TV, e comecei a preparar meu almoço, dançando conforme a batida da música tocava. 

O dia passou rapidamente no trabalho como sempre, e logo as 18 horas chegou. Bati meu ponto e voltei pra casa, sentindo minha barriga encher de borboletas cada vez mais. 

Estava nervosa em ir até a casa de Zulema, achava que conhecer a casa de alguém era sinal de muita intimidade, o que eu e ela não tínhamos, mas que parte mim gostaria de ter. 

Parei na frente do guarda-roupa e pensei por alguns minutos no que vestiria. Não queria parecer muito desleixada, mas também não muito arrumada, exagerando. 

Reviro todas as minhas roupas e suspiro fundo assim que vejo que não tinha roupas que prestavam, teria que comprar novas assim que pudesse. 

Relevei o fato e peguei o que eu tinha de melhor, uma camisa casual Branca e uma calça preta com corrente de ferro do lado, nos pés apenas um vans preto. 

Fui até o banheiro e passei meu perfume preferido, passei uma maquiagem leve no rosto e apenas um delineador e rímel nos olhos, não queria parecer exagerada. Apenas fiz um coque bagunçado em meu cabelo, mas que ainda assim parecia elegante.

Olhei no relógio e constatei serem 19:45, hora de ir até a casa de Zulema. Peguei minhas chaves atrás da porta e entrei no meu carro, colocando o endereço da casa dela no GPS e saindo pelo portão. 

O caminho inteiro batucava os dedos no volante de nervosismo, sentia borboletas dançarem freneticamente na minha barriga. Não sabia por que estava tão nervosa assim, não era como se eu estivesse apaixonada por ela, só tinha uma simples quedinha. 

Cheguei em sua casa e me impressionei com o tamanho, ela deveria ter bastante dinheiro. Buzinei e logo o portão foi aberto, então entrei e estacionei perto de sua casa. 

Saí do carro e vi ela encostada na porta. No mesmo momento, senti minha respiração descompassar com a visão que eu havia tido. Zulema usava um vestido curto azul soltinho, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ela usava um óculos redondo, que a deixava mais sexy ainda. 

- Bem na hora. - Ela diz, olhando pro relógio. 

- Gosto de ser pontual. - Digo nervosa enquanto ela sinaliza para eu entrar, e então o faço. 

Observo sua casa por dentro e me espanto mais ainda, o que por fora já era lindo, se tornou milhares de vezes mais bonito por dentro. A cada era totalmente branca, os móveis eram quase todos pretos, com apenas alguns detalhes em dourado e branco. Era uma das casas mais bonitas que eu já havia visto. Zulema tinha um gosto muito bom. 

- Sua casa é linda. - Digo boquiaberta, ainda olhando em volta. 

- Ah, obrigada. - Ela diz, fechando a porta. - Você quer algo pra beber? - Ela pergunta educadamente.

- Não, obrigada. - Digo e ela assente, dando um sorriso fraco. 

- Vamos começar então? - Ela pergunta, apontado para o sofá.

- Vamos. - Digo dando um sorriso e me sentando no objeto totalmente confortável. 

POV ZULEMA

Assim que Macarena chegou em minha casa e saiu do carro, senti minha respiração ofegar, ela estava completamente maravilhosa. Sentia vontade de elogiá-la, mas sabia que não poderia fazer aquilo, seria falta de profissionalismo, coisa que não pertencia ao meu vocabulário. 

Comecei a explicar o conteúdo novamente pra ela, mas me sentia nervosa por algum motivo com seu olhar constante e quente sobre mim. 

Em uma sala cheia de alunos era mais fácil de lidar com seus olhares, mas quando estávamos sozinhas eu senti que seria difícil me concentrar e não fazer besteira, mas dei meu melhor para não fazer isso. 

Assim que terminei de explicar, entreguei uma folha de papel pra ela, que continha a prova, e então ela começou a fazê-la. 

Fui até a cozinha pegar um copo d’água pra mim e sentei-me de frente pra ela no sofá, onde ela escrevia em uma prancheta que apoiava em suas pernas. 

Como suas costas ficaram curvadas por causa da sua posição e seus cabelos estavam presos, pude ver que o decote que a sua camisa proporcionava, dava uma visão para boa parte de seus peitos, os quais eu encarei por alguns segundos hipnotizada, sentindo minha intimidade começar a dar pontadas. 

Assim que percebi isso, chacoalhei a cabeça, tentando tirar aquela visão da minha mente, tomando quase o copo inteiro da água que havia acabado de pegar. Macarena viu isso e arqueou levemente a sobrancelha, fazendo eu ficar mais nervosa ainda.

- Terminei. - Ela diz, me tirando dos meus pensamentos e estendendo a prova até minha direção. 

- Que rápida. - Digo assim que olho o horário, vendo que terminou 20 minutos antes do prazo. 

- Vamos ver se algo está certo. - Ela diz brincando, e dou um sorriso leve. 

Começo a corrigir uma questão por uma, com o olhar quente de Macarena sobre mim, tendo um pouco de dificuldades pra me concentrar. 

Assim que termino, a entrego, e assim que ela vê sua nota, da um sorriso enorme em minha direção, aquecendo meu coração. 

- Eu não acredito que acertei todas! - Ela diz, dando risada de sua nota, ela não  acreditava que tiraria uma nota tão boa. 

- Você é uma aluna ótima Macarena, por que duvida tanto de si mesma? - Pergunto e vejo seu sorriso desaparecer, dando lugar a um olhar pensativo.

- Eu não sei. Só sei que a nota de hoje de manhã provou que eu realmente tenho que duvidar. - Ela diz, e sinto um pouco de tristeza em sua voz. 

- Olha, por que você foi mal hoje de manhã eu não sei, mas o que importa é que foi bem agora, talvez só não estava em um bom momento. - Digo, tentando animá-la.

- Talvez. Não consegui prestar atenção nenhuma na aula de ontem, pra ser sincera. - Ela diz, olhando pra baixo.

- Algum motivo pra isso? - Pergunto, tentando ajudá-la. 

Macarena não responde, apenas olha em meus olhos, com a boca entreaberta e passa sua língua sobre o lábio inferior, dando a resposta para a pergunta que eu havia feito. 

Ela realmente se sentia atraída por mim, eu sentia aquilo em seu olhar e seus atos, suas palavras. Teria que cortar aquele mal pela raiz, antes que algo pior acontecesse e arruinasse sua vida ou a minha. 

- Está ficando tarde né? - Digo, tentando mudar de assunto. 

- Sim, acho que já vou. - Ela diz, saindo do transe que se encontrava. 

Apenas concordo com a cabeça e levanto juntamente com ela do sofá, então ela se dirige até a porta e me espera para abri-la. Giro a chave e logo ela sai pela porta, virando de frente pra mim do lado de fora. 

- Muito obrigada mesmo pela ajuda, se precisar de qualquer coisa, pode me pedir também. - Ela diz dando um sorriso, colocando as mãos no bolso. 

- Obrigada. - Digo, dando um sorriso fraco em sua direção. 

Ela entra então em seu carro e dá a partida, buzinando uma última vez até o veículo desaparecer da minha vista. 

Assim que entro pela porta e a tranco, solto todo o ar que nem sabia estar segurando, o que havia de errado comigo? Por que me sentia mal por não querer ficar com ela? Algo me incomodava dentro de mim e eu não estava gostando daquilo. 

Macarena havia causado um efeito dentro de mim que eu nunca havia sentido antes, ninguém nunca tinha mexido tanto assim comigo. Não sabia o que ela tinha de especial, mas sabia que era algo, ela era diferente das outras pessoas que conheci. 

Era como se tivesse algo dentro de si, algo bonito, mas misterioso. Um segredo que apenas ela sabia, e aquilo me deixava inquieta, desejava mais do que tudo saber o que era, desvendar ela pedaço por pedaço. 

O que me incomodava mais ainda era saber que eu não poderia fazer aquilo, não podia me envolver de jeito nenhum com ela. Era uma aluna, e além disso, muito mais nova que eu, era quase que uma pedofilia. 

Fui tirada de meus pensamentos com o barulho do meu celular tocando. Olhei para a tela e constatei ser Saray. 

- Cigana? - Pergunto e logo ouço um barulho do outro lado da linha. 

- Oi Zule, está afim de sair hoje? Só nós duas, o que acha? - Ela pergunta animada, me fazendo olhar o horário.

- Saray já é quase 10 da noite. - Digo, insinuando ser muito tarde. 

- Zule, você é velha mas não tanto assim, aproveita porque depois você vai estar gagá e não vai poder, aí vai se arrepender. - Ela diz e reviro meus olhos involuntariamente.

- Onde você quer ir? - Pergunto contra a minha vontade. 

- Em uma boate aqui pertinho, já passo aí te buscar, fechou? - Ela pergunta, e confirmo sem vontade. 

- Tá bom, esteja aqui em 10 minutos, senão já desisto. - Digo e ela concorda, logo desligando a chamada. 

Após 10 minutos, Saray chegou buzinando na minha casa. Suspiro e logo tranco a porta, indo até seu carro. Entro e ouço uma música tocando alto, e Saray dançava, com seu jeito desengonçado. 

- Está gata, hein. - Ela diz, me provocando.

- Eu sei. - Digo convencida, enquanto Saray dá a partida, indo até o local.

Assim que chegamos, esperamos alguns minutos na fila e logo entramos, indo diretamente até o balcão de bebidas, pedindo um uísque pra cada uma. Gostava que Saray tinha os mesmos gostos que eu, por isso éramos amigas. Fomos até uma mesa redonda, nos sentando uma de frente pra outra. 

- Como estão sendo as aulas? - Ela puxa assunto. 

- Ah, estão indo muito bem. Me dou bem com a maioria das turmas, somente alguns alunos estragam. - Digo revirando os olhos, pensando em Valbuena e outros sujeitos irritantes. - E você? - Pergunto enquanto tomo um gole do meu uísque. 

- Também me dou bem com a maioria, fiz amizade com vários alunos já, tem alguns muito bons, como Macarena Ferreiro. - Ela diz e sinto meu coração palpitar somente de ouvir seu nome. - Já tem algum crush? - Ela pergunta maliciosamente. 

- Está louca? - Digo, me espantando com sua pergunta. 

- Ah vamos Zule, eu te conheço. Deve ter achado alguma aluna bonitinha. Eu sei que eu achei várias. - Ela diz, dando risada, já estava alterada. 

- A diferença entre nós duas é essa, eu sou profissional e não presto atenção nas alunas. - Digo superior, fazendo ela rir mais ainda da minha afirmação. 

- Tá bom Zule, vou fingir que acredito em você. - Ela diz, se levantando da mesa. 

- Aonde você vai? - Pergunto, vendo ela se movimentar pra sair da mesa. 

- Flertar com algumas mulheres, já volto. - Ela diz, e reviro meus olhos, ela conseguia ser muito irresponsável pra uma professora em uma universidade tão renomada. 

Resolvo que não ficaria sozinha ali na mesa. Pego meu maço de cigarros e vou em direção à sacada do local, próprio para fumantes. 

Senti o vento gelado vir em encontro com minha pele alva assim que saí pela porta. Acendi o cigarro e me apoiei no parapeito, prestando atenção na vista que se dispunha na minha frente, dando tragadas de vez em quando. 

Assim que termino, coloco o cigarro no cinzeiro e me direciono até dentro do local novamente. O lugar estava cheio, então cuidava o máximo para não esbarrar em ninguém. 

Meu esforço foi em vão, pois esbarrei em cheio em uma pessoa que segurava uma bebida, derramando a mesma sobre nós duas, além de ter derrubado a mulher no chão, fazendo ela dar um gemido de dor. 

- Meu Deus, me desc... - Eu digo, estendendo mão para levantá-la, mas assim que vejo quem era, sinto meu coração acelerar. 

- Pensei que uma professora prestasse mais atenção no caminho. - Macarena diz brincando enquanto agarra minha mão para levantar, me dando choques imediatos com o contato. 

- Desculpa de novo, acabei não te vendo. - Eu digo, me sentindo completamente nervosa. 

- Tudo bem, acontece. - Ela diz, dando seu sorriso de costume, que eu achava tão bonito.

- Ah, você está toda molhada agora. - Digo, apontando para as suas roupas, fazendo ela olhar. 

- Ambas estamos. - Ela diz e aponta pra mim, e então dou uma risada assim que vejo que também estava bem molhada. - Está aqui com alguém? - Ela pergunta esperançosa. 

- Até estou, mas ela me largou pra flertar com outras. - Digo e vejo que ela não entende o que eu queria dizer. - É só uma amiga, sua professora de Educação Ambiental. - Digo e ela finalmente sabe de quem estou falando. 

- Claro, a Senhorita Vargas. - Ela diz, e logo confirmo com a cabeça.

- Essa mesmo. - Digo, dando um sorriso, que logo é devolvido por ela.

Ficamos alguns segundos nos encarando, como se quiséssemos dizer algo, mas não soubéssemos o que. 

Só naquele momento eu havia reparado o quão bonita ela estava. Ela usava uma blusa larga preta e uma calça branca, com detalhes em dourado. Seu cabelo estava solto, com ondas. 

- Você vai querer trocar essa roupa molhada? - Ela pergunta, fazendo eu sair dos meus pensamentos. 

- Até queria, mas minha casa é bem longe, e estou de carona. - Digo, torcendo a boca. 

- Que tal... - Ela começa a dizer mas para no meio do caminho, hesitando com o que diria a seguir. - Que tal irmos até minha casa? Te empresto algo, se quiser. - Ela diz receosa, e sinto meu coração acelerar com aquele pedido. 

Eu tinha certeza que aquilo não seria uma boa ideia. Por mais que eu quisesse tirar aquela roupa molhada, não me sentia segura em ir até a casa dela e ficarmos sozinhas, estava um pouco alterada e não sabia se conseguiria me controlar. 

Por mais que eu quisesse negar, eu sabia que me sentia muito atraída por Macarena e ela causava coisas grandes em mim. Parte de mim desejava completamente que fôssemos até lá, desejava possuí-la, mas minha consciência me impedia de fazer aquilo.

- Ah, está tudo bem, não estou incomodada. - Digo, tentando não dar na cara que estava nervosa. 

- Tá bem então, posso ficar conversando com você? Minha amiga também está de papo com outras mulheres. - Ela diz revirando os olhos, fazendo eu rir. 

- Claro. - Digo e logo nos direcionamos até a mesa que estava sentada antes. 

- Você é daqui mesmo? - Ela pergunta, apoiando os cotovelos na mesa. 

- Na verdade não, nasci em Barcelona. E você? - Pergunto, apoiando apenas minha mão na superfície. 

- Também não, sou de uma cidade do interior, bem longe daqui. Meus pais ainda moram lá. - Ela diz, e me interesso por sua história. 

- E você se dá bem com seus pais? - Pergunto, apoiando o queixo na mão. 

- Sim, meus pais me apoiam demais, sinto muita falta deles. - Ela diz, um pouco triste. - E seus pais? - Ela pergunta, afastando a tensão. 

- Meus pais estão mortos há um bom tempo. - Digo, e vejo suas sobrancelhas dobrarem. - Eu já sou bem velha, era de se esperar. - Digo, dando um sorriso. 

- Desculpa a pergunta, mas quantos anos você tem? - Ela pergunta intrigada. 

- Tenho 49 anos. - Digo e vejo suas sobrancelhas arquearem em espanto. 

- Nossa, eu nunca teria imaginado. - Ela diz boquiaberta. Apenas sorrio. - Você é linda demais, pensei ter no máximo 30. - Ela diz, e sinto minha barriga formigar com seu elogio. 

- Não é pra tanto. - Digo envergonhada, provavelmente já corada. 

- Sério, você é maravilhosa, e olha que não sou de elogiar mulheres assim. - Ela diz, me fazendo arquear uma sobrancelha. 

Iria dar uma resposta, mas sinto um calafrio percorrer meu corpo e começo a sentir muito frio, começando a tremer levemente, devido à minha blusa molhada e a noite fria que se alojava naquele dia. 

Macarena parece ter percebido, pois me olhou diferente e logo se levantou, estendendo a mão pra mim. 

- Vamos pra minha casa, você vai pegar uma gripe assim. - Ela diz ternamente, e não luto mais contra seu pedido, sentia que suas palavras eram verdade. 

Pego em sua mão para levantar da cadeira, e logo a solto enquanto nos direcionamos até fora da boate, indo até o carro de Macarena. 

Entramos lá e logo ela liga o aquecedor, fazendo eu agradecer mentalmente por aquilo, estava com muito frio. Macarena ligou uma música baixinha, que logo reconheci e constatei ser uma das minhas favoritas. 

- Você gosta de Hozier também? - Pergunto, aumentando um pouco o som. 

- Você também? - Ela pergunta animada, apenas confirmo com a cabeça e começo a cantar junto com a música, movimentando meu corpo levemente. 

Macarena faz o mesmo e logo estamos dançando juntas ao ritmo da música, dando risadas de vez em quando pela nossa falta de ritmo. 

Logo chegamos em sua modesta quitinete. Ela abriu a porta e me deixou entrar antes, acendendo a luz e me dando visão do pequeno lugar em que ela morava. 

- Eu sei que não é bonita como sua casa, mas é melhor que nada. - Ela diz brincando e dá um sorriso.

- É maravilhosa. - Digo olhando pra ela, fazendo ela dar um sorriso. 

Logo sinto algo se esfregando na minha perna e levo um susto, mas assim que vejo ser um gato, me acalmo. O gatinho se esfregava em minhas pernas e miava de um jeito engraçado. O pego no colo e ele dá uma lambida em minha bochecha, fazendo eu sorrir. 

- Olha só, ele gostou de você. Ele nunca gosta de pessoas estranhas. - Ela diz com um sorriso assim que voltou do quarto com algumas roupas. 

- Gosto bastante de animais, até sou vegetariana, talvez ele saiba. - Digo brincando, fazendo ela dar uma risada alta. 

- Admiro demais os vegetarianos, estou tentando virar uma, aliás, mas é bem difícil. - Ela diz, um pouco sem jeito. 

- Um dia você consegue, é só continuar tentando. - Digo sorrindo, e ela retribui o gesto 

- Você pode se trocar no banheiro, vou no meu quarto. - Ela diz e apenas concordo com a cabeça, me dirigindo até seu banheiro. 

Visto rapidamente a blusa larga que Macarena havia me dado, e por incrível que pareça, ela serviu muito bem em mim. Ela tinha o cheiro de Macarena, e não pude evitar de levá-la até meu nariz, a cheirando e fechando os olhos. 

Saio do banheiro e vejo Macarena sentada em seu sofá, mexendo no celular. Assim que me vê saindo, levanta e dá o sorriso mais lindo que eu já havia visto. 

- Deveria usar mais roupas largas, ficou muito linda. - Ela diz e me sinto corar com aquele elogio. 

Eu não era de corar com elogios nem me sentir nervosa com ninguém, eu tinha plena consciência da minha beleza e nenhum elogio me impressionava, mas ainda assim, sentia algo diferente quando vinha da boca de Macarena, era como se tornassem especiais. 

Macarena se aproxima de mim lentamente, me olhando nos olhos, e sinto minha respiração descompassar com aquilo, o que ela estava fazendo? 

Assim que chega perto, estende o braço em minha direção e o direciona até meu rosto, tirando algo do meu cabelo, fecho meus olhos instantaneamente assim que sinto seu toque. 

- Tinha uma sujeirinha. - Ela diz um pouco afetada também com o momento. 

Sinto todo o meu corpo pulsar por desejo, não sabia se aguentaria mais muito tempo com toda aquela vontade que eu sentia. 

Sinto Macarena se aproximar mais ainda do meu corpo, deixando apenas alguns centímetros entre eles, fazendo meu peito subir e descer cada vez mais.

Não quebramos nossa troca de olhares por nenhum segundo, até que senti Macarena inclinar seu rosto em minha direção enquanto olhava para os meus lábios.

Me inclinei também involuntariamente, acabando com o espaço entre nós cada vez mais. Sentia que se fizesse aquilo, não teria mais volta. E realmente, eu não tinha mais volta. 


Notas Finais


O que estão achando?? Espero vocês nos comentários 💕💕💕


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